História Overdose - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~moongirly_

Postado
Categorias One Direction
Personagens Liam Payne
Tags Liam, Overdose
Visualizações 20
Palavras 1.319
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ola, como estão queridos? Demoramos mais do que deveríamos, mas acontece, sorry
desculpa qualquer erro, não tivemos tempo de revisar :\
espero que gostem desse capítulo, e boa leitura.

Capítulo 5 - Grupo de apoio.


Fanfic / Fanfiction Overdose - Capítulo 5 - Grupo de apoio.

Eu não poderia estar mais satisfeita com o meu trabalho como acompanhante. Consegui um emprego para Liam e ele está muito feliz com isso. Lembre-me que, quando comecei, achei que Liam seria um dos clientes mais complicados que eu já tive, e embora no começo ele tenha se mostrado ser assim mesmo, estamos caminhando bem juntos.

 

Como Payne só trabalha de noite no bar, decidi colocá-lo em grupo de apoio para reabilitados do mundo da droga, claro que ele não gostou nada disso, mas sabia que não tinha a opção de recusar. Esses grupos fazem parte da recuperação e ele é obrigado a ir nelas. Consegui achar uma que é bem próximo da sua casa.

 

Terminei de me arrumar e desci para encontrar Liam na sala, para podermos ir ao grupo, mas ele ainda não havia descido. Deve estar enrolando para perdermos a hora, mas se ele pensa que isso irá acontecer, está muito enganado. Subi alguns degraus da escada na intenção de ir chamá-lo, e o avisto descendo a escada. Sorriu satisfeita e saímos de casa. Pegamos um taxi e chegamos em poucos minutos no grupo de apoio. Paguei o motorista e descemos do automóvel. Adentramos no local.

 

É pequeno, bem arejado, mas um pouco escuro. Há cadeiras de  ferro colocadas em círculo no centro do salão e algumas pessoas já se encontravam lá. Alguns conversavam, outras comiam os lanches disponibilizados e outros preferiam apenas ficarem sentados quietos.

 

Deixei Liam sozinho por um momento e fui conversar com o responsável do grupo. Seu nome é Niall Horan e ele passou grande parte da sua vida morando na rua para usar drogas, mas está a mais de 3 anos reabilitado, então decidiu montar o grupo para ajudar pessoas que passaram pela mesma coisa que ele passou.  Achei muito legal essa iniciativa.

 

— Senhorita Johnson. — Fui cumprimentada por ele. Eu e Niall já somos velhos conhecidos. O conheci no primeiro trabalho como acompanhante que fiz.

 

— Olá Horan. — Sorri por vê-lo. — Como vai?

 

— Vou muito bem e a senhorita? — Niall e sua mania de me chamar de “senhorita”, sem necessidade.

 

— Vou bem. — Respondo.

 

— O que veio fazer aqui? — Apontei para Liam. Meu cliente se encontrava sentado em uma das cadeiras de ferro encarando-me. — Novo cliente? — Assinto.

 

— Liam Payne é seu nome. — Digo. — Ele saiu a poucos da reabilitação.

 

— Tem cara de desafio. — Riu assentindo.

 

— Ele é durão, mas faz o que digo. — Faço um movimento com as mãos para Liam e o chamo até nós dois. Ele se levanta preguiçosamente e caminha até eu e Niall. — Liam, esse é Niall.

 

— Oi. — Payne o cumprimenta sem nenhuma animação.

 

— Olá Liam. — Niall faz ao contrário de Payne, o cumprimenta com muito entusiasmo. — Está pronto para essa nova fase da reabilitação?

 

— Eu já estive em um grupo de apoio antes, sei como funciona. — De fato ele esteve. Na clínica de reabilitação, os pacientes são obrigados a participar de conversas como essas, mas não são obrigados a falar sem quiserem, aqui é igual. Eles só falam quando se sentem à vontade para compartilhar suas histórias.

 

— Ótimo, então vamos iniciar.

 

Niall chamou atenção de todos no local e avisou que começariamos. Sentei-me ao lado de Liam nas cadeiras de ferro e assim que todos se ajeitaram também, a conversa deu-se início. Niall falou primeiro e depois deu a palavra para os outros. Liam preferiu ficar quieto, o que sabia que iria acontecer. Então outro pessoa decidiu falar. Uma menina.

 

— Oi, meu nome é Julia, eu tenho 22 anos e era viciada em drogas.

 

— Oi Julia. — Todos disseram para ela. A mesma sorriu.

 

— Eu entrei no mundo das drogas quando tinha 12 anos, por influência de um menino que eu gostava no colégio. — Começou a contar sua história. — Era bobinha na época, achava que ele gostava de mim, então fiz o que ele queria. Comecei usando cocaína e passei para drogas mais pesadas. — Abaixou a cabeça e percebi que seus olhos haviam lacrimejando.  — Como era muito nova, não tinha dinheiro para ficar comprando as drogas e elas eram caras, então comecei a roubar. Cometi pequenos furtos dentro da casa dos meus pais. — Olhei para Liam, ele parecia não estar prestando muita atenção na história da menina. — Consegui esconder a minha situação dos meus pais por 3 meses, mas minha mãe acabou ficando doente. — Payne finalmente olhou a garota. — E estávamos precisando de dinheiro para a cirurgia que ela deveria fazer e era muito cara. Então meu pai decidiu vender uma joia de família, que valia muito, mas eu já havia vendido o objeto há muito tempo e gastei todo o dinheiro com as drogas. — Ela se calou. Julia chorava. Demos um tempo para ela poder se recuperar.  — Ela acabou não resistindo e eu me culpei. Meu pai meu culpou também e acabou me expulsando de casa. As coisas pioraram mais. — Niall deu um lencinho para ela limpar as lágrimas. — Obrigada. — Julia secou seu rosto. — Eu achava que não dava para piorar mais, mas eu estava errada. Morar nas ruas não é fácil, eu acabei sendo abusada por um dos meus traficantes e engravidei. — Segurei a mão de Liam ao ver seus olhos marejados. — Foi quando percebi o que estava acontecendo comigo. Mas o que adiantava tomar consciência de tudo naquele momento? Meu pai não iria me querer de volta, ainda mais grávida. Mesmo assim, eu decidi procurá-lo e ele me ajudou, mesmo depois de eu ter matado sua mulher. — Julia voltou a chorar e Niall a abraçou com força. — Estou limpa a dois anos e graças a Deus minha filha não tem nenhuma sequela deste tempos sombrios que foi a minha vida.

 

Batemos palmas para ela e a mesma agradeceu tímida.

 

(...)

 

Já em casa, perguntei para Liam o que ele havia achado da reunião de hoje, ouvimos muitas histórias, todos bastante comoventes, não tinha como não se sentir abalado com tudo o que foi contado. Payne preferiu não responder. Ele ignorou minha pergunta e foi para o seu quarto. Isso me deixou mais satisfeita. Pode ser estranho, mas percebi que Liam prefere guardar os sentimentos que sente só para cima, então se ele não me disse nada, é porque sentiu comoção  e pretende guardar isso para si, mesmo sabendo que eu não vou desistir de descobrir o que ele realmente pensa sobre o grupo.

 

Segui para cozinha e me preparei um chá para esquentar-me, esfriou sem qualquer aviso prévio. Coloquei água na chaleira, acendi o fogo no fogão e esperei que a água ficasse quente, pouco tempo depois, já tomava meu chá enquanto comia bolacha.

 

Pouco antes de anoitecer, Liam adentra em meu quarto sem ser convidado e diz que já está indo para o trabalho, peço um minuto para ele e troco-me rapidamente no banheiro.

 

— Vou ir junto. — Digo sorrindo.

 

— Para que? — Me questiona de braços cruzados.

 

— Você não pode ficar mais de duas horas sozinhos, não se lembra? — Ele bufa. — E eu adoro uma boa música.

 

Liam sai do quarto sem dizer nada e eu o sigo. Saimos de casa e caminhamos até o bar, que já estava aberto. Liam vai para o fundo do local e me sento no bar bem próximo do palco onde Payne se apresentará. O barman me abordou perguntando se eu gostaria de beber algo e aceito um pouco de gim. Ele vai pegar e olho em volto. O local está cheio, talvez até demais para uma quarta feira. Espero que todos estejam aqui por conta de Liam, seu espetáculo foi bastante divulgado pelo bar. Minha bebida chega e a tomo inteira em apenas três calmos goles. Liam sobe no palco, senta-se no banco do piano e seus dedos começaram a dedilhar suavemente as teclas pretas e brancas do instrumento. Simplesmente perfeito.

 

Ouço meu nome sendo chamado e olho para trás, avistando um fantasma do passado. Meu coração para e meu corpo estremesse. De todos os locais do mundo, aqui seria o último que eu teria a infelicidade de encontrá-lo.

 


Notas Finais


comentem pra fazer duas crianças felizes, é nós
esperamos que tenham gostado sz


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