História Outras Palavras - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Austin & Ally, Laura Marano
Personagens Ally Dawson, Austin Moon, Dez, Patricia "Trish" Maria De La Rosa
Visualizações 40
Palavras 1.032
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLÁÁÁÁÁ meu povo?
Como vocês estão? Eu estou ótima, muito obrigada.
Respondendo as perguntas que ninguém fez nos comentários:
A história não está predestinada a ser longa.
É provável que eu demore mais do que isso para postar os capítulos já que quero fazer mais organizado que o de costume.
E acho que é só :) Qualquer coisa, eu aviso depois.
PISA MENOS COMENTÁRIOS! Pra um primeiro capítulo, eu me sai super bem, né? Ou to só me achando? hehe. Obrigada a todas, vocês arrasam! sz
ENJOY!

Capítulo 2 - Implacabilidades


Três semanas antes

Eu não gosto dela! – O cliente para quem eu servia o café sobe o olhar. – Desculpe. – Volto para o balcão e encontro Trish rindo. – Não gosto dela, Trish. – digo e me apoio no balcão, sentindo minhas costas arderem, sou um idoso encarnado.

Trabalho em uma biblioteca que serve café na maioria das vezes. Gosto de trabalhar aqui. Foi o primeiro emprego que consegui desde que cheguei à cidade e provavelmente o único, já que não sou daquelas pessoas cheias de objetivos e sonhos. Ao contrário de Trish, uma dos meus melhores amigos – ela e Dez.

– Você não parou de falar nela por um segundo desde que entrou por aquela porta. E não estou dizendo isso só porque você gosta dela e não quer assumir, mas porque já estou de saco cheio. Sugiro que você pare. – Ela ergue a sobrancelha e eu bufo.

Aquela menina que entrou no ônibus me intrigou. Seu jeito social é muito diferente do que eu costumo lidar. Ela apenas jogou todos os seus problemas em cima de mim e sinceramente esperou que eu a desse alguma luz – mal sabe ela que sou das trevas. Seu jeito não era forçado, mas tenho quase certeza que ela tem muito escondido.

– Eu só queria compartilhar minhas frustrações com você – digo, com a mão no peito e uma falsa cara sofrida. Ela semicerra seus olhos em minha direção.

– Pobre Austin e seus problemas de gente branca. – Ela dá uma pausa. – Bem, tenho que voltar ao trabalho.

– Sério que trabalhar é melhor do que me escutar?

– Pra você ver. (...)

Duas semanas antes

Não vai acreditar no que Ally disse hoje. – Cheguei ao lado de Dez e ele me encarou.

– Alguma coisa fantástica? Sombria? Misteriosa? Que nem a personalidade dela; suponho. – Ele termina de guardar suas caixas, já que seu trabalho não faz parte do café, e se põe na minha frente.

– Algum problema, Dez? – Franzi o cenho.

– Quando você vai trazer essa garota aqui, Austin? Quero conhecer minha futura cunhada. Esse é o problema. Você fala muito dela, mas nunca a traz aqui. Parece coisa de filme e na verdade ela é um fantasma que morreu há dez anos. – Ignoro a última parte.

– Como vou trazer ela aqui se mal eu a conheço direito? Não sei onde ela mora ou ao menos em que ponto ela desce, já que sempre fui o primeiro a descer. E outra, não vou deixar que vocês a assustem.

– Com licença? Trish! Austin acha que a gente vai assustar sua nova namorada. – Ele gritou e ela respondeu do outro lado da loja:

– Esse garoto precisa aprender a nos respeitar – disse e eu ri.

– Estou falando sério, Dez.

– Eu também. Traga-a aqui, meu caro. Quero conhecer a garota que te conquistou.

Não neguei que ela me conquistou. Muito menos escondi minha animação em saber que a veria no outro dia. Porque era tudo verdade, e não havia nada que eu poderia fazer. (...)

Nenhuma semana antes  (naquele dia, naquele ônibus)

Não acredito que foi você quem fez esses biscoitos!  – disse Ally, com a boca cheia e farelos se lançando a 50 metros. Eu apenas ri e ela tampou a boca.

– Pois acredite, passei horas tentando fazer algo comestível.

– Sério?

– Óbvio que não. Saíram de primeira. Nunca te contei? Sou um ótimo cozinheiro.

– Não acredito em você.

– Eu não ligo – disse e ela revira os olhos. – Quer jantar comigo? – A observei engasgar com o biscoito e até iria dar tapas em suas costas se não soubesse que isso não ajuda em nada. Tentei localizar água, mas não obtive sucesso. Nem deu tempo de pensar que ela estava se engasgando porque eu a convidei para sair, e ela já estava melhor. – Acho que isso é um não.

– Não. Quer dizer, sim. Está me chamando para um encontro, Austin? Pensei que você fosse um lobo solitário.

– Ei! Eu sou um lobo solitário com amigos – disse e ela riu. – E não, não estou. Seriam nós dois e mais dois amigos meus, Dez e Trish.

– Então seria um encontro duplo? – perguntou desconfiada e eu acreditava que todas essas perguntas eram pra ganhar tempo.

– Quer parar de romantizar meus planos, srta. Não acredito no amor?

– Desculpe! Não é porque não acredito que não posso romantizar coisas, sr. Falso lobo solitário. É só que... sabe o amor? Aquele que é tão grande que faria você desistir de coisas, mudar coisas, mover coisas. Aquele amor tão grande que não cabe no peito e se estende a alma. Aquele amor tão sincero que faz você duvidar a cada segundo se é mesmo real. Não estamos preparados para esse amor, Austin. Por isso talvez ele nem exista. – A observei por alguns segundos, lentos segundos, a procura de algum resquício de honestidade em suas palavras. Encontrei. Ally já sofreu por um amor.

– Não vou discutir isso com você agora. Porém, amor existe sim e um dia provarei isso a você. – Ela balança a cabeça. – Aceita ou não? Só estou fazendo isso porque eles querem te conhecer, mas, na verdade sei que passarei muita vergonha.

– Você fala de mim pra eles?

– Você não fala de mim por aí? – Devolvi a pergunta.

– Por que falaria? – Fingi ter uma dor no peito e ela riu. – Aceito ir nesse encontro duplo que mais acredito ser uma desculpa para me ver fora desse ônibus.

– Talvez você esteja certa. Tenho que ter certeza que você não morreu há dez anos.

O – Como você tem coragem de contar seus planos a um fantasma? Um fantasma grávido!

O – Como vou saber se aquele teste era real?

O – Não acredita que estou fazendo uma boa ação para o meu irmão fantasma? Eu sou um fantasma caridoso.

Continuamos a viagem assim. Até eu chegar ao meu destino e ela seguir com o seu. Combinamos o horário em que ela chegaria, e eu não via a hora de chegar e contar a Dez que ela iria hoje à noite, e daria a orientação do que não falar, e do que definitivamente não falar. Eu teria que ser cuidadoso se quisesse mostrar a Ally que o amor existe, porque eu também estava prestes a descobrir. Mas algo me dizia que ela seria implacável.

Como ela sempre faz. Implacabilidades. 


Notas Finais


E AÍ?
Comentem e o que acharam! Vocês podem deixar críticas também! sz
Até a próxima!


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