História Overcoming Fear - Capítulo 19


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Marinette Dupain-Cheng (Ladybug)
Exibições 150
Palavras 1.799
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - Julgamento e pedido


— Prometo julgar esta causa com imparcialidade proferindo minha decisão de acordo com a minha consciência e os trâmites da justiça. — Diz o magistrado e os jurados com as mãos erguidas respondem: Assim o prometo. 

Era a semana do julgamento e toda a família Césaire estava presente, assim como Meredith, Tatiana e Adrien. 

Após o réu chegar o juiz faz o seu interrogatório e ninguém o interfere. O juiz manda então o oficial de justiça fazer o "pregão de estilo". Chamando assim Meredith a sentar-se ao lado esquerdo do juiz. 

O oficial de justiça se aproximou de Meredith e aproximou uma bíblia. Com a mão esquerda sobre a Bíblia, levantou a mão direita na vertical e disse:

— A verdade, toda a verdade, nada mais que a verdade, assim Deus me ajude. — Disse a mulher.  

— Senhorita Meredith Kagami: o que sabes sobre o caso? — Sua toga era preta e seu óculos redondo faziam sua expressão severa.

— Sei que o Réu, Kenzo Césaire, abusa sexualmente da vítima Marinette Césaire, sua filha. A algumas semanas a vítima juntou-se a um grupo formado pela senhorita Tatiana Kielblock e confessou que era abusada pelo réu. 

Marinette estava de mãos atadas com Adrien. Marlene logo ao lado com tamanha repulsa, quase saltaria do assento para estrangular o homem que tocará em sua filha. O clima era de total tensão e Adrien tentava passar segurança para a garota a todo estante. 

O advogado aproximou-se da testemunha. 

— Você tem provas contra isso, senhorita Kagami? — Disse o advogado de Kenzo. Meredith olhava serena para o homem engravatado em sua frente. 

Meredith piscou para Tatiana, que logo foi para fora do júri.  A rosada voltará com uma pequena televisão movimentada à rodinhas. Posicionou de um jeito que todo o júri pudesse observar. 
Apertou um grande botão avermelhado e em seguida começou a correr as imaginas na tela. Era Kenzo batendo na filha. Fotos de todos os ferimentos da garota passavam-se também. 

— Parece que isso diz tudo. — Disse o juiz redirecionando o olhar para Kenzo.  

Depois de ouvir o advogado de Kenzo discutir com Meredith, o meritíssimo chegou a sua conclusão. 

— Kenzo Césaire, você está sendo condenado a doze anos de prisão pela tentativa de homicídio e estrupo de Marinette Césaire. — O homem batera o grande martelo na mesa. — Caso encerrado!

Dois homens fortes vestidos de preto vieram ao encontro de Kenzo, pegando-o pelo braço. Antes que pudessem o levar para fora ele se soltará dos guardas e correu até a azulada. Ao chegar próximo o bastante pegou-a pelas madeixas azuis e trouxe-a para perto. 

Eu irei voltar...

Os guardas voltaram a arrastar o homem, que agora ria descontroladamente, a mestiça estremeceu tamanho o pavor. Todos do tribunal levantaram-se para se retirar, assim como a família e amigos da vítima.  Estavam descendo a grande escadaria para partir, quando Meredith junto a Tatiana chamou o casal. 

— Estou feliz que tudo tenha corrido bem! — Disse Meredith dando um abraço na azulada e logo depois no loiro. — Vão ficar bem sem eu por perto?

— Aonde vais? — Perguntou Adrien. Tatiana estava ao lado com sua famosa postura profissional. Marinette estava com um dos braços  do garoto em seus ombros. 

— Meu trabalho acabou. Preciso voltar para Lyon. — Falou abrindo um sorriso amigável. 

— Pensei que morava aqui. — Desta vez a azulada pronunciou. 

— Não. Infelizmente. — Disse retirando o celular do bolso. — Tenho que me apressar! 

Meredith se despediu de todos que estavam presentes ali e havia chamado um táxi. 

— Não fiquem tristes com minha partida. — Disse secando lágrimas inexistentes no canto dos olhos. — Voltarei para visitá-los. 

A garota entrará no carro que logo tratou de dirigir bem rápido dali. 

— Quem diria. — A garota disse para si mesma, mas Adrien ouvirá. 

— Quem diria o que? — Perguntou com um sorriso torto para a garota.

— Quem diria que seria ela, logo a garota que eu havia brigado no grupo de apoio, a salvar-me.
 
                     —x—

Adrien havia ligado para seu pai, já era tarde e o caminho até casa era extenso, então Marlene fez questão que o garoto dormisse na casa. 

Estavam todos na mesa de jantar, comendo um chilli feito por Alya. O clima era tranquilo, coisa que, não fora por muito tempo. Davam gargalhadas das piadas idiotas de Adrien, Alya conversava ansiosamente sobre medicina e Marinette apenas apreciava o momento de paz. 

Após ter ajuda do garoto loiro a lavar toda a louça suja, arrastaram os móveis da sala para colocarem um colchão inflável. Marinette pegou alguns travesseiros e lençóis, deixando-os arrumado em cima da cama. Deu uma toalha limpa para o rapaz se banhar e deitou-se no colchão inflável à espera de Adrien. 

Sentiu algumas gotas geladas caírem sobre sua barriga semi-nua, por causa do pijama, olhou para cima e teve a visão de Adrien a encarando. 

— Tomou banho tão rápido assim? — Disse dando um risinho. 

— Não. — Balançou seus cabelos para secar e deixou-se ao lado da azulada. — Você que dormiu rápido demais. 


Ambos viraram para o lado e ficaram se encarado. Memorizando cada detalhe mínimo dos rosto. 

— Por que não me contou? — Disse Adrien. 

Marinette elaborava diversas respostas boas o bastante para poder dizer, afinal, por que não contou à ele? Adrien era o alguém que Marinette podia contar sempre. 

— Eu não sei.  — Disse num sussuro. — Está bravo comigo?

— É claro que não. — Falou mexendo nas pequenas mexas de cabelo sobre a pele da garota. — É que... Eu poderia lhe proteger. 

— Não interprete dessa maneira. — Suspirou escondendo o rosto com as mãos. — Eu não queria ver você se machucar. Já perdi tanta gente, que se eu perdesse você, seria insuportável pra mim. 

Adrien a puxou, fazendo seu rosto escondido ficar entre seu pescoço. Envolveu seus braços na cintura da garota, os longos dedos acariciavam a mesma. 

— Olha pra mim. — Disse baixinho. A garota negou com a cabeça. — Por que não olha pra mim? 

— Porque não quero que você me veja chorando. — Disse. O garoto então percebeu a presença das lágrimas sobre seu tronco. E imaginar, que eram gostas que ainda escorriam pelas madeixas. 

— Não estrague seu sorriso lindo com lágrimas. — O garoto disse apertando ainda mais a garota. Ela concordou. — Pode olhar pra mim agora?

— Posso. 

A  garota levantou o rosto e passou a fitar o garoto. Havia leve rubor nas bochechas da azulada, seus olhos estavam vermelhos e alguns fios de cabelos estavam grudados em sua testa. 

— Bem melhor assim! — Falou limpando as pouquíssimas lágrimas presentes no rosto avermelhado da garota. — Sabe Marinette, sinto saudade de ti, do seu beijo, do seu abraço, do seu cheiro no meu corpo. Saudade do que só tive em sonho, vivo a sonhar com teus braços, teu beijo, tua risada gostosa e teu sorriso tão belamente esculpido.

Disse fazendo os olhos da garota brilharem. 

— Eu também sinto saudade de ti. — Disse abrindo um sorriso tímido. 

— Me deixa acabar com toda essa saudade? — Disse levantando um pouco o tronco para ter uma visão melhor da amada. 

— Deixo. 

Adrien abriu um sorriso confortante para a garota, que retribui-o com um sorriso doce. O garoto ficou em cima da garota e beijava delicadamente seus lábios. Travavam a verdadeira guerra mundial entre as línguas, eles eram a perfeita combinação. Ele era a música e ela a melodia. 

Dos lábios passou para o pescoço e deixou uma trilha de marcas por todo o corpo da garota. Já despidos, a garota estava com os olhos fechados por cima das mãos. Adrien ria da forma que a sua amada ficava linda quando envergonhada. Se aproximou do ouvido da menina e disse:

— Tem certeza? — Perguntou Adrien mordendo o lóbulo  da orelha da menina.

— Sim! — Disse determinada depois de falhar, já que Adrien estava no seu ponto fraco. — Está na hora de deixar o trauma pra trás. 

— Essa é a minha garota. — Disse despejando um beijo nos seus lábios. 

 

Estavam cansados, o coração parecia saltar pra fora do corpo a qualquer momento. Seus cabelos bagunçados assim como os lenços em cima de seus corpos nus. 

A garota estava aninhando o peito do garoto, enquanto sussurrava uma canção. 

Quase foram pegos por Marlene, a mesma havia entrado na sala e passado direto para a cozinha, sorte deles haver um lençol grosso tampando-os.  A garota no começo ficará com medo e pedirá para parar, mais Adrien passou toda a segurança que tinha à ela e prosseguiram. 

Já era quase de manhã, o sol estava nascendo no horizonte. Logo a família levantaria para começar o dia. 

— Precisamos levantar. — Disse a garota recém-acordada coçando os olhos. — Minha mãe e irmã iram acordar. 

— Sim, eu sei. — Disse se espreguiçando. — Mais primeiro... 

Adrien levantou-se num pulo e correu até uma gaveta próxima. O garoto ainda estava nu, fazendo a mestiça dar gargalhadas. 

— Do que está rindo? — Disse falando o mais baixo possível. — Está louca?

— Que bela bunda você tem. — Disse mordendo os lábios. — Deveria ser modelo de bumbum. 

A garota caiu na gargalhada outra vez e o garoto, frustado, voltou a procurar algo na gaveta. Escondeu o objeto em suas mãos e voltou a sentar-se na cama, se cobrindo com o lençol. Marinette o acompanhou, tampando seus seios medianos. 

Adrien se virou para ela e agarrou sua mão. 

— Sei que esse não é o jeito mais romântico de se pedir isso — Começou Adrien. — mas, Eu tenho um puta medo de perder você, aliás eu não consigo nem pensar nisso. Me apeguei a você muito rápido e me apaixonei rápido demais também, mas é real, é verdadeiro. Por favor, fica, fica comigo, fica na minha vida, nessa cama. Não me deixa, não desisti de mim, promete? — Ela concordou com a cabeça. — Eu sei que eu não sou a pessoa mais linda do mundo, nem a mais legal, a mais fofa. Mas sou eu que posso e quem vai te fazer feliz, apesar de todos os meus defeitos, dos meus “chiliques” e dos meus dias de “raiva extrema”, sou eu quem te ama e vai te querer sempre. Sou eu quem conhece seus defeitos, que pra mim, se tornam perfeitos, faz assim, namora comigo? 

— Sim. — Respondeu aos prantos. — Eu namoro com você! 

Adrien estava com uma pequena linha nas mãos, fazendo a garota em lágrimas rir. Adrien pegou na mão da garota e envolveu a linha no dedo anular, deu um pequeno nó e pediu para que a garota fizesse o mesmo. 

— Que está nossa ligação nunca se vá! — Disse Adrien colando a testa na de Marinette. — Amo-te muito, minha namorada. 

— Eu também amo-te muito, meu namorado. 

{...}


Mas veja só, eu superei. Depois que tudo acabou foi como num toque de mágica. Meu brilho no olhar e toda aquela vontade de viver voltou. Percebi que ele não faria mais nenhum mal a mim e logo depois que chorei para o mundo todo ver. Me senti mais aliviada assim que ele saiu da minha vida. E esse alívio teve um gosto tão bom, tão doce. De algodão doce.



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