História Overtime - Os Senhores do Tempo - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Deuses, Ficção, Mitologia, Romance, Super Poderes, Tempo, Terror, Viagem No Tempo, Zumbis
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Steampunk, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - 2999


Quando acordei no dia seguinte fiz a mesma rotina de sempre, me levantei e me preparei para ir pra escola antes de todo mundo acordar, a Sra Agnes não via nenhum problema nisso, pelo menos nunca me questionou o motivo ou reclamou desde que eu chegasse na hora depois da escola nós podíamos ir para onde quiséssemos desde que não ficássemos até tarde nas ruas. 

 Fiz o mesmo caminho de sempre e cheguei na escola, eu era sempre um dos primeiros a chegar na escola, apesar do tamanho da escola quando eu chegava haviam no máximo cinco ou seis pessoas que chegavam antes mas aquelas pessoas só chegavam cedo por morarem longe e como aquela era a melhor escola da cidade não queriam arriscar chegando atrasados, eu não morava longe, podia sair do complexo dez minutos antes do começo da aula mas a escola pela manhã uma hora antes da aula começar era o único lugar que eu tinha sossego e era onde eu fazia lições de casa e trabalhos escolares. Quando cheguei na escola como sempre não tinha quase ninguém, no máximo umas cinco pessoas mas eu sempre ficava sozinho. Daquela vez eu imaginava que tinha amigos, Isabella agora estava falando comigo como se fossemos amigos a um longo tempo, apesar de termos nos conhecido oficialmente à três dias mas parecia um tempo maior. Wagen podia ser um tanto irritante mas eu tinha mais amizade com ele do que as pessoas que moravam comigo. Gregor apesar de novo era um sujeito agradável, Petva era a estranha do grupo mas imaginava que se soltaria com o tempo.

 Enquanto eu fazia meu exercício de casa no pátio na única hora que ele ficava calmo, vi Petva chegando a distância. Ela parecia chegar bem cedo todos os dias assim como eu, eu vi ela e chamei por seu nome, talvez desse jeito ela se sentisse mais livre para conversar conosco. Ela pareceu não ouvir então chamei de novo, Petva olhou em minha direção e pareceu aumentar seus passos afim de entrar logo na escola, ela abaixou a cabeça e simplesmente estava fingindo que não me conhecia mesmo que não tivesse ninguém ao redor. Minha tentativa de fazer ela se soltar havia falhado, provavelmente não nos considerava como amigos, apenas como colegas de viagem no tempo. Pensei em ir atrás dela para pedir satisfações do porque ela ser daquele jeito mas decidi respeitá-la. Não sabia nada sobre ela a não ser seu nome, continuei fazendo meu exercício e esperei a hora de ir para a sala.

 A aula ocorreu normalmente, Walter continuava sendo o mesmo professor de sempre mas agora eu não conseguia olhar para ele da mesma forma que antes. Minha amizade com Isabella estava crescendo, suas amigas a perguntaram o porquê de ela estar falando comigo daquele jeito, eu percebi que as outras pessoas me achavam estranho, mas nunca levei a opinião de outras pessoas sobre mim a sério, Isabella disse para suas amigas que eu era uma pessoa incrível e um excelente amigo mas elas ainda ficaram com um certo receio de mim. É claro que Isabella não as trocou por mim, ela conseguia dividir a atenção entre mim e suas amigas incrivelmente bem. 

 Quando a aula finalmente acabou, Isabella e eu nos dirigimos para a biblioteca fazendo apostas sobre qual ano iríamos visitar. Enquanto caminhávamos pela biblioteca em direção à porta secreta no fundo do local nós encontramos Petva indo para o mesmo local mas quando ela percebeu que nós também estávamos indo pra lá ela desviou sua trajetória e foi para outro canto. Não entendi o motivo de ela se esconder se nós iríamos nos ver de qualquer jeito lá dentro. Nós entramos na sala secreta e esperamos os outros chegarem, alguns minutos depois Petva entrou na sala como se não nos tivesse visto antes, olhou para nós dois e se isolou no fundo da sala enquanto os outros não chegavam. Eu arrisquei falar um "oi" quando ela entrou na sala mas ela olhou para mim e não respondeu.

 - Eu sempre achei que você seria o tímido do grupo. - disse Isabella em voz baixa.

 Ela disse "tímido" claramente substituindo a palavra "esquisito" para não constranger Petva que poderia estar ouvindo.

 - Eu costumo me soltar quando conheço as pessoas. - Eu respondi.

 Gregor chegou em seguida, diferentemente de Petva ele falou comigo e com Isabella, até mesmo cumprimentou Petva mas ela também não o respondeu. Apenas lhe deu um olhar o estranhando, como se não o conhecesse. Wagen chegando em seguida também cumprimentou a todos de uma vez e encostou na parede enquanto esperávamos Walter aparecer e nos dizer para que ano iríamos. Aparentemente ninguém havia desistido, todos ainda gostavam da idéia de viajar no tempo. Walter enfim chegou na sala depois de alguns minutos.

 - Desculpem o atraso, mas eu também tenho que cumprir minhas tarefas de professor também. - disse Walter com alguns papéis na mão. 

 Ele conferiu a quantidade de papéis e entregou um para cada,era um mapa mas não era de um local conhecido, disse que aquilo serviria pra nós nos localizarmos melhor para o local que iríamos. 

 - Certo. Newbie, Doutor Luz, Homem-Minuto, Capitã Sombra e Mulher Ressurreição, o ano que irão hoje é 2999, especificamente em 31 de dezembro, o ano novo, a virada do milênio. - Walter disse empolgado.

 - Por que meu apelido é Newbie? - Eu perguntei notando que o meu apelido era o único que não tinha relação com meus poderes.

 - Boa pergunta. Mas a resposta é que eu simplesmente acho que esse nome combina com você. - disse Walter. 

 Deixei de tentar procurar um sentido para aquilo e deixei com que ele explicasse o que iríamos fazer em 2999. O deus daquela vez era o deus da sorte, ele trabalhava em um cassino de luxo naquele ano, os mapas eram pra localizarmos o cassino, devíamos descobrir quem era e claro matarmos ele. Era em um país estranho chamado Lundigrânia, Walter explicou que em 2444 esse país tomaria o lugar da atual Nova Zelândia, na Oceania depois de uma turbulência política então não era necessário conhecer o país já que ele ainda não existia. Dessa vez iríamos para o futuro.

 Nós entramos na máquina do tempo, Walter nos desejou boa sorte e o elevador começou a subir para o futuro depois de inserir a data. 

 - Como acham que é o futuro? - perguntou Gregor enquanto o elevador subia. 

 - O mais caótico possível. - respondeu Wagen em tom de piada.

 Nós demos algumas pequenas risadas, exceto Petva, e então a porta do elevador se abriu. Quando saímos do elevador um carro voador quase nos atingiu, parecia estar desgovernado.

 Acabou atravessando um outdoor eletrônico que simplesmente flutuava no ar sem nenhum apoio, se apagou por um segundo quando o carro passou por ele e voltou a funcionar. Era o anúncio de um energético chamado Energimaxx, que prometia te deixar com fôlego para três dias seguidos sem dormir. O céu estava alaranjado, devia ser o fim da tarde.

   Não era nenhum problema ler as coisas ou ouvir em outro idioma já que a máquina do tempo tinha alguma função que a fazia traduzir qualquer língua simultaneamente independente da época. Quando nós falávamos alguma coisa as pessoas ouviam com seu idioma e nós com o nosso, era como se usássemos um tradutor automático.

 O cenário ao redor era o que sempre imaginei do futuro, carros voadores em estradas flutuantes, o trânsito era intenso porém rápido, os carros pareciam chegar em suas velocidades máximas sem nenhum problema, com exceção do carro que quase nos atingiu e ele estava fora da rodovia. Não pareciam ter casas ao redor, tudo eram arranha-céus luminosos de mais de duzentos andares. Pareciam serem todas grandes empresas. O outdoor mudou de repente, ao invés de um anúncio de energético agora mostrava uma mulher bem vestida em tempo real falando sobre alguma empresa, o outdoor era como uma faixa de comerciais da TV que funcionava 24 horas por dia. A mulher estava em um cassino, provavelmente o que procurávamos. Ela anunciava uma grande festa de virada de milênio cheia de jogatinas e apostas.  

- Acho que é pra lá que devemos ir. - disse Wagen olhando para o outdoor.

 - Certo, mas como vamos chegar lá? - perguntou Gregor olhando para baixo. 

 Ficamos tão distraídos olhando as coisas ao nosso redor que não percebemos que a máquina do tempo tinha parado em um pedaço de rochedo isolado do resto das estradas flutuantes, estávamos a milhares de metros do chão e não havia nenhuma escada para descer. 

- Como vamos chegar lá em baixo? - perguntou Isabella. 

 - Não podemos usar a máquina do tempo com suas coordenadas? - Eu perguntei. 

  Wagen entrou na máquina do tempo para verificar o painel e voltou para fora. 

 - Não dá. As coordenadas são irreconhecíveis. - disse Wagen. 

 - Como assim? 

 - Elas simplesmente não funcionam. - disse Wagen. 

 - O que vamos fazer? - perguntou Gregor. 

 - Eu tenho uma idéia. - disse Wagen. 

 Wagen pediu para que segurassemos suas mãos e ele parou o tempo, quem o segurava não era atingido pelo poder. Os carros ao redor pararam e a mulher no anúncio também. Não estávamos tão distantes da estrada, era uma fresta de dois metros de distância, dava para chegar na estrada com um pulo, o problema é que os carros eram extremamente rápidos e não conseguiriam nos ver para nos dar uma carona, então decidimos pegar uma carona forçada. 

Nós cinco pulamos para o outro lado e procuramos algum carro entre os que estavam parados que poderia nos dar uma carona até o cassino ou pelo menos até o chão. Nós teríamos que arrumar um jeito de voltar depois e pegar a máquina do tempo quando finalizassemos o serviço. Encontramos um carro que  carregava uma placa fluorescente em seu teto escrito táxi, era o carro ideal. Nós entramos e esperamos o tempo voltar ao normal. 

O interior do táxi era como um carro normal com a diferença de que existiam duas fileiras traseiras com cinco assentos cada, nós cabiamos perfeitamente no carro. O carro também era como um táxi de luxo, havia pequenos compartimentos para bebidas e um vidro separava o motorista dos passageiros, nosso motorista era um homem que aparentava ter seus cinquenta anos e carregava um crachá utilizado nas costas para os passageiros o identificarem que dizia "Olá, meu nome é Gillian." Seu volante também era retangular ao invés do convencional, e o carro tinha mais botões do que o normal, os botões ocupavam toda a parte do painel do carro. Nós colocamos o cinto de segurança já que o carro excedia a velocidade que estávamos acostumados e então o tempo voltou ao normal. O homem continuou dirigindo normalmente por alguns segundos até que percebeu nossa presença. 

 - Ei, como vocês entraram? - Ele perguntou mais frustrado do que assustado.

 - Nós somos clientes do seu táxi. - respondeu Wagen esperando que o sujeito fosse simpático. 

 Ele pegou um óculos de sol do porta-luvas e colocou no rosto. 

 - Não vejo nenhum registro de que me contataram. - disse Gillian. 

 - Você provavelmente apagou sem querer. - disse Wagen.

 - Eu não comprei esse comando, como é possível eu ter feito isso? - disse Gillian. 

 - Tudo bem, nós só queremos chegar em um lugar. - disse Isabella tentando fazer com que o homem não nos expulsasse do carro.

 - Tá legal, aonde querem ir? - perguntou Gillian. 

 - Cassino Z-Dragon. - respondeu Wagen. 

 - Vão na festa de ano novo? 

 - Acho que sim. - respondeu Wagen. 

 - Vocês sabem que é só para maiores de idade não é? - disse Gillian.

 Não pensamos nessa possibilidade, Walter não havia nos avisado sobre isso. Se soubéssemos teria dado um jeito, nós talvez precisássemos invadir o local a não ser que houvesse uma alternativa. 

 - Não deveria falar isso, mas é só arrumarem uma identidade falsa, o baixinho aí pode dizer que tem nanismo. - disse Gillian se referindo claramente a Gregor. Tínhamos uma salvação afinal. 

 - Onde arrumamos essas identidade falsa? - Eu perguntei. 

 - É só comprá-las na Internet escura com seus óculos. - respondeu Gillian. 

 - Que óculos? - Nós perguntamos confusos.

 - Como assim vocês não tem óculos? Querem ir pra cadeia? - disse Gillian preocupado como se fosse um crime grave. 

 Ele abriu o porta-luvas de novo e retirou cinco óculos de sol de lá e nos entregou nós o colocamos e uma tela se abriu na nossa frente. Acontece que os óculos eram uma espécie de computador, era possível fazer qualquer coisa com eles. Haviam programas para ver televisão, jogar jogos eletrônicos e todas as mesmas funções de um computador e outras funções a mais que não pareciam ser úteis no momento, também era possível fazer ligações. As pessoas também pareciam utilizá-lo para trabalhar devido a enorme quantidade de anúncios logo na tela inicial.

 Logo percebi   que ele funcionava a partir de sua mente, quando me perguntei como eu abria o navegador, ele simplesmente abriu sem eu dizer nada. Mas apesar disso o navegador não funcionava, quando ele abriu uma mensagem dizendo "Por favor, efetue o pagamento para continuar" apareceu na tela, os outros tiveram a mesma frustração. 

 - É preciso pagar para acessar a Internet? - perguntou Gregor.

 - Do que tá falando? Sempre foi assim. - disse Gillian.

 - De onde eu venho a Internet é de graça. - disse Gregor tentando não dizer que era do passado. 

 Era verdade, em 2087 a Internet era gratuita a todos, era uma necessidade tão comum quanto a água, em 2034 ela se tornou inteiramente gratuita quando perceberam que a humanidade não viveria sem ela. mas o homem riu como se aquilo fosse uma piada e então se recompôs.

 - Onde você mora, na Terra do Nunca? Nada é de graça. - disse Gillian.

 Nós ficamos um pouco constrangidos, não imaginávamos que teríamos que pagar por tudo.

 - Dêem me os óculos, vou desbloquear a Internet para vocês, mas isso vai aumentar no preço da viagem. - disse Gillian. 

 Nós concordamos e entregamos os óculos-computadores para Gillian que um por um desbloqueava o acesso à Internet sem tirar as mãos do volante e nem desacelerar, mesmo assim não bateu em ninguém e continuava dirigindo perfeitamente. Depois de desbloquear a Internet nos entregou os óculos escuros. 

 - Eu já desbloqueei a Internet, paguei o acesso ao site e também paguei as identidades falsas, é só vocês colocarem seus nomes e mentirem suas datas de nascimento. Claro que vou acrescentar tudo na conta final. - disse Gillian.

 Claro que nossas identidades originais estavam no presente, mesmo que estivéssemos com elas seria um tanto desastroso já que informaria que nascemos quase mil anos atrás, então a melhor idéia era ter uma identidade falsa daquela época, não era necessário inventar nomes já que nós deveríamos ter morrido a bastante tempo atrás naquele ano então coloquei meu nome real e a data de nascimento 9 de junho de 2979, vinte anos de idade. Os outros também criaram seus documentos, no final da tela havia um botão escrito Imprimir, cliquei mentalmente e mais opções apareceram. Era possível imprimi-la já digitalizada, cliquei naquele botão e então do canto do óculos um cartão metálico voou para cima e caiu na minha mão, era minha identidade falsa. Era como uma identidade original, estranhamente já estava inserido minha impressão digital e minha assinatura além de uma foto do meu rosto tirada de dentro do próprio carro. Os outros também receberam suas identidades falsas, estávamos prontos para visitar o cassino. Então Gillian baixou as janelas do carro e disse,

 - Senhores, nós estamos chegando. É melhor efetuarem o pagamento logo para eu evitar que me passem a perna depois. 

 - Certo, quanto te devemos? - perguntou Wagen. 

 - Seis mil unidades mais os óculos, identidades falsas, Internet. Então são doze mil unidades. - disse Gillian. 

 Wagen estendeu a mão para Petva imaginando que ela tivesse o dinheiro como em 1987, então ela entregou quinze mil libras nas mãos dele. Wagen estendeu a mão com o dinheiro para Gillian que o segurou e olhou para ele assustado.

 - Estão brincando comigo, não é? - perguntou Gillian.

 - Algum problema? - Eu perguntei.

 - Claro que tem um problema, ninguém usa essa porra de cédula a uns quinhentos anos. - disse Gillian. 

 Me preocupei com aquilo, não sabíamos como usaríamos o dinheiro daquela época e Gillian não parecia estar disposto a explicar ou desconfiaria que éramos de outra época. 

 - Certo, me desculpe mas se não aceitar isso vamos ter que fazer do jeito difícil. - disse Wagen apontando sua arma para Gillian.

 O homem riu, não se intimidou com a arma apontada para sua cabeça. 

- Qual é, vocês são do milênio passado? Chamam isso de arma? - disse Gillian sarcasticamente. 

 Gillian se abaixou e pegou algo abaixo do seu assento e apontou em nossa direção. Era um revólver azul com canos duplos, mas não parecia ser necessário utilizar balas e a falta de gatilho era preocupante. 

 - Isso aqui é uma arma.



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