História Overcoming Fear - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Marinette Dupain-Cheng (Ladybug)
Exibições 210
Palavras 1.836
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Está pequeno? Sim!
Mais irei recompensar nos dois últimos capítulos. Estamos chegando ao fim, galerinha 😭💔

Capítulo 18 - Amo-te


O sol se ponha diante o horizonte, deixando o céu parisiano púrpura. Os cabelos da morena voavam enquanto aumentava cada vez mais a velocidade da moto. Parou no jardim da violentada e deixou sua moto escorrada na grama recém molhada pelos irrigadores. Pôde perceber um carro avermelhado velho escondido em meio a folhagem, dando o aspecto de que aquele carro não era usado com frequência.  

Se deslocou apressadamente até a porta de entrada. Levou uma de suas mãos até a madeira desgastada e à murrou fortemente. 

Ninguém atenderá. 

Sua mão antes na madeira agora estava na maçaneta de mármore decorada com pequenas pétalas douradas. À girou e nada aconteceu. 

Estava trancada.

Meredith agachou-se no chão e retirou de seu bolso dois clipes. Pegou o menor e desdobrou a parte mais comprida duas vezes até projetar uma das pontas para fora e a posicionou na fechadura. No segundo clipe, agora maior, desfez ambas as dobras do clipe grande até ficar na forma de duas retas com uma curva na ponta. Ajustou a chave de tensão, ou o clipe, no buraco da fechadura e começou à girar. Teve um pouco de dificuldade mais logo teve o resultado da porta sendo aberta. 

— Consegui. 

Comemorou agradecendo mentalmente Plagg por lhe ensinar a artimanha, pegou seu revólver na bota e o empunhou.  Empurrou a madeira e sorrateiramente entrou pela pequena frecha aberta. Verificou todo os cômodos superiores, certificando se Kenzo não estava um passo à frente dela. Parou no corredor onde a porta vermelha se destacava, colou sua orelha na madeira, tentando detectar quaisquer ruído. O quarto estava em silêncio absoluto. Abriu a porta rapidamente e apontou seu revólver para qualquer um que estivesse ali. Abaixou-o após não perceber a presença de nenhum dos dois no ambiente. 

— Merda! 

Chutou o ar em repressão e retirou-se do quarto da menina. Sentiu seu smartphone vibrar freneticamente em seu bolso, o retirando viu diversas ligações perdidas de Tatiana. Sem muito pensar, aceitou a chamada, colocando o telemovel na orelha. 

— Por que não atendeu as linhas ligações, Meredith? — Disse Tatiana alterada do outro lado da linha. — Ficamos  preocupados!

— Perdão. — Falou andando de um lado para o outro pela casa. —  Eles não estão na casa.

— O que? — Alterou a voz novamente. — Como assim eles não estão na casa?

— Simplesmente eles não estão aqui. Não faço ideia de onde ele possa-a ter levado. 

— Meredith, sou eu, Adrien. — Disse o garoto com a voz baixa. — O terreno da família Césaire é enorme. Se não me engano há um pequeno depósito nos fundos. Não tenho dúvidas que, Kenzo levará ela até lá. 

— Entendido. Preciso apressar-me. Dou notícias. 

Desligou o telefone não deixando o loiro aumentar o assunto e correu para os fundos da casa. Avistou um pequeno depósito. 

Aproximou-se o bastante para empurrar brutalmente com uma das pernas a porta, que estava encostada. Não acreditará na imagem a sua frente. Correu até a azulada, ficando próximo ao seu corpo de ponta cabeça, começou a chamar por seu nome mais não atendia-a, num reflexo rápido bateu a palma da mão contra o rosto branco da menina. A azulada abrirá os olhos lentamente e quando percebeu a presença da garota ali abriu um longo sorriso. 

— Eu vou lhe tirar daí! 

Disse e foi-se até o nó onde estava prendendo a garota de cabeça para baixo, desatou o laço e rezou para que a garota não se machucasse com a queda. Fechou os olhos fortemente após ouvir um estrondo, os abriu rapidamente e viu a garota no chão. Correu até ela e levantou a cabeça. 

Percebeu que havia um balde com um líquido vermelho, já transbordado, próximo à corda. Procurou algum corte grande o bastante para causar  tamanho sangue. Olhou de relance para o pescoço e lá, um grande corte, que ainda escorria sangue. Desesperadamente pressionou suas mãos sobre o hematoma. A garota já havia perdido grande quantidade e poderia a qualquer momento entrar em óbito. Ela estava pálida e tentava ao máximo manter-se com os olhos abertos. 

— Fica comigo, tá bom? — Falou a garota se atropelando com as palavras, culpa do nervosismo. 

A garota discordou. Fraca, levou suas mãos até a da morena, tentando retirá-la.

— O que? — Disse balançando a cabeça negativamente. — Não, não.  Não vou deixas-te morrer.

Com uma das mãos ensanguentadas pegou o telefone e ligou para a assistência médica, em poucos minutos uma ambulância iria os socorrer. 

A garota ainda tentava retirar as mãos de Meredith de seu pescoço. 

— Não, Marinette, não! — Disse frisando a testa em preocupação. — Por que queres fazer isto? 

Meredith parou de falar após ouvir a porta ranger, olhou para a mesma e avistou um homem. Era Kenzo!  

— Ainda viva, ratinha? — Disse com um sorriso enorme e logo o desfez ao ver as mulheres no chão. 

Meredith com uma das mãos estendeu o revólver na direção do velho.

— Kenzo Césaire, você está preso por assédio sexual e tentativa de homicídio. — Gritou a mulher. 

Ela ainda mantinha a mão firme, não poderia mostrar quaisquer sinal de medo para l agressor. Kenzo estava estático, não mexia um músculo sequer. O homem começou a dar passos lentos para trás, não queria ser baleado. 

— Pare em nome da lei! — Gritou destravando o revólver com o polegar. 

Meredith encarava Kenzo com pudor, homens iguais aquele mereciam apodrecer na cadeia. 

Kenzo correrá. 

Meredith rapidamente ligou para Tatiana, pedindo para que comparecerem na casa da azulada, a rosada revelou que já estava bem próximo a casa da azulada. E em poucos minutos chegou os dois. 

— Tatiana, mantenha pressão no corte. — Ordenou levantando-se. — Adrien, não deixe-a fechar os olhos. 

Meredith correu com o revólver em punhos chegou próximo a sua moto, sua atenção foi chamada ao carro que não estava mais debaixo das folhagem e que agora estava a poucos quilômetros. 

Ele estava fugindo. 

Levantou a moto rapidamente e subiu em cima da mesma, deu partida e começou a ir atrás do carro avermelhado. 

O carro avermelhado corria pelas ruas de Paris, deixando a moto de Meredith para trás. Ela tinha que planejar algo antes que o carro desaparecesse. Estavam numa avenida grandiosa e com poucas entradas, Meredith opinou por pegar um atalho. Já estava de noite e poucos carros rondavam pela avenida, deixando a visão ampla da garota, que observava o carro avermelhado entre uma rua e outra. Aproximou-se do carro e começou a gritar contra a lateral do veículo. Sem nenhuma resposta chutou a porta do carona. Kenzo perdeu um pouco a direção mais logo voltará a manter o controle. A segunda chutada fôra mais violenta, fazendo Kenzo perder o controle de vez do carro e bater numa árvore. 

Saiu rapidamente da moto e foi-se até o carro abatido. Com um pouco de dificuldade conseguiu abrir a porta, Kenzo estava com o nariz sangrando e desacordado, causado pelo airbag do carro. Meredith o puxou para fora do carro e o colocou de costas para o asfalto, prendendo as  mãos do homem com as algemas.  Pegou seu smartphone e discou um número conhecido.

— Preciso de reforços!

                      —x—

— Acalme-se senhora Césaire! — Suplicou Tatiana pela Centésima vez. 

A ambulância havia chegado e levado a azulada até o hospital mais próximo, ficariam felizes por Kenzo ser pego e tristes pela garota. Tatiana fizera menção de ficar e contar tudo à família, enquanto Adrien a acompanhava. 

Marlene estava sentada com uma xícara de chá feita pela rosada, suas mãos tremiam e brotavam cada vez mais lágrimas nos olhos da mãe. Alya após saber do acontecido  foi ao hospital ficar com a irmã e o futuro cunhado. Tatiana havia contado tudo para ambas. 

Era triste saber que o homem que amava, que respeitava e colocava sua vida acima de tudo para vê-lo feliz fizera algo tão horrível. Ainda mais com a própria filha. 

— Por que ela nunca contou-me? — Disse a velha secando algumas lágrimas com um paninho delicado. 

— A sua filha tinha medo do que seu marido era capaz de fazer caso descobrissem! — Disse Tatiana mantendo sua postura profissional. 

— E quanto à aquele verme? — Disse a senhora com raiva. 

— Seu marido será setenciado a doze anos de cadeia, senhora Césaire. — Respondeu Meredith pela rosada assim que entrou na sala. — O julgamento ocorrerá há duas semanas. 

Marlene sorria aflita para ambas as mulheres em sua sala. Sabiam que a mulher não estava em sua melhor posição para conversas de tal forma. Esperariam até a recuperação da azulada para debaterem. Meredith avisou a Marlene que  sua filha poderia receber visitas no dia que estava por vir, para que não se fosse atoa. 

Meredith e Tatiana agradeceram pela ótima recepção da mulher, mesmo estando tão aflita quanto, retiraram-se da residência Césaire. Tatiana iria para o hospital onde Marinette se intentava e Meredith cuidaria do caso Césaire. 

                       —x—

A garota estava deitada numa maca e adianta descansava, Adrien estava ao lado acariciando sua mão e fitando cada cicatriz na garota, Alya estava numa poltrona próxima cochilando. 

A experiência de quase perder o amor da sua vida era aterrorizante. Seu amor pela azulada se acumulará desde que eram apenas crianças e foi crescendo a cada dia mais. Não suportaria caso a garota perdesse-a vida, sabia que a dor seria enorme, talvez fosse capaz de tirar sua própria vida só para no paraíso permanecerem juntos. Ele sabia que deus não seria tão injusto de retirá-la dele assim. Sabia também que ele traçará toda a história de ambos e que levariam ela pra vida inteira. 

Sentiu um aperto em sua mão, posicionou o olhar para cima e viu sua amada acordada. Sem pensar muito a abraçou, como se fosse a última vez. 

— Pensei que iria perder você. 

Murmurou no ouvido da sua garota.  Se separou e viu o grande sorriso que lhe brotará nos lábios e lentamente beijou-a. Separou-se e voltou a sentar, ainda segurando a mão de sua amada. 

— O que aconteceu? — Disse não se recordando do acontecido. 

— Kenzo tentou matá-la! — Adrien apertou mais ainda a mão da menina. — Mais Meredith acabou te encontrando e salvando você. 

— Céus! Onde está Kenzo? — Disse espantada. 

— Detido. — Disse dando um beijo nas costas da mãos da garota. — Graças à Meredith ele vai estar atrás das grades. 

A azulada olhou para o rapaz confusa.

— Na noite em que você me deixou na torre Eiffel eu fui procurar pela Tatiana, eu sabia que aquele grupo era me estranho. — Riu triste. — Depois de saber que Meredith trabalhava na interpol, planejamos algo para prender o Kenzo. Acabamos por colocar câmeras no seu quarto, o plano era simples mais nada ocorreu como esperado. 

A azulada suspirou e percebeu a presença da irmã no quarto. 

— Ela sabe? — Perguntou.

— Sim. As duas sabem!

A azulada calou-se, raciocinando tudo que o garoto acabará de dizer. 

— Por que não me contou? — perguntou fazendo carinho na mão da azulada. 

— Eu tive medo! — Sussurou. — Não queria lhe envolver nisto. Não de novo!

— Marinette, eu já estava envolvido. Desde o dia em que te vi pela primeira vez. Mesmo você não querendo. — Reprimiu os lábios e olhou fixamente nos olhos da garota. — Amo-te, sabe disso!

— Sim, eu sei. — Disse abrindo um grande sorriso. — Eu também amo-te, Adrien.



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