História Overrated - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Teen Wolf
Personagens Allison Argent, Lydia Martin, Scott McCall, Stiles Stilinski
Tags Amizade, Dylan O'brien, Holland Roden, Lydia Martin, O'broden, Romance, Scallison, Stiles Stilinski, Stydia, Teen Wolf
Exibições 28
Palavras 3.944
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Ficção, Fluffy, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


ola, desculpem a demora p postar
1) a escola me atropelou mandando duas folhas com mais de quarenta questões cada (de um assunto q eu tava??//), além do simulado dificílimo
2) bloqueio criativo: essa segunda fase é, com certeza, a mais complicada de escrever. os acontecimentos dela poderão deixar vcs 100% putassxs comigo, mas acreditem, eu to mt mt mt mt ansiosa p escrever a 3 ou 4 logo e todos os acontecimentos dessa fase vão influenciar nas próximas. ~deve ser por isso q o cap ta meio bosta, midisgurpem~
3) minha internet ta um cu - como eu disse, eu moro na pqp
4) esse capítulo tá gigante sim, #sorrynotsorry
5) eu provavelmente demorarei um pouco pra postar já q minhas provas começam semana q vem e eu to %%%% mas nesse meio tempo eu vou tentar adiantar o maximo.

ENJOY THIS CAP - NARRADO PELA LYDIA
LEIAM AS NOTAS FINAIS BJS

Capítulo 5 - Nice to meet you (2f)


Fanfic / Fanfiction Overrated - Capítulo 5 - Nice to meet you (2f)

 

“Faça ou não faça. Tentativa não há.” – Yoda, Star Wars

 

Não demorou muito pra Theo Raeken se popularizar em toda a escola.

Não era difícil descobrir o porquê também: um cara relativamente bonito, atlético, motivo de falatório entre as meninas. Ele socializou muito bem, e, na primeira semana, já tinha sua panelinha formada: inicialmente, somente com Tracy e Josh e uma menina que eu iria conhecer naquela mesma semana.

Era uma segunda-feira. Estava no pátio da escola, o som ambiente das pessoas, árvores e pássaros juntamente com o clima agradável me proporcionava paz ao ler um livro que havia pegado na biblioteca. Aqueles intervalos entre as aulas eram ótimos, considerando que passamos cerca de oito horas numa escola americana apenas estudando e quase nunca temos um momento de sossego. Pra ser sincera, não era bem um intervalo, estava mais pra alguma espécie de aula vaga, mas os alunos preferem chamar de intervalo, já que muitos deles não faziam absolutamente nada... E era a última do dia.

Tive poucas aulas com meus amigos. Quase não os vi durante a manhã. Mas, naquele momento, estava concentrada em meu livro.  

Tratava-se de um livro de mitologia, algo que sempre me cativou bastante. Nórdica, grega, romana, egípcia e celta... Sempre me interessaram. Claro, jogos, tanto de tabuleiro quanto os eletrônicos, sempre me chamavam atenção e, quando eu lia sobre aquilo, ficava cada vez mais encantada com o universo mitológico.  

Uma folha caiu sobre a mesa que eu estava lendo, fazendo soar um leve ruído. Eu às vezes ficava impressionada com minha própria audição, captava sons que passavam despercebidos por algumas pessoas; estranho. O barulho da folha caindo tirou minha atenção do livro que estava lendo e ao analisar o “mundo real” onde estava vi a movimentação dos alunos no intervalo. Alguns num canto, outros no refeitório, uns conversando.

 Até aquele momento, eu estava sozinha, então, vi Allison caminhando graciosamente vindo em minha direção. Ela estava acompanhada: não de Scott, não de Stiles – estranhei e me perguntei onde estariam os dois – um garoto de aparência simpática, cabelos nem tão claros, olhos castanhos e... Espera! Tive que piscar os olhos para ter certeza que não estava vendo uma imagem espelhada. Eles eram... Gêmeos?

- Oi, Lyd. – ela me cumprimentou docilmente, ignorando a presença dos gêmeos que reagiram de forma confusa, me deixando constrangida.

- Oi, Allison...  E...? – indiquei para que ela continuasse e me apresentasse os garotos, sua lerdeza já estava me causando desconforto.

- Ah, sim. – fechei os olhos, pacientemente. – estes são os meus primos – arqueei as sobrancelhas, surpresa. Allison apontou para os gêmeos. – Aiden e Ethan.

Ambos franziram os cenhos.

- Ele é Ethan – o que falou usava um moletom cinza com os dizeres da Nike estampado. Apontava pro outro, que usava uma jaqueta vermelha sobre uma camisa preta. – eu sou Aiden.

Automaticamente imaginei Ethan dizendo: “francamente, mulher, você ainda se diz nossa prima”; entretanto, não falei nada. O único que entenderia estava sabe-se Deus aonde.

Allison bufou.

- Essa é Lydia. – sorri amigavelmente. – Aiden e Ethan, Lydia; – ela indicou corretamente dessa vez – Lydia, Ethan e Aiden.

- Prazer. Como posso distinguir os dois?

- Bom... Eu gosto de meninos – o que estava de jaqueta vermelha falou e eu fiquei confusa por uns dois segundos até entender –, e o meu cabelo é mais aparado.

- Ah, sim... – fechei o livro, pondo-o sobre a mesa logo em seguida.

-Eles acabaram de se mudar, então estou só apresentando algumas coisas – Allison sorriu fraco.

- Vocês são filhos da Kate? – perguntei mesmo estudando as expressões faciais dos garotos e vendo que eles não tinham semelhança alguma com Kate. De qualquer modo, Allison não tinha muita semelhança com os pais também, então... Que seja.

- Não, somos filhos de Marie Argent. – Aiden respondeu dessa vez – Provavelmente você não a conheça...

 - Certamente que não. – tirei meus olhos dos meninos e encarei Allison, soltando uma pergunta que estava presa em minha garganta. - Alli, onde estão Stiles e Scott?

- Acabamos de vê-los indo para o treino de lacros-

- O treino de lacrosse é agora?! – exclamei, com os olhos arregalados, fazendo-os se assustarem, esquecendo-me totalmente do que Stiles me dissera no dia anterior.

 O treinador – depois de muito Stiles implorar – dera, finalmente, uma chance para o garoto treinar e talvez conseguir uma escalação para o jogo que aconteceria ainda aquele ano.

- Sim, começou tem uns dois minutos. É melhor correr se quiser ver seu namoradinho jogar.

- STILES NÃO É MEU NAMORADO! Meu Deus... – ela sabia que eu odiava cada comentário daquele e sempre fazia birra. Allison riu.

- Não disse quem... – ela pirraçou.

– Ridícula. Eu vou ver o jogo. Pode passar na biblioteca e devolver o livro pra mim, por favor? Prazer em conhecê-los e tchau!

Saí em disparada até o campo de lacrosse. Minha roupa não ajudava muito: apesar de preferir conforto sempre, eu usava um vestido azul no estilo blusão e minhas sapatilhas estavam um pouco apertadas no meu pé enquanto andava apressadamente.

O sol da tarde batia na minha pele, trazendo-me uma sensação que a muito não sentia: saudades do inverno. Não que eu não gostasse dos dias quentes de verão, mas o inverno da Califórnia era, de fato, agradável, comparado ao calor intenso todo o ano.

Entrei no campo um pouco ofegante, correndo meus olhos por todos os jogadores procurando meu amigo. Ajeitei minhas lentes para ter uma visão pouco mais nítida; o sol ricocheteava nos óculos, quase me cegando por completo. Meu grau de miopia não era tão absurdo, mas mesmo assim os usava. Pus minha mão rente às sobrancelhas para criar uma sombra para meus olhos e ver melhor. Por sorte, todos ali estavam em aquecimento. Aproximei-me mais, e pude ver Scott de relance, ajeitando a chuteira, sentado num dos bancos da arquibancada. Era ali mesmo que iria assistir ao treino.

- Hey, Scott!

Ele me avistou.

-Oi, Lydia... Que está fazendo aqui?

Sentei-me ao lado do moreno, que ajeitava o cadarço da chuteira esquerda.

- Vim ver o treino, oras.

- Ah, certo. Allison passou por aqui.

- Ela estava com os primos?

- Já os conhece? Ela é rápida... Eles parecem legais. O de jaqueta vermelha quis ficar pra assistir o treino...

- Entendi. – sorri fraco – Cadê Stiles? Ele me pediu para que viesse assistir ao treino...

- Ali, ó – ele me indicou com a cabeça – parece que você tem concorrência...

Visualizei o garoto de costas, a luz do sol reluzindo no seu uniforme de lacrosse, passando por cima do cabelo curto. E, para minha surpresa, ele conversava com uma garota. Ela era bonita, devia ser umas das novatas que andavam com Theo Raeken; tinha os cabelos castanhos, médios, corpo magro e sorriso acolhedor no rosto. Parecia estar levemente interessada no que Stiles falava, dando algumas risadinhas a cada coisa que o menino falava – sabe-se lá o que.

- Besta. Quem é ela?

- Ciúmes? – revirei os olhos.

- É sério, Scott. Para com isso, tá chato.

- Bom... – ele começou a amarrar os cadarços da outra chuteira. – Pra ser sincero, eu não sei o nome. Stiles disse que tinha conhecido uma menina na aula de filosofia hoje, então é provável que seja ela. Disse que “deve ser a mais maneira da panelinha do Theo”, coisa e tal...

- E não perguntou nem o nome dela?

- Ei, não tenho nada a ver com isso... Vai lá conversar com ela, Lydia. Ela parece ser legal.

Fiz um muxoxo. Considerei que, senão me aproximasse Stiles jamais saberia que eu estive ali e com certeza ficaria bolado comigo por não ter ido.

Atravessei o campo, desviando de alguns jogadores bonitinhos se aquecendo, afobados. Ao chegar um pouco mais perto, uma crise de timidez me atingiu de leve: “será que estou interrompendo?”; “e se ela não for com a minha cara?”. Passei a língua sobre a haste metálica que cobria meus dentes e dessa vez, respirei fundo e incidi por cima da crise de timidez.

- Stiles?

Ele virou e sorriu. Agora, podia ver melhor a face da menina com quem ele conversava: era realmente bonita; usava um short e uma t-shirt com estampa de urso. Os olhos redondos e consideravelmente escuros me encaravam com certa curiosidade.

- Lydia! Ei, é ela de quem eu estava falando! – ele se dirigia à morena, fiquei um pouco duvidosa em relação à colocação de Stiles. O que ele deveria estar falando de mim? – Vai adorar conhecê-la!

A menina sorriu de forma graciosa e simpática ainda um pouco confusa, mas nem tanto quanto eu. Stiles se ajeitou, dando espaço para nos cumprimentarmos.

- Er... Lydia. – apertei as mãos dela, o contato gelado me deu imperceptíveis calafrios. – Lydia Martin.

- Malia. Malia Tate.

Stiles sorriu de orelha a orelha, correspondendo o sorriso da morena, apesar de ela estar me cumprimentando. Apenas sorri amarelo, um pouco sem graça; Naquele momento, um apito soou.

- Stilinski! Venha logo, não me faça lembrar que é a sua única chance! – o treinador gritou, irritadiço.

- Já estou indo! – Stiles respondeu.

Percebia-se em seu olhar a apreensão e a inquietude. Ele queria mesmo arranjar uma vaga no time e concorrer aos jogos titulares.

- Hey... Eu sei que está nervoso, mas precisa mesmo se acalmar... – tentei motivá-lo – Você é bom nisso, vai conseguir.

- Melhor discurso motivacional de todos – ele brincou, sorrindo fraco -, você é ótima.

- Boa sorte, Stiles. – Malia se pronunciou, abrindo um leve sorriso encorajador.

- Obrigado.

Stiles foi até o campo, andando apressadamente.

- Stiles! – chamei por fim – May the Force be with you!

- Isso sim é uma motivação! – ele virou, sorriu, depois voltou a correr para o campo.

Durante o trajeto até as arquibancadas, Malia quebrou o silêncio com uma pergunta inesperada e completamente constrangedora.

- Vocês já transaram?

Engasguei com a própria saliva, meu rosto ardendo de vergonha e adquirindo uma coloração avermelhada.

- C-como é?!

- Ah, você sabe... Quando duas pesso-

-Não, não! Meu Deus! Não somos sequer namorados! Só amigos, por favor...

Ajeitei meus óculos, pigarreando de vergonha. Malia pareceu levemente constrangida.

- Oh, sim... Desculpe. Mas gosta dele, não é? -

- Stiles? Tipo, gostar, gostar? – fiz uma expressão indecifrável ao fazer a pergunta e ela assentiu, entendendo o que eu queria dizer – Não, só como amigo. 

Sentamo-nos no lugar onde outrora estava Scott.

- E você? Tem namorado? – continuei.

Ela fez uma careta ao ouvir minha pergunta, no momento em que observávamos os jogadores se organizarem.

- Não... ainda. O meu último era, ou é, um babaca. 

- Theo? – arrisquei.

- Deus, não. – ela torceu o nariz – Theo é de quem quiser. Metido. O meu ex era de nossa antiga escola; terminamos por uma besteira, mas não sei se quero falar sobre isso.

- Entendo.

Os jogadores estavam se preparando. Stiles se encontrava numa fila das quatro no meio do campo aos tropeços, o que me deixava meio preocupada. Ele me viu com Malia e mandou um “oi”, abanando a mão e quase recebendo um golpe do jogador a sua frente, que reconheci, devido ao porte atlético, como Theo Raeken.

- Está interessada por ele? – Malia me encarou, tentando processar minha pergunta – Por Stiles?

Ela suspirou.

- Não sei. Eu o conheci hoje e ele parece ser... Interessante.

- É um menino de ouro. E meu melhor amigo. Se forem começar algo um dia... Só peço que não quebre o coração dele.

- Ele já teve alguma namorada antes?

- Nem ele, nem eu.                         

- Wow.

- Pois é.

O jogo havia, enfim, começado. Funcionaria dessa forma: o time com os alunos do primeiro ano – no caso, nossa classe – se dividiria em dois. O treinador iria avaliar cada equipe formada, e os jogadores que sobrevivessem a cada partida estariam oficialmente nos jogos titulares. O restante iria ficar no banquinho.  Era a oportunidade perfeita para Stiles. O menino havia tentado tantas vezes participar dum jogo sério, até perdera a conta. Claro que ficava muito feliz por Scott, o novo capitão do time de lacrosse (!), mas mesmo assim, queria ter uma única chance para se mostrar suficiente.  Claro, mesmo com todo aquele jeito desastrado de Stiles, eu sabia do que ele era capaz. Entretanto, considerando a pouca experiência que Bobby Finstock lhe proporcionou durante um ano, era improvável que ele conseguisse uma vaga no time.

- Hey, Malia! – uma voz feminina gritou cadeiras ao nosso lado, de outra arquibancada. – Venha aqui! É melhor para assistir!

Eu não entendia como a outra arquibancada poderia ser “melhor para assistir” sendo que era ao lado da minha e de certa forma, estávamos na mesma fileira. Mesmo assim, não argumentei.

Por impulso, olhei para ver quem era. Deduzi que a menina que a chamava fosse Tracy, uma das meninas que andavam com Theo e Malia. Ela estava acompanhada de um menino moreno com charme latino, que presumi que fosse o tal do Josh.

Malia resmungou alguma coisa.

- Vou ali do lado – falou, como se não fosse muito óbvio -, quer se juntar conosco?

Cogitei um pouco a ideia.

- Não, Malia, obrigada. Estou de boa aqui.

- Ok. Qualquer coisa, estou ali. – soltou uma risadinha fraca, percebendo que tinha repetido o que falou – Até mais.

- Até. – sorri docilmente.

Voltando ao jogo, tudo acontecia extremamente... rápido, obviamente. Scott corria com uma velocidade impressionante, desviando dos jogadores com afinco e objetivo para pegar a bola. Isaac estava no gol dessa vez, defendeu lances impressionantes de jogadores muito persistentes, o que com certeza daria a ele a vaga de goleiro na seleção. Theo Raeken jogava com uma energia na qual eu jamais havia visto, e sinceramente, até me assustava um pouco; o garoto com certeza comprometeria o lugar de Scott como capitão do time.

O jogo seguia “tranquilo” em seus padrões, desconsiderando a força bruta emitida por Scott e Theo, que jogavam em “times” contrários, tendo assim certa competição interna entre os dois, mesmo que indiretamente. Jogavam com uma discutível violência - se esse for mesmo um termo adequado para definir - e aquilo me preocupou.

Ouviu-se um baque no campo e o choque de um corpo batendo no chão ecoou. Meus instintos gritaram (“Ai, meu Deus, é o Stiles, meu amigo se machucou!”).

Levantei-me depressa para ver direito o que tinha acontecido. Não, não era Stiles. Danny havia sido derrubado impetuosamente por Theo – na tentativa de fazer um gol, e invés de o coitado ter recebido olhares cautelosos, recebeu também algumas risadas vindas da pequena plateia que os assistia, desta forma, vangloriando Theo pelo ato extremamente ridículo e não tendo nenhum tipo de compaixão por Danny.

Vi de relance que Scott e Stiles estavam tentando o ajudar. O jogo havia sido pausado.

- Mas o que diabos é isso, Raeken?! – ouvi de longe o treinador esbravejar. Theo não pareceu muito intimidado por ele. – Quer ser desclassificado?!

- Ah, então eu estava sendo classificado? – não pude ver direito, mas ele parecia ter uma expressão convencida no rosto.

- Eu estava pensando sobre... Não mude de assunto! Leve Danny à enfermaria. Olha o estado do braço do menino... Ah, cara!

Mesmo de longe, o braço de Danny estava num ângulo nada favorável.

- Mas treinador, o jog-

- Não quero saber! Stilinski! – ele apontou pra Stiles – Você fica; ainda não vi seu desempenho. McCall já está classificado de qualquer maneira...

Um pouco de glória e alívio surgiu no olhar de Scott, enquanto Stiles estava atônito, confuso, ao mesmo tempo surpreso, e é claro, muito nervoso. Scott deixou o local com Danny e Theo, e passando por mim, me cumprimentou e pude ver um pouco de raiva nos olhos de Theo: arrependimento, talvez?

Scott me cumprimentou ao passar (“Oi, Lyd!”), enquanto Danny estava com uma cara de completa agonia e chorava baixinho.

Voltei meus olhos ao campo. O apito soou e o treinador deu continuidade ao treino.

- Stilinski! – o treinador apitou de novo, fazendo Stiles se sobressaltar – Você entra no lugar de Scott. Boyd, você fica no lugar de Theo. Vamos, vamos!

Percebi que o jogo ficaria totalmente desregular, mas como treinador é louco e estava avaliando a capacidade de cada jogador, considerei a alternativa; De certo modo, Boyd tinha a força de dois (meu Deus, Stiles seria massacrado). Danny não precisaria entrar depois, apesar de ser também um ótimo jogador de lacrosse.

Vi à distância as pernas de Stiles ficarem bambas de nervosismo. Eu o entendia completamente naquele momento e queria muito ajudá-lo. Voltei a me sentar no banco.

Bobby Finstock soou o apito novamente: a partir daí, tudo ficara mais tenso.

Frente a frente, Boyd tivera a sorte de pegar a pequena bolinha primeiro. Então todos começaram a correr, pisoteando o chão de forma tão pesada que quase pude ouvir a grama pedir socorro. Boyd passou com a bolinha, e a passou para Matt que a tacou com toda força do mundo para o gol. Ah, nossa sorte foi ter Isaac como goleiro! O garoto era incrível e jogando daquele jeito, conseguiu atrair alguns olhares curiosos da plateia que os assistia; se Allison estivesse ali, com certeza gritaria, uma vez que ela me dissera que acha Isaac bonitinho.

O goleiro jogou a bolinha com rapidez e agilidade, fazendo-a voar por todo campo até cair no taco de... Stiles! Na cabeça dele, acho que nunca imaginara que a bola estaria ali. Ele sentiu o impacto de bola alguns segundos depois e ficou atônito, parecendo sem saber o que fazer.

- STILES! – não resisti, resolvi levantar e percebi que estava muito tensa (talvez até mais que o próprio Stiles) – A bola! A bola!

Vi ele lançar um olhar confuso a mim, logo percebendo o que estava acontecendo. Uma onda de jogadores furiosos corria até a sua direção e, eu juro, naquele momento, imaginei Stiles virando massa de pastel. A voz de Malia o fez sair do transe.

- VAI, STILES! – ela estava tão nervosa quanto eu. Pude ver em seu olhar, algumas cadeiras depois da minha.

Stiles foi mais rápido: o caminho estava livre pra ele, tão fácil! Entretanto, havia o maldito Garrett no gol. Isso seria difícil. Garrett só não era tão bom quanto Isaac, mas nem sempre errava. Ai, Stiles...

Os olhos do treinador Finstock pareciam que a qualquer momento iriam saltar da órbita. Ele apitava nervoso, pressionando Stiles a cada passo que o garoto dava. Stiles finalmente chegou perto suficiente do gol, fez um golpe largo com o bastão e, depois disso, aconteceu algo surpreendente.

Stiles acertara diretamente no gol.

Gritei alto o suficiente para que ele me ouvisse e a pequena plateia – vulgo Malia, que parecia ser a única que torcia verdadeiramente para ele – explodiu. Também dando um berro.

Todos pareciam surpresos por Stiles, logo Stiles, acertar um ponto – inclusive ele próprio. O treinador deixara o apito cair da boca, transtornado. Estávamos batendo palmas pela ótima tacada. O modo como o goleiro ficou representava claramente uma mistura de surpresa e muita frustração.

- Eu fiz um ponto! EU FIZ UM PONTO!

Eu queria correr e abraçá-lo, mas de certo, faria isso depois. O jogo ainda não havia acabado. Stiles ainda estava parado frente ao gol, não acreditando no que havia feito. Imaginei aquele menino disputando um campeonato sério: aquilo era somente um treinamento. Do modo como ele ficou no primeiro acerto em um treinamento, tenho medo de imaginar como ele ficaria um jogo oficial. 

Stiles acordou ao perceber que Garrett havia pegado a bolinha de lacrosse do gol, arremessou-a uma distância absurda. O objeto voejou até cair no chão, onde um jogador – não consegui identificá-lo por causa do capacete de lacrosse – quase a perdeu. Pegou a bolinha. Vi todos os jogadores irem a sua direção, como cachorros famintos vão atrás de carne. O menino enfrentou, correu e cruzou entre os jogadores, passando a bola para outro jogador que presumi ser do seu time. Boyd...

Boyd passou entre os jogadores como um touro, não se importando com quem derrubava ou não, sem passar a bolinha e indo diretamente ao gol. O treinador percebeu o que Boyd estava fazendo.

- Boyd! Passe a bola!

Stiles estava a três metros do garoto, tentando o seguir para pegar a bolinha freneticamente; Entendendo o recado do treinador, Boyd jogou a bolinha numa direção qualquer; a mesma parara no chão, a poucos metros de Stiles, porém, um menino fora mais depressa e pegara a bolinha antes. O menino ultrapassou os alunos, deixando o treinador estupefato com o fácil desvio e flexibilidade do mesmo, chegando um pouco perto, atirou a bolinha em direção ao gol.

Isaac pegou a bola no ar; de toda forma, ela teria parado muito longe.  Ao fazer a tacada de novo, o nosso goleiro parecia querer mostrar ao outro time como se faz – apesar de estamos na mesma classe e aquilo ser só um treino. A bola foi parar tão longe que caiu aos pés de Stiles.

Arregalei os olhos novamente, nervosa. Dessa vez, Stiles não hesitou: pegou a bola com rapidez.

Infelizmente, Bobby Finstock havia deixado claro que um jogador não poderia ficar com a bola por muito tempo. Entretanto, o aviso do treinador que mais me preocupava era o fato dele deixar os alunos saírem após do terceiro gol de cada time. Como estava uma disputa acirrada, tive medo de demorar.

Stiles passou a boa para um garoto, que rapidamente, marcou mais um ponto ao time dele. Foi um bom lançamento. Comemoramos, da arquibancada.

Mais um gol e estaríamos livres.

Isaac atirou a bolinha de novo. Ela rodopiou até cair num ponto visível do campo. Mais uma vez, os jogadores correram até ela. Matt conseguiu pegá-la e correu velozmente desviando de todos os oponentes. Rápido como uma flecha, alguém em um golpe fabuloso conseguira tirar a bolinha de Matt e jogá-lo um pouco longe. Como já estava perto do gol, a pessoa que estava com a bolinha a atirou com toda a energia do mundo diametralmente no gol.

Ao virar, pude ver o número de seu uniforme. Vinte quatro aparecia um número bem perceptível dali.

Stiles deu socos no ar de felicidade. Poderia se acostumar com isso.

Gritei mais uma vez. Stiles conseguira dois pontos de três em um jogo inteiro! Se aquilo não o classificasse para o time oficial, eu iria ficar decepcionada.

O som do apito do treinador determinou o fim do treino.  

Fui apressadamente até o campo, onde Stiles estava sendo congratulado por muitos jogadores e inclusive o treinador – que ainda o olhava com uma expressão duvidosa, mas, o parabenizava mesmo assim.

Chegando perto, dei um forte abraço em Stiles, ignorando o fato de que ele suava e ainda estava ofegante.

- Ah, cara! Estou tão feliz por você!

Ele me olhou enquanto desatávamos o abraço – não éramos muito de abraçar. Sorriso triunfante na face.

- Isso não teria acontecido sem sua motivação.

- Teria sim, você é incrível.

Ouvi o som de passos largos vindos em nossa direção. Era Malia, que corria até Stiles.

O beijo que ela dera na bochecha dele ofuscou o meu abraço. Eu achei totalmente desnecessário e íntimo demais para alguém que ela conheceu no mesmo dia, mas não argumentei. Meu sorriso tornara-se amarelo, enquanto o rosto de Stiles atingia uma coloração vermelha.

- Parabéns, Stiles! Jogou muito bem!

- Obrigado? – ele riu fraco, envergonhado.

Ela sorriu e saiu dali me dando um olhar meio advertido, porém, inocente: ela deveria achar que era uma ameaça pra mim. Se aquele fosse o pensamento dela, bem, estava errada.

- Parece que ela gosta de você... – joguei uma olhadela para Stiles, brincando.

Ele sorriu fraco ao olhar a menina sair do nosso campo de visão, dando um tchauzinho com um sorriso exuberante. Stiles ainda tocava na parte da bochecha onde Malia beijara.

- Não, Lydia... Acho que eu gosto dela. 


Notas Finais


OLA, DEEM SUAS CRITICAS PFV
QUALQUER ERRO ME AVISEM, PLSSS

me sigam no twitter ( @plsanakin ) tá criando mofo lá, vou dar sdv <3


e só esclarecendo: sim, a fic é stydia, mas vão rolar umas coisas q..... bem, obrigada por lerem
titia loves vcs
ATÉ O PROXIMO!


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