História Overwhelming Odds - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Angst, Bts, Fluffy, Mpreg, Taegi, Yoonkook
Visualizações 102
Palavras 6.056
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Yo ~

Eu me sinto muito, muito, muito, muito feliz por estar postando essa fanfic!
O design da capa, e betagem da história foram feitos pelo perfil Taegideas ❤
De verdade mesmo, eu sou muito grata ao pessoal do Taegideas! (muito obrigada pela ajuda maravilhosa!) ❤❤
O link desse perfil maravilhoso está nas notas finais ❤

Não quero enrolar aqui, então, nos vemos nas notas finais.

Boa leitura ~

Capítulo 1 - Overwhelmed by your absence; Warmed by the odds - Único


O domingo amanheceu chuvoso e acinzentado, como um prelúdio para a tempestade que se aproximava daquele lado do país. Os jornais avisaram para tomar cuidado há semanas, por causa do grande nível de água que chovia, porém, Yoongi não se importava de fato. Sempre achou dias assim bem aconchegantes. Podia ficar deitado assistindo filmes, debaixo daqueles cobertores quentinhos, e acabar adormecendo no meio da tarde, sentindo aquele cheiro típico de asfalto molhado que entrava pelas frestas da janela de seu apartamento no quarto andar.

Isso quando não recebia os inúmeros beijos que seu namorado adorava distribuir por seu rosto. Até porque, como o próprio Taehyung afirmava, filme em domingo chuvoso é desculpa pra ficar agarradinho com o namorado, de preferência, beijando.

Yoongi adorava aqueles beijos por seu rosto, principalmente quando os lábios do namorado alcançavam seu pescoço, o trazendo vários arrepios, o fazendo rir devido às pequenas cócegas que sentia.

Até que Yoongi resolvia revidar e subia no colo do namorado, prendendo-o no sofá e beijando atrás de sua orelha. Não havia uma única vez que Taehyung não se contorcia ao sentir as cócegas devido aquele ato, e seu riso ecoava pelo cômodo enchendo o coração de Yoongi com um sentimento de paz e alegria.

E então os dois paravam, admirando os sorrisos largos no rosto um do outro, sentindo todo o amor e carinho que existia entre eles, os envolvendo naquele pequeno mundinho, onde só existiam os dois e ninguém mais para atrapalhar. Taehyung tocava seu rosto, acariciando e o trazendo de maneira lenta para perto, até que Yoongi sorria, tomando os lábios do namorado num beijo carinhoso e demorado.

No fim do dia, acabavam os dois envoltos em cobertas, com as roupas espalhadas em volta da cama, enquanto gemidos suaves ecoavam pelo cômodo, acompanhados de movimentos ritmados e carinhosos.

Mas aquele domingo era diferente. Não havia filmes, abraços aconchegantes ou carinhos trocados entre duas pessoas que se amavam. Não.

Havia o barulho da chuva batendo contra a janela, ecoando pelo apartamento silencioso, e Yoongi sentado à mesa da cozinha, com uma caneca de café esquecida sobre a mesa. Seu olhar estava vago, e as olheiras denunciavam as noites mal dormidas.

O relógio na cozinha marcava nove horas da manhã, mas estava de pé desde às seis, justamente por não aguentar mais fingir que conseguiria pegar no sono depois daquele pesadelo.

Afinal, era sempre a mesma coisa, o sono demorava a vir, e quando vinha, era acompanhado de pesadelos que o faziam acordar suando e chorando durante a noite. E após isso, mesmo que tentasse, seu sono não voltava, fazendo-o se revirar sobre a cama, sentindo seu interior inquieto demais para isso.

Suspirou cansado, notando que o café já havia esfriado. Yoongi sempre odiou café, achava amargo demais, ou aguado demais, e o incomodava sentir aquele gosto perdurando em sua boca. Mas Taehyung adorava. Era seu tipo favorito de bebida. Podia ser gelado, quente, com leite ou puro. E também não importava a hora, Taehyung bebia café quase o dia todo, principalmente de madrugada, quando chegava cansado do departamento de polícia e tudo o que queria era uma caneca de café e se aconchegar ao corpo quente do namorado que sentava em seu colo, o recebendo de braços abertos, mesmo que às seis horas da manhã deveria estar de pé para ir trabalhar.

Yoongi odiava café, mas adorava senti-lo nos lábios de Taehyung.

Ouviu um trovão lá fora, o tirando de seus pensamentos. Pegou a caneca de café e levantou-se, dirigindo-se a passos lentos para o único cômodo do apartamento que permaneceu intocado durante essas duas torturantes semanas, o escritório de Taehyung.

Pousou a mão sobre a maçaneta gelada, e fechou os olhos, sentindo o peso das lembranças que o acometiam naquele momento. Lembrava-se de Taehyung acordado até tarde, em dias de folga, analisando casos que não conseguira resolver no dia anterior, afinal, Tae sempre fora dedicado ao trabalho, ele adorava o que fazia. Por diversas vezes o encontrou dormindo sobre o teclado do notebook, e com muito custo o convencia a desligar o aparelho e voltar a deitar-se à cama com ele.

Quando abriu a porta, admirou cada pedaço daquele cômodo. As prateleiras nas laterais do escritório, estavam lotadas de livros, desde os romances dos quais o namorado era fascinado, até mesmo àqueles que diziam respeito ao seu ofício. Lembrava-se perfeitamente de quando Tae comprou aquelas estantes, o tempo que levou para organizar todos os livros, separando-os por gêneros e autor, e o quanto suas costas doeram ao ajudar o namorado a enfileirá-los de acordo com seus tamanhos.

E de frente com a porta, estava a escrivaninha de mogno com o notebook fechado sobre ela, e atrás da mesa havia uma janela grande, com cortinas brancas nas laterais, por onde Yoongi pôde ver a chuva caindo contra o vidro, e o céu acinzentado que parecia desmoronar ao som de trovoadas lá fora.

O moreno adentrou o cômodo, sentindo os pés confortáveis sobre o carpete macio que encobria todo o escritório, e colocou a caneca de café sobre o descanso de copo na escrivaninha. Circundou o mogno, indo para a lateral esquerda, onde a farda bem arrumada de Taehyung permanecia num estande de vidro, com suas condecorações presas na gola da mesma. Não que fossem muitas. Afinal, era novo ainda, mas seu início de carreira lhe rendeu duas condecorações que o encheram de orgulho.

Yoongi tocou o tecido da farda, sentindo o poliéster deslizando por seus dedos, tão gelados quanto aquele cômodo estava. E lembrou-se do quanto aquela mesma farda quase fervia quando Taehyung recebeu a primeira condecoração, naquela tarde ensolarada de julho, onde os pais do Kim vieram para Daegu parabenizar o filho, e o Kim tomou coragem para lhes apresentar o namorado.

O Min temia o pior, até porque os próprios pais não gostaram nada de saber que o filho gostava de homens e, ainda por cima, namorava um policial. Mas a reação dos Kim havia sido muito melhor do que o esperado. Os pais do Taehyung o acolheram como parte da família, agradecendo principalmente por cuidar do seu pequeno Tae, porque para eles, o filho sempre seria aquele menino sonhador que na infância vivia brincando de astronauta no jardim, perseguindo o cachorro da família, pois segundo ele, aquele era um alienígena que queria dominar o planeta.

O moreno sorriu com a lembrança, sentindo os olhos lacrimejarem ao recordar a face corada do namorado quando os pais lhe contaram sobre essas histórias de sua infância. Yoongi tinha achado adorável, até porque, Taehyung ainda era um menino sonhador, vivia inventando planos para os dois, e adorava perder-se em aventuras com o namorado.

A única diferença era que aquele menino inocente não lidava mais com alienígenas imaginários. Taehyung atendia chamadas de emergência, onde enfrentava casos de agressão familiar, estupro e desaparecimentos. O Kim havia visto coisas demais, presenciado casos terríveis, que o deixava abalado por noites, fazendo-o adquirir insônia e consumir ainda mais café do que o recomendado.

Porém, mesmo que o que visse pelas ruas, ou nas chamadas que atendia, o abalasse, suas preocupações se amenizavam ao chegar em casa e ver a face serena de Yoongi, dormindo desajeitado no sofá, o esperando do trabalho. E o Kim o pegava no colo, carregando-o em seus braços e o deitava na cama, logo aconchegando-se ao seu lado, sendo recebido pelo namorado que ainda dormia tranquilo.

Yoongi fechou a porta de vidro do estande, e virou-se para a poltrona, deslizando os dedos pelo móvel, sentindo a textura macia do estofado, até que tomou coragem e se aconchegou na mesma, recostando-se ao móvel e fechou os olhos por alguns minutos, apenas ouvindo o barulho da chuva caindo lá fora, enquanto o cheiro do Taehyung lhe vinha à memória, como se o mesmo estivesse presente naquele cômodo, observando-o em sua solidão.

O Min abriu os olhos, deixando-os percorrer o cômodo até parar sobre o pequeno porta-retrato no lado direito da escrivaninha. Na foto, Taehyung estava de farda, com os cabelos loiros escapando do quepe, e um sorriso brando estampado no rosto, e bem ao seu lado, aconchegado sob seus braços, estava Yoongi, que mesmo estando de lado, beijando seu rosto, podia-se ver o sorriso curvando a lateral de seus lábios.

Incapaz de segurar por muito mais tempo, as lágrimas caíram por seu rosto, inundando sua face em segundos, e fazendo-o se enterrar mais na poltrona enquanto o nó em sua garganta tornava-se cada vez maior. A dor em seu peito se agravava a cada segundo, e estar naquele lugar o sufocava.

Com o corpo tremendo, debruçou-se sobre a escrivaninha, perdendo-se entre soluços e lágrimas. O peito estava rasgado numa saudade que nunca seria suprida. Porque Taehyung não estava mais lá.

Kim Taehyung, o menino sonhador; o namorado carinhoso; a pessoa que mais amou em toda sua vida; estava morto.

Seu namorado fora assassinado durante um confronto com sequestradores de uma quadrilha que vinha perseguindo há meses. Fora baleado na cabeça, e não resistiu até chegada do resgate, morreu no local.

Yoongi lembrava-se perfeitamente daquele dia. Estava no escritório de contabilidade em que trabalhava quando recebeu uma ligação do departamento, pedindo que viesse urgente para o mesmo.

Por mais que não soubesse exatamente o que havia acontecido, já imaginava o que era, devido à profissão perigosa do namorado. O estômago revirava em preocupação, a face estava pálida, e era impossível evitar a tremedeira que sentia ao imaginar o que acontecera.

Ao chegar lá, Seokjin, o oficial superior de Taehyung o recebeu com uma expressão de pesar no rosto. Não fora necessária uma única palavra, Yoongi havia entendido somente pelos olhares que recebia dos oficiais a sua volta.

O prodígio do departamento se foi.

Seu mundo desmoronou naquele dia. As forças em suas pernas o abandonaram, fazendo com que caísse de joelhos, cobrindo o próprio rosto tentando esconder as lágrimas que caíam incessantes, e a dor em seu peito o consumia por inteiro.

Taehyung sempre fora um rapaz confiante, alegre, e que fazia amigos com muita facilidade. Era impossível não se encantar com o Kim. Perdê-lo assim, tão novo, de maneira tão brutal, devastou a todos, principalmente o namorado.

Seu velório foi tristemente lindo. Com uma coroa de flores grande, cheia de bromélias, suas favoritas, e um laço azul. Sobre seu caixão, colocaram a bandeira do país, e quase todos os oficiais apareceram para despedir-se.

Yoongi manteve-se o tempo todo ao lado do corpo do namorado, sempre calado, enquanto lágrimas silenciosas caíam de seus olhos, que admiravam a face serena do Kim, deitado naquele caixão de madeira escura.

Estava tão lindo naquele terno branco, cheio de flores brancas envolvendo seu corpo, parecia que estava somente dormindo, como se a qualquer momento fosse despertar, sorrindo terno para o namorado, como sempre fazia.

Mas a realidade é que ele nunca voltaria.

Taehyung nunca mais voltaria para casa. Taehyung nunca mais envolveria Yoongi em seus braços; nunca mais o beijaria ou diria o quanto o amava. Nunca mais sentiria o toque do namorado; nunca mais ouviria a voz grave do Taehyung sussurrando palavras de amor em seu ouvido; nunca mais sentiria os lábios quentes tocando-lhe os seus, e tirando-lhe o fôlego. Nunca mais veria seu sorriso angelical.

Porque Taehyung se fora para sempre.

E era doloroso demais ter que aceitar esse fato.

Yoongi fora o último a deixar o cemitério, pois não queria deixar o seu lado. Queria se juntar a ele. Porque Taehyung era quem o mantinha vivo, quem lhe dava motivos para continuar.

Junto com Taehyung estava toda sua esperança; sua felicidade; e principalmente sua vida.

E agora, mesmo depois de duas semanas, a dor ainda dilacerava seu peito, e cada segundo naquele apartamento o sufocava. Tudo lhe trazia lembranças de Taehyung, e lhe deixavam claro que nada mais seria o mesmo, porque o dono de seus sorrisos não estaria mais lá.

Seus soluços se intensificaram, ecoando pelo cômodo silencioso. Numa descarga súbita de coragem, abriu a primeira gaveta da escrivaninha, e com as mãos trêmulas pegou com cuidado o pequeno revólver prateado que antes era do namorado.

Já vira Taehyung limpando o objeto diversas vezes, então tinha uma pequena noção de como armá-lo. De maneira desajeitada, abriu o compartimento para munição, e carregou com uma única bala, tremendo ao ouvir o clique que indicava que a mesma estava pronta para disparar. Yoongi chorou, tremendo sobre a poltrona, incapaz de suportar aquela angústia, e levantou a arma, encostando o cano na lateral de sua cabeça.

O dedo estava posicionado sobre o gatilho, pronto para disparar a qualquer momento, enquanto diversas coisas passavam por sua cabeça.

A lembrança mais frequente eram os sorrisos de Taehyung, e sua voz lhe dizendo o quanto o amava.

Seus olhos caíram novamente sobre o porta-retrato, lembrando-lhe do quanto a felicidade o tomava simplesmente por estar ao lado dele, naquela época. Lembrando-lhe de todos os momentos que tiveram juntos, tanto os felizes, quanto os momentos difíceis, onde um deu apoio ao outro, em meio à lágrimas e abraços aconchegantes.

— Eu sinto sua falta, Tae — seus lábios sussurraram para o vazio — Eu te amo tanto.

E então suas memórias o levaram há oito anos atrás, quando Taehyung o encontrou chorando pela primeira vez naquela viagem ao porto. Yoongi estava desesperado, e não aguentava nem mais um segundo, estava disposto a acabar com tudo de uma vez quando subiu naquela plataforma de pesca durante a tempestade.

Taehyung estava de férias com os amigos, passeando pela praia quando a tempestade chegou, e ele avistou alguém em cima da grade de segurança da plataforma. O Kim correu até lá, mas antes que o alcançasse o moreno já havia pulado. Sem pensar duas vezes, o Kim se jogou atrás dele, nadando em meio às ondas traiçoeiras. Encontrou-o quase inconsciente, e com muita dificuldade o trouxe para a praia.

Yoongi havia brigado com ele, dizendo que não queria ser salvo. Preferia estar morto a ter que voltar para casa, pois não aguentava mais a vida que levava. Odiava ter que aguentar o padrasto bêbado batendo na mãe todos os dias sem fazer nada, porque quando tentava ajudar, apanhava da mãe.

O Kim apenas o envolveu com seus braços, ao notar as lágrimas caindo pelo rosto tão triste de Yoongi, ao mesmo tempo que não sabia se o garoto tremia de frio ou por estar chorando.

Naquele dia, Taehyung o levou para casa onde seus amigos de excursão estavam hospedados, lhe ofereceu roupas confortáveis, uma sopa quentinha, e convenceu o moreno a lhe contar o que estava acontecendo. Dentro de poucas horas, Yoongi já se sentia à vontade em dizer seus medos, e preocupações para uma pessoa que era um completo estranho, mas que o trazia uma sensação tão boa de paz.

O loiro sorria gentil para ele quase o tempo todo, e Yoongi se sentiu aquecido por isso, pois nunca teve alguém que o olhasse dessa maneira; que o ouvisse tão bem, sem o julgar como alguém fraco, assim como todos à sua volta faziam.

As lágrimas se faziam presentes em seu rosto, enquanto o cano do revólver continuava posicionado ao lado de sua cabeça. Porém, seu interior se revirava inteiro, perdido na incerteza e nas memórias, enquanto seu olhar estava fixo no rosto sorridente de Taehyung.

“Por mais que as coisas estejam difíceis de aguentar, nunca desista. Você nunca sabe o que o futuro te reserva.” Essas eram as mesmas palavras que o Taehyung lhe disse, oito anos atrás, após a longa conversa que tiveram. Era quase como se pudesse ouvir a voz do namorado lhe dizendo essas palavras.

E, incapaz de continuar com aquilo, deixou o braço pender ao lado de seu corpo. O revólver escorregou de seus dedos e caiu ao chão com um baque surdo. Com a outra mão, cobriu o rosto, chorando baixinho, sentindo o misto de arrependimento com angústia o dominar, juntamente com a culpa esmagando seu interior.

Tremendo, e com as lágrimas ainda cobrindo o rosto, levantou um pouco a barra da camiseta do pijama cinza que usava, e pousou a mão sobre seu abdômen, acariciando de forma lenta a pequena protuberância que havia ali, sentindo a vida que estava crescendo dentro de si.

— Namjoonnie, eu sinto muito. O papai não é forte como seu pai era, mas prometo a você que nunca mais vou pensar em desistir — um soluço escapou de sua garganta, fazendo sua voz falhar — Eu vou viver, te amar, e te ver crescer, assim como seu pai, Taehyung, sonhava em fazer um dia. Eu já te amo, meu filho. E vou te amar para sempre, Kim Namjoon.


Sete anos depois, Busan.

 

— Namjoon!

Yoongi parou na soleira da porta, olhando surpreso para o filho que tinha o rostinho todo sujo de chocolate e um sorriso enorme cheio de covinhas. O garotinho correu para os braços do pai dando mais uma daquelas gargalhadas gostosas que dava sempre que aprontava alguma.

— O que você andou fazendo, hein, mocinho? — pegou-o no colo, andando até a cozinha para limpar pelo menos um pouco do chocolate que cobria as bochechas do filho.

— Foi o tio! — riu, animado.

O moreno, ao adentrar a cozinha, surpreendeu-se ainda mais ao notar a bagunça que a mesma estava. E no centro de todo aquele chocolate, farinha e glacê, estava o autor da bagunça, Jeon Jeongguk.

— Viu, pai? Foi o tio Jeon que me deu chocolate.

Jeongguk virou-se de olhos arregalados para o menino no colo do Yoongi, fingindo ofender-se, apenas para ouvir a risadinha alegre dele. O moreno andou até ele, recebendo um sorriso feliz do Jeon, ao passo que lhe devolvia um olhar interrogativo.

— Calma, eu posso explicar. — O Jeon deu um beijo rápido no rosto do namorado, o cumprimentando.

— Espero que sim, porque eu não vou limpar essa bagunça.

— Mas antes, por que não dá um banho no Namjoon? Ele tá elétrico desde que voltou da escola, e eu não consegui parar um minuto até agora.

Yoongi olhou confuso para Jeongguk, mas acabou aceitando. Levou Namjoon para o banheiro e deu-lhe um banho, ouvindo todas as aventuras malucas que o filho dizia ter aprontado na escola e o quanto estava feliz porque agora teria mais um aventureiro na sua “expedição”, o pequeno caçador, Park Jimin.

— Eu nunca vi alguém pegar um besouro tão fácil, pai! — Namjoon exclamou, jogando água pra todo lado, fazendo com que Yoongi risse da reação exagerada do filho.

— E você fez amizade com ele? — perguntou, passando o shampoo pelos fios curtos do menino.

— Acho que sim. O pai dele também é um super-herói, igual o meu pai era! — sorriu contente, mostrando as covinhas para o pai.

Yoongi o olhou estático, tentando não demonstrar reação, e sentiu-se quebrado por dentro. Um sorriso triste surgiu em seus lábios, e um suspiro escapou por entre eles, enquanto enxaguava o shampoo e passava o condicionador nos fios dele.

— É, Namjoonnie, seu pai era o melhor dos super-heróis.

— É por isso que ele não tá com a gente, né?

— Como assim?

Yoongi não sabia ao certo de onde vinham tantas perguntas, mas se sentia estranho e preocupado ao ouvi-las tão cedo. Namjoon olhou para o pai como e fosse óbvio a resposta.

— Ué, super-heróis salvam o mundo. E se o papai não tá com a gente, é porque ele se sacrificou pra salvar as pessoas, né? Igual os heróis da TV. Ele deve ter salvo um montão de gente! — ergueu os bracinhos, jogando um pouquinho de água no moreno.

Yoongi sentiu-se triste por essas palavras, e ao mesmo tempo, sentiu-se orgulhoso por vê-lo pensar tão bem do pai, mesmo sem tê-lo conhecido. Sentiu vontade de chorar, mas segurou-se, e dirigiu um sorriso terno para o filho, acariciando seu rosto brevemente.

— Seu pai salvou muita gente, sim, Namjoonnie. Inclusive, eu e você.

— Eu sabia!

Namjoon riu animado, e pulou no pai, que não pode conter o sorriso ao ver a animação estampada no rosto do filho. Yoongi desligou o chuveiro e envolveu o filho num roupão quentinho, o levou para o quarto e o vestiu com um pijama estampado do Homem de Ferro. Namjoon pulou um pouco pela cama, e logo pulou nos braços do pai, que o recebeu num abraço apertado.

— Pai, mesmo que o meu pai Taehyung não esteja aqui, eu não tô triste, igual aqueles meninos na minha escola ficam falando.

O moreno o olhou preocupado, pensando em que tipo de coisa falavam para o seu filho.

De todas as escolas que Namjoon passou, não houve uma única escola em que não tiraram sarro dele, na maioria das vezes, por não ter uma mãe, e porque um de seus pais havia morrido antes mesmo dele nascer. E foram incontáveis as vezes em que Yoongi teve que ir à essas escolas, pedir uma atitude perante esses problemas, o que muitas vezes não resultou em nada. E, com a promessa de que Busan tinha ótimas escolas, Yoongi conseguiu transferência do seu trabalho para a sede em Busan, e matriculou o filho na escolinha que havia próximo ao escritório em que trabalhava, assim não haveria perigo de se atrasar para o trabalho.

E foi numa dessas idas à escola, que Yoongi conheceu o professor de educação física, Jeon Jeongguk, que recebia os alunos na entrada da escola, todas as manhãs com um sorriso no rosto, e sempre animado. E mesmo que Yoongi se recusasse a pensar nesse tipo de coisa, pegou-se admirando de longe o professor que seu filho tanto adorava. Namjoon falava sempre do professor para o pai, principalmente do quanto gostava dele.

Depois de longos meses, e um pouco de insistência do Jeongguk e Namjoon, Yoongi finalmente aceitou dar uma chance, não só para esse sentimento, mas uma chance a si mesmo. Porque desde que Taehyung se foi, Yoongi fechou-se por completo, por medo de amar novamente e perder essa pessoa, da mesma forma como aconteceu com Taehyung. Até os pais do Kim insistiam para que ele conhecesse outras pessoas, se permitisse amar novamente, porque acima de tudo, queriam vê-lo bem, sorrindo e recebendo todo o amor que o Min merecia.

Mesmo que o Jeon fosse quatro anos mais novo e parecesse um pouco distraído, Yoongi encontrou nele uma pessoa acolhedora, um bom ouvinte, e principalmente um conselheiro. Jeongguk mostrou-se paciente, respeitando sempre o espaço do outro, porque sabia que não era fácil para Yoongi lidar com tudo o que passou e abandonar o medo de se machucar novamente.

Foi na sua segunda primavera em Busan que Yoongi decidiu dar um passo adiante. Os avós do Namjoon se ofereceram para cuidar do neto durante um final de semana, e o moreno acabou por convidar o Jeon para jantar em sua casa. E depois de um jantar especial, acompanhado de filme e taças de vinho, os dois acabaram no sofá da sala, trocando carícias em meio a beijos demorados. E dentro de algumas semanas, deram início ao namoro.

Porém, o que cativou mesmo o Min não foram os beijos, ou as carícias que trocavam sempre que podiam. Não. Yoongi encantava-se ao ver Jeongguk tratar tão bem seu filho; a maneira como brincava com o mesmo, cuidava dele, e até perdia noites de sono quando Namjoon estava doente, apenas por estar preocupado, e ficar ao seu lado, verificando se estava com febre, ou se precisava de alguma coisa. E era visível para qualquer um o quanto Namjoon gostava de estar com o professor.

Quando completaram um ano de namoro, decidiram por morar juntos, o que deixou Namjoon animado até demais; o pequeno até contava vantagem pros amiguinhos da escola, já que era o único que podia brincar com o professor até de noite.

O tirando de seus pensamentos, o garotinho segurou o rosto do pai com as mãozinhas, e beijou a testa dele, direcionando um sorriso cheio de covinhas para o mesmo.

— Eu tenho você e o tio Jeongguk, que cuidam de mim. E eu amo muito vocês! Um tantão assim!

O Kim abriu os braços, esticando-o para os lados. Yoongi sorriu, sentindo os olhos lacrimejarem. Beijou a testa do filho, dizendo que o amava também, e fez cócegas nele, sentindo-se revigorado ao ouvir a risadinha dele ecoar pelo quarto. Dentro de alguns minutos, Namjoon estava roncando baixinho, esparramado pela cama, enquanto Yoongi guardava os brinquedos que estavam jogados pelo quarto. O moreno cobriu o filho com uma manta quentinha, e acendeu o abajur estrelado, apagando as outras luzes do quarto.

Dirigiu-se para seu quarto, livrou-se daquele terno apertado, e tomou um banho relaxante, colocando uma roupa mais confortável. Bocejou algumas vezes, a andou a passos lentos para a cozinha, e encostando-se à soleira da porta, passou a observar Jeongguk que estava concentrado lavando a louça, tanto que nem notou sua presença.

Tantas coisas passavam pela cabeça de Yoongi naquele momento. Sentia-se grato por não ter tomado a decisão errada, sete anos atrás. Seu filho, Namjoon, era a pessoa que mais amava em toda sua vida. Amor nenhum iria superar aquele que sentia pelo filho. E a cada dia que passava, Namjoon se parecia cada vez mais com o pai. Yoongi podia ver cada traço da personalidade sonhadora e alegre do Taehyung, sendo refletidas no filho deles. E isso o encantava, porque, de certa forma, era uma parte dele que o acompanharia por toda sua vida.

Namjoon era o resultado do amor que Yoongi e Taehyung sentiram um pelo o outro. Seria para sempre a alegria e a razão de viver, para Yoongi.

— Hyung, ah, você está aí. Ele dormiu?

A voz de Jeongguk o tirou de seus pensamentos, o trazendo para o presente. O presente onde Jeon Jeongguk fazia seu coração acelerar com apenas um sorriso.

Yoongi acenou a cabeça positivamente, vendo um sorriso aliviado tomar os lábios de Jeongguk. Deu passos lentos até ele, e o abraçou por trás, apoiando o rosto em suas costas.

— Ei, tá tudo bem? — Jeongguk perguntou rindo baixinho, sem parar de lavar a louça.

— Tá. Só tava pensando — admitiu baixinho.

— E no que você estava pensando?

— Em várias coisas — esquivou-se, levantou-se um pouquinho na ponta dos pés, deixando um beijo em seu rosto.

Yoongi soltou-se dele, e foi ajudá-lo a secar a louça. Jeongguk aproximou-se e deu um beijo rápido em seus lábios, sorrindo para ele. Yoongi retribuiu o sorriso, e abaixou a cabeça, olhando para as próprias mãos.

— Sabe, Jeongguk. Depois que o Tae se foi, eu pensei que nunca mais seria capaz de amar alguém. Foi uma época muito difícil pra mim. Eu achava que estava tudo acabado; que eu não seria capaz de criar uma criança sozinho. Mas então o Namjoon nasceu, e me ensinou o quanto eu tava errado sobre isso. Aquele menino tão pequeno e frágil fez crescer em mim uma vontade enorme de proteger, de cuidar. E eu o amo acima de tudo.

Jeongguk, deixou o pano úmido em cima da pia, num canto, e puxou o moreno para sentar-se em seu colo, numa das cadeiras da cozinha. Yoongi acomodou-se no colo dele, apoiando um dos braços em volta de seus ombros, sentindo o mais novo acariciando suas costas de maneira lenta, incentivando-o a continuar.

— Durante cinco anos eu me foquei exclusivamente nele. Tudo o que eu fazia era por ele. Eu me desdobrei em dois para dar ao Namjoon tudo o que ele precisava, a ser um pai presente, e ainda nos sustentar. E não me arrependo disso. 

— Eu lembro. Você era o que mais aparecia nas reuniões de pais da escola. Era o primeiro a chegar e o último a sair — Jeongguk sorriu com a lembrança — Você era o único pai que se mostrava realmente interessado nos estudos do filho. Tenho que admitir que eu te admirava muito por isso. Eu e todas aquelas mães que faziam de tudo pra dar em cima de você. — riu baixinho, fazendo com que um pequeno sorriso aparecesse no rosto cansado de Yoongi.

— Quando te conheci, eu havia desistido de pensar em me envolver com outras pessoas. Porque, você sabe, sentia como se não devesse. Como se querer sair com alguém fosse como um desrespeito com todo o amor que eu senti pelo Taehyung. E por muito tempo me senti culpado por querer sair com você.

Jeongguk o trouxe para perto, envolvendo-o num abraço apertado, sentindo Yoongi aconchegar-se mais a ele. Sua voz tornou-se baixa, num leve tom constrangido ao admitir e relembrar todas essas coisas.

— Eu admiro o Taehyung — Jeongguk disse, tocando a ponta do queixo do namorado, levantando seu rosto com delicadeza; Yoongi secou as lágrimas que haviam se formado em seus olhos e sustentou o olhar apaixonado do namorado — Além de ser uma pessoa incrível, assim como você me contou, ele tinha duas pessoas maravilhosas, que o amam infinitamente.

Yoongi sorriu fraco. Mesmo que o tempo tivesse corrido ligeiro nesses sete anos, a ausência e a dor que isso causava em Yoongi era algo que nunca desapareceria. E Jeongguk entendia perfeitamente isso. Sua vontade não era tornar-se um pai substituto para Namjoon, ou um namorado reserva para Yoongi. Não queria tomar o lugar de Taehyung, até porque seria uma coisa impossível de se fazer.

Jeongguk queria fazer parte daquela família. Queria sentir todo o amor que Yoongi pudesse lhe dar, assim como queria encher o moreno de beijinhos e abraços apertados. Queria se tornar um amigo para Namjoon, seu conselheiro, e companheiro de aventuras. E vê-lo crescer saudável, e alegre, como sempre fora.

— Eu te amo, Jeongguk. Obrigado por estar ao meu lado, e me aguentar nessas horas.

— Ei, não tem que agradecer. Sabe que pode falar qualquer coisa pra mim, certo? — Yoongi acenou a cabeça positivamente, e abraçou-o ainda mais, apoiando o queixo em seu ombro — Eu também te amo, hyung.

Ficaram um tempo assim, Yoongi chorando baixinho no ombro de Jeongguk que o acariciava lentamente, o confortando, sentindo seu corpo tremer de leve. O Jeon estava acostumado a isso. De tempos em tempos, Yoongi perdia-se em lembranças dolorosas, e culpa que inegavelmente sentia, e nessas horas, Jeongguk sabia que o moreno precisava desabafar, deixar que ele libertasse esses sofrimentos que o prendiam, por isso o abraçava apertado, fazendo carinhos enquanto o ouvia. E para o Min, isso bastava.

Após alguns minutos um cheiro convidativo de chocolate tomou toda a cozinha, fazendo Jeongguk levantar-se para checar o bolo no forno. Yoongi sentou-se na outra cadeira, observando o namorado ir até o armário, retirando um vasilhame para colocar o bolo quente que havia terminado de assar. Jeongguk fez a cobertura, e assim que a massa esfriou um pouquinho, virou-a sobre o vasilhame, tratando de despejar toda a cobertura sobre a superfície do mesmo, assim como Namjoon adorava.

Yoongi encostou a ponta do dedo na cobertura, logo levando-o aos lábios para provar, recebendo um olhar de Jeongguk, o reprovando pelo ato. O moreno sorriu, e pediu desculpas, sentindo-se nem um pouco culpado.

— Você ainda não me explicou o porquê de tudo isso. — Yoongi o olhou curioso, limpando o chocolate que escorria da panela e o levando a boca.

O mais alto sorriu ternamente, jogando o granulado sobre a cobertura, e buscando uma velinha no armário com o número quatro na ponta. O moreno olhou confuso para o número, sem entender.

— O Namjoon que escolheu.

Jeongguk sentou-se na cadeira ao lado do namorado, sorrindo enquanto poucas lágrimas ameaçavam cair de seus olhos. Yoongi lhe lançou um olhar preocupado, afinal, Jeongguk nunca chorava, e vê-lo assim, era no mínimo preocupante.

— Quando fui buscá-lo na escola, hoje, ele veio correndo pra mim, pedindo que a gente fizesse um bolo. Ele tava tão alegre porque a professora estava falando sobre família, e pela primeira vez ninguém tirou sarro por ele não ter uma mãe, assim como fizeram com ele nas outras escolas. E ele me entregou esse desenho — o mais alto alcançou o papel esquecido no canto da mesa, e o entregou para Yoongi, que o admirou com os olhos começando a marejar — Ele desenhou quatro pessoas: você dando as mãos para ele; o Taehyung de farda do outro lado, também de mãos dadas com ele, e eu aqui do seu lado.

— “Eu tenho três pais: dois que sempre estão comigo, e um pai que nunca conheci, mas que era um super-herói incrível. E eu amo todos eles!” — Yoongi leu a frase escrita de forma desajeitada no parte de baixo do desenho — Tadinho...

— Ele queria comemorar o fato de ter três pais e quis uma velinha com o número quatro, por sermos nós três e o Taehyung. — Jeongguk continuou; o sorriso contrastando com as lágrimas que caíam por seu rosto. — É a primeira vez que ele me chama de pai, hyung. Eu pensei que esse dia nunca chegaria.

Yoongi admirou o rosto belo do namorado tomado por lágrimas, e um sorriso permanecendo em seus lábios. Esticou o braço, acariciando o rosto dele, vendo-o sorrir largo em sua direção. O Min o puxou para perto, entrelaçando uma de suas mãos, e fazendo carinho em seu rosto com a mão livre. Jeongguk abaixou a cabeça, tentando conter as lágrimas, e então levantou o rosto, sorrindo mais ainda ao sentir os lábios de Yoongi encostando-se ao seu rosto, distribuindo beijinhos lentos por ele, até alcançar seus lábios, e o envolver num abraço.

O moreno apoiou o queixo na curva de seu pescoço, sentindo o namorado envolvendo sua cintura, enquanto fungava baixinho. E sentiu seu estômago revirando-se em ansiedade. Sorriu para si mesmo, tomando coragem, e entrelaçou seus dedos aos fios curtos da nuca de Jeongguk, acariciando-o.

— Amor, você já é um ótimo pai — sussurrou — Mas eu acho que essa vela deveria ter um número a mais.

Jeongguk parou na mesma hora. Afastou-se um pouco, fitando confuso os olhos castanhos do namorado, enquanto conectava os pontinhos em sua cabeça. Até que uma pontinha de luz se fez presente em seu cérebro, o fazendo arregalar os olhos e abrir a boca em surpresa. Yoongi deu um sorriso enorme e, olhando apaixonado para o mesmo, pegou uma de suas mãos, levando-o a colocá-la sobre sua barriga, sentindo os dedos do mais novo tremendo ao fazê-lo.

— Estou de dois meses.

Jeongguk acariciou a barriga de Yoongi; o coração batia acelerado, tomado pela felicidade explodindo em seu interior. Sentia-se aquecido ao saber que uma vida crescia ali; ao saber que era seu filho ali dentro. E foi impossível segurar as lágrimas que vieram após isso.

— É por isso que você demorou para chegar hoje?

Yoongi acenou a cabeça positivamente, sorrindo ao notar a reação do namorado.

— Eu fui direto ao médico, porque não aguentava mais aqueles enjoos todos. Foi aí que eu fiquei sabendo.

— O Namjoon vai adorar saber que vai ter um irmãozinho!

— Ou irmã. Ainda não dá pra saber, amor.

Jeongguk sorriu, tentando secar as lágrimas que caíam por seu rosto, e envolveu Yoongi num abraço apertado, beijando-o apaixonado, sentindo o gosto de chocolate tomando sua boca, e o acariciou o quanto podia. Até que parou, colando suas testas, ainda de olhos fechados, sentindo toda a paz e amor do mundo.

— O importante é que eu vou amá-lo, da mesma forma como eu amo o Namjoon. — o mais novo sussurrou — Incondicionalmente.

Yoongi sorriu para o mesmo, afastando-se de Jeongguk, para secar as próprias lágrimas. O mais novo deixou a vela sobre a mesa, e cobriu o bolo, guardando-o na geladeira. Pegou nas mãos de Yoongi, puxando-o para ficar em pé, e o pegou em seu colo, surpreendendo-o pelo ato.

Deu passos lentos até o quarto do casal, beijando seus lábios no meio do caminho, e o colocou deitado sobre a cama, sendo observado pelo namorado ao afastar-se para fechar a porta e apagar a luz logo em seguida, deixando com que apenas a luz fraca da rua entrasse através das cortinas da janela que ficava acima da cama.

Jeongguk deitou ao seu lado, aconchegando-se ao namorado, e entre carícias, beijos demorados e juras de amor, os dois adormeceram juntinhos, com a expectativa de que uma nova vida estava a caminho, para completá-los ainda mais.

E Yoongi podia sentir em seu interior, que de onde quer que Kim Taehyung estivesse nesse momento, estaria feliz por vê-lo agora. Porque mesmo que a vida tenha lhe tirado alguém muito importante, alguém que amava muito, mesmo que a dor fosse difícil de suportar, o Min não desistiu. Yoongi seguiu em frente, percebendo o quanto Taehyung estava certo ao dizer que nunca se sabe o que o futuro lhe reserva. Afinal, o futuro lhe presenteou com dois filhos, e um homem que o ama tanto quanto ele. Yoongi não poderia estar mais feliz.


FIM


Notas Finais


Se você chorou, sinta meu abraço aí, porque olha, eu também chorei ao escrever, e não foi pouco, não ;u;

Postar essa história fez o meu dia! Juro, foi uma das poucas coisas boas que me aconteceram hoje, e por isso me sinto muito grata. Muito obrigada a quem leu, e principalmente, muito obrigada ao pessoal do Taegideas, pela betagem e capa! ❤❤

Link do perfil: https://spiritfanfics.com/perfil/taegideas



Beijão ~


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