História Paciente 99 - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxa, Bruxas, Demônio, Demonios, Doença, Evocação, Hospital, Magia, Originais, Sonâmbulo
Visualizações 11
Palavras 1.036
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


E o momento mais esperado da fic :3...boa leitura.

Capítulo 10 - Paciente 99


Já era noite, e eu já havia jantado. Estada deitada na cama, de luzes apagadas, mas nem um pouco sonolenta. Ao levantar, tive dificuldade para enxergar no escuro, no entanto a pouca luz da lua iluminava vagamente o quarto, então consegui abrir a gaveta, onde estava o pequeno baú onde eu deixava as pedras. Remexendo mais naquela gaveta, encontrei algo mais importante: uma lanterna.

Precisei agitar várias vezes até acender, devia estar lá há muito tempo sem uso, e então direcionei a luz ao objeto, que eu abri, e embaixo das seis joias, estava um papel, que seria o mapa que a minha gêmea falou.

Era antigo e com um cheiro forte, no topo estava escrito “leve as pedras junto”, eu li depois de desdobrar o mesmo, que tinha desenhado a planta do hospital, e o tal quarto 99 estava localizado no quarto andar. O detalhe é que eu estava no térreo. É tarde demais para desistir?

Havia um elevador, porém se eu usasse saberiam que tinha alguém fora da cama à essa hora da noite. Então usei as escadas, depois de sair do quarto. Era um longo lance de escadas. E mal iluminadas. Precisei usar a lanterna, subindo devagar, segurando a caixa e o mapa na outra mão, e um silêncio aterrador ao fundo.

Eu provavelmente levaria uma eternidade até chegar ao quarto piso. Para completar, uma dorzinha de cabeça começava a formigar lentamente me torturando. Também estava fazendo um frio de leve. Pronto, já estou no segundo andar.

Soltei um palavrão mentalmente. Não queria gritar; aliás não queria fazer nenhum barulho, mas estava quase impossível conter, essa dor estava se propagando e estava quase insuportável. Precisei parar. Não estava doendo só a cabeça, mas o meu ventre. Era como se estivesse sendo esmagado ou triturado.

Foi uma demora angustiante até passar, e me preocupava pensar que poderia ter algo a ver com a minha menstruação. Minha atenção foi logo roubada, por um ruído supostamente vindo de trás de mim. Será que alguém estaria de pé a essa hora também? Eu não posso ser pega. Não a esta altura. Me adiantei subindo as escadas o mais rápido possível em passos longos.

Até que enfim cheguei ao quarto andar, espero que ninguém tenha percebido. A minha respiração estava ofegante, afinal foram quatro pisos de escada. Justo nesta hora a lanterna falha. A agitei novamente, e nada. Foi quando um forte vento se inseriu no corredor, de um jeito estranho. Havia uma grande janela no meio do corredor, que estava aberta. Uma breve faixa de luz saía e iluminava o local.

Fui até lá fechar a janela, e parar o vento. Depois a lanterna enfim voltou a funcionar, a sacudindo mais algumas vezes. A minha frente estava o quarto 93, então eu precisaria dar mais alguns passos para encontrar o 99. Me dirigi até o final do corredor, e tudo naquele cômodo estava em silêncio, até chegar a última porta que tinha, onde estava gravado o número ‘99’. Por que tinha que ser a última?

Espero que não esteja trancada, depois de eu ter chegado até aqui. Me aproximei e mexi na maçaneta, ainda segurando o baú e o mapa na outra mão. Estava aberta. A porta se abriu devagar e rangendo, até revelar um interior escuro, onde eu direcionei a lanterna, mostrando que estava aparentemente desocupado. Seria muito estranho se não estivesse.

Entrei; era pequeno com uma cama de solteiro e alguns móveis, que pareciam sem uso há muito tempo. Deixei o baú e o mapa em uma escrivaninha. Puxei uma cadeira e sentei. Passei a luz pelo cômodo mais uma vez para ter certeza de que não havia ninguém, mesmo que eu sentisse que havia. Peguei uma caneta na mesa e circulei o quarto 99 no mapa. A tinta era preta. Agora que eu estava aqui, o que eu deveria fazer?

Sinto que eu deveria ter falado com Tag antes de vir para cá sozinha. Mas eu não o vi o dia todo. Ao olhar de novo ao mapa, vi que alguns pontos estavam marcados na planta do prédio, que antes não estavam. A maioria era no primeiro piso. Um demarcava uma área perto do refeitório, outro mais longe onde ficavam os consultórios. Todos em tinta vermelha. Um ficava no segundo andar, e o outro era uma seta que apontava para outra área do hospital, que não estava mapeada. Eu sabia o que eram, os lugares em que estive para encontrar cada pedra.

Com a caneta, escrevi o nome de cada local, primeiro o terapeuta, onde consegui a primeira, urologista, raio-X, auditório, ginecologista e por último o sanatório, que não estava desenhado no mapa.

O que aconteceu em seguida foi estranho, as palavras se moveram pelo papel e se agruparam, em uma lista, no topo estava o terapeuta, e em seguida, auditório, ginecologista, raio-X, urologista e sanatório.

Terapeuta

Auditório

Ginecologista

Raio-X

Urologista

Sanatório

As palavras sumiram, ficando apenas as letras iniciais, que de preto atingiram a coloração vermelha. A palavra em vertical formava “Tagrus”, que era o nome completo do Tag. O que significa isso?

A lanterna falhou mais uma vez, desta vez piscando. Movi a mesma pelo quarto, mas a luz estava fraca, e o cômodo, escuro. No canto do mesmo estava a cama, disposta com lençóis brancos. Havia outro tecido branco que a fraca iluminação não me permitia saber o que era com certeza, porém estava em cima da cama. Levantei da cadeira me aproximando mais, para ver melhor. Direcionei a luz, enfocando o objeto, e só então percebi que não era algo, e sim alguém.

A pessoa estava de costas para mim, sentada na cama vestida de branco. Não se movia, mas deveria estar viva afinal não estava deitada. Não me lembro de ter visto antes quando entrei aqui. Permaneci calada, porque sabia que se a chamasse, só pioraria tudo. Este deve ser o paciente 99. E isso me assustava muito. Fechei os olhos e contei até dez, torcendo para que quando abrisse, o paciente sumisse.

Ao abrir as pálpebras, estava escuro, mas eu não via a luz da lanterna iluminando nada. Tudo que eu via era um par de olhos saltados na minha frente, me encarando, e deixando meus batimentos acelerados.


Notas Finais


Claro que a Victory iria sofrer, virar mocinha não é um mar de rosas xD curiosos(as)?
Tem mais 8 capítulos pela frente. Comentem e eu premio pondo em destaque se merecer,bjos
Continuem acompanhando, abraços.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...