História Overdose - Capítulo 1


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Categorias Kuroshitsuji
Personagens Agni (Arshad), Bardroy "Bard", Ciel Phantomhive, Condessa Rachel Durless-Phantomhive, Elizabeth Midford, Finnian "Finny", Grell Sutcliff, Lau, Madame Red (Angelina Dalles), Mey-Rin, Pluto, Príncipe Soma Asman Kadar, Ran-Mao, Sebastian Michaelis, Sr. Tanaka, Vincent Phantomhive, William T. Spears
Tags Anonimundo, Black Butler, Kuroshitsuji, Sebaciel
Visualizações 98
Palavras 1.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Shounen, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Prólogo- Save Me.


Fanfic / Fanfiction Overdose - Capítulo 1 - Prólogo- Save Me.

O grito de dor agonizante reverberou no ápice daquele majestoso espetáculo exclusivo, onde a agonia do ator principal era o motivo das palmas e risadas sádicas. No meio daquele palco coberto de sangue e desonra, um menino no qual alucinava entre a realidade e o imaginário destacava-se absurdamente, tentando manter a sanidade no meio daquele caos de mais e mais pedidos de misericórdia, de ofertas e gritos histéricos de bis, desejando o retorno. 

O mais novo Conde recebia chicotadas em suas costas suadas, em seu abdômen repleto de cortes e lacerações, em seu rosto juvenil coberto por sangue e finalmente em suas pernas finas. Contabilizando quase mil em poucas horas, e mesmo com os incontáveis pedidos de "Pare", ninguém ao menos o escutou. Estavam ocupados demais desfrutando de seus próprios prazeres doentios, estavam ocupados demais e interessados em demasia nos gritos de dor, nos choramingos e na incrível força de sua vontade ao tentar manter-se vivo. Tentar se manter consciente era o que o motivava à respirar, pois não havia restado mais nada além de sua sanidade. Ao menos seu orgulho, ao menos sua família, tudo havia sido manchado pelo sangue e pela vergonha.

-Por favor, não... Eu lhe imploro. - Ciel Phantomhive encarava o ferro em brasa que marcaria sua pele ensanguentada e coberta de fuligem, enquanto negava veementemente com a cabeça, afastando-se do algoz embora estivesse totalmente preso, incluindo braços e pernas. As pessoas aproximavam-se afoitas daquele corpo deteriorado, em dor aguda. Entre a vida e o último suspiro. 

Seus pedidos desesperados foram totalmentes em vão, e quando o brasão foi marcado em sua epiderme, mais um grito saiu de sua garganta, ondulando e arqueando seu corpo para trás e para frente em um ritmo constante. Não havia mais lágrimas, o Phantomhive havia chorado o suficiente.  Ciel naquele momento prestava a devida atenção em sua respiração fraca, desejando a morte como único alívio para tanto sofrimento. 

-Que comece o leilão. - A voz extasiada do anfitrião soou, juntamente com o som das milhares de correntes interligando os jovens de todas as idades, incluindo Ciel, que não estava conseguindo manter-se de pé ao menos, sendo devidamente arrastado pelas outras crianças e adolescentes que seriam cruelmente vendidos, mortos ou abusados sem pudor. Os infortunados subiram ao pequeno palco, encararam sem expressão todos os presentes e ouviram os risos e as ofertas imundas por seus corpos. 

-Doze mil libras pelo projétil de Conde. - Um senhor de meia idade, bem vestido e alto começou, arrastando outras milhares de vozes que ecoavam pelos tímpanos de Ciel. No qual se encontrava coberto apenas por um fino lençol vermelho, já que seria impossível vesti-lo naquele estado tão deplorável, entre sangue e sinais de abuso físico. Seu olhar perdido vagava pelo anfiteatro, no qual havia sido inteiramente modificado para tal atração tão desumana. 

-Quatrocentas libras pela menininha, a bela ruiva. -Ciel encarou a jovem Charlotte ao seu lado, ela talvez estivesse no mesmo estado que o menino, talvez até pior. Pois, seus cabelos estavam cortados em falhas no seu couro cabeludo, havia a marca do mesmo brasão em sua coxa esquerda e pelo andar da menina, havia sido abusada sexualmente mais do que uma única vez.

-Vendida. - A ruiva foi levada à força, sendo arrastada pelos corredores manchados de diversos fluídos até o som de tapas serem audíveis por todos. Cada um mais alto, mais perto de seu frágil rosto, mais forte do que o outro. Repentinamente.

-Ciel, mamãe está chamando. Venha!

Ciel despertou, tendo a infeliz noção de que ainda estava sendo negociado, escutando a voz melodiosa de sua mãe cada vez mais presente em seus pensamentos. Estava delirando. Relembrando das chamas escarlate que engoliam a mansão Phantomhive em gritos de pavor e o cheiro enjoativo de sangue, onde as faíscas adornadas ao laranja vivido complementavam a visão do fim. Aquela visão cinematográfica de um final à família prestigiada da Inglaterra, restando apenas o órfão que lutava contra as mãos sujas e pecaminosas de seus torturadores. Sendo levado para longe de tudo o que conhecia. 

-Vendido. - O som do martelo se fez presente, retirando a atenção de Ciel, que sentiu a pressão de sua cabeça sendo pulsionada brutalmente para trás em um puxão em seus cabelos, onde os olhos maquiavélicos do homem encontraram os seus e mantiveram este contato por longos e dolorosos minutos, e o Phantomhive obteve a total certeza de que jamais esqueceria-se daqueles olhos tão sujos, nem mesmo na sublime morte.

-Espero que apodreça, sendo maltratado até o último fio de cabelo. Espero que o Conde seja violado o bastante para desejar a morte. - Em seus ouvidos, aquele sussuro rouco bastou para o menino engolir em seco e deixar as pernas fraquejarem pateticamente no trabalho de sustentarem seu corpo pálido. E Ciel Phantomhive foi chutado ao chão uma última vez, até o disparo ser localizado na entrada principal, seguido de milhares outros estampidos ao som dos gritos e palavras de isenção de culpa.

-Coitado, está em farrapos. Que belo rosto, é tão cruel manchá-lo - Grell Sutcliff manteve sua expressão de pena, acariciou levemente os cabelos molhados de suor e sangue do menino, deixando a arma descarregada ao lado do corpo pequeno e quase desfalecido. O ruivo encarou as outras crianças afetadas, e algumas realmente mortas, nos disparos e suspirou pesadamente, orando mentalmente, pedindo perdão ao falhar miseravelmente nas ordens tão específicas de sua rainha. 

"Mantenha todas as crianças em cuidados especiais. Você está no controle desta operação. Não me desaponte."

Ciel vomitou o sangue quase negro mais uma vez, encarando com sua visão turva e pensamentos nublados os corpos completamente fuzilados de seus torturadores, jogados como estorvos ao chão de cerâmica. Aquela cena majestosa lhe deu um intenso prazer, fazendo-o sorrir verdadeiramente. Era a tão esperada reviravolta, onde o ator principal poderia escolher entre viver ou morrer, ser ou não ser. A escolha estava em suas pequenas mãos, e antes de entregar-se ao vazio tão convidativo e exorbitante, Ciel permitiu-se ver e acreditar na miragem de seus pais o esperando em um belo jardim. 




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