História Overdose 2 - Capítulo 32


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Categorias Amber Heard, Jensen Ackles
Personagens Personagens Originais
Tags Amber Heard, Dean Winchester, Jensen Ackles, Sobrenatural, Supernatural
Exibições 57
Palavras 1.701
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


E no próximo capítulo temos POV de Jensen..... Quem está ansioso?

Capítulo 32 - A chance?


- O que queres para o lanche, filha? - perguntei para Heaven que assistia desenhos animados na televisão. A pequena estava tão concentrada que nem me ouviu, o que me fez repetir uma outra vez a minha pergunta. 

- Quero cereais. - falou aborrecida.  

- O que se passa, Heaven? 

- Tenho saudades do papá. - afirmou quase em lágrimas. Eu não queria ver a minha filha chorar, por nada deste mundo. 

Envolvi a pequena nos meus braços, tentando fazer com que a mesma não chorasse. Era apenas o terceiro dia longe de Jensen e a mesma já sentia saudades dele. Eu confesso, também sentia saudades, mas estar perto da minha filha me fazia sentir perto dele de um jeito que eu não sei como explicar. É como se ele estivesse sempre comigo. 

John conseguira arranjar um bom e seguro apartamento para nós ficarmos. Ele vivia no mesmo condomínio e todos os dias nos fazia uma visita para saber como estávamos e se precisávamos de algo, muito gentil da sua parte sendo que já não trabalha mais para mim e que não me deve absolutamente nada. 

Gostava de poder falar com alguém e ele era uma boa companhia. Nas poucas horas que ele passava aqui em casa e, enquanto Heaven brincava, ele conseguia animar-me de um jeito que eu pensara ser impossível. Só a minha filha me conseguia animar assim e, infelizmente, sempre que eu olhava para ela me lembrava dele. Será maldição? Será que é esse o meu destino? Reviver os momentos que passamos juntos para o resto da minha vida e ficar presa a uma relação que nunca poderia resultar? Não pode ser, simplesmente não pode. 

Dou por mim perdida nos meus pensamentos quando oiço o som da campainha e me encolho por momentos ao pensar em quem poderá ser mas logo me lembro que apenas John tem conhecimento da nossa estadia aqui e o meu coração desacelera um pouco. 

Dou um jeito na minha roupa e sem pressa me dirijo à porta. A pessoa - que eu aposto ser John - não insiste mais com a campainha mas quando eu abro a porta o mesmo ainda se encontra à espera, parado com um ar sério e as mãos atras das costas. 

- Está tudo bem? - pergunto para o mesmo que logo abre um pequeno sorriso. John tinha um bonito sorriso. Não que ele fosse feio, pois não o era, mas ele era mais novo e era bastante mais baixo do que os homens com quem eu costumava lidar e para além disso os seus cabelos eram tão loiros que chegavam a parecer brancos.

Talvez não fosse pelos cabelos loiros em si, mas pelo simples facto de eles me fazerem lembrar Jensen... ou talvez seja pelo simples facto de ele não ser Jensen. Eu sabia que depois dele eu não seria capaz de me apaixonar da mesma forma por ninguém mas eu continuava a tentar, muito fracamente. 

- Como está a minha pequena? - questionou e eu sorri, desviando a minha atenção para Heaven. 

- Viciada nos seus desenhos animados como sempre. - respondi e o mesmo riu pelo nariz, não desviando a atenção dos meus olhos. - Entra. 

Dirigi-me à cozinha enquanto John me seguia em silêncio. Estava tão perdida nos meus pensamentos que me esquecera dos cereais de Heaven, a pequena devia estar a morrer de fome apesar de estar demasiado entretida para sequer o notar. 

- Café? - perguntei, sabendo que a sua bebida de eleição era um bom e quente café. Por vezes dava jeito saber certas informações acerca das pessoas com quem convivia no dia-a-dia. 

John assentiu, sentando-se ao balcão e tirando o seu celular do bolso. Preparei os cereais de Heaven enquanto o mesmo olhava fixamente o celular e premia o ecrã freneticamente, continuando sem dizer uma única palavra. Eu estava um pouco constrangida devido ao silêncio que pairava no local. Normalmente sempre surgiria assunto e conversaríamos durante horas mas hoje parecia estar escasso. 

Levei os cereais a Heaven que me agradeceu com um beijo estalado no rosto e logo voltei para a cozinha, o mais lentamente possível, tentando achar um assunto de que pudéssemos falar e que não fizesse com que ele se fartasse de mim e me achasse aborrecida. 

- Vais ver o jogo dos Lakers? - perguntei, lembrando-me da notícia que vira no jornal quando saíra para comprar pão. John desviou a sua atenção do seu celular para os meus olhos e eu fiz questão de desviar o olhar para as minhas mãos que agora puxavam os fios soltos das mangas do meu casaco de lã.

- Talvez. - respondeu. - Mas não estava com vontade de viajar sete horas de carro só para o fazer. - afirmou e eu olhei-o um pouco espantada. Estava tão distraída que nem reparei em que local seria o jogo. 

- Eu- Eu queria dizer se... se o vais ver na televisão. 

- Ah! - exclamou, rindo pelo nariz. - Sim, claro. 

Sorri tentando não demostrar o meu nervosismo e continuei com o que fazia. Preparei um café e um chá bem quente para mim e coloquei alguns biscoitos sobre o balcão para que pudéssemos comer enquanto conversávamos. A conversa fora iniciada, eu esperava que agora não fosse demasiado difícil surgir um assunto entre nós. 

- Rosemarie mandou um beijo. - John quebrou o silêncio que se instalara e eu olhei-o, abrindo um sorriso ao ouvir as suas palavras. Todos os dias ele me trazia notícias de Rosemarie e eu sempre adorava pensar que novidades daquela bela senhora ele me traria. 

- Como ela está? - perguntei e ele abanou a cabeça negando. - O que se passou? 

- Acabei de me lembrar que ela mandou algo para ti e eu deixei no meu apartamento. 

- Sério? - questionei-o, curiosa. - O que foi?

- Empadão. - respondeu e eu fechei os olhos ao imaginar o cheiro delicioso da embalagem em que John o traria. Dava tudo para poder dar uma dentada naquele maravilhoso feito que Rose criara com a sua imaginação de gênio e altos conhecimentos de culinária. 

- Que saudades de Rose! - exclamei, esfregando as mãos no rosto. Não precisava ter cuidados com a maquilhagem sendo que não estava a usar nenhuma. Não gostava de andar sem maquilhagem mas a preguiça para colocar até um pouco de rímel era demasiada, daí o meu rosto estar tão liso como um bebé. 

- Ela perguntou se estavam se alimentando bem. - afirmou, rindo pelo nariz. Soltei uma breve gargalhada ao pensar que, realmente, Rose não mudava. Ela continuava a mesma mãe galinha de sempre que se preocupa demais com as suas crias mesmo não sendo suas crias verdadeiras. - Por isso mandou aquele pequeno presentinho. 

- Essa mulher é demais!

- Ela te ama como uma filha. - respondeu. - Tens sorte em ter alguém assim na tua vida. 

- Eu sei que sim. - assenti. - Rosemarie e Heaven são as únicas pessoas que me fazem continuar todos os dias e que me dão forças para tal. 

- Isso é bom... - as suas palavras soaram tão distantes que eu não tive como não estranhar. A conversa estava a decorrer tão bem e logo agora ele tinha que ficar assim estranho comigo. - Sabes... on- ontem sonhei contigo. 

O meu corpo e mente congelaram assim que aquelas palavras saíram pela sua boca. Queria poder pensar nelas como um simples "tive um sonho e por acaso tu estavas lá" mas as suas palavras - o modo como ele as proferiu - levaram-me a concluir que não se tratara apenas de um sonho em que eu casualmente apareci sem ter qualquer outro tipo de envolvimento. Ele levou-me a querer que no seu sonho eu tivera um papel especial. Talvez demasiado especial...

- S- sim? - a minha voz saiu falha e eu praguejei-me por estar a ceder daquela forma mas eu não sabia como reagir quando tinha um dos meus homens, que me conhecia desde sempre, a dizer que havia sonhado comigo e quem sabe mais o quê. 

- Sabes... - disse, aproximando a sua mão da minha e eu, podia estar doida mas podia jurar que o seu rosto estava alguns centímetros mais próximo do meu. Só pensava no momento em que lhe dera tanta confiança ao ponto de ele achar que me podia tratar por tu, talvez fosse esse o gatilho. Talvez não. Talvez eu tenha feito algo, talvez algum olhar mal compreendido, um sorriso. - Desde que eu te vi pela primeira vez que eu sempre pensei em ti. Mas tu estavas com Dylan e eu não podia fazer nada e depois foi a vez de Jensen e aí as minhas oportunidades desapareceram de vez. Mas agora, agora eu vejo uma hipótese. 

- Uma hipótese? - perguntei. A sua mão agarrou a minha com certa força enquanto o seu polegar acariciava a minha pele desnuda. 

John assentiu e eu desviei o olhar das nossas mãos para os seus olhos que agora estavam mais perto de mim que nunca e continham um brilho que chegava a ofuscar. 

- Eu- eu não sinto- as minhas palavras foram interrompidas pelo toque dos seus lábios nos meus e por momentos eu senti-me estranha, o que estava a acontecer? 

Eu sentia falta do carinho de alguém, sentia falta de ter alguém para me aconchegar durante a noite e me beijar ao acordar. Sentia tanta falta de alguém que o beijo começou a ficar perigoso e eu me deixei levar tanto que quando dei por isso John já tinha uma das suas mãos na minha cintura e outra no meu rosto enquanto a minha mão passeava pela sua nuca e fios de cabelo loiros tão lentamente, parecia em câmera lenta. 

E apesar de eu estar a gostar, eu não conseguia deixar de pensar nele. Ele sempre vinha à minha cabeça e eu sempre me repreendia por isso, como se fosse conseguir deixar de pensar no mesmo ao fazê-lo. Maldito. Como é possível eu conseguir gostar de alguém que só me faz mal mesmo tendo tantos homens que gostariam de estar comigo? É incrível, eu sou mesmo a mulher mais burra e ingénua à face da terra.



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