História Outro Mundo. - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Hentai, Romance, Sereia, Sobrenatural
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Palavras 2.122
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi oi
Capítulo saiu longo rs
Mas, mais uma vez obrgd pelos favoritos e visualizações ><
Quase 150! Vcs são incríveis!

Capítulo 11 - Primeiro Beijo no local errado


Fanfic / Fanfiction Outro Mundo. - Capítulo 11 - Primeiro Beijo no local errado

  Depois de dois dias, todo o navio já sabia da nova promoção da sereia que eles haviam capturado e agora se tratava de ser a tenente de todos. Alguns a parabenizarão. Alguns agiram como se nada tivesse mudado. E alguns brincaram...

    O que mais fez Merindy estranhar a situação; foi Donya não fazer um espetáculo gritando para todos os sete mares o quanto aquilo não se tratava de uma grande injustiça. A garota apenas recolheu suas coisas do quarto e ignorou Merindy durante todo o resto dos dias. Merindy continuava com a rotina de acordar os marujos, mas o navio não era mais pilotado. Estava parado no porto francês desde que eles haviam chegado.

     A capitã ordenará que todos tirassem o máximo de coisas que conseguissem da França e abastecessem o navio. Amanhã seria o dia que partiriam e Merindy finalmente poderia navegar em direção ao Húngaro Sangrento, atrás de sua irmã. Não sabia o que a capitã planeja fazer depois que ela encontrasse Da’ nell mas ela com certeza libertaria a irmã e a falaria para avisar a todos que ela estava viva e procurando um jeito de se libertar para salvar Kagiclym.

    Merindy olhava o porto dentro do navio, não havia saído nenhuma vez, e nem possuía tanta vontade de fazer isso, quanto mais tempo ficasse perto do mar, menos se esquecia de seu verdadeiro lar e objetivo.

-E ai Tenente Peixinha. – Ouviu Akira brincar ao lado de Flyn.

     Merindy sorriu. E os dois se aproximaram dela.

     Akira parecia mais diferente, parecia menos tímida e medrosa com relação à Merindy. Não tocará mais no assunto sobre a confissão da ex-seria, nenhuma dos que a ouviu falou sobre aquilo, e Merindy agradecia, não queria mais falar sobre, desabafou em um momento único de fraqueza, que nunca deixaria se repetir.

    Flyn continuava o mesmo, às vezes falava o essencial, e hora puxava assuntos estranhos como “Uma sereia fica bêbada?” Mas os dois haviam se afastado um pouco mais já que Merindy não dormia mais atrás do timão, que parecia ser o verdadeiro quarto do moreno.

- Aonde vocês vão? – Merindy cruzou os braços e olhou para os dois. Akira vestia um vestido velho azul marinho, as bordas da saia estavam um pouco sujas, e os babados do mínimo decote estavam rasgados. Flyn estava com uma calça, botas, uma blusa branca amarelada aberta revelando seu peito pálido e um sobretudo longo vinho fosco e sujo.

-Vamos para a cidade, preciso de uma madeira especifica para ajeitar o timão, a batalha o prejudicou um pouco. – Flyn disse dando os ombros. Merindy sabia que nenhum dos dois estava com bolsas de moedas de ouro ou prata, sabia que roubariam.

- Eu vou acompanha-lo. – Akira disse sorrindo e quase dando pulinhos de ansiedade. Merindy sempre achava fofo quando a Oriental sorria e seus olhos ficavam quase fechados. Ela era bonita, e se daria bem se fosse uma sereia, pensou Merindy que logo expulsou aquele tipo de pensamento da mente.

- Ela esta animada porque nunca sai do navio. – Flyn disse zombando da amiga e ela deu um empurrão nele, e corando logo em seguida.

- Quer nos acompanhar? – Akira perguntou desesperada para mudar de assunto.

- Não, prefiro ficar no navio. – Merindy respondeu se obrigando a sorrir.

-Aposto que esta esperando mandar em alguém logo hein. – Flyn brincou enquanto caminhava para a escada e descia do navio. Quando o rosto do rapaz sumiu de vista, Akira começou a descer também. Merindy pensou enquanto via o corpo magro de Akira desaparecer lentamente. Se os acompanhasse poderia com certeza descobrir algo sobre o que a capitã planejava. Não sabia se eles poderiam saber algo ou não, mas a sensação de tentar fazer algo ao invés de ficar parada a incomodava, a moveu até a escada e a fez dizer gaguejando.

-Vo.. vou com vo... vocês.

    Akira da escada, e Flyn na grande plataforma de madeira sorriram.

     Merindy esperou Akira descer completamente e começou a descer as escadas devagar, quando faltava somente um degrau, pulou logo na plataforma e se virou para os dois que ainda sorriam.

-Onde fica a tal madeira? – Merindy perguntou cruzando os braços. Apenas um vestido verde água velho e sujo a cobria. Os babados estavam rasgados, e a cor quase desaparecida, mas ainda assim estava com mangas até o cotovelo e era tão comprido que arrastava muito no chão, tanto que Merindy tinha dificuldades para andar. Andava sempre puxando a grande saia, e odiava isso.

- Eu não sei, iremos procurar. – Flyn disse virando-se de costas para ela e começando a caminha apressadamente. Akira e Merindy o acompanharam.

     Os três permaneceram quietos durante o trajeto, hora ou outra Akira olhava para os lados, para algo aleatório que chamava sua atenção. Flyn parecia concentrado, e Merindy acuada, mas não tão acuada quanto o povo da cidade que tremia diante dos três.

-Eles sabem quem somos? – Merindy perguntou baixo se pondo ao lado de Flyn.

-Sim.

     A ex-sereia continuou a encarar a tudo e a todos, estava ciente do medo que deviam sentir, ela mesma já experimentará desse medo. E agora estava do outro lado da moeda. Caminharam por mais umas duas horas até que Flyn encontrou a loja de marcenaria. Sorriu contente e foi até a porta da loja em pulinhos parecidos com os de Akira, aquilo fez Merindy rir bastante.

    As duas moças o acompanharam e o ouviram dizer coisas que não compreendiam nada. O home recusou fazer o pedaço apropriado de madeira tão apressadamente e Flyn o ameaçou. Mas o homem recusou.

-Eu tenho honra, vão precisar me matar! – O velho murmurava batendo o pé.

- Eu vou mesmo velho maldito. – Flyn gritou sacando a espada.

       Merindy revirou os olhos e passou por Flyn que a olhou confuso. Colocou o velho sentado e sentou em seu colo. Abriu uma parte do vestido, expondo mais ainda seus seios e começou a cantar baixo. As músicas que cantavam eram sempre em língua ancestral das sereias. Mas só a melodia e a voz tinham o poder de hipnotizar qualquer um, continuou a cantar com o desejo que o velho fizesse logo a maldita parte de madeira que Flyn precisava. Não demorou muito para Flyn deixar a espada cair impressionado e alguns homens aparecerem na porta da loja a encarando com um olhar puro de paixão.

    Quando Merindy terminou a canção, saiu do colo do velho e ele logo levantou para começar seu trabalho.

-Pronto. – Merindy disse e sorriu ao ver os homens da porta se dispersarem decepcionados. Nem Akira, ou Flyn falaram algo. Todos observaram quietos o velho fazer seu trabalho que durou nada mais que quarenta minutos.

- E o velho ainda se recusando a fazer algo tão simples. – Flyn resmungou pegando a peça da mão do velho que sorriu bobo para Merindy, e teve o sorriso transformado em tristeza quando viu a linda morena de cabelos arruivados indo embora para nunca mais voltar.

     Merindy caminhou e olhou o céu e percebeu que faltavam apenas alguns minutos para o sol começar a se por. Sorriu. Mas logo ficou triste, não havia conseguido nenhuma informação daqueles dois. Ao contrário, só havia mostrado sua habilidade para eles.

-Vocês sabem por que a capitã me fez tenente? – Merindy jogou a pergunta rapidamente. Mesmo que não conseguisse nada, ao menos havia tentado.

-Não. – Os dois disseram juntos.

-Acho que ela estava insatisfeita com o trabalho de Donya... – Akira começou.

-Aquela lá andava fazendo uma merda atrás da outra, e a confrontando muito. – Flyn completou.

     Merindy pensou, pensou e não chegou a nada. Concluiu que a resposta que desejava devia aparecer com o tempo e futuros deslizes que a capitã poderia dar.

-Eu vou voltar para o navio, sempre sirvo vinho a essa hora para a capitã. – Akira disse apressada. – Não achei que demoraríamos tanto.

    Flyn acenou com a cabeça e olhou para Merindy.

-Ficaremos bem. – Ele sorriu. Merindy não compreendeu o que o rapaz queria mais não disse nada.

     Depois que Akira se foi, Flyn pousou suas mão ásperas nos ombros da ex-sereia e a guiou para um caminho afastado do qual pertencia o do navio. Merindy não expressou nenhuma reação ou fez um comentário se quer. Apenas deixou que Flyn realizasse o que quer que estive aprontando.

    Não demorou muito para Merindy começar a ver o mar e sentir a areia seca em seus pés. Virou-se em choque para o moreno. Estava tremendo.

-Digamos que sua história me comoveu, e vê-la se molhar com os respingos de água do navio é deprimente, então vá depressa. – O rapaz falou indiferente, mas com um sorriso fraco. Merindy não aguentou e o abraçou forte. Não chorou. Apenas tremia. – Vá logo! – Flyn reclamou.

    Merindy o soltou depressa e começou a tirar o vestido.

-Espera, o que esta fazendo? – Flyn perguntou assustado. Logo se deparou com uma Merindy maravilhosamente nua correndo e pulando graciosamente na água.

     Flyn ainda permanecia imóvel. Olhou para o vestido largado na areia e logo para o mar. Nenhum sinal de Merindy.

    Jogou o pedaço de madeira em cima do vestido, tirou o sobretudo e correu para o mar. Olhou para todos os lados e não encontrou nenhum rastro da menina.

-MERINLIN – Gritou erradamente o nome da ex-sereia. O moreno já estava com água até a cintura, e estava desesperado. Seria morto.

- Oi. – Uma voz meiga e linda surgiu atrás de si, e quando virou brutamente, a viu.

     A pele úmida, os cabelos grudados no corpo pálido e nu. E um sorriso tão contente que nunca tinha a visto usar.

-Eu faço isso por você, e é assim que você me retribui? – O rapaz esbravejou.

-Achei que entenderia que ia querer ficar embaixo d’água por um tempo. – Merindy disse confusa. – E meu nome é M-E-R-I-N-D-Y. – Aa garota soletrou sorrindo enquanto boiava.

-Foda-se. – O rapaz a empurrou para debaixo d’água, sabendo que ela prendia a respiração por bastante tempo, mesmo sendo humana agora, mas queria pelo menos o gosto da satisfação que seria dar um susto nela.

    Rapidamente a garota girou o puxando para baixo também. Agora os dois estavam completamente molhados.

   Merindy gargalhou... Aquela sensação era a melhor que sentia desde muito tempo.

-Obrigado. – Se pôs de pé e encarou o rapaz.

-Já agradeceu o suficiente. – Flyn disse corando sem perceber.

-Como assim? – A ex-sereia perguntou confusa.

-Você está nua e molhada na minha frente, já é agradecimento demais. – Flyn sorriu nadando para um pouco mais perto da garota que agora sorria travessa.

-Os homens são fracos demais... – Merindy sorriu ainda mais. – Aposto que quer tocar neles de novo. – Merindy olhou para seus seios, e Flyn nadou até ela.

    A puxou para perto e pôs uma de suas mãos nas costas da garota, e outra em seu seio.

-Acertou, não é que sereias são videntes mesmo?- Flyn sussurrou sem conseguir esconder o sorriso de prazer por estar massageando os seios dela.

      Merindy se afastou e cobriu os seios com uma parte da blusa de Flyn que havia rasgado sem que o rapaz percebesse. Ficou de pé e a água batia um pouco acima de sua cintura.

-Sente desejo fazendo isso? – Merindy perguntou confusa.

-Aaah como sinto...

      Merindy sorriu mais e Flyn também depois de perceber o que havia dito.  

     O rapaz deslizou até mais próximo da garota, acariciando suas pernas. Um arrepio forte se espalhou pelo corpo de Merindy, ela estava gostando daquela sensação, por mais estranha que ela pudesse ser. E logo, sentiu as mãos do rapaz subirem o suficiente para o meio de suas pernas e um beijo ser dado em sua barriga.

     Um frenesi se espalhou pela ex-sereia e ela se sentiu mole pelo repentino toque. Algo dentro dela queria sair, mas ela não permitiu. Se afastou bruscamente e o encarou.

- O que está fazendo? – Merindy perguntou.

-Fazendo algo que queremos, mas você não consegue ainda, pelo que vejo. – Flyn sorriu. Não parecia chateado, havia conseguido até fazer mais coisas do que pensará.

     Pôs-se de pé, e os dois saíram quietos do mar. O sol estava quase se pondo e ambos tinham que voltar depressa para o navio.

     Merindy sorriu ao sentir a areia seca grudar em sua pele molhada. Olhou para Flyn e o viu observar seu corpo.

-Nem pra disfarçar. – Merindy sorriu e o empurrou. Correu até onde tinha deixado e vestido e o pegou para vestir. Olhou para Flyn que já estava com seu sobretudo na mão e olhava para a areia confuso. –O que foi?

- Onde você derrubou?

-O que? – Perguntou confusa.

- O pedaço de madeira, deixei em cima de seu vestido, não viu?

-Não!

- Bom, eu deixei ai em cima, você deve ter derrubado.

-Não derrubei. – Merindy bateu o pé e começou a por o vestido. Quando terminou o ajudou a procurar, mas o objeto não estava em local nenhum.




Notas Finais


Posto o próximo em breve pessoal.
Espero que tenham gostado.


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