História Overdose - Capítulo 2


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Categorias Kuroshitsuji
Personagens Agni (Arshad), Bardroy "Bard", Ciel Phantomhive, Condessa Rachel Durless-Phantomhive, Elizabeth Midford, Finnian "Finny", Grell Sutcliff, Lau, Madame Red (Angelina Dalles), Mey-Rin, Pluto, Príncipe Soma Asman Kadar, Ran-Mao, Sebastian Michaelis, Sr. Tanaka, Vincent Phantomhive, William T. Spears
Tags Anonimundo, Black Butler, Kuroshitsuji, Sebaciel
Visualizações 75
Palavras 1.394
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Shounen, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Conflitos Internos.


Fanfic / Fanfiction Overdose - Capítulo 2 - Conflitos Internos.

A mansão Phantomhive queimava intensamente, em um misto de cores vibrantes e a própria escuridão. Havia gritos esbaforidos por todos os cômodos, a certeza de que milhares de empregados já estavam desfalecidos, carbonizados e alguns esmagados pelas ripas de madeiras e pelo teto de desabava lentamente. Os pedidos por ajuda eram incessantes, enquanto a fuligem subia aos céus e a fumaça negra era expelida e aspirada. 

-Mamãe!- Ciel gritou enquanto corria desesperado pelas chamas, tentando manter-se firme perante as lágrimas. Perante aos pulmões que imploravam por ar. 

A condessa encontrava-se em cinzas, despejadas na sala de estar. Reluzindo os olhos do pequeno em dor, enquanto não tardou ao procurar pelo pai.

-Papai! - Ciel procurou por todos os cômodos, encontrando Vincent em seu escritório, sendo engolido pelas chamas. Não havia sinais de luta, apenas um homem que esperava pelo fim como um verdadeiro nobre. Iria sucumbir como a esposa, como a mansão. 

Em gritos e espasmos, Ciel correu para a saída, sendo surpreendido pelas mãos sujas que encobriam sua visão e entorpeciam os seus sentindos, o levando para longe de tudo.

-Não! - Ciel gritou em desespero, vendo seu coração acelerado e sua respiração descompensada. Sua visão ajustava-se a escuridão, a iluminação precária da própria lua. Enquanto seus dedos dedilhavam os hematomas em seu corpo repleto de curativos e faixas, havia fraturas por todos os lados e morfina agindo em seu sangue. Juntamente a uma compressa de água morna em sua testa febril, cada célula do seu corpo estava em chamas. Em uma febre que lhe causava dor até mesmo por respirar. 

Havia sido um pesadelo real o suficiente para lhe arrancar lágrimas de puro desespero, por fazê-lo murmurar diversas vezes o nome de sua mãe e de seu pai, recebendo em resposta o silêncio em sopros noturnos. Apesar do local estranho, sua mente voltava ao fato de estar vestido com roupas limpas. Fazendo seu emocional abalado entrar em colapso por imaginar alguém pondo as mãos em si, vendo e julgando suas marcas e o brasão agora exposto entre suas costelas. 

Então, a porta do quarto é aberta lentamente, revelando a luz que do corredor emanava. Assim, um corpo esguio encostou-se na soleira, observando com os belos olhos esmeralda o menino que agonizava baixo em alucinações. Estava mais do que claro, Ciel tinha em mente que havia sido vendido e o seu algoz seria o ruivo que o observava em meio ao breu. Grell Sutcliff aproximou-se aos poucos do leito, sentando-se calmamente ao lado do corpo frágil que relutava em se afastar. 

-Está tudo bem, acalme-se. Não vou machucá-lo. - O ruivo soou protetor, tentando acariciar os seus cabelos suados, sendo recebido pelo olhar duvidoso. O Phantomhive em memórias distintas, recordou-se do rosto do atirador de elite que invadiu o anfiteatro. Causando em si aquela bela alegria que tornou-se sombria à medida que seu coração deixava de bater.

-Q-Quem é você? - Ciel estreitou os olhos, sussurou com o fio de voz que lhe restava e arqueou as costas ao sentir uma intensa dor em seu abdômen, logo sentindo entre a faixa o sangue quente que escorria.

-Sou Grell Sutcliff, juiz e cão guarda de sua majestade. Sei que pode parecer estranho, mas te trouxe até aqui para salvar a sua vida. Garoto Ciel. - O ruivo sorriu desleixado para si, desta vez aproximando-se completamente e deixando um singelo afago em suas mãos suadas e contorcidas entre os lençóis. 

-Por que? - Talvez não obtivesse sua resposta, pois nem mesmo Grell conseguiria respondê-la. Mas, a beleza única o havia conquistado, assim como a possibilidade de salvar o seu casamento e conquistar o tão sonhado e estimado desejo pela criação de uma família. Ele mesmo imaginava-se exausto, correndo pela enorme mansão enquanto os risos de crianças preenchiam o silêncio tão depressivo. O esposo em seus tão maravilhosos sonhos, detinha todo o tempo do mundo, dono do melhor sorriso e belas palavras repletas de carinho.

-Porque eu estou encantado por você, pela força que o encaminhou à ser o único sobrevivente no massacre que não pude impedir. Porque vejo um pouco do meu marido em você - Grell suspirou pesadamente e relembrou das memórias em que o marido compartilhou para si em conversas durante a madrugada, sem cobranças ou discussões, eram apenas eles e suas mágoas noite à dentro. - Ciel, eu estou responsável pelo julgamento que está envolvido, querem culpar a ti pelo incêndio que ceifou a vida de seus pais. Quero que me diga a verdade.

-Não vou argumentar sobre isso. -Ciel Phantomhive encarou mais uma vez a lua em seu auge, desviando o olhar do homem que a todo custo tentava lhe passar algum tipo de conforto, alguma segurança. 

-Não vou deixar que o levem, não vou permitir que fiques a mercê do sistema. Perderá seu título e as empresas que possuía agora, estás debilitado. Precisa de cuidados e eu posso oferecê-los, se quiser ficar até o julgamento, fique. Se não, posso organizar tudo e partirá pela manhã. - Cada palavra doeu no íntimo de Grell, que possuía o desejo de estar ao lado daquele pequeno ser, de proteger aquela criança tão sofrida e aparentemente tão machucada.

O Conde suspirou, sentindo mais do líquido vermelho se espalhar e manchar parte de suas vestimentas, logo acenando com a cabeça e vendo o ruivo se afastar.

-Vou trazer mais compressas e chá. Espere um momento por favor, garoto Ciel. - Grell Sutcliff deixou o quarto em passos elegantes e se esgueirou para fora do quarto, escutando os chamados de seu marido no andar de baixo.

-Grell, está em casa? - Sebastian deixou o casaco com o mordomo na entrada, suspirou frustrado e apagou de seu pescoço os resquícios de batom. Realmente a East End cheirava a cigarros, bebidas e a prostitutas. O próprio havia acostumado-se com o cheiro por tanto frequentar, era decadente o quão longe havia ido por falta de sexo.

-Estou aqui. - Grell suspirou fundo, vendo seu tapete sendo manchado pela chuva que ainda insiste em decair dos ombros do esposo, o ruivo desceu as escadas e prontamente sussurou para Tanaka que preparasse o chá e algo que fosse leve para o convidado, juntamente as compressas e bacias de água quente. 

- Está doente? -Sebastian aproximou-se de seu esposo, sendo afastado de imediato. Pois, mesmo com todos os cuidados e precauções, Grell sentiu o aroma de perfume barato, cheiro esse que era constante nos demais quartos alugados e pequenos de East End.

-Eu preciso que me acompanhe. Apenas isso.

Ambos subiram pelas escadas, Grell Sutcliff segurava entre as mãos a bandeja de prata, com a jarra de água e as demais toalhas. Sebastian encarou o marido pelas costas, havia uma intensa tensão em seus ombros e quando cruzaram o corredor, e mais a frente a porta do quarto enegrecido, a pequena criança gemia em dor, contorcendo seu corpo sem controle. Sebastian revirou os olhos, mesmo estando surpreso. Enfermos eram algo normal do seu cotidiano, embora tratasse aquilo como um ofício do que prazer.

-Ajude-o, e lhe darei o divórcio.

...

-Uma criança não salvará o nosso casamento. -Sebastian murmurou agora tranquilo em um dos corredores, encarando a face atordoada de Grell. Enquanto a criança dopada aproveitava o pouco descanso que teria até os efeitos entorpecentes cessarem.

-Eu não me importo, quero aquela criança. 

-Eu nunca vou conseguir entender este seu complexo, este seu instinto protetor que destrói o nosso casamento. 

-Você deveria entender mais do que qualquer um a confusão mental dele, deveria entender mais do que qualquer um o sentimento de solidão, Sebastian, eu estava cumprindo ordens de sua majestade. Você mesmo viu com os seus próprios olhos a marca entre as suas costelas, será que não consegue ter o mínimo de compaixão? 

-Não deveria envolver-se internamente. Isto é indiscutível, já havíamos conversado sobre isso. A Inglaterra não é o melhor lugar para isto, e você sabe melhor do que eu. - Sebastian Michaellis encarou os olhos verdes do esposo, aqueles mesmos olhos que haviam conquistado-o em uma noite tão chuvosa quanto aquela, onde o ruivo vagava perdido e molhado pelas ruas de Londres. 

-O preconceito não é o único culpado pelo seu egoísmo. Sebastian, eu não quero mais isto. Estas brigas, este afastamento, esta solidão. Estamos juntos a cinco longos anos, e mesmo que tenhamos que nos divorciar, eu não irei desistir dele. 

-Então é assim? - Sebastian questionou percebendo o afastamento do ruivo, que lhe dava as costas sem ao menos pestanejar. 

-É assim mesmo.





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