História Overtime - Os Senhores do Tempo - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Deuses, Ficção, Mitologia, Romance, Super Poderes, Tempo, Terror, Viagem No Tempo, Zumbis
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Steampunk, Super Power, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Cassino


Estávamos com um taxista apontando una arma para nós e então morreríamos no futuro se não resolvessemos a situação, mas o taxista guardou a arma rindo. 

- Vocês são engraçados. - disse Gillian ainda rindo. 

 Wagen guardou sua arma percebendo que Gillian não estava os ameaçando mais.

 - Vocês tem idéia de quanto vale uma cédula assim em papel? - perguntou Gillian.

 Nós ficamos em silêncio esperando Gillian explicar melhor sem parecermos desconhecer a informação.  

- Esse tipo de dinheiro se tornou valoroso com o tempo, essa merda que vocês me entregaram devem falar uns dez milhões de unidades. - disse Gillian.  

Não entendi direito o que ele quis dizer mas esperava que aquilo fosse uma coisa boa. Ele explicou sem que pedissemos que as notas de dinheiro eram super valorizadas devido ao fato de ser uma relíquia que parou de ser utilizada a quinhentos anos atrás sendo substituídas pela unidade mundial, dinheiro utilizado no mundo todo. Mas ele era apenas eletrônico, você abria uma conta no banco virtual e transferia suas unidades para a conta de quem você desejava realizar o pagamento, coisas como acessar a Internet e etc eram pagas diretamente a empresa que lhe forneceu o produto. As libras que utilizávamos no presente naquela época era inexistente, o que fizeram com que se tornassem uma relíquia tão valiosa quanto o ouro. Se fossemos a um dos poucos bancos físicos com algumas libras e pedissemos para converter em unidades sairíamos de lá com o suficiente para ficar no local por um mês.

 Gillian apertou um botão e a estrada mais a frente se abriu e ele jogou seu carro ali dentro que agora caia em queda livre, nos assustamos, pensamos que ele estava afim de matar todo mundo mas logo percebemos que era daquele jeito que os motoristas daquela época mudavam de pista ou paravam em algum lugar pra estacionar. O carro parou bruscamente sobre um retângulo no chão, rodeado por outros retângulos com vários outros carros parados, era um estacionamento.

 - Vocês me ajudaram bastante com isso. - disse Gillian mostrando o dinheiro. - Quando quiserem voltar para casa é só me contatarem que eu levo vocês, podem ficar com os óculos.

 Nós agradecemos e descemos do veículo, agora podíamos ver melhor como as coisas eram em 2999. Os prédios pareciam bem maiores do que quando estávamos no alto, algumas pessoas utilizavam máscaras de oxigênio no rosto, como se metade da população fosse asmática. As roupas também eram um tanto quanto estranhas, eram bastante fluorescentes e brilhantes, a maioria das mulheres utilizavam roupas douradas e prateadas além de chapéus pontiagudos que pareciam combinar com os sapatos, mesmo que o sol não estivesse tão forte. 

 Havia vários policiais fazendo ronda em uma espécie de skate de duas rodas flutuantes, pareciam organizar as ruas para que tudo funcionasse bem durante a virada de ano a noite. Ainda não havia nenhum sinal de casas no local, embora perto de nós existiam alguns enormes prédios residenciais.

 Um pequeno poste na nossa frente destacava uma folha de jornal digital em seu topo, a manchete destacava a maior virada de ano da história, do lado do pequeno poste existia um painel para colocar sua mão. Um homem chegou no local e colocou sua mão dali e alguns poucos segundos saiu com um jornal na mão que parecia ter somente uma página mas as notícias mudavam a medida que o homem lia. As imagens das notícias também tinham movimentos. A maioria das pessoas andavam com os óculos-computadores nos olhos sem se preocuparem com o mundo ao redor.

 Do outro lado havia uma enorme fila que parecia contornar aquele quarteirão, olhamos para a frente e vimos um enorme prédio do qual aquela fila se dirigia, o cassino Z-Dragon.

 - Vamos ter que ficar na fila por quantas horas? - perguntou Gregor desanimado.

 - Do jeito que ela está é capaz de nem entrarmos. - disse Wagen.

 - Parece que metade da cidade está ali. - Eu comentei. 

 - É melhor irmos para a fila logo se quisermos ter alguma chance de entrar. - disse Isabella se dirigindo a fila.  

Nós entramos no final da fila e esperamos a fila se movimentar, apesar do tamanho ela se movimentava bem rápido, as pessoas daquele tempo pareciam ter pressa em chegar ao destino. Em pouco tempo nós chegamos a porta, havia um robô que controlava quem entrava e quem saia.

Para entrar no prédio era necessário estender as mãos para o robô que ele iria retirar as unidades necessárias de alguma forma. Eu coloquei minha identidade falsa no painel onde o robô indicava e ele confirmou minha idade. Em seguida coloquei meu dedo em algo parecido com uma máquina de cartões de crédito e meu saldo apareceu, nós utilizamos os óculos poucos minutos antes para converter as libras em unidades. Meu saldo agora era de cinco milhões de unidades, apesar de ter gasto apenas mil libras.

 - Vejo que é uma pessoa com dinheiro, é melhor entrar logo. - disse o robô parecendo realmente como um ser humano. 

 A entrada era um túnel escuro com uma luz no final que dava direto para a sala de jogos, esperei meus amigos aparecerem para poder entrar. Quando todos passaram pela entrada nós enfim entramos no cassino. O local por dentro era repleto de roletas e mesas de cartas e mais diversos tipos de jogos futuristas que eram irreconhecíveis para pessoas do meu tempo. 

Todas as mesas eram comandadas por robôs que interagiam com as pessoas como se fossem pessoas normais.

 - Qual é o deus da sorte? - perguntou Gregor. 

 - Eu não sei mas se me derem licença eu vou fazer algumas apostas. - disse Wagen se afastando. 

 Não poderíamos impedir ele, iria começar com argumentos sobre aproveitar as viagens temporais e que não estaria infringindo nenhuma regra, só nos restava se juntar a ele e aproveitar a viagem. Gregor disse que também faria apostas e se afastou, nos chamaria se houvesse algum problema. Petva se afastou sem dizer nada, embora suspeitava que ela quisesse apenas se distanciar do grupo já que nos via como estranhos. Só restou eu e Isabella olhando as coisas ao redor. 

 - Você não vai participar das apostas? - Isabella perguntou.

 - Nunca fui bom nessas coisas. - Eu respondi.

  - Vem comigo. - disse Isabella indo para algum lugar. 

 Nós subimos as escadas e fomos para o segundo andar, era um local cheio de jogos de fliperamas 3D e outros jogos como bilhar e pebolim. Havia várias pessoas ali mas não tantas quanto no andar de baixo. 

 - Acho que essa sim é a nossa praia. - disse Isabella.

 - Como você sabia que tinha esse lugar? - Eu perguntei.

 - Eu sempre venho aqui. - Sério? - Eu perguntei esquecendo de que estávamos no futuro. 

 - Só estou brincando, tinha uma placa lá em baixo.

 Ela se aproximou de uma máquina e inseriu uma ficha, me chamou para jogar com ela e selecionou o modo de dois jogadores. Todos os jogos pareciam utilizar de uma realidade aumentada através dos óculos. Isabella tinha escolhido um jogo estranho onde uma nave espacial deveria matar monstros gigantes atirando neles. Nós nos divertimos por algum tempo com aquilo, foi difícil se acostumar com os controles no início mas logo nós pegamos o jeito. Nós conseguimos terminar o jogo sem grandes dificuldades, nós tínhamos alguma sincronia no jogo. Ao final Isabella terminou o jogo com duzentos pontos a mais do que eu e bateu o recorde da máquina, o que lhe deu algumas unidades de crédito a mais.

 Nós seguimos para outra máquina e jogamos outros jogos até terminarmos, até arriscamos jogar bilhar e pebolim mas éramos igualmente ruins. Ficamos algumas horas no local e nos divertimos tanto que quase esquecemos o que realmente deveríamos fazer. Esse tempo foi aproveitado para nos conhecermos melhor, perguntávamos sobre coisas a respeito do outro de forma divertida.

 Ao final de cada jogo eu me sentia mais próximo de Isabella e cada vez mais apaixonado mas tinha medo de dizer isso a ela. 

 - Merda, já são nove horas da noite, é melhor vermos como estão os outros. - disse Isabella.

 Nós descemos ao local onde aconteciam as apostas para encontrar os outros para cumprir nosso objetivo, já tínhamos nos divertido bastante e acreditávamos que os outros também. Nós encontramos Gregor em uma mesa de vinte e um, Isabella foi até ele para ver como estava indo. 

É claro que eu gostaria de passar mais tempo com ela sozinhos mas tínhamos coisas a fazer. Depois que Gregor perdeu a rodada, ele desistiu e se levantou da cadeira para nos ajudar a encontrar os outros. Nós não avistamos Petva em lugar nenhum, ela havia sumido de vista mas imaginamos que ela logo iria aparecer. 

Wagen estava na frente de uma roleta, seus olhos estavam vermelhos de tanto tempo que ficou ali. Olhava para a roleta girando e torcendo para a sua cor ser a vencedora, o que não aconteceu. Quando a roleta parou na cor amarela ele se irritou e jogou suas fichas na cara do robô que o atendia, ele tinha escolhido o vermelho que estava logo ao lado do amarelo. Nós o chamamos e ele veio, só faltava encontrar Petva para podermos concluir nosso serviço, nós pensamos em subir para os andares superiores já que não a encontramos ali. 

 No andar de jogos também não encontramos Petva então subimos mais até que a encontramos em uma mesa de poquer no terceiro andar, o que era estranho já que ela normalmente não se abria para nós mas estava jogando de forma espontânea. 

Nós a chamamos e ela se virou assustada como se não quisesse que nós a víssemos conversando normalmente com um bando de estranhos. Ela jogou suas cartas holográficas sobre a mesa e se levantou esperando que falássemos alguma coisa ou déssemos uma explicação do porquê interrompemos seu jogo. Apenas relembramos que tínhamos uma missão para fazer, nós saímos do local e ela nos seguiu a procura do deus da sorte. Deveria estar em algum lugar do cassino.

 Um homem usando terno desceu para o andar onde havia uma concentração maior de pessoas e começou a falar sobre a virada de ano e como era grato por todas aquelas pessoas no local e então percebi que a pessoa que procurávamos era ele, o dono do cassino. 

 - É ele. - disse Wagen fazendo a mesma conclusão.

 - Como vamos matar ele? Estão todos olhando. - disse Gregor.

 - Temos que dar um jeito. - disse Isabella.

 Petva não disse nada mas se aproximou mais da multidão que ouvia o homem falar, ela parecia ter um plano. Nós a seguimos esperando ela colocar seu plano em prática mas ela simplesmente sacou sua arma e disparou contra o homem. As pessoas ficaram assustadas e então procuraram o responsável por disparar mas não encontraram devido a outra grande parte das pessoas correrem desesperadas. 

 - Vamos embora. - disse Petva.

 - E quanto a forma de deus dele? - Eu perguntei. 

 - Não vai renascer nesse ano. - respondeu Petva de forma fechada. 

 - Como você sabe? - perguntou Isabella. 

 - Por que não tivemos sorte. - respondeu Petva. 

 Aquilo foi o máximo que conseguimos falar com ela, depois de nos explicar o que aconteceu  voltou ao seu estado natural de não falar nada. Mas ela disse alguma coisa, era uma evolução. 

 Nós saímos do cassino e procuramos por algum táxi que nos levasse para o local onde havíamos deixado a maquina do tempo, Gregor deu a idéia de contatar Gillian para nos levar lá. Ele havia dito que poderíamos contar com ele quando precisássemos então nós aceitamos a sugestão e utilizamos os óculos para ligar pra ele, tinha deixado seu número antes de ir.

 Alguns minutos depois que ligamos Gillian apareceu com seu táxi voador, mas alguns robôs policiais apareceram e estavam nos procurando, já haviam descoberto que nós éramos os responsáveis pelo assassinato do dono do cassino. Quando entramos no carro Gillian percebeu que seria perseguido pelos robôs. 

 - Se meteram em confusão? - perguntou de forma retórica Gillian. 

 - Acho melhor você acelerar. - disse Wagen percebendo que Gillian conduzia o carro de forma lenta.

 - Relaxe e aprecie a vista. - disse Gillian abrindo as janelas do carro.

 Um arsenal de armas se equipou dos lados do carro e começou a atirar para trás em direção aos robôs que um por um eram perfurados e triturados, após acabar com a metade deles Gillian acelerou e foi em direção a estrada flutuante onde seria mais difícil nos achar. 

 - Tá legal, o que foi que vocês fizeram? Descobriram que vocês eram menores? - perguntou Gillian olhando no retrovisor se algum carro não o estava perseguindo.   

- Talvez algo pior. - respondeu Wagen. 

 Gillian deu uma risada e ligou um holograma do seu lado, um televisor em um canal de notícias. O telejornal mostrava seu carro com a legenda "perseguição aos assassinos de John Huston", ele ficou sério de repente. 

 - Puta merda, vocês mataram o dono do cassino? - perguntou Gillian assustado.

 - É complicado. - disse Gregor.

 - Onde vocês moram? É seguro? Eu posso salvar vocês. - disse Gillian desesperado. 

 - Apenas nos deixe no local que pedimos. É mais que seguro. - disse Isabella. 

 - Vocês querem que eu deixe vocês literalmente no meio do nada. - rebateu Gillian. 

 - É o lugar mais seguro que ficaremos. - disse Wagen. 

 - Certo, eu vou pegar a pista mais movimentada se segurem. - disse Gillian.

 Gillian aumentou a velocidade e fez uma curva brusca em alta velocidade, mas não foi só isso, o carro simplesmente mudou de cor e de estrutura depois que Gillian apertou um botão no painel. Estava camuflado.

 Vimos um carro policial passar na nossa frente depois disso, aparentemente o disfarce deu certo. Após alguns minutos despistando os policiais e quando tivemos certeza de que havíamos sumido de vista quando as imagens no telejornal demonstravam não saber onde os criminosos haviam ido parar, eramos criminosos procurados por todo o país agora. 

Finalmente chegamos ao local que estava a máquina do tempo, ela ainda estava lá. Gillian parou o carro ao lado dela evitando ser atingido pelos carros em alta velocidade que vinham atrás, nós descemos do carro e nos despedimos dele. 

 - O que vocês vão fazer aqui? - perguntou Gillian.

 - Vamos pra casa. - respondeu Wagen.

 - Vocês moram em um elevador? - perguntou Gillian confuso. 

 - Não é um elevador. - Isabella respondeu. 

 - Tudo bem, tomem cuidado. Vejo vocês por aí. - disse Gillian voltando para o carro.

 Nós nos despedimos de novo e entramos na máquina do tempo e Gillian confuso voltou para a estrada. Então nós inserimos a data do presente no painel e a nave começou a se movimentar. Um minuto depois estávamos de volta a sala secreta da biblioteca, mas dessa vez tínhamos feito o serviço pela metade. Walter estava nos esperando sentado no sofá lendo algum artigo de uma revista, percebeu nossa presença e nos cumprimentou. 

 - Nós precisamos saber em que ano o deus da sorte vai renascer. - disse Wagen. 

 - É, eu sei. Mas vão ter que esperar até amanhã, pelo menos o corpo humano está morto. Podem ir pra casa por enquanto. - disse Walter.

 Gregor e Wagen se despediram e saíram, Petva saiu sem dizer nada. Isabella também se despediu e saiu. Eu tentei acompanhar ela até a saída da escola mas Walter me mandou esperar.

 - Preciso lhe mostrar uma coisa. - disse Walter se levantando. 

 - O que? - perguntei com curiosidade.

 - Essa revista que estou lendo é sobre a segunda guerra mundial. - disse Walter me mostrando a capa da revista.  

Não entendi o que ele quis dizer com aquilo mas segurei a revista como ele indicou.

 - Página 12. - Ele disse em um tom preocupante.

 Eu abri a página indicada e vi o título da matéria "Heróis de Guerra", era um artigo sobre soldados que realizaram grandes feitos na guerra, salvando várias pessoas ou fazendo alguma coisa que culminaram no fim da guerra, não entendi o que ele queria me mostrar até que analisando toda a página eu encontrei o problema.

 A matéria destacava uma foto de um grupo de cinco soldados em preto e branco, sujos de armas na mão e suas fardas rasgadas, parecia ser uma foto tirada momentos depois de um intenso combate e sem a permissão dos soldados já que eles não olhavam para a câmera e pareciam não saber da existência dela, mas esse não era o problema. O maior problema na foto é que eu estava nela, como um dos soldados. 

 Eu não entendi a foto, ainda não tínhamos ido para essa época. Mas o fato de eu ser descrito como um herói de guerra era preocupante.

 - O que é que você fez Newer?   



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