História Overcome - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Lu Han, Sehun
Tags Baekyeol, Chanbaek, Exo, Hunhan, Kaisoo, Romance, Yaoi
Visualizações 210
Palavras 5.695
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


TO PPSTANDO NA PRESSA ENTAO VAMO NESSA ALO ALO TO MORRENDO
TEM MUSICA VIU GENTE CASO VCS QUEIRAM
O NOME É LITTLE NUMBERS DE UMA BANDA MARAVILHOSA CHAMADA BOY

Capítulo 7 - But cold as winter


Fanfic / Fanfiction Overcome - Capítulo 7 - But cold as winter

Baekhyun dormia tranquilamente. As pálpebras fechadas continham sonhos infantis e o ressonar praticamente silencioso que saia de sua boca indicava o sono profundo. Mas ele merecia esse descanso, afinal, o dia anterior tinha sido um dos mais agitados de sua vida.

De manhã, encontrava-se com um resfriado que preocupou Chanyeol, que rapidamente dirigiu-se para sua casa na intenção de tomar conta de si. E o maior fizera aquele trabalho tão bem que logo já não sentia mais os efeitos de um nariz entupido. No entanto, seu ex-namorado resolvera aparecer e tirar um pouco de seu sossego, interrompendo até o seu momento com o Park e causando uma confusão danada. Por que Junghyun insistia em ser uma dor de cabeça? Bom, no final, tudo acabara bem e ainda conseguiu conhecer um de seus atores preferidos. Nem conseguia acreditar que o número dele estava gravado em seus contatos como "Lu" e, a qualquer momento, poderia receber uma ligação ou uma mensagem dele!

De qualquer forma, a noite não havia terminado por ali. Chanyeol melhorou ainda mais aquele dia realizando os desejos íntimos de Baekhyun — para ser mais específico, os dois transaram — e viveram felizes para sempre. Certo, não tão clichê assim, mas, que Baekhyun estava mais alegre, isso era um fato. Ele suspirou relaxado, embolando-se ainda mais aos lençóis e passando a mão no outro lado da cama, procurando pelo ruivo e não encontrando nada além de um vazio. Aquele vazio assustador.

O Byun levantou-se bruscamente, ficando sentado e tentando regular a respiração. Tinha que esquecer aqueles sentimentos horríveis que Junghyun havia marcado em si e, principalmente, evitar lembrá-los destes quando estivesse com Chanyeol. Não queria comparar o Park com seu ex-namorado, porque poderia acabar voltando àquela vida enterrada nos cobertores de sua cama no seu apartamento sombrio, o que não queria lembrar de jeito nenhum. Aquela felicidade (com grandes possibilidades de ser momentânea) lhe satisfazia.

E foi só o cheiro de cafeína invadir as narinas de Baekhyun que o rapaz acordou quase que por completo. O loiro farejou o ar até achar a origem do cheiro gostoso, encontrando, em cima do criado-mudo, um copo cheio do líquido escuro. Os dedos longos envolveram o copo com cuidado e os lábios bebericaram o café, experimentando um pouco do calor deste. No entanto, havia um pequeno post-it grudado na mesa que chamou a atenção do escritor.

"Baek, não quis te acordar já que você estava dormindo que nem um bebêzão, então comprei um Americano para você. Talvez até esteja frio quando você acordar, mas o que vale é a intenção.

Estarei no estúdio, a última porta do corredor."

O café aquecia a garganta de Baekhyun enquanto lia o bilhete e o encarando com ternura, percebendo o quanto Chanyeol era cuidadoso. Junghyun também era assim no início da relação, mas o tempo foi passando e então só Baek exercia aquela função. Devia ter percebido desde aquele momento que seu namoro com ele estava desgastado.

Droga, lá estava Junghyun perturbando-o de novo.

Balançando os fios loiros para esquecer daquelas coisas, o escritor saiu debaixo das cobertas, percebendo que estava parcialmente nu. Levantou daquela cama maravilhosa, deixando os travesseiros e a sonolência de lado, e tratou de procurar alguma roupa do Park que servisse nele. Uma calça de moletom cinza e uma blusa branca serviram, apesar de estarem folgadas o suficiente para Baekhyun ter que segurar as roupas com uma mão e beber seu café com a outra. Bom... Era melhor do que andar só de cueca pelo apartamento dos outros.

Com passos lentos, o Byun seguiu até o final do corredor, abrindo uma porta escura e ouvindo o final de uma discussão entre Kyungsoo e Chanyeol. Será que eles dois não paravam nunca?

— Olha, Park, eu já estou estendendo demais o seu prazo e eu não estou pedindo muito. — Kyungsoo lembrou, os braços cruzados e as feições demonstrando descontentamento. Quando ouviu o barulho da porta atrás de si sendo fechada, o menino de olhos grandes relaxou um pouco. — Finalmente acordou a Bela Adormecida.

— Bom dia, Baek. — Chanyeol falou, virando-se para vê-lo e abrindo um sorriso minúsculo, mas que representava muito.

— Bom dia, Chan. — O escritor devolveu com outro sorriso. — E não passa das 10, Kyung, não exagere. — Os dedos finos apertaram a bunda do amigo, recebendo de volta tapas.

— Que atrevimento é esse, Baekhyun? — O Do lançou um olhar repreensivo. — Você já passou tanto tempo assim com o Chanyeol pra perder o medo de morrer?

Os olhos do loiro pararam novamente no mais alto que também não parava de encará-lo, trocando olhares cúmplices e sem remorso algum do que fizeram na noite passada.

— Santo Deus, uma noite que vocês dormiram juntos e já rolou? — Kyungsoo perguntou numa quase afirmação incrédula.

— Em minha defesa, devo dizer que foi o Baekhyun que começou. — Chanyeol deu as costas, voltando a dar atenção para o seu computador e ignorando qualquer contra-ataque do Byun, este que não demorou muito a vir.

— Não acredito que você está jogando a culpa em mim quando foi você que não se aguentou!

— Me poupem da vida sexual de vocês, pelo amor de Deus, eu não quero nem ouvir mais uma palavra sobre isso! — Os olhos grandes de Kyungsoo suplicavam, a voz firme mostrando claramente que poderia pegá-los pelo pescoço e enforcá-los até a morte, então logo o casal se calou. — Baek, eu achei que você fosse mais inteligente, porque, né, ficar com o Chanyeol... — O Do montou uma cara de nojo. — E você, Park, tem até o final do mês e não mais do que isso. E não adianta choramingar depois, pois avisado está! Estou saindo, não coloquem fogo na casa, por favor. — E o rapaz baixinho já estava fechando a porta quando ouviu a voz do amigo.

— Tchau, Kyungie, eu te amo! — Baekhyun falou com aquele sorrisinho que mostrava suas presinhas, tal sorriso que o Do não via fazia muito tempo.

— Tchau, Baekkie, tenha cuidado. — Kyungsoo se despediu, sua fala mostrando certo carinho, abandonando o estúdio e deixando apenas Chanyeol e o Byun naquele espaço.

O ruivo virou a cadeira e analisou o menor com aquelas roupas folgadas que escorregavam irritantemente. Baekhyun lançou um sorriso de canto para o músico, este que o chamou para mais perto e foi logo abraçando-o e repousando os fios vermelhos em sua barriga. Com os dedos finos desembaraçando seus cabelos num cafuné gostoso, o Park sentia que poderia dormir ali mesmo; era tão gostoso o sentimento que aquele menino transmitia para si, aquele sentimento de conforto e serenidade.

O escritor, no entanto, aproveitou para analisar aquele ambiente cheio de instrumentos. Teclados, violões, guitarras, baixos... Santo Deus, o que mais Chanyeol sabia tocar? O computador reproduzia em loop uma música, mas estava no mudo, impedindo que esta escapasse pelas caixas de som.

— Gostou do estúdio? — A voz grossa soou contra sua barriga.

— Bom, eu não esperava um estúdio, então até que estou um pouquinho surpreso, mas eu gostei. — Baekhyun sorriu com os olhos ainda presos nos objetos e sentiu Chanyeol se afastar um pouco para olhar para si.

— Surpreso? Por quê?

— Talvez com a quantidade de instrumentos, talvez curioso com as suas habilidades e até mesmo sobre como você não recebe reclamação dos vizinhos. — O loiro sentiu o Park rir baixinho.

— Eu tenho que ser um artista multicoisas, dizem que é o segredo para o sucesso. E as paredes têm isolamento acústico, Baek, não sou louco de me meter com os vizinhos aí de cima.

— O que tem os vizinhos aí de cima?

— Digamos que os vizinhos de cima consistem em uma coroa chata e um velhinho rabugento.

— Eles já vieram reclamar com você sobre o barulho da sua guitarra ou algo assim?

— Eles já vieram reclamar, sim, mas não foi exatamente por causa de alguma música... — Chanyeol insinuou malicioso, fazendo o menor arregalar os olhos e bater em seu ombro.

— Chanyeol, seu... Pervertido.

— Falou o santinho.

O Byun estalou a língua no céu da boca, revirando os olhos. O menino ficou quieto por mais algum tempo antes de perguntar de novo.

— Isso quer dizer que você fez esse estúdio com segundas intenções também?

Foi, então, a vez maior o olhar incrédulo e rir só de imaginar nas coisas que poderiam estar passando pela cabeça do loiro.

— Por Deus, Baekhyun, por que eu gastaria tanto por noites de sexo?

— Só estou dizendo que você pode se aproveitar desse espaço para essas coisas.

— Acho que não faz sentido trazer qualquer um aqui só para transar. — Repreendeu-o com uma careta.

— Então você não faria aqui comigo?

— Você não é qualquer um, Baekhyun, e, além do mais, o que está insinuando?

— Nada, só achei que seria um espaço bom, sabe, foi apenas uma sugestão. — Um sorriso impuro brotou nos lábios finos do Byun, provocando Chanyeol a apertá-lo ainda mais contra si.

— Depois eu que sou o pervertido. — O Park deslizou os dedos para debaixo da camisa do mais velho, beslicando a cintura dele e ouvindo um gemidinho baixo. Os olhares se encontraram desejosos e estavam prestes a se inclinarem para um beijo ardente antes da campainha romper o silêncio. — Merda.

— Deixa que eu vou, deve ser o Kyungsoo. — O escritor se afastou e já estava praticamente no corredor quando resolveu voltar e selar rapidamente seus lábios com os de Chanyeol, que piscou surpreso. — Só pra não decepcionar.

Quando o rapaz de cabelos claro fechou a porta, Chanyeol deixou um sorriso bobo se exibir gloriosamente em seu rosto. Espreguiçou-se e esfregou as mão pelos olhos, como se estivesse acabado de acordar de um sonho, tentando focar em seu trabalho com a letra da música. Contudo, os lábios macios de Baekhyun ainda causavam certa anestesia em si enquanto procurava qualquer resquício do gosto de café dele em sua própria boca. Bufou, batendo a cabeça contra a mesa, percebendo de que nada adiantaria encarar a tela vazia de seu computador se não conseguia se concentrar.

Seguiu os passos do Byun para fora do estúdio e ouviu a porta bater, chegando na sala e encontrando o rapaz com uma expressão confusa por vê-lo ali. Sem perder tempo, o Park o empurrou contra a parede, atacando a boca de Baekhyun, que o puxava mais e mais pela sua nuca, sem deixar de conter qualquer vontade que partia de sua libido. Os dedos de Chanyeol se aprofundaram nas coxas do escritor, descendo a calça de moletom que, sem esforço algum, já escorregava pelo corpo do loiro. E, quando estava prestes a desnudar completamente a bunda de Baekhyun, um toque de celular se fez presente.

No entanto, o menor só fez questão de agarrá-lo ainda mais pela camisa, impedindo-o de se afastar.

— Não vai atender? — Chanyeol perguntou, os olhos brilhando em desafio.

— Oi, aqui é o Baekhyun. No momento, tenho coisas mais importantes, como, por exemplo, transar com Park Chanyeol, então deixe sua mensagem. — Imitou a voz da caixa postal, porém de um jeito completamente impuro, o que fez o mais alto sorrir de canto e apertar ainda mais a carne das coxas avantajadas.

— Você é realmente um depravado, Baekhyun. — O ruivo passou a se concentrar no pescoço do escritor, descendo para as clavículas intocadas e deixando rastros vermelhos por ali. Porém o celular tocou de forma insistente novamente. — Eu acho melhor você atender. Quem quer que esteja te ligando, parece que não vai desistir tão cedo.

O baixinho revirou os olhos e bufou chateado, saindo dos braços do músico com preguiça e pegando o celular no balcão da cozinha. Encarou confuso a tela e resolveu atender o número desconhecido.

Alô, é o Baekhyun?! — Uma voz afobada perguntou assim que respondeu a chamada.

— Sim... Quem está falando?

É o Baekbeom, seu idiota! — E aquela risada que há tanto tempo não ouvia atingiu seus ouvidos. Baekhyun sentiu uma vontade enorme de chorar, agarrando-se ao celular com mais força.

— Baekbeom?! — Confirmou, vendo Chanyeol ficar de frente para si e o olhar com uma expressão surpresa. Sentiu os olhos encherem de água, então pegou a mão grossa do rapaz em busca de reconforto. — Por que deixou de me ligar? Aconteceu alguma coisa?

O pai descobriu que eu estava me comunicando com você e me proibiu de fazer isso dentro da casa dele, então... Eu juntei dinheiro e comprei uma casa só minha.

— E já faz quanto tempo isso?

Ah, já faz uns 4 meses. Desculpe não te ligar logo, Hyun, todo o processo de mudança demorou um tempo e, ainda por cima, eu perdi o número do seu telefone. Tive que revirar toda a internet para achar alguma forma de contato com você!

— Beom, foi quase um ano que você ficou sem me dar notícia nenhuma. — A voz de Baekhyun ficou embargada e o Park apenas apertou mais os dedos do garoto, indicando que estava ali.

Por favor, me desculpe, Baekhyun. — No outro lado da linha, Baekbeom ficou quieto até ouvir um suspiro do irmão. — Bom, deixe-me te contar o mais importante antes que eu esqueça. Quero te convidar para o meu aniversário de casamento com a Chaesung.

— Que dia vai ser?

Ah, bem... Hoje?

Hoje?! Como assim?

Eu estava tentando contatar você há dias, o que eu posso fazer? Aliás, Baekhyun, a mamãe quer muito te ver e essa é a única oportunidade que ela tem, então... Por favor, vá.

— Que horas é, Beom?

Relaxe, é só no fim da tarde. Te mando o endereço por mensagem, certo? — O loiro assentiu já prestes a se despedir do irmão. — Ah, Hyun, traga seu namorado, Chaesung está doida para conhecê-lo.

— O pai... vai também? — Perguntou receoso.                                                                                              

Vai, mas a festa é minha, não dele. Não se preocupe com isso, tá? Eu não acho que ele vai fazer alguma coisa na frente dos nossos parentes. A gente se vê mais tarde, irmãozinho, te espero aqui.

— Até mais tarde, Beom, miss you.

Miss you, bro. — Do mesmo jeito que se despediam quando mais novos, eles desligaram a chamada e Baekhyun pode ver o olhar curioso de Chanyeol.

Ele estava em pé do outro lado do balcão, a cozinha atrás de si tornando aquela visão tão... doméstica. Por mais especial que fosse, o Byun se sentiu em casa naquele momento. O conforto do carinho que o ruivo fazia contra seus dedos, a expressão calma que também refletia zelo, as roupas largadas e os fios vermelhos bagunçados. Chanyeol era passividade, contudo ventania de sentimentos. Qual era mesmo a palavra perfeita?

— Pelo seu olhar, acho que você está curioso para saber o que aconteceu.

— Hm... — O mais alto fez uma careta pensativa, encurtando os olhos. — Só um pouquinho. — Gesticulou e sorriu de canto. — Seria rude dizer que eu esperava até um trote, mas não esperava que fosse seu irmão?

— Não, até eu me assustei quando reconheci a voz dele. — Baekhyun deixou o celular no plano de mármore e apoiou os cotovelos ali também, permitindo o rosto de descansar em uma de suas mãos, amassando sua bochecha e suspirando fundo.

— O que foi, Baekhyun? Pensei que ficaria feliz por ter notícias da sua família. — Era óbvio a pitada de preocupação no tom de sua voz.

— E estou, mas, bem, tem algo me preocupando mais nesse momento.

— E o que é?

— Hoje é aniversário de casamento do Baekbeom e, como ele comprou a casa dele, ele pôde me chamar, mas meu pai estará lá, Chanyeol, e isso me deixa tenso. Acho que temo vê-lo lançar-me outro olhar de desgosto.

Então sentiu o Park entrelaçar a mão na sua e lançou-lhe um olhar atencioso.

— Sabe, Baek, se o seu irmão teve a consideração de te chamar, deve ser porque ele quer muito te ver lá. Então... Não desperdiça a chance de ver sua família de novo, mesmo com seu pai lá pra te desencorajar. — O músico sorriu enquanto o incentivava. — Apareça na festa nem que seja por alguns minutos, acho que isso é importante tanto pra você quanto para o Baekbeom.

Serenidade. Finalmente havia encontrado a palavra certa para descrever Chanyeol naquele momento. Sentia que aqueles fios vermelhos estavam se tornando seu porto seguro e já não adiantava mais esconder para si mesmo. Baekhyun escondeu um sorriso e piscou várias vezes, abaixando a cabeça.

— Venha aqui. — O Byun pediu com o olhar desviado, apontando com a outra mão para o próprio lado.

— O que foi? — O rapaz o olhou confuso assim que se postou em sua frente.

E, sem responder, Baekhyun se acomodou contra o tórax do mais alto, ouvindo o coração dele pulsar mais forte no peito. Mesmo que pudesse ter sido um susto para Chanyeol, o menino deixou-se levar pelos batimentos que soavam como a mais pacífica melodia, permitindo algumas pequenas gotinhas descerem pelo seu rosto sem pressa. Os braços quentes do Park abrigavam-no calorosamente como se ele fosse seu agasalho e o silêncio significava o conforto.

— Chanyeol, o que acha de... ser meu namorado? — O escritor indagou sem nem levantar o olhar, porém percebendo o retesar do ruivo e o gaguejar da boca que tentava pronunciar algo. — Só por hoje. Beom quer conhecê-lo. — Acrescentou rapidamente.

Como se tivesse acabado de aprender a respirar, o músico soltou o ar e inspirou de novo, gargalhando um tanto nervoso, porém aliviado. Apoiou o queixo nos fios loiros do mais baixo, sorrindo acanhado.

— Tudo bem, querido, eu também faço questão de conhecer meus sogros e meu cunhado. — Brincou, levando um tapa em seu peitoral. — Devo usar minha camisa social para impressionar? — Provocou mais, vendo Baekhyun se afastar do seu abraço enquanto controlava o riso.

— Esquece o que eu falei.

— Eu vou com você, Baekhyun, e pode apostar que eu serei o melhor de todos. — O Park puxou-o pelo pulso, voltando a apertá-lo contra si, só que dessa vez seus olhares se encontravam faíscantes.

— Chanyeol... — O menor mordeu o lábio inferior sem desviar o olhar. — Um beijo e nada mais, ou vamos nos atrasar e eu detesto me atrasar.

Yes yes, captain. — O ruivo sorriu confiante para então deixar que seus lábios se juntassem com os do escritor, selando-os num beijo ardoroso.

Porque se Baekhyun era inverno, então Chanyeol era seu verão.

X ————————————— X

— Pronto? — Chanyeol perguntou olhando para Baekhyun uma última vez antes de entrar na casa tão iluminada a frente deles.

Haviam passado a tarde caminhando pelas ruas, procurando um presente bonito para o aniversário de casamento de Baekbeom. Rodaram lojas e lojas, mas somente quando pararam para comer alguma coisa foi que o Park visualizou algo diferente como Baekhyun queria. Bem, eles não esperavam acabar numa agência de viagens, mas foi o que aconteceu. E o Byun sentiu que não poderia ter escolhido algo melhor depois de ter comprado duas passagens para o Caribe. Foi caro? Foi. Custou tanto que Baekhyun decidiu economizar pelo resto da vida, mas valeu muito a pena e os dedos se cruzavam para que seu irmão percebesse o mesmo.

Depois disso, eles passaram em algumas lojas para comprarem suas roupas. Enquanto o escritor investigava alguns blazers, Chanyeol se dedicava nas gravatas finas sem perceber o quanto queria conquistar a família de Baekhyun. Queria tanto que, quando voltaram para casa para se arrumar, tentou arrumar seu cabelo com gel, mas só gerou risadas para o Byun que ria do penteado dos fios vermelhos. O menino o ajudou a lavar o cabelo algumas vezes para tirar todo o gel, gerando um Chanyeol com uma careta emburrada ao ver que, da bagunça dos próprios fios, não poderia fugir. E depois de tanto se olhar no espelho, Baekhyun conseguiu tirar ele de casa, confirmando as tantas vezes que ele perguntou se estava apresentável.

— Chanyeol, eu acho que você tá mais nervoso do que eu. — O menor puxou o ar e lançou um sorriso nervoso para ele, ajeitando as mangas em seu cotovelo.

— Só um pouquinho. — O músico devolveu ansioso da mesma forma. — Acho que devemos entrar ou vão achar que a gente só tá aqui planejando um crime.

— Verdade. — Baekhyun agarrou a mão dele e inspirou fundo, puxando-o para dentro da casa. — Quanto mais cedo a gente chega, mais cedo a gente vai embora.

— Calma, o importante é a gente parabenizar o seu irmão e beber vinho.

— Beber vinho?

— Aí a gente vai pra casa mais cedo com outras intenções... — O Park disse perigosamente com um sorriso de canto, aproximando-se da sua orelha com a respiração quente.

— Park Chanyeol, é melhor você controlar essa sua língua ou...

— Melhor mesmo é sua língua colaborando com a minha. — E, depois de uma gargalha maliciosa por parte do mais alto, Baekhyun o encarou silenciosamente com os olhos ladinos.

— A gente conversa em casa.

— Baekhyun? — Uma voz gritou e rapidamente o menino a reconheceu como a do seu irmão, que vinha em sua direção em passos rápidos, quase correndo.

Baekbeom se controlava pra não correr, mas resolveu desistir daquela tarefa no meio do caminho. Poxa, quanto tempo fazia que não via o próprio irmão? Tinha todo o direito de fazer aquilo. Então, o choque do abraço chegou antes mesmo que os dois Byun pudessem crer somente nos próprios olhos. O escritor sentiu seu irmão sorrir contra o seu ombro enquanto o apertava com mais e mais força e também sentiu a imensa vontade de chorar. Tudo bem, ele soltou algumas lágrimas.

Quando se afastaram, ainda sem se soltarem dos braços um do outro, analisaram os rostos. Baekbeom, que tinha os fios mel arrumados elegantemente, parecia um pouco mais velho agora com algumas ruguinhas enfeitando-lhe o rosto, mas o sorriso continuava brilhante como nas memórias do Byun mais novo. O terno deixava-o mais sério, contudo o olhar ditava uma alegria jovial e aquela parte dele era uma das grande semelhanças que tinha

— Estava com tanta saudade, Hyunnie!

— Eu também senti sua falta, Beom, não sabe como fiquei quando dois meses se passaram e não tive notícia alguma sua.

— Por favor, me perdoe por isso.

Chaesung, que estava muito bem arrumada em seu vestido verde claro, veio correndo e interrompeu os dois para se jogar nos braços de Baekhyun também.

— Baek! Santo Deus, quanto tempo! Como você está?

— Eu não poderia estar melhor, Chae. E você? Aposto que tem muito para me contar após todo esse tempo.

— Pode deixar que irei te atualizar de tudo. Enfim... Esse é o seu namorado, Baek?

Os olhos de Chanyeol, distraídos com o reencontro, se arregalaram levemente e ele ajeitou a postura, engolindo em seco e secando os dedos suados na calça. Baekhyun o encarou e mordeu o lábio inferior enquanto pensava o que falaria. O escritor então puxou o Park levemente pelo braço, aproximando-o de si e tentando lhe passar segurança. O loiro teve que fechar e abrir a boca algumas vezes, mas logo tomou coragem e soltou.

— A-Ah, esse aqui é o Chanyeol. Chanyeol, esse é o meu irmão, Baekbeom, e a esposa dele, Chaesung.

— Prazer em conhecê-los. — Curvou-se numa reverência um pouco formal demais e tentando evitar sorrir nervosamente, o que se tornava um tanto impossível.

— Esqueça um pouco das formalidades quando estivermos juntos, certo, Chanyeol? Fique à vontade. — O Byun mais velho disse, reverenciando levemente de volta.

— Oh, fico tão feliz em conhecer o amor do Baek! Vamos entrar? Aliás... Não fiquem longe, eu quero saber de muitas coisinhas. — A mulher deixou bem claro, agarrando-se ao braço do marido e lançando-lhes um olhar curto antes de deixá-los para trás.

Ao que os parentes de Baekhyun se afastaram um pouco, o ruivo se permitiu suspirar aliviado, mas logo sentiu o menino rir contra seu ombro. Baekhyun gargalhava com todo prazer e Chanyeol só podia observá-lo um tanto recompensado pela risada dele.

— Do que está rindo?

— De você. Ai, Park, você é mesmo muito engraçado. — O escritor enxugou algumas lágrimas que escaparam no meio de tanta risada.

— Eu? O que eu fiz?

— Você estava todo nervoso, falando todo formal. — Ele voltou a rir um pouco, mas dessa vez tentando esconder. — Nem me faça lembrar ou rirei ainda mais.

— Vai ter volta, Baekhyun. — Chanyeol cerrou os olhos para o menino.

— Estarei esperando, Chanyeollie. Agora, não fique mais assustado, ok? — Entrelaçou os dedos aos do músico.

— Não está nem um pouco nervoso?

— Estou, mas preciso ser forte e não deixar que esse medo fique comigo pelo resto da minha vida, entende?

O Park o encarou admirado, podia sentir os próprios olhos brilhando enquanto o ouvia confessar daquela forma confiante. Lembrava-se bem daquela aura confiante que vira desde a primeira vez que o conhecera, bem nos dois primeiros dias juntos. Baekhyun não deixava se abater tão fácil: isso era o que o fazia ser um pouco fechado no início, mas, assim que o conquistasse o suficiente, seu coração se abria e mostrava-se uma pessoa que constantemente teria vontade de proteger.

— Baekhyun... Será que eu já disse o quão bonito você fica falando essas coisas?

— O quê? — Percebeu os olhos de Chanyeol focados em cima de si. — A-Ah, vamos entrar logo, Chanyeol, que tipo de convidado nós somos?

Arrastando-o para os fundos da casa, que guardava um campo aberto muito bonito, mas que, no momento, estava preenchido pelas mesas e cadeiras e pelos milhares de rostos familiares para Baekhyun, finalmente suspiraram um pouco do ar daquela festa.

O banquete, espalhado em uma enorme mesa, era rodeado por algumas pessoas enquanto outras realmente se soltavam na pista de dança com qualquer música que o DJ colocasse. Não havia tantas crianças, mas, aquelas que acompanhavam seus pais, brincavam pelo resto do espaço com os balões da festa. Sabia porque observava tudo aquilo e percebia que seus olhos procuravam por outra coisa, e, como esperado, Baekhyun achou mais rápido, apertando os dedos de Chanyeol, fazendo-o virar-se para aonde o menor olhava.

Numa das mesas mais afastadas do pequeno palco, lá estava o senhor Byun com a mãe de Baekhyun. Eles não pareciam tão diferentes da foto que o menino guardava em casa, exceto pelas feições mais envelhecidas. Os olhos caídos do escritor com certeza foram herdados do pai, Chanyeol podia ver, mas seu sorriso retangular e a boca de lábios finos vieram da mãe. Baekbeom, que estava conversando com os dois, sussurrou algo no ouvido da senhora Byun, que procurou apressadamente com os olhos a figura do seu filho mais novo.

Enquanto Chaesung distraía o senhor Byun, o irmão de Baek vinha com a mãe até onde estavam. Chanyeol percebeu que Baekhyun estava estarrecido em seu lugar, os olhos pequenos com a visão turva pelas lágrimas que os preenchiam e os dedos ficavam confusos entre escorregar dos do Park ou apertá-los ainda mais. Mas, assim que ela se aproximou o suficiente, ele a abraçou forte e sem nenhuma intenção de largá-la tão cedo, sendo retribuído com um carinho ainda maior.

Baekhyun tremia um pouco nos braços dela e o músico também pôde ver que a mulher também chorava, mas sorria tão agradecida que quase fez Chanyeol chorar enquanto assistia àquele reencontro também. Baekbeom se postou ao lado do ruivo e fez o mesmo que ele, ficando de longe a observar se o seu pai iria fazer algo caso visse a cena. A senhora Byun se afastou um pouco para tocar no rosto do filho e fazer carinho nos fios loiros dele, que contava apressadamente algumas coisas que aconteceram no período que ficaram afastados. O Park pôde ouvir o nome de Junghyun na conversa e também o de Kyungsoo, mas principalmente o seu. Ele percebia que ela o olhava de vez em quando, rapidamente, toda vez que seu nome era mencionado.

Vendo os sinais que sua esposa dava de vez em quando, Baekbeom foi até lá para ajudá-la a manter o pai de Baekhyun longe. Ele saiu com alguns tapinhas no ombro de Chanyeol, o que fez os dois rirem já que o primogênito dos Byun estavam um tanto sem saber como lidar com aquela situação um tanto tensa. Distraído com aquelas outras coisas, nem tinha percebido que Baekhyun terminara de conversar com sua mãe e que a mulher agora vinha falar com ele.

— Chanyeol?

— Hm? — Virou-se encontrando o sorriso simpático dela e se curvando logo após. — Ah, como vai, senhora Byun?

— Oh, querido, tão feliz como há muito tempo deixei de ser. Depois que Baekhyun saiu de casa, acho que aquele ambiente perdeu toda a alegria. Tive que cuidar de um marido enraivecido, do meu filho mais velho indignado e, principalmente, da minha tristeza.

— Deve ter sido duro.

— E como foi. Mas agora sei que ele está sendo cuidado pelos amigos dele e isso me deixa menos preocupada, Chanyeol, principalmente porque vejo que você é um bom rapaz.

— Ah, eu estou fazendo o meu melhor, senhora.

— E continue sempre assim, por favor. Você já deve ter percebido que meu Baekkie tem um coração meio mole, não é?

— Foram tão poucos dias com ele, mas já percebi tanta coisa, senhora Byun. — O Park olhou Baekhyun, que estava afastado e olhava pro chão enquanto ainda limpava as lágrimas que deixou cair enquanto falava com a mãe.

— Você gosta dele mais do que como um amigo, não é?

— Cada dia eu me vejo mais apaixonado.

Ouviu a risada da mulher, que também parou para observar discretamente o filho. E Chanyeol observou que ela realmente tinha o mesmo sorriso que Baekhyun; aliás, aquele sorriso que tanto aquecia seu coração.

— Então cuide bem dele, Chanyeol, ame-o.

O ruivo olhou para a mãe do escritor enquanto ela permanecia com os seus olhos no filho e soube que aquilo era uma promessa. Não era explícita, mas ele sabia que devia manter sua palavra.

— Irei, senhora Byun.

— Bom... Espero vê-lo novamente algum dia, Chanyeol.

— Foi um prazer conhecê-la.

Curvaram-se em despedida e logo depois foi falar com o filho novamente. O loiro já tinha o rosto sem as lágrimas e abraçou mais uma vez a mãe, que falou mais algumas palavras para ele antes de voltar para a mesa onde estava o seu marido. Chanyeol se aproximou de Baekhyun e pegou o rosto do garoto com as duas mãos, distribuindo um carinho nas bochechas dele com seus dedões.

— Está tudo bem?

— Acho que me emocionei um pouquinho. — O escritor riu sem graça.

Só um pouquinho? — Devolveu com um sorriso divertido, recebendo um tapa no peitoral e logo depois tendo sua cintura envolvida pelos braços do menino.

— Obrigado por ter vindo comigo.

— Hum... Acho que tem uma forma melhor de você me agradecer.

— Como? — Ele levantou a cabeça para olhar nos olhos do Park.

— Vamos mostrar para sua família como é que se dança.

— Ah, Chanyeol, você quer que eu pague um mico na frente dos meus parentes?

— Eu fiz isso mais cedo e você me zuou, agora eu só estou querendo que você pague o preço. — Beijou a bochecha dele em seguida.

— Channie...

— Por favor, Baek, só uma dança, por favorzinho. — Insistiu como uma criança, fazendo até mesmo um olhar pidão. Baekhyun o encarou por um bom tempo antes de suspirar e sorrir de canto.

— Tudo bem. Só uma. E eu vou querer uma taça de vinho antes.

— Melhor ainda, baby. — Depositou um selinho nos lábios do Byun antes de segurar a mão dele e correr para onde tinha todo o movimento da festa.

Conforme eles iam se aproximando, algumas pessoas os olhavam da cabeça aos pés, julgando-os e comentando com outros. Chanyeol não se importava nem um pouco, mas Baekhyun mantinha a cabeça baixa sem nem um pingo de vontade de encarar seus parentes. Para se distrair dos olhares, Baekhyun decidiu entregar o presente para o irmão enquanto o músico esperava o vinho que pedira aos rapazes que passavam com bandejas de bebidas. E foi nessa espera sozinho que ele viu o senhor Byun direcionar algo a si.

O algo, na verdade, foi um olhar nada agradável. Ele, com certeza, estava muito indignado com a presença do filho gay naquela festa e parecia decidido a tirar satisfação com Chanyeol. O ruivo só manteve o olhar impassível, encarando-o do outro lado do evento. Nem mesmo fez questão de desviar os olhos quando o garçom voltou com a taça de vinho, mas notou a mudança do brilho que o homem tinha no olhar quando Baekhyun voltou para o seu lado.

— Uma taça só pra tomar coragem. Você quer um pouco?

— Um pouco, eu ainda tenho que levar a gente pra casa hoje. — Obrigado a parar de encarar o pai de Baekhyun, bebericou um pouco do líquido escuro e entregou ao loiro.

— Bah, você nem fica alterado tão fácil assim. — O menino passou a beber com um pouco de pressa.

— Qualquer coisa eu bebo em casa, afinal, essa taça aí é só pra tomar coragem.

— Verdade. — Assim que terminou, o Byun entregou o copo vazio para um garçom que passou ali no momento. — Vamos?

— Vamos aproveitar um pouco dessa festa, Baekkie.

A coincidência que foi entrarem na pista de dança e ter acabado de começar uma música foi a melhor de todas. Primeiro que não sabiam nem que música era aquela, quanto mais como dançar àquele tipo de música, mas também entrou para uma das memórias mais bonitas da vida deles. Começaram com passos solos um tanto desengonçados e, então, decidiram que, se entraram juntos, deveriam dançar juntos. Seguraram as mãos e balançaram para lá e para cá, depois rodopiaram pelo piso improvisado de madeira e riam como doidos pela besteira que estavam fazendo.

Baekhyun gostava. Gostava de sentir aquela coisa contagiante que Chanyeol tinha, aquela vontade de viver absurda que o fazia tão rebelde. Na sua cabeça, Chanyeol tinha cor: um amarelo tão vibrante quanto o sol. Aquele pensamento fazia ele sorrir tão largo e rir das coisas que faziam pela liberdade. E Chanyeol gostava. Gostava de ver Baekhyun sorrir, pois aquilo o acalmava de um jeito absurdo e o fazia ainda mais feliz. Se Baekhyun fosse cor, seria azul como o céu.

E o Sol é o que faz o céu se revelar como dia.

Chanyeol deixou que seu olhos procurassem o senhor Byun novamente enquanto tinha Baek rindo contra seu tórax e segurando-se em seus braços para não se desequilibrar depois de rodopiar tanto. O senhor Byun não parecia nada satisfeito com a cena e encontrar o olhar vitorioso do Park o deixou ainda mais enraivado, virando-se para discutir com a mãe de Baekhyun. Ele sabia que Chanyeol fazia seu filho tão feliz quanto uma vez ele também fez e isso o deixou com tanta raiva. Mas essa era a intenção do ruivo.

Pois, sem o Sol, o céu escurece e esconde toda a sua vida. 


Notas Finais


https://www.youtube.com/watch?v=zsyjS_vJfkw EH ESSA MUSICA AQUI GENTE CASO VCS QUEIRAM
ENFIM COMENTEM AI OQ ACHARAM EU TO GRITANDO PQ TO AQUI CHROANDO DE NERVOSO AI AI TO TREMENDO PORRA


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