História Outras Razões Pra Ser Feliz - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Turma da Mônica Jovem
Tags Cebonica
Visualizações 128
Palavras 1.352
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie amores! ❤
Demorei? Se sim, me desculpem.
Trago aqui mais um cap pra vocês, e terá uma personagem nova.
Se não gostarem dela, não se preocupe, no máximo esse é o único cap em que ela vai aparecer.
Agora... Boa leitura! ❤

Capítulo 20 - Cobra venenosa


              POV.Mônica

Assim que cheguei em casa, fiquei feliz por encontrar minha mãe, que falava animadamente pelo telefone com alguém. Não pude evitar de escutar um pedaço da conversa.

— Fico muito feliz Aline! Ela será bem vinda aqui. — minha mãe disse.

Será que vamos ter visitas?

— Claro! Quando ela vem? — perguntou — Ótimo. Não se preocupe. Tchau querida! — disse e desligou.

— Era tia Aline mãe? — perguntei animada. Adorava tia Aline, só não gostava da filha dela.

— Ela mesmo! Parece que vai ter que viajar e sua prima não poderá ir. Vai ficar aqui até domingo. — Disse

Ah não! A Amanda é insuportável!

— Não está feliz de ver sua prima depois de 6 anos sem se falar?— perguntou

— Claro! — falei com um sorriso falso e uma animação exagerada. — Vou pro meu quarto agora.

— Onde está Cebola? — ela perguntou

— No jardim. — respondi já subindo as escadas. Eu estava reprimindo um grito.

Cheguei no meu quarto e corri pro banheiro encher minha banheira. Vou fazer o que não faço a muito tempo. Tomar banho de espuma.

Depois de uns minutos eu já estava tomando meu banho tentando relaxar.

A Amanda mora em Londres, e tem 18 anos. Não está fazendo faculdade, pois disse que já é rica o suficiente e que vai casar com um homem milionário.

Desde pequena ela sempre foi muito invejosa e tudo que eu tinha ela queria ter. Amanda é totalmente falsa e fazia da minha vida um inferno quando vinha nos visitar.

Na última que nos vimos foi no meu aniversário de 12 anos e nesse tempo eu ainda era meio gordinha, só emagreci com 13.

Ela sempre me esnobou nesse tempo por ser magra, mas eu achava ela magra demais sem nenhuma curva. Completamente reta!

Eu ainda era chamada de pirralha por ela, só porque era uma ano mais velha que eu.

Afe! Hoje ainda é quinta, pra domingo falta muito. Esses dias que ela estará aqui, pelo menos pra mim, vão ser muito longos...

...

Minha mãe disse que tirou o resto da semana de folga, já que trabalhou muito na empresa esses últimos tempos.

Ela chamou Cebola pra acompanhá - la com sua série de suspense que ainda falta mais de dez episódios pra acabar.

Infelizmente, eu não consegui escapar e quando ela me viu depois do almoço, pediu pra assistir também. Eu não consegui dizer não pra ela já que temos pouco tempo juntas, apesar de Cebola está presente.

— Quando a Amanda chega? — perguntei, quando o episódio tinha acabado.

— Hoje a noite. Eu e você vamos buscá - la — disse, colocando o próximo episódio.

— Saco! — falei alto

— Shhh Mônica! Eu preciso saber se foi o Thiago ou o Arthur que matou a Alice! — reclamou e eu revirei os olhos.

Cebola disse que ia ao banheiro faz mais de vinte minutos e ainda não voltou.

Filho da mãe!

Fiquei aqui sozinha com minha mãe que não para de falar totalmente surpresa olhando a televisão e parece que não percebeu que ele saiu.

Voltei minha atenção pra televisão, tentado esquecer que daqui a algumas horas vou encontrar aquela cobra.

...

Chegamos no aeroporto, esperando minha "querida" prima. De longe vejo a vara pau chegando com um sorriso muito falso pro meu gosto.

Primeiramente, ela abraça minha mãe, e depois se direciona pra mim

— Olá priminha. — diz com sua voz enjoada

— Olá Amanda. — falo, de modo mais gentil que posso.

— Querida, como cresceu! — minha mãe disse a olhando.

Pra mim ela não mudou nada. Continua alta, magra como se fosse uma taba, cabelos longos e ruivos e olhos verdes de cobra venenosa.

Observei sua bagagem. Ela trouxe uma mala de rodinha, uma de mão e uma pequena maleta. Todas as malas eram de um rosa bem chamativo.

— Gostou? — ela perguntou quando percebeu o que eu olhava e sorriu. Seu tom de voz era como se estivesse se achando por eu estar com inveja de suas coisas. — Se quiser, eu posso te dar uma, tenho outra coleção igual em Londres. — disse.

Fala sério, minha cor favorita nem é rosa, e sim vermelho!

— Não obrigada, eu tenho bom gosto. — falei.

Entramos no carro, minha mãe dirigia conversando animadamente com ela, e quando ela respondia eu apenas revirava os olhos escutando sua voz enjoada.

...

Infelizmente, o quarto de hóspedes que disponibilizaram pra ela era em frente ao meu. Paciência...

Só espero que ela não coloque o olho em nada meu ou entre em meu quarto quando eu estiver na escola.

...

De manhã, passei a chave na porta do meu quarto por segurança. Amanda sempre teve a mania de entrar lá e pegar algo meu.

Agradeci a Deus por ela acordar tarde e eu não ter que olhar sua cara nojenta em plena manhã.

— Que cara é essa? — Cebola perguntou, quando entrei no carro com a cara emburrada.

— Temos visitas. — falei

— A tal prima? — perguntou. Ele sabia porque eu havia mecionado isso com ele antes.

— Essa mesma! — falei, fazendo uma careta.

— Você não gosta muito dela né?

— Odeio! — falei.

...

— E então ela disse que me daria aquela coleção, como se eu estivesse com inveja! — falei pras meninas — E eu nem gosto de rosa, minha cor preferida é vermelho!

O professor já tinha explicado toda a matéria, e ainda faltava alguns minutos pro intervalo, então deixou os alunos conversarem.

— Nossa, aquela vara pau se acha a rainha da cocada preta! — Denise disse, e eu e Magali rimos.

...

Cheguei em casa, e pra minha infelicidade, Amanda estava sentada no sofá, mexendo em seu celular.

— Olá priminha, como foi a escola hoje? — perguntou quando me percebeu ali.

— Foi ótima, sem nenhuma recalcada pra me irritar sabe? — falei com um sorriso cínico, e o sarcasmo escorrendo da minha boca.

— Que bom! — falou

...

Depois do almoço, pensei em ir pro jardim, não queria ficar no mesmo ambiente que ela, mas infelizmente aquela praga egípcia também estava no jardim.

— Oi Mônica. — Cebola disse, chegando ao meu lado. Ele ainda não tinha visto Amanda. Acho que depois do que falei dela quando voltava pra casa, ele quis se manter distante.

— Oi — falei — Minha prima tá pelo jardim, acabei de vê - la na lateral da casa.

— Sério? — perguntou e eu ri.

— Está com medo dela?

— Claro que não! É que você me disse que ela se atira em todos os garotos. Com certeza, se me visse, estaria atrás de mim agora. — falou

— Convencido!

— Oi Mônica! — escutamos a voz da enjoada atrás de nós. Revirei os olhos e me virei pra ela.

— Oi — falei

Seus olhos encararam Cebola. É melhor ele correr...

— Oi. Quem é você? — perguntou a ele.

— Cebola — disse.

— O que você quer Amanda? — perguntei

— É que... Tem um rato no meu quarto! — disse — Cebola, você poderia tirar pra mim? É que eu não encontrei ninguém pra fazer isso pra mim.

— Claro. — disse. Não acredito que ele caiu nessa. Tem um monte de empregado na casa!

...

Alguns minutos depois, os dois voltaram do quarto dela, e como já era fim de tarde, Cebola foi embora e Amanda sentou ao meu lado.

— Ele é um gatinho né? — ela disse e por algum motivo aquilo me incomodou. — Tia Luiza me falou que ele foi contratado pra te vigiar.

— É. — falei simplesmente.

— Vocês são só amigos? — perguntou

Eu não estava gostando daquilo. Meu rosto estava se enfurecendo e acho que ela percebeu isso

— Se forem só amigos, talvez ele goste de mim. O conteúdo aqui é melhor sabe? — provocou

— Com licença. — falei, reunindo todo o autocontrole e educação que eu ainda tinha.

Subi pro meu quarto. Por que tenho vontade de chorar? É claro que os dois ficaram quando vieram pro quarto dela.

Mas eu e Cebola somos só amigos certo? Por que um sentimento estranho misturado com egoísmo está consumindo meu coração?

       Talvez eu tenha inalado demais o veneno daquela cobra.


Notas Finais


É isso, gente. Vou tentar postar o próximo mais rápido... Prometo! 😁
Espero que tenham gostado. ❤😘


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