História Oxygen Thief - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster
Tags Bangtan Boys, Bangtan Sonyeondan, Bts, Jungkook, Namgguk, Namkook, Rap Monster
Visualizações 11
Palavras 1.394
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oiiiiiii
desculpem a demora, eu tive umas dificuldades e teve a volta as aulas pra piorar tudo

Capítulo 3 - Playground.


Estávamos bêbados, andando pelas ruas geladas de Busan. A bebida nos mantinha aquecidos, nos mantinha loucos. Você me dizia que ser louco era a essência de todo escritor, e que todos eram loucos de seu próprio jeito. Você era louco. Não era um louco como qualquer um, afinal; eu acreditava em sua teoria sobre isso. Você era um louco psicopata, um assassino. E talvez eu também me enxergasse nisso, motivo pelo qual eu gostei de você logo que lhe vi. Você era um espelho que eu não podia evitar.

Agora eu observava seus olhos trêmulos observando meus olhos calmos, e eu pedia permissão para saber quem você era. De verdade. Entrar no seu universo e conhecer cada detalhe dele, cada estrela. Uma vez, você escreveu um poema sobre estrelas, e me mostrou assim que terminou de escrever — a tinta ainda estava fresca no papel. Eu me deitei em seu colo, e disse que estava perfeito, querido. Estava perfeito. Suas palavras eram fortes, tocavam-me no lugar mais fundo de minha alma, o qual eu guardava de todos e até de mim mesmo. Minha infância.

— Namjoon, no que tanto pensas? — Você disse, me desligando de meus pensamentos. Eu estava pensando na possibilidade de mudar quem eu era. Eu poderia ser alguém diferente. Esse pensamento me matou, mas saber que eu sempre poderia mudar era refrescante. Eu era um publicitário, mas também, um ator. E dos bons.

— Não sei. Para falar a verdade, não sei há muito tempo. — Respondi, olhando para seus olhos negros e esperando que entendesse que eu estava sendo extremamente sincero, e que eu estava implorando para você me tirar de minha própria bagunça. Arrumá-la para mim. Eu era um merda.

— Está arrependido de ter chutado o rapaz do bar? — Você disse, parecendo questionar minha sinceridade. Eu poderia não estar sendo sincero quanto a ele, mas era verdadeiro quando eu falava sobre o quão perdido eu estava. Mas ninguém acredita num mentiroso, e isso permanecia sendo, infelizmente, verdade.

— Um pouco. — Falei a verdade. Jimin era precioso para mim; como eu já disse, eu o amava, mas de meu próprio jeito. Apenas queria ver seu belo rosto quando eu o enchesse de fúria. E ele era belo. Parecia algo que algum artista (pouco conhecido, extremamente talentoso) faria quando tivesse sua carteira roubada e isso o deixasse inspirado e enraivado.

Você deu outro gole em sua garrafa de cerveja. Já eu, havia acabado a minha antes mesmo de sair do bar. Você bebia lentamente, eu notei, e fazia uma careta após dar mais de um gole. Era adorável, dava insuportável cócega na alma. Parecia ser um pré-adolescente dando um gole escondido dos pais, e decidindo que não iria beber nunca mais. Nós paramos num pequeno playground numa praça, onde nos sentamos num balanço e encaramos o nada juntos, presos em nossas próprias cabeças, nossos próprios problemas. Chovemos por dentro, a bebida apenas nos deixava piores. Nós queríamos fugir com tanta avidez. Se nossos trabalhos, família e casas não existissem, o fardo sobre nós seria quase inexistente, e nós seríamos livres para fugir de qualquer coisa. Nós acabávamos sendo nossos próprios fardos. Bom, eu não sabia no que você estava pensando, e você jamais respondeu. Mas eu pensava em fardos e pesos, e eu não me sentia bem. Eu precisava voltar para Ilsan, voltar para casa. Jimin me fez morar em um mísero hotel de esquina, e, ainda assim, foi tão ingrato comigo ao jogar aquela cerveja em meu rosto.

— Namjoon, o que vamos fazer depois disso? — Você olhou para mim como se deixasse uma grande decisão em minhas mãos, e eu tentei lidar bem com essa responsabilidade. Me senti grande, como um senhor do tempo. Era o efeito da bebida.

— Como assim? — Perguntei. Eu havia entendido, mas tive medo de responder a pergunta errada.

— Depois disso, nós vamos continuar nos encontrando? Ou vamos ser apenas uma amizade de uma noite de bebedeira, você me pagou uma bebida, passeamos e pronto? Acabou? — Era difícil de responder, mas eu sabia que eu queria vê-lo novamente. Para mais uma bebedeira. Eu não sabia porquê, mas você me parecia tão especial. Literalmente, não haviam motivos.

Hoje em dia, eu sei.

Você era especial porque você era exatamente igual a mim. E eu nunca havia conhecido ninguém assim.

— Não sei dizer, mas eu gostaria de vê-lo novamente. Vamos marcar algo quando acordarmos, amanhã. — Disse, com um olhar sugestivo. Estava sugerindo que dormíssemos juntos, e ele virou seu rosto. Não havia gostado. Senti vontade de pedir desculpas, mas mantive meu olhar orgulhoso.

— Não vamos acelerar as coisas.

— Tudo bem.

Você se levantou, e eu lhe segui. Eu era completamente perdido em Busan, só sabia o endereço de vários pubs, de Jimin, do hotel no qual eu estava hospedado e de um supermercado onde eu comprava cervejas de boa qualidade, já que eu me recusava a tomar as cervejas daquele hotel fedorento. Lá, as portas e os móveis rangiam e eu sentia falta de minha casa e de meu cachorro, o pequeno Mon. Ficou com minha irmã mais nova, a qual provavelmente já tentou matá-lo. Você foi para atrás detrás de um muro e vomitou tudo que bebeu, apenas escutei os sons perturbadores. Escutei um balbucio teu, você dizendo “desculpe-me” em som totalmente baixo e eu dizia para mim mesmo; “te desculpo, meu querido, te desculpo. ”

Vi a vergonha em seu semblante quando você saiu do muro e olhou para mim, e você deu um leve sorriso, ainda bêbado. Eu puxei seu braço, o trazendo comigo e nos sentando numa calçada.

— Está tudo bem. — Coloquei minha mão atrás de seu pescoço, fazendo leve carinho. — Você já está se sentindo melhor? Caso não, eu posso te deixar em casa, não se preocupe. Logo, você ficará melhor da bebedeira.

— Eu estou melhor, já me sinto mais sóbrio. — Você se deitou na calçada, e eu me deitei junto a você. — Olhar para cima deve ajudar, não? Bom, eu não sei, mas gosto dessa posição. Ainda estou meio ébrio.

— É normal.

— Está vendo aquela estrela? — Você apontou para a estrela mais brilhante. — Minha mãe dizia que ela me representava.

— Por que está me dizendo isso?

— Não sei. Eu precisava dizer para alguém.

Então, você fechou seus olhos, e tua calma o levou para um sono leve, e eu o observava. Eu sentia que você sabia que eu te observava, e eu fiquei com medo de que você soubesse disso. Mas logo, eu me deitei ao seu lado também, e eu senti o sono chegando e me desligando.

E nós dormimos ali, como dois mendigos apaixonados e havia beleza naquilo. Havia beleza em tudo, mas eu nunca havia visto tanta beleza em uma pessoa como eu vi em você.

Eu não queria mudar por você, não queria fazer dessa história um clichê.

Mas queria abrir uma exceção, na qual eu me entregaria e me apaixonaria.

Até que eu me lembro de mamãe e de meu pai, quando os dois se embriagavam, brigavam em minha frente; meu pai chegava a bater em minha mãe e os fatos atropelavam a mim e a minha irmã, nós tínhamos que aprender a lidar com eles sozinhos. Minha irmã desenvolveu um trauma, e eu nunca fui capaz de amar alguém romanticamente até então.

Eu me lembro quando mamãe havia acabado de levar um soco no nariz, o sangue escorria por seus lábios e ela chorava. Ela olhou para mim, que chorava também, desesperadamente. E ela disse “Namjoon, nunca deixe que alguém saiba o quanto você a ama, senão ele vai usar isso para acabar com você”; e eu aprendi isso como aprendi que um mais um é dois. Infelizmente.

Me entregar e me apaixonar jamais seria uma opção, mas eu queria que fosse. Eu queria ter fechado meus olhos e meus ouvidos quando meu pai transformou a briga verbal em física, porque eu sabia que todos meus problemas em relação ao amor eram oriundos de todos esses defeitos dentro de casa.

Eu queria me apaixonar perdidamente e confiar em alguém ao ponto de deixar minha vida nas mãos dessa pessoa, mas eu não podia, pois eu cresci com o conceito de que o amor era destruidor e errado.

Eu queria me apaixonar perdidamente. Por você.

E talvez esse fosse o maior erro que eu pudesse cometer.

Mas eu deveria confiar ao ponto de deixar minha vida e meu coração em suas mãos.


Notas Finais


thunderstorms are friendly things that remind me i could be dead. :-)
espero que meus anjinhos tenham gostado desse cap.


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