História Outsider - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Penny Dreadful, Supernatural, The Vampire Diaries
Exibições 13
Palavras 1.236
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey!

Aqui está mais um capítulo para vocês.

Boa leitura.

xx

Capítulo 13 - 13


Fanfic / Fanfiction Outsider - Capítulo 13 - 13

Anteriormente em Outsider

 

-Horas mais tardes você foi trazida pra cá. -Maxine deduziu, assenti. -O feitiço só te esconderia caso usasse o colar constantemente, no momento em que o perdeu foi capaz de ser localizada e alguém, muito poderoso, foi capaz de trazer até aqui.

-Não saberia dizer quem? -Perguntei, minhas pernas tremeram levemente, eu disse que não estava gostando disso.

-Não, mas não posso descartar a ideia de que foram as bruxas banidas do Coven, que sempre foram a favor do Lúcifer.

Ficamos um tempo em silêncio apenas olhando uma para outra, eu não saberia dizer o que se passa na cabeça dela, mas a minha cabeça está a mil por hora. Eu finalmente conheço meus pais biológicos e acabo por descobrir que minha mãe é uma bruxa e meu pai é o Diabo, se eu não estivesse preparada para o pior, estaria com certeza em busca de terapia.

-Então, não é por nada não, mas quantos anos você tem? -Perguntei quebrando o breve silêncio.

-162. -Maxine respondeu sorrindo orgulhosa, e pela terceira vez meu queixo foi até o chão e voltou.

-Fascinante. -Eu disse, ela riu.

Eu não sei se um dia vou me acostumar com a ideia de estar no mundo de Supernatural ou com toda a descoberta sobre meus pais, só tenho agora toda a certeza do mundo de que eu definitivamente não posso abrir a jaula.



                 Agora

 

Quando eu era mais nova costumava pensar que quando encontrasse os meus pais biológicos tudo faria sentido, eles me diriam o porque do abandono e talvez eu pudesse perdoa-los e assim seguir como uma família. Estando aqui hoje, de frente para a mulher que me deu a luz, eu já não sei mais se é exatamente isso que eu quero.

Estar na presença de Maxine e ter um pouco mais explicado sobre como tudo aconteceu, só me trouxe mais perguntas e na cabeça dela, pode até ter sido uma boa ideia ter me mandado para longe, mas na minha ainda rola um receio, eu acho. Eu sei que ela fez tudo isso para me proteger, proteger o mundo da destruição eminente que Lúcifer é, e honestamente, acho que entendo, embora o receio esteja presente.

Não vamos sentar e falar sobre como as coisas poderiam ter sido, porque eu creio que isso não faria sentido, ela é uma bruxa, que teve uma filha com o arcanjo mais infame do céu, pelas ordens divinas, isso é completamente errado e para o meu pai, se é errado, está certo. Todos estão observando cada movimento que eu dou, com medo de que eu surte e faça alguma besteira, imagino que Sam e Dean sejam os únicos que colocam um pouco de fé em mim, espero que sim.

Eu ainda estava na casa de Maxine, perdida em meus pensamentos enquanto ela está na cozinha fazendo café, isso é bem estranho, devo admitir. Me levantei e caminhei até próximo a lareira, onde havia algumas fotos, isso até parece coisa de gente normal. Havia ali fotos de Maxine com algumas mulheres, imagino que seja as bruxas do Coven, uma dela sozinha, outra com uma amiga e no último porta-retrato tinha uma foto de uma criança, não qualquer criança, era eu. Isso não está certo.

-Você disse que me mandou para a outra realidade no instante em que nasci, certo? -Perguntei adentrando a cozinha.

-Certo. -Maxine respondeu me olhando.

-Então, por que você tem uma foto minha de quando eu tinha 5 anos? -Perguntei com uma sobrancelha erguida.

-Eu não fui totalmente honesta com você. -Maxine disse olhando para o chão, ah que ótimo, isso é incrível, eu acabo de conhecer a mulher e ela já mentiu pra mim, perfeito.

-Jura? Em que parte? -Perguntei estreitando os olhos.

-Essa não é a primeira vez que nos vemos. -Maxine disse me olhando.

Ok, eu não sei como processar isso e se em meu passado nós nos encontramos antes, por que diabos eu não me lembro?

-Eu não me lembro de ter conhecido você. -Eu disse.

-Isso porque eu apaguei sua memória. -Ela disse desligando o fogo, a encarei esperando que continuasse. -Eu quase morri tentando fazer um feitiço para me levar até a dimensão que você estava. Quando eu cheguei, segui o rastro deixado por você quando chegou naquela dimensão, acabei descobrindo que ainda estava no orfanato.

A cada palavra que ela dizia fazia meu coração se acelerar e minha cabeça doer, eu não acredito que ela foi até lá e não se preocupou em fazer alguma coisa por mim, a não ser me deixar naquele lugar horrível.

-Eu passei um tempo com você, em outras palavras eu te adotei. Quando chegou o momento de ir, eu não pude deixar você com as memórias, por não suportar a ideia de outro abandono. -Maxine disse, ela parecia arrependida.

-Então você me deixou naquela realidade de merda, tendo que suportar orfanatos e devoluções, por puro capricho? -Perguntei me segurando para não chorar. 

-Eu quase me matei para poder ter a oportunidade de olhar para você, isso não foi um capricho, mandar você pra longe de mim, foi a coisa mais difícil que já fiz. 

-Você só foi parar naquela realidade, porque estava fugindo das bruxas banidas do Coven. -Eu disse elevando a voz, ela estreitou os olhos pra mim. -Não acho que alguma vez tenha se importado comigo, só talvez, tenha sido como os outros, apenas tentando se livrar de um fardo.

Eu disse e saí da cozinha, entrei na sala, abri a porta e saí da casa, fui andando para descer a colina.

-Você está errada, sabia? -Escutei Maxine dizer, parei de andar e me virei, ela estava parada próximo a porta.

-Será que estou mesmo? -Perguntei.

-Sim! Eu fui para aquela realidade encontrar você e passamos ótimos momentos juntas, você me amou de verdade, e te deixar e apagar suas lembranças, é algo que ainda me atormenta todos os dias. -Maxine disse. -Fomos uma família de verdade, mesmo que por um curto momento.

-Como posso saber? Eu não tenho as memórias. -Eu disse e me teletransportei para qualquer lugar bem longe dali.

Me encontrava sentada em um banco, no meio de algum parque, o vento batia nas árvores e fazia algumas folhas caírem, estávamos entrando no outono e o tempo começava a esfriar.

-E então, como foi o reencontro com a mamãe? -Crowley disse surgindo do meu lado, quase cai do banco de susto.

-Pode por favor anunciar que está aparecendo ou algo do tipo? -Pedi o encarando. -Foi péssimo, o encontro já começou com mentiras.

-E quando mães não estão mentindo? -Crowley perguntou bufando.

-O que está fazendo aqui? 

-Queria saber como havia sido o encontro e tenho alguns assuntos na cidade. -Crowley respondeu ajeitando o terno, o encarei, vindo ao nosso encontro eu quase desmaiei ao ver um bicho preto enorme, com garras e aparência horrenda, era um cão do inferno, ai.

-Crowley, por que você trouxe um cão do inferno? -Perguntei me levantando e fechando os punhos.

-Como eu disse, tenho assuntos na cidade. -Crowley disse se colocando de pé.

O bicho se posicionou ao lado dele, que deu dois tapinhas na cabeça do animal e logo desapareceram, eu soltei o ar que estava segurando e senti um leve cheiro de queimado, olhei pra trás e encontrei uma árvore pegando fogo, tratei logo de apagar, antes que alguém visse e entrasse em pânico. 

Hoje definitivamente, não é o meu dia.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado.

Até a próxima. Bjs


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