História Overrated (hiatus) - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Teen Wolf
Personagens Allison Argent, Lydia Martin, Mieczyslaw “Stiles” Stilinski, Scott McCall
Tags Amizade, Dylan O'brien, Holland Roden, Lydia Martin, O'broden, Romance, Scallison, Stiles Stilinski, Stydia, Teen Wolf
Visualizações 83
Palavras 5.509
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Ficção, Fluffy, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


meu deus
nem acredito que to postando aqui depois de todo esse tempo
tem alguem vivo?? alo ???
pq q eu demorei; a summary
- editei alguns capitulos (cheque o final do 13, caso nao tenha visto)
- simulado
- prova
- recuperação
- mt pressao psicologica
- stress
- viagem
- volta as aulas

eu sei q eu demorei e sei q fui um monstro, me desculpem, alem disso td esse capitulo é bem complicado
o final dele iria ser bem diferente desse, mas como eu queria dar sinal de vida e ele ficou mt grande, deixei esse mesmo
umas coisas vao ser explicadas nos capitulos seguintes, eu juro


olha vcs nao podem reclamar da minha demora pq olha o tamanho dessa porra, one-shot could never
entao sentem
relaxem
peguem um suquinho
me xinguem bastante depois, se quiserem
((estou ansiosa pelos dois próximos, esperei minha vida td p escrever eles

enjoy

Capítulo 16 - Unexpected (2f)


Fanfic / Fanfiction Overrated (hiatus) - Capítulo 16 - Unexpected (2f)

“O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano.” – Isaac Newton.

 

Era uma tarde quente de julho. Após um ano letivo exaustivo, as férias eram gratificantes. Depois de Jackson ter ido embora da casa de Lydia, a ruiva entrou em contato com uma antiga amiga.

Falar com Cecília ainda era um pouco estranho e desconfortável, apesar da coisa com Aiden ter acontecido há mais de um ano. No entanto, a conversa prosseguiu firme.

– Mas e aí, como vai o namoro? – perguntou, e a moça sorriu do outro lado da linha.

– Vou te contar, hein. É mais perfeito do que eu imaginava. E fica cada vez melhor! Ele é superatencioso e carinhoso... Até um pouco demais. Estamos muito bem! E com você e Jackson? Aiden fala muito mal dele...

Lydia quase se sentiu um pouco ofendida pelo namorado. E quase ficou com um pouco de inveja de Cecília O’Hayne. Jackson estava sempre com compromissos, e não era tão presente. Quando o possível acontecia, ele vinha até ela – e Lydia confiava nele o suficiente para fazer-lhe uma cópia da chave de sua casa.

– Estamos bem também... eu acho. Jackson só está preocupado com a faculdade. Ele tem saído muito ultimamente, sabe como é...

Cecília ergueu uma sobrancelha e sorriu sem mostrar os dentes.

– Eu nunca vi uma sequer atualização de status de vocês dois e não têm muitas fotos juntos... Apareçam mais! Eu amo ver fotinhos de gatinhos, flores e casaizinhos bonitinhos.

– Ah, Ceci... Nós não gostamos de expor o nosso relacionamento. Aproveitamos juntos, sem...

– Ele disse isso a você?

– Talvez... – respondeu e Cecília bufou, batendo a cabeça na mesa em discordância – Mas não vamos falar sobre mim! Me fala mais da sua carreira de modelo! Você conseguiu chamar atenção daquela agência super bam-bam-bam?!

Cecília parecia frustrada por alguns segundos. Tentou conter os longos e inquietos fios anelados de seu cabelo volumoso, e, depois de falhar, continuou:

– Bom... eu e Aiden tínhamos feito tudo certinho. Ele tirou as minhas fotos, nós mandamos para o e-mail dessa agência e ela nos respondeu uma semana depois marcando o horário para a entrevista e o ensaio.

– E então?

– E então, eu descobri que ainda existe muita gente babaca no mundo. Ele não me passou por que, segundo ele – Cecília fez aspas no ar –, eu era alguns milímetros mais baixa que o necessário, ou alguns miligramas a mais que o pedido... E era óbvio que não era isso! Eu me esforcei para me manter em forma e minha altura é perfeita! “Quem sabe na próxima”, eles disseram. “Você tem muito potencial, garota”, disseram eles. Arrgh! Nojo.

– Ceci, querida, eu sinto muito. Por eles. Essa gente é mau caráter e você merece muito mais do que isso. Terão oportunidades melhores.

– É, eu sei. Mas, ah! Parecia tão fácil! E era uma oportunidade tão boa, Lydia, você não faz ideia...

– Eu entendo. Não deixe eles te abater tão facilmente.

– Lógico que não! Eles só estão cansando a minha beleza! Eu caio, mas caio e levanto mais maravilhosa ainda! Bola pra frente!

A determinação e confiança de Ceci a fez rir. Depois de uma nem tão curta conversa, desligaram.

 

Os primeiros dias sem Jackson na HVHS foram um pouco complicados. Primeiro, porque Nathan era um chato. Mesmo após o período de fofoca passar e mesmo com Lydia namorando, ele não parava de insistir. Com Jackson, isso não era tão constante, pois Nate o superestimava. Se Lydia soubesse que quando crescesse Nathan ficaria desse jeito, voltaria alguns anos atrás só para lhe dar uns tapas na cara. E claro, se tivesse o poder de voltar atrás, faria muita coisa diferente também...

Mas claro que não vamos focar nisso agora.

Com exceção da escola, a ruiva ainda aproveitava o tempo ao lado de Jackson. A companhia dele era agradável, contudo, enquanto buscava pela melhor forma de passar um momento legal ao lado do namorado, Jackson era um tantinho mais frio: ele tinha que cumprir horários, tinha que sair mais cedo, tinha que fazer isso ou aquilo. 

Mas no final não importava: pelo menos ele estava ali.

Num sábado, o casal se encontrava na residência das Martin. Natalie tinha saído com Peter, que estava de visita em Hill Valley por algum tempo. Provavelmente, a mãe de Lydia estava no famoso chalé de Peter; “Quem diria!”, Lydia pensou. “Essa coisa de namorar a distância não parece tão difícil...”

Jackson estava deitado em sua cama, sem camisa e fazendo alguma pose, enquanto Lydia rabiscava meticulosamente o seu bloco de desenhos. Tinha saudade de desenhar. Ela adorava! Sempre visitava as salas de arte de BHHS, mas, em HVHS, a maior preferência eram os shows, as peças de teatro, a música e o esporte. Era legal, em comparação a BHHS, claro, que tinha uma única peça de teatro amadora por ano, bem bobinha. Quando estava só, Lydia aprendera a dominar mais o violino. Desenhar, tocar e treinar era as atividades que mais gostava de fazer. E fazia bem. Pela primeira vez, sentiu-se um pouco agradecida por deixar a vida de ficar o dia inteiro assistindo alguma coisa em casa, ou jogando RPG, ou o que seja. Sentia saudade? Muita. Mas, estava muito bem assim.

Onde estava? Ah, claro! O desenho.

Lydia estava fazendo um retrato de Jackson. Admirava sempre a beleza do rapaz: os olhos azuis, as sardinhas que apareciam e o maxilar perfeito. Porque não desenhá-lo? ela, obviamente, não era capaz de fazer um retrato exato do namorado, todavia, deu o melhor de si. Até porque, o mesmo estava quase dormindo de tédio quando acabou. Lydia desprendeu os lábios inferiores e sorriu.

– Terminei!

Ele abriu os olhos e fitou o desenho. Na visão da moça, tinha ficado muito bem feito. E parecia bastante com Jackson. Esperava por um elogio vindo da boca dele. Mas...

– Eu sou muito mais bonito.

“Só pode estar brincando comigo...”, Lydia pensou, mas ele não parecia estar brincando.

– Sério? Eu não passei quase trinta minutos sem parar fazendo isso só pra você...

– Ei. O seu desenho está bonito. Só que eu sou mais.

Lydia suspirou, frustrada. Não sabia por que esperava algo vindo dele. Jackson era muito indiferente. O celular dele apitou, e Whittemore o pegou em cima da cômoda ao lado da cama. Um sorriso discreto brotou nos lábios do rapaz; Em seguida, sentou-se na cama e começou a calçar os sapatos.

– Quem é?

– Minha mãe. Ela não está se sentindo bem. – Falou, pondo-se de pé.

Lydia estreitou os olhos, cruzando os braços.

– Sua mãe não estava viajando? Tennessee?

Jackson abriu a boca, mas a fala parecia ter morrido no caminho.  

– Ela voltou hoje. Sabe como é. Todas essas... coisas de viagem. É cansativo.

– Ok.

Jackson pôs-se frente à Lydia, dando um daqueles sorrisos que a fazia tirar do sério. 

– O quê? – a ruiva perguntou, sorrindo.

– Você está com a minha camisa.

A ruiva bufou pelo nariz e fez uma cara destemida.

– Não seja por isso.

Lydia desabotoou a camisa amarelo-clara e a largou no chão, ficando com apenas a calcinha de cor preta que usava e os seios à mostra. Jackson sorriu malicioso enquanto Lydia continuava com a cara cínica, mas sem pudor.

– Agora pega, boneca.

Ela quase ficou surpresa. Já era da natureza dele falar algo do tipo. Reuniu forças para falar algo que muito raramente dizia a Jackson.

– Não.

Como o esperado, ele estranhou. Uniu as sobrancelhas e a encarou.

– Não? – fez uma cara debochada de rendição – Tudo bem.

Ele abaixou para pegar a camisa e Lydia sentiu seu corpo recuar um pouco, contra sua vontade.

– O que foi agora? – ele perguntou.

– Nada. – Lydia cruzou os braços – apenas pegue e vá. Sua mãe precisa de você.

Assim que o fez, Jackson pegou suas coisas e saiu.

 

***

                

O tempo passava rápido. E, quando Lydia menos esperava, já estava no início de outubro. Era uma tarde chuvosa de domingo. Daquelas que ela passava sozinha em casa, apenas lendo qualquer coisa que a escola passasse ou praticando violino. Ou, até mesmo, nenhuma das duas coisas: apenas conversando com Allison, numa ligação pelo Skype que era rotina.

Mas, ainda assim, não era um dia muito comum. Lydia não estava se sentindo bem. Fisicamente, é claro. Havia pegado um resfriado noite passada em consequência do tempo que mudara repentinamente.

– Eu não acredito que você está com ciúmes, Allison – Lydia falou com a voz nasalada, rindo da cara rabugenta da amiga no outro lado da linha.

– Eu sou a namorada dele! Eu tenho que sentir ciúmes, Martin! Não é todo ano que se vê uma menina extremamente bonita entrando no time de lacrosse e chamando atenção!

– Ah, Alli, Alli... eu te entendo. Toda vez que uma garota nova entrava no time de cheerleaders, automaticamente todos os olhos caiam sobre ela. Eu passei pela mesma coisa – Lydia fez uma cara convencida e fungou – Não é muito confortável.

– Claro! Você e suas animadoras de torcida! É claramente obrigatório que vocês tenham que se destacar. Não sentia ciúmes?

– É, um pouco, talvez. Mas eu meio que acostumei. Jackson sempre foi supersociável e popular. Mesmo antes de eu chegar... ele sempre teve status.

Allison revirou os olhos.

– Tanto faz. Só estou um pouco preocupada demais com o excesso de atenção que Scott tem dado a ela...

– Pelo amor de Deus, Allison. Ele te ama. Me economiza. – Quando terminou de falar, espirrou.

– Eita, saúde. É, ele ama. Você também me ama. Eu sou 100% amável, fazer o quê. Nem sei porque estou me preocupando, na verdade. Kira joga no time de lacrosse, mas digamos que ela talvez não jogue no mesmo time que a gente joga...

– Como assi- Ah! Entendi. Não é só porque ela joga lacrosse, né? Por favor, Allison.

– Não, claro que não. Ela meio que já tem uma namoradinha...

– Oh.

– E o seu namorado, onde está? – Allison indaga com um tom de voz carregado de desconfiança;

Lydia pensou um pouco antes de responder. Estava com um pouco de medo da resposta da amiga.

– Bom, como eu estou doente então é melhor que ele não esteja aqui.

– O quê?! Mas é exatamente por isso que ele deveria estar aí! Ele tem que cuidar de você, te dar chazinho, encher de mimos! Ele ao menos sabe que adoeceu?

– Saber ele sabe. Mas não exagere, Argent. Você o conhece também e... bem, ele não iria querer ficar resfriado também. É da natureza dele se autoproteger.

– Ai, qual é, Lydia... Você merece coisa melhor... Até mesmo aquele outro se sairia melhor. Devia ter aproveitado...

Lydia a olhava com uma expressão incrédula do rosto. Odiava que palpitassem sobre sua vida amorosa: na escola as fofocas eram frequentes até demais.

– Ok. – Allison continuou – Não vou falar mais nada. Você cuida da própria vida, eu entendo... Mas você sabe que pra qualquer coisa eu estou aqui.

– É, eu sei sim. – Lydia espirrou após falar.

– Uh, parece frio aí. Aliás, fico feliz que esteja usando o moletom de Harry Potter que eu te dei. Sei que Grifindória não é bem a sua casa, mas...

– Grifinória! Ah, Allison, eu te amo por ter me dado isso. É superconfortável.

Ela deu um breve sorriso antes de o celular tocar. Do outro lado da linha, Lydia viu Allison pegar o aparelho e arquear as sobrancelhas, bufando e parecendo-se tendo por vencida.

– Lydia, eu vou ter que sair agora. Nós podemos conversar depois?

– O que aconteceu?

– Eu só tenho que ajudar, ou confortar, um amigo que acabou de terminar um relacionamento e está no fundo do poço.

– Jura? Quem? Aiden?!

– Não! Por incrível que pareça, de novo, não Aiden. É outro. – Allison fez um esforço para pensar, embora visse a mensagem do suposto amigo não muitos minutos atrás – Miles! Sim! Miles. Você não o conhece.

– Não mesmo, você nunca me falou dele.

Allison sorriu levemente, com um olhar demasiado malicioso.

– Sério? Eu acho que já falei... mas posso ter me enganado. Enfim, tenho que ir agora. É meio que uma emergência.

– Tudo bem, vá! Ele é mais importante do que eu mesmo.

Lydia fingiu estar magoada.

– Para, dramática. Depois eu volto. Tchau, beijo. Não se esquece de tomar o seu remedinho.

– Tchau.

 

+++

 

No final do mês, certo burburinho se concentrava no corredor. Ah! Os eventos do ano letivo. Os candidatos à rainha e rei de formatura, apresentações, peças, o show de talentos. Lydia gostava daquilo na HVHS: a participação dos alunos, as festas, a música, esporte! Era muito legal ter aquele tipo de envolvimento com a escola, que, além disso, ainda proporcionaria alguns benefícios para o futuro. Eles eram bastante antecipados em muitas coisas ali – a maior parte daqueles eventos só aconteceria em junho do ano que vem, mas, a outra parte aconteceria no final de novembro. Ela se aproximou mais para ver as listas. Tinha algo que ela não havia visto ali no ano anterior.

IV Campeonato Interescolar de Álgebra – Inscrições abertas.

 Lydia arqueou as sobrancelhas e piscou. Hm.

 

 

– Álgebra, hein? Quer tentar algo diferente esse ano?

Estavam na última aula do dia, a de ginástica – ou comumente dizendo, educação física. Embora fosse um tantinho desconfortável fazer alongamento enquanto um bando de marmanjos ficava da arquibancada olhando, Lydia gostava da aula. Era bom sentir o ventinho fresco de outono bater contra a pele enquanto o corpo aquecia. Cheryl esticava os braços, com o equilíbrio perfeito, digno de uma verdadeira bailarina. De fato, fizeram aula de balé juntas, mas não fazia mais o estilo de Lydia.

– É, eu acho que pode ser legal. Eu até gostei de ganhar o concurso de rainha do baile, mas... Ah, é estranho. Eu tento me encaixar em tudo isso, mas parece tão... errado?

– Eu entendo você. Mas não tem medo do que as pessoas pensarão?

– Na verdade, não. Eu sei da minha própria vida, Cher. Ninguém pode dizer sobre mim.

– Jackson pode?

– Claro! – Lydia piscou – O quê?! Não! Porque está dizendo isso?

Cheryl se pôs de pé.

– Porque ele está bem ali.

A ruiva olhou no horizonte. O namorado estava apoiado sobre o carro esportivo prateado um pouco longe de onde estavam. Estreitou os olhos: o semblante dele era sério. No entanto, Lydia resolveu sorrir enquanto caminhava a sua direção. Jackson fez o mesmo, mas a expressão dele não mudou um segundo sequer enquanto andava – pelo contrário, só ficou mais feia.

– He-

Antes que pudesse terminar, foi abruptamente interrompida. Seu sorriso esvaeceu.

– Você estragou tudo!

Jackson puxou Lydia pelo braço de modo totalmente bruto até um canto mais vazio. Ele parecia enfurecido.

– O quê? Do que está faland-

A ruiva sentiu a mão fria pressionar cada vez mais o seu braço de modo que começasse a doer.

– J-Jackson... você está me machucando. Solta, por favor...

E não o fez.

– Porque escolheu aquele campeonato idiota?!  

Lydia ficou tão pasma que mal conseguia formar uma frase. Era aquilo, então?

– Eu... eu pensei que você não se importasse com o baile. É algo bobo, Jackson. Você não precisa competir com o Nate de novo.

Ele soltou o braço de Lydia como se não fosse nada. A ruiva levou a mão até a região, que ficara ligeiramente dormente. Ela tinha uma pele frágil praquilo, não obstante, o ato de Jackson ainda fora terrível e totalmente exagerado. Lydia, aos poucos, sentia uma faísca de um sentimento ruim avigorar em si.

– Você é tão idiota. Fala sério, Lydia? Quer mesmo passar por esse vexame? Fazer cálculos na frente de uma plateia? Você conseguiria raciocinar diante de tanta pressão?

Agora ele tocara mais fundo na ferida. O ponto fraco de Lydia era sua própria insegurança. A insegurança muitas vezes não permitia que a ruiva fizesse a maioria do que quer, do que deseja. Tudo por causa daquele anseio perverso de “vai dar tudo errado, vai fracassar, melhor nem tentar” que martelava em sua cabeça em cada oportunidade que parecia. E, naquele momento, mais que tudo, Lydia se sentia insegura.

– Eu não posso desfazer isso. Eu já me inscrevi. – Lydia falou com a cabeça e voz baixa.

– Simples. Não vá. Acredite, eu só estou querendo te poupar de passar vergonha. Campeonato de álgebra, onde já se viu... – Ele se virou, zombando daquilo. Subitamente, agarrou o queixo de Lydia – Você é muito ingênua. É pro seu próprio bem, tá?

Depositou um beijo rápido e inesperado nos lábios da garota, que, paralisada, não pode recuar. Antes de ligar o porsche, Jackson abaixou a lente dos óculos escuros e lançou:

– Mas o baile ainda está de pé!  

Ele fora embora, deixando-a totalmente sozinha e com um grande aperto no coração.

Lydia não voltou à aula naquele final de tarde. Não sentia vontade de fazer nada. Aliás, não se sentia disposta e nem com cabeça para fazer nada. Não se sentia capaz de fazer nada. Pegou suas coisas, inventou uma desculpa qualquer ao treinador e foi embora.

Mas é lógico que alguém perceberia a sua falta.

+++

 

 

– Você está bem? – foi a primeira coisa que a prima disse quando adentrou em seu quarto.

Ela deveria estar surpresa? Era até comum receber visitas da sua prima, mas naquela noite, Lydia estava ocupada com algo. E, assim que ouviu a capainha tratou de fechar aquilo o mais rápido possível.

– Oi, boa noite? O que veio fazer aqui?

Cheryl largou a bolsa num canto e se virou à ela.

– Eu estou preocupada com você.

– Hã? Por quê? – Lydia engoliu em seco.

A outra respirou fundo.

– Eu só preciso ter certeza de algo. Lydia, tire esse seu pijama brega e me mostre o seu braço.

Lydia uniu as sobrancelhas.

– O que diabos está dizendo?

– Você sabe muito bem. Vamos, Lydia, eu não tenho a noite toda.

– Mas Chery-

– Eu já te vi de sutiã antes.

Lydia soltou um suspiro derrotado. Não estava conseguindo a olhar nos olhos. Apenas desabotoou parte da camisa de algodão pontilhada, revelando parte do seu braço, arroxeado e com as marcas dos dedos de Jackson.

– Eu falei que namorar sério não ia dar certo.

Lydia olhou incrédula para ela.

– Veio aqui só pra esfregar isso na minha cara?

Ela fez beicinho.

– Você precisa terminar com ele.

Lydia suspirou e assistiu a prima sentar ao seu lado.

– Eu não sei se consigo.

– Tem medo? Dele?

– Não. Talvez de... Ah! Eu não sei! Eu... eu amo ele.

A boca de Cheryl ficou entreaberta. Era terrível ver Lydia frustrada – se tinha uma coisa que Lydia mais odiava no mundo era estar frustrada. Levou as mãos até o rosto, envergonhada.

– Ele te ama também?

– Sim! – a ruiva exclamou como se fosse óbvio.

– Por quê? Ele já te disse?

E mais uma vez, ela não sabia o que responder. Não porque se sentia insegura, mas porque tinha medo da própria resposta – ela não sabia. Não conseguia pensar em qualquer argumento que demonstrasse e provasse o amor de Jackson pra ela. Joias? Não. Sapatos? Não. Talvez fosse a frustração que a mal fazia pensar direito, ou talvez Cheryl tivesse mesmo razão.

– Ah, meu Deus.

– Em dez meses de namoro, nunca...

– Eu sou muito...

– Tem gente que demora mais tempo pra perceber isso, acredite.

Lydia olhou para ela.

– Mas, Cher... Como eu amo com um cara que vem me usando há dez meses?

A ruiva suspirou.

 – Eu te admiro.

– Quê?

– Eu não sou perita em relacionamentos ou em amor, mas, sabe, você é diferente. Eu não deixo meu emocional interferir quando estou com um cara, já você tem uma sensibilidade incrível. É algo que eu queria ter.

– Não, não queira. É isso mesmo que vai me matar. Eu não consigo me apaixonar sem querer que algo dure. É horrível. – ela gesticulava – Eu gosto de intensidade, eu gosto de coisas grandes.

Cheryl mordeu a língua.

– Coisas grandes, hã? E porque ainda está com Jackson?

Lydia olhou para a prima com a sua melhor cara de “eu não acredito que você vai me fazer rir num momento como esse”. E aconteceu. A gargalhada de Cheryl conseguia ser ainda mais contagiante.

– Ridícula.

– Vamos lá, Lydia. Convenhamos...

Sentiu suas bochechas queimarem, mas concordou. “Há!”

– Eu estou pagando o preço, Cheryl. Eu sempre evitei me apaixonar porque achava uma estupidez.

– De fato, é.

–... Mas acho que prendendo sentimentos por tanto tempo fez com que ele se aglomerasse formando uma bola de neve gigante. E quando ela se soltou, veio de uma vez só.

– Eu sei que você tentou, e até teve progresso. Mas, Jackson... Eu jamais entenderei.

– Eu preciso mesmo pensar no ponto para onde estou levando isso. Eu disse que merecia mais, mas porque parece que eu não progredi em nada?

– Garota, na primeira oportunidade que vier, tenha coragem. Você tem tanto poder quanto ele. Ou até mais.

– Você tem razão.

– E quando eu não tenho?

Elas deram um breve abraço.

– Quando você não tem, provavelmente, aceita a ir ao baile com Nathan Blanchard.

– Ah, qual é. Mas e você, está ansiosa?

Lydia mordeu os lábios, contendo um sorriso.

– Estou. Cheryl! Não é em qualquer escola que temos um legítimo Encanto Submarino!

– E daí?

– De Volta Para o Futuro, caramba! É simbólico. É épico.

– Você fala essas coisas e eu mais afirmo a minha teoria de que Jackson seja um desperdício.

– É, mas eu ainda tenho de ir com ele...

Martin olhava para os próprios pés. Continuou:

– Cher, você acha que eu deva ir ao campeonato de álgebra?

A mesma fez um olhar compreensível.

– Mas é claro. Você é ótima.

– Eu não sei. Talvez eu não seja boa o suficiente. Não sei se vou conseguir.

Os braços de Cheryl foram cruzados.

– E quem te disse isso?

– Jackson.

– Não esperava menos do lixo humano.

– Ah, eu n-

– Você vai sim! Vai provar pra eles que você é ainda muito mais que isso. Estou louca para ver a cara do seu ex.

 – Que ex?

– Jackson.

Um tanto receosa, Lydia sorriu.

– Você vai dormir aqui?

Cheryl fez uma careta.

– Pergunta idiota. Claro que sim. Algum problema?

A ruiva comprimiu os lábios.

– Não, nenhunzinho.

 

E várias horas depois, quando por um milagre Cheryl finalmente parara de falar e caíra no sono, Lydia voltou ao que estava fazendo.

Game Over: seu tempo de batalha se encerrou. Você foi derrotado.

– Merda.

+++

 

 

Naquele dia sereno de novembro se realizaria a esperada competição (e o baile também). Finalmente! Mais um dia esperando e Lydia estaria louca. Esteve estudando a semana toda para aquilo, e ia conseguir. Lógico que, também houve certo descontentamento do seu namorado, que insistia em desencorajá-la. Mesmo assim, Lydia não cedeu: teria que ser forte, superar qualquer comentário, qualquer crítica, qualquer coisa que a pudesse impedir. E quando estava decidida a fazer algo, não havia nada no mundo capaz de detê-la. Esse era o espírito.  

– O que é isso? – Jackson perguntou, como se não fosse óbvio.  

Lydia deu uma inspirada funda antes de responder, sem fazer contato visual com ele. Ela estava no espelho, enquanto ele estava do outro lado do quarto, na cama.  

– Chamam-se óculos de grau. Quando uma pessoa não consegue enxergar certas coisas de perto ou de longe precisamente é necessário o uso dessa ferramenta para facilitar a visualização, tornando-a mais concisa e nítida.  

Formou a resposta mais estruturada que pôde. Até aquele momento, já havia sido confirmado: ele era uma anta.  

– Engraçado, Lydia, eu não sabia que era cegueta. 

Ela virou para o ainda namorado. 

–Eu não sou cega. E não os usaria hoje se realmente... 

– Você parece uma atriz pornô!  

Jackson explodiu numa gargalhada tão alta e desnecessária a ponto de deixá-la totalmente constrangida. 

Babaca. – a ruiva falou, quase que inaudivelmente, e voltou a passar o batom. Depois, se virou, montando um sorriso – Já podemos ir. 

Jackson arqueou as sobrancelhas. 

– Espera... Tem aquele campeonato! Você vai... assim?  

Lydia fechou os olhos, tentando manter a paciência. 

– O que é que tem? 

Ele deu de ombros. 

– Nada. Falo isso porque não estou a fim de esperar você se arrumar de novo. Vamos.  

 

+++

 

O caminho até a escola foi no mínimo, estressante. Para Lydia, pelo menos. Sua cabeça estava a mil: pensava no torneio, na sua própria roupa, e no último baile com o seu então namorado. Jackson, no entanto, não colaborava – durante a ida até o colégio, tudo o que fizera fora falar de da própria vida e de algum time de futebol americano que não lhe interessava muito. Ele não ouvia uma palavra sequer da namorada, que mesmo não insistindo muito, queria muito conversar com alguém. E ele nem percebia.  

Ao estacionar no local, Lydia encarou, apreensiva, a escola. Desviou o olhar e fitou o namorado, que mexia no celular. Ele percebeu sua inquietação e falou: 

– O que foi? Está esperando que eu abra a porta pra você?  

Lydia estava incrédula.  

– Você não vai comigo?  

Jackson a olhou como se fosse óbvio.  

– Claro que não. Eu vou pra festa. Depois nos encontramos lá. 

– Mas... 

– Tchau, tchau.  

A moça sentiu uma sensação ruim aglomerar ainda mais em si.  

– Tá bom!  

Saiu, e bateu a porta do Porsche, como sempre fazia quando estava com muita raiva. Andou irritadiça até o ginásio e quando olhou pra trás, o carro já tinha sumido. Respirou fundo, contendo a vontade quase que incontrolável de chorar. Não poderia deixar seus sentimentos atrapalharem num momento como aquele. 

Ela abriu o portão. Num susto, todos os olhares caíram sobre a mesma. Lydia estava sozinha.  

Andou rapidamente até o seu lugar e equipe: as três pessoas mais inteligentes de sua série: J. Jones, que roia as unhas incessantemente – era até uma surpresa pra Lydia ele ter se inscrito pois tinha problemas de ansiedade; Harriet Davis, uma menina afro-americana que checava as próprias anotações; e Yudi Tanaka, um asiático que ninguém conhecia direito.  

– Você está atrasada. – disse Harriet, sem tirar os olhos do caderno.

– Mas o time adversário nem chegou. – Lydia respondeu, enquanto sentava entre Harriet e Jones e ajeitava seus óculos.

A menina se calou. Era nítido o desconforto que Davis estava sentindo ao estar no mesmo time de Lydia Martin, uma das mais populares da escola e a menos esperada num campeonato de álgebra. As duas já se envolveram em muitas discussões em sala, mas agora, era hora de se unirem pelo bem da equipe. 

Assim que o time adversário chegou, Lydia sentiu o estômago revirar de nervosismo. Olhou para o pequeno auditório. Nenhum namorado, nem mãe, nem amiga, ou prima. Ela estava sozinha e sem ninguém para torcer por ela. A insegurança se tornava mais intensa a cada minuto. 

A tensão estava tanta que Martin não ouviu a primeira pergunta. 

 

Ela voltou a si quando ouviu o som do sininho do outro time. Olhou para eles, olhou para a questão na tela. Droga! Eles foram mais rápidos. 

– A resposta é x= -1.

– Ponto para a Richards Strings High School!  

 

Lydia fuzilou o próprio time com o olhar. Agora ela tinha ficado com raiva. Nem deu tempo de culpar a si mesma pela crise quando a próxima pergunta apareceu na tela. Tentou lê-la e calcular o mais rápido possível. 

– Quando X é...  

E foi interrompido pelo sininho tocado por Lydia Martin. A mesma sentiu os olhares atentos de sua equipe e do auditório inteiro queimarem sobre seu rosto.  

–  Que velocidade a do time da casa! E então, HVHS, qual é a sua resposta...?

– Eu espero que tenha certeza do que diz, Martin. – Lydia ouviu a voz da menina sussurrar em seu ouvido. Reuniu coragem e confiança para responder.

– Neste caso, o x é um número irracional, portanto a equação é inválida.

Os olhos verdes caíram sobre o time a sua esquerda. Eles ainda faziam o cálculo; mas ora, não precisava de uma conta; quando um largou a caneta, Lydia teve certeza que a guerra começava ali.

– Está correta! Ponto para a HVHS!

– Vocês precisam confiar em mim. – ela murmurou para sua equipe, e então, o jogo continuou.

+++

 

A competição seguia intensa e bem rápida. Para a insatisfação de Lydia, estava empatado. Davis e Tanaka estavam se saindo muito bem, mas Harriet havia errado uma das questões. O nervosismo de Jones não o deixava falar em voz alta, mas até então, aquilo não teria sido um problema. 

Apenas uma pergunta decisiva para terminar, a pergunta que desempataria e garantiria o troféu do vencedor.  

E a pergunta era...  

Ping! O sininho da outra equipe tocou. Nem deu tempo de terminar de ler! Ah não!  

– Então, RSHS, sua resposta é... 

– X é igual a -4. 

Lydia mordeu os lábios, esperando o professor anunciar a derrota do time da casa. 

– E a resposta está... Errada. É, as vezes ser o mais rápido não quer dizer ser o melhor.  

Ah sim! A ruiva riu internamente. “Mas comigo funcionou”, pensou consigo mesma.

– HVHS, essa questão está em suas mãos!  

Foi ai que ela percebeu que tinha ferrado. As expressão no rosto de Harriet não era uma das boas. Até mesmo Yudi Tanaka, que havia respondido uma boa parte das questões parecia frustrado. E com aquela pressão, nem Lydia Martin seria capaz de responder...  

E então, o inesperado aconteceu. Jones tocou a campainha.  

– E a resposta é...  

O jovem os fitou, com uma expressão um tanto confusa. Deu de ombros. 

– Zero.  

Todos arregalaram os olhos. 

– Está correto! Hill Valley High School vence a quarta edição do campeonato de álgebra! 

 

***

 

– Isso foi tão mindblowing.

– Eu vou ter que precisar de tratamento psicológico.

– Falem sério! Estava tão difícil assim?!

A noite pairava estrelada e fria fora do ginásio. Lydia fitou sua medalha, sorrindo orgulhosamente. Tinha saído junto com seus colegas, após a breve cerimônia de comemoração.

– O que vão fazer agora? – perguntou.

– Ah, eu vou pra casa. – respondeu Harriet – Sabe como é... sábado... Netflix & Chill. – sorriu.

– Não vai para o baile? – Jones perguntou.

– Ah, não, eu não fui convidada... – replicou, acanhada.

– Hã... E-eu posso acompanhá-la, Harriet... se aceitar, é claro. – foi Yudi Tanaka que disse. Chegava a ser estranho, pois o menino não era muito de falar.

– Eu... adoraria. – ela estava ruborizada – Pode me chamar de Hattie.

J. Jones e Lydia Martin se entreolharam, enquanto o novo casal se dirigia até o salão onde se realizaria o baile.

– Isso foi esquisito.

– É, bizarro.

O garoto suspirou.  

– Eu imagino que já tenha um par.  

Lydia fez um beicinho. 

– Sim, Jones, já tenho... E preciso me apressar. Você vem?

– Logo atrás de você. 

Assim que entraram no salão, os dois seguiram direções diferentes. Lydia correu os olhos em cada pessoa ali, correndo os olhos até encontrar algum rosto amigo. Estava contente e seu sorriso tinha o mesmo brilho de sua medalha.  

A música clássica dos anos 50 tocava alto e grande parte das pessoas estava caracterizada como tal. Aquilo para Lydia era tão icônico! Era o último baile Encanto Submarino que frequentaria, afinal, era seu último ano no ensino médio. 

Ela só não esperava que seu último fosse sem seu par. 

Pensou primeiro em ir busca de Cheryl, mas hesitou; seria tolice. De modo algum Lydia conseguiria encontrá-la na festa, ainda mais com o então rolo da prima com Nate Blanchard.  

Daí, Lydia viu de longe as costas de seu namorado. Suspirou. Ele estava tão lindo com aquele terno azul-mar que quase se sentiu mal. Ela sentia que não queria terminar com ele, mas ao mesmo tempo sentia que aquilo era a decisão mais certa a tomar. Decidiu ir silenciosamente por trás, para lhe fazer uma última surpresa. Tapou os olhos dele, e com um sorriso entusiasmado rosto, perguntou.  

– Adivinha quem ganhou!  

O moço virou e então o sorriso de Lydia desapareceu.  

– Eu, aparentemente. – não era Jackson. 

– Toby! Ah, não. Vocês combinaram de vir com ternos parecidos?  

Tobey Decan era o melhor amigo de Jackson. Tinha o mesmo estilo de penteado, mas o cabelo de Decan era demasiado mais escuro – Ora! As luzes da festa poderiam confundir –, e seus olhos eram de cor verde lima.  

– Na verdade não. Mas estamos super arrasando, não é?! – ele exclamou e deu um gole no ponche. E por incrível que pareça,  não estava sóbrio – então, o que eu ganho, gatinha? Um beijo? Um boquete? Pense bem na segunda opção... 

Lydia fechou os olhos, tentando canalizar a própria calma. 

– Primeiramente, você não ganhou nada. Segundo, nunca terá nada de mim. E terceiro, onde está Jackson?  

O garoto arregalou os olhos.  

– Uh, não! Você não vai querer saber! Porque não damos o fora daqui, hã? – Tobey empurrava a menina levemente para fora da pista de dança.  

– Me solta, Dacan! Porque eu não posso saber onde meu namorado está? Ele está dançando com outra garota? 

Toby não respondeu.  

– Tudo bem, eu procuro sozinha!  

E assim o fez. Cinco minutos depois, nem resquícios de Jackson Whittemore na pista de dança.  

 

– Está vendo? Ele não está aí! Provavelmente já foi pra casa...  

– Cale a boca, Tobey! – Lydia exclamou, sentindo em seguida o peso da angústia e frustração sobre ela mesma. – Quem vai pra casa agora sou eu. Estou... exausta.  

Ela deixou o salão sozinha. Não teve sua última dança, nem celebrou a alegria de ter ganhado uma medalha por próprio mérito com alguém. 

Andou pelos corredores vazios até o portão dos fundos, onde aguardaria sua mãe para buscá-la. Como se já não bastasse Jackson ter desaparecido, Lydia ainda dependia do carro dele para voltar para casa.

E como se já não bastasse isso tudo, Lydia talvez não esperasse ver seu namorado nos braços de outra assim que saísse ao estacionamento.


Notas Finais


eu poderia dizer: corrija se tiver algum erro
mas porra ne
enfim, o final teria sido bem diferente na versão original, só quero que saibam disso
tenho muita coisa pra explicar ainda
meu twitter: https://twitter.com/darthvessel

demorei tanto escrevendo esse capitulo q eu to ate tonta de tanto olhar pra ele, entao pf comentem alguma coisa mesmo que me xinguem até morrer :) bj da tia


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