História P S Y C H O S I S «TaeGi» - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Boyxboy, Drama, Hoseok, Jimin, Jin, Jungkook, Kim Taehyung, Kth, Lemon, Min Yoongi, Myg, Namjoon, Novela, Psicose, Romance, Taegi, Taehyung, Yaoi, Yoongi
Visualizações 45
Palavras 1.040
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - TWO: Mandíbulas da morte.


Fanfic / Fanfiction P S Y C H O S I S «TaeGi» - Capítulo 2 - TWO: Mandíbulas da morte.

P.O.V Autora

— A sra, É que não deixou!

— Está certo, Yoongi, fui eu que não deixei... Mas se você fosse homem, e não um viadinho, teria feito o que queria.

Yoongi quis gritar que ela estava errada. Entretanto, nada pode dizer. As coisas que ela dizia eram as mesmas que a si próprio ele dissera inúmeras vezes durante tantos anos. Ela sempre lhe ditara as leis, mas isso, não queria dizer que ele precisasse obedecê-las. As ommas são às vêzes, francamente dominadoras, mas nem todas as crianças se deixam dominar. Outras viúvas houve, outros filhos únicos, mas nem todos se deixaram emaranhar nessa espécie de relações. A culpa era tanto dele quanto dela. Porque ele não tinha senso comum.

— Você sabe que podia ter insistido — continuava ela. — Suponha que tivesse arranjado outro local e tivesse posto à venda este. Não, só sabia choramingar. E eu sei por quê. Você nunca me enganou, um momento sequer. É que, em verdade, você não queria se mudar daqui. Nunca quis sair deste lugar, e jamais o quererá. Não pode sair daqui... da mesma forma que também não pode crescer, ficar adulto.

Não podia olhar para ela. Impossível fazê-lo quando ela tocava nesses assuntos. Para onde olharia? A lâmpada e sua franja, a velha mobília pesadamente estofada, os objetos familiares. Tudo de repente se lhe tornou odioso, exatamente por causa daquela longa familiaridade. Eram como os acessórios da cela de uma penitenciária. Olhou para fora, mas também isso não adiantava, lá fora só havia vento, chuva e escuridão. Fugir?

Para onde fugir daquela voz vibrante, daquela voz que golpeava seus ouvidos como o tambor da barriga do inca, que golpeava em seus ouvidos como o tambor do morto?

Agarrou o livro e procurou se concentrar na leitura. Quem sabe se, não ligando, ficando calmo...

Nada adiantou.

— Contemple-se! — insistia a voz (o tambor prosseguia. TOM-tom-TOM, e o som reverberava na boca mutilada) — Sei por quê não quis ter o trabalho de acender o letreiro. Sei por que nem foi abrir o escritório, esta noite. Não foi por se esquecer. Foi só por que não quer que ninguém apareça, por que tem esperança de que ninguém apareça.

— Tem razão... — resmungou Yoongi. — Confesso. Odeio dirigir um motel. Sempre odiei.

— Não é só isso, meu menino... — (Outra vez “menino! menino! menino!” golpes de tambor saindo das mandíbulas da morte.) — Você odeia as pessoas. Porque em verdade tem medo delas, não é? Sempre teve medo, desde pequeno. Melhor se enroscar numa cadeira debaixo da lâmpada e ler um livro. Já. há vinte anos fazia isso e continua a fazê-lo. Vive escondido entre páginas de livros.

— Eu podia fazer coisas muito piores. A sra. sempre disse isso. A sra. mesma disse. Pelo menos nunca saí fora para me meter em enrascadas. Não é melhor que eu fique aqui, desenvolvendo a inteligência?

— Desenvolvendo a inteligência? — Agora a sentia atrás de si, o olhar baixado para ele. — E chama a isso “desenvolver” a inteligência! Pensa, menino, que me engana! Nem um minuto, nunca me enganou! Não é como se estivesse a ler a Bíblia, ou fazendo esforços para se instruir. Conheço a espécie de leitura a que você se entrega. Imundícies! Pior que imundícies!

— Mas isto é uma história da civilização inca...

— Aposto que é. Aposto que está cheia a transbordar de coisas sujas sobre os selvagens, e suas indecências, como aquela que você leu sobre os Mares do Sul. Ah! pensava que eu não sabia nada, heim? Escondeu-a no quarto, assim como escondeu as outras, assim como esconde todas as coisas imundas que costuma ler...

— A psicologia nada tem de imunda, Omma!

— E chama isso de psicologia! E conhece a fundo a psicologia! Nunca me esqueci daquela vez em que me disse coisas tão indecentes. Nunca. E pensar que um filho pode abordar sua própria mãe com êsses assuntos!

— Mas eu só queria explicar à sra. o complexo de Edipo... Julguei que se nós ambos pudéssemos examinar juntos o problema e tentássemos compreendê-lo, talvez as coisas mudassem para melhor...

— Mudar, menino? Nada vai mudar. Pode ler todos os livros do mundo, que será sempre o mesmo. Não preciso dar ouvidos a essa algaravia obscena para saber quem é você. Até uma criança de oito anos sabe! Já naquele tempo todos sabiam... todos os seus amigos de infância já sabiam. Você é um maricas, um “filhinho de mamãe”. Era assim que lhe chamavam, é isso o que você era... Que era, é, e sempre será. O “filhinho da mamãe”, já taludo, gorducho, grandalhão!

As palavras da sua mãe eram pancadas de tambor ensurdecendo-o, golpes vibrados no seu próprio peito. A torpeza que retinha dentro da boca sufocava-o. Mais um minuto, e teria de chorar. Sacudiu a cabeça. Pensar que ela lhe podia fazer isso, mesmo agora! Pois podia fazê-lo uma infinidade de vezes, a menos que...

— A menos que?...

Meu Deus, poderia ela ler seus pensamentos?

— Sei o que está pensando, Yoongi. Sei tudo o que se  passa com você, menino. Mais do que você imagina. Mas também sei.. o que você imagina. Está pensando em me matar, não é, Yoongi? Não pode. Falta-lhe coragem. A força é minha. Sempre a tive. Em quantidade suficiente para nós dois. Eis por quê nunca se livrará de mim, mesmo se verdadeiramente o quisesse. No fundo, naturalmente, bem no fundo, não quer. Precisa de mim: não é verdade, menino?

Yoongi se ergueu lentamente. Não ousava confiar em si próprio, a ponto de se voltar e encará-la.

Ainda não.

Foi preciso recomendar a si mesmo que tivesse calma, em primeiro lugar. Calma, muita calma. Não pense no que ela diz. Trate de enfrentar a coisa, trate de lembrar que... Ela é uma velha e não anda boa do juízo. Se continuar a escutá-la, também terminará por ficar com o juízo transtornado. Diga-lhe que volte para o quarto e se deite na cama.  A cama é o lugar dela.

E que vá depressa, do contrário você a estrangulará com o Cordão de Prata, com o seu próprio Cordão de Prata... Ia se voltar, os lábios se mexendo para formular as frases, quando a campainha tocou.

Alguém chegara ao motel e chamava, pedindo alojamento.

Sem sequer olhar para trás, dirigiu-se ao vestíbulo, tirou o impermeável do cabide e mergulhou na escuridão.


Notas Finais


Obrigada a todos que favoritaram!
Beijinhos Tchau!
😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘😘

(Próximo cap TaeHyung)

E calma... Não será em terceira pessoa. Só os primeiros caps


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...