História Pacto de Sangue - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jeongguk, Kookv, Lemon, Licantropia, Menção Jihope, Menção Namjin, Menção Yoonmin, Menção Yoonseok, Romance, Taehyung, Taekook, Vampiros, Vkook
Visualizações 2.299
Palavras 7.610
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 26 - As Crônicas de Gelo e Fogo


Fanfic / Fanfiction Pacto de Sangue - Capítulo 26 - As Crônicas de Gelo e Fogo

 

Ao amanhecer já estávamos de volta, com feixes claros de luz ultrapassando o vão da janela e iluminando o quarto. A cabeça de Jeongguk estava apoiada em meu peito, enquanto ele descansava. Estávamos há algumas horas assim, apenas aproveitando o silêncio e a boa sensação que nos encobria o coração, que em contraste com o ambiente calmo, batia acelerado.

 

Minha mão se embrenhava nos fios de Jeongguk, fazendo um leve carinho em seu cabelo enquanto mantinha meus olhos focados no teto branco do quarto, vagando por milhares de pensamentos que me enchiam a mente.

 

Jeongguk, por sua vez, acariciava meu peito, por sobre a camiseta de algodão, traçando linhas invisíveis com o indicador e mantendo os olhos perdidos naquele ato vago.

 

Eu me sentia sereno.

 

Era um bom sentimento, e apesar dos momentos anteriores, eu já estava melhor e mais calmo, como se um peso tivesse sido arrancado de minhas costas. Talvez revelar meus sentimentos não tenha sido um impulso tão estúpido assim, apesar das claras dificuldades que eu e Jeongguk teríamos de enfrentar no futuro, consequência disso. Mas em contrapartida era tão bom estar daquela forma com ele. Tão próximos e tão à vontade. Apenas os dois, sem interferências.

 

Sorri pequeno. Okay, não era tão ruim assim se apaixonar. Não como minha cabeça gostava de insistir antes. Eu só não conseguia me perdoar por ter demorado tanto tempo para, enfim, perceber isso.

 

A mão de Jeongguk escorregou pela lateral de meu corpo, até alcançar a barra de minha camiseta, onde ele infiltrou-se, tocando minha pele com os dedos gélidos. Riu soprado contra meu peito.

 

— Eu gosto do seu calor. É tão estranho — tocou-me em cada detalhe possível, como se quisesse cravar aquele momento em sua mente. —, mas ao mesmo tempo tão reconfortante.

 

— Eu também gosto de sua pele fria. — Deixei minha mão, que anteriormente brincava em seus fios, escorregar por suas costas. Era possível sentir sua temperatura mesmo através do tecido da camiseta. — É peculiar.

 

Eu, com o tempo, aprendi a amar a peculiaridade. A aceitá-la. Como se eu também fizesse parte de tal categoria.

 

Era meu destino.

 

Jeongguk apoiou ambos os braços em minhas laterais e ergueu seu rosto, para que pudesse me encarar. Tão perto quanto possível.

 

— Eu poderia te beijar agora mesmo. — Murmurou em tom arrastado, seus lábios resvalando nos meus e o contato me fazendo estremecer.

 

Umedeci o beiço inferior e contornei sua cintura.

 

— Então beija.

 

No segundo seguinte o espaço se findou, com seus lábios desesperados por contato esbarrando-se nos meus, num beijo afoito e cheio de sentimentos.

 

Levei minhas mãos aos seus braços fortes e cravei minhas unhas em sua pele, num movimento aflito. Queria estar mais próximo dele, como se nunca fosse o suficiente.

 

Então, um filete gélido escorreu por meu dedo, exatamente no ponto onde eu o arranhara, o líquido se desfazendo tão rápido quanto veio, transformando-se em pó. O sangue de Jeongguk. Que no calor do ato, nenhum de nós pareceu notar.

 

E esquecemos daquilo antes de sequer lembrarmos.

 

Depois, nossos lábios se encontraram mais milhares e milhares de vezes. E ainda assim não foi o bastante para mim. Que estava sedento.

 

E a situação de Jeongguk não parecia muito diferente da minha...

 

Mais tarde, ainda naquela manhã, quando fechei os olhos para dormir, eu ainda fui capaz de sentir o gosto da boca de Jeongguk sobre a minha, com vivacidade.

 

E foi assim, aos poucos, como os passos incertos de uma criança que ainda não sabe andar, que eu descobri o verdadeiro significado daquilo… Daquele arrebatador sentimento...

 

O amor.

 

 

Hoseok segurava a bandeja com firmeza, a expressão séria enquanto seus olhos inquietos encaravam, de longe, a cena que se sucedia próximo dali. Estávamos no intervalo, na fila para pegarmos nosso jantar, como fazíamos normalmente, no entanto, tudo pareceu desandar quando uma menina, de estatura baixa e cabelos castanhos, se aproximou de Yoongi.

 

— A data do baile mudou, para cair exatamente no dia dos namorados. Agora todos estão às pressas, à procura de um par. — Jimin comentou, também focando seus olhos na cena. — Parece que Yoongi já arranjou um, aliás. — Hoseok não notou, mas eu captei bem o tom amargo que embargava a voz de Jimin. Como se guardasse rancor. Certamente os sentimentos que Yoongi e Hoseok dividiam ainda o machucavam muito. E agora eu era capaz de entendê-lo.

 

Meu coração se apertava diante daquela situação. Pensar que Jeongguk pudesse gostar de outra pessoa, que não fosse eu, era sufocante. Como se o amor fosse uma fraqueza. Um ponto fraco.

 

Mas afinal, todos os prós, possuem seus contras.

 

— É. Parece que ele já tem. — O Jung avançou na fila, tirando sua atenção da garota, que sorria abertamente para o Min, tão próximos que fazia o rosto de meu amigo ferver, em raiva.

 

— Mas tudo bem… — Jimin acariciou o braço dele. — Você tem a mim. — Sorriu abertamente, fechando os olhos com o movimento.

 

— Você é muito fofo Jimin. — Hoseok se derreteu, enquanto puxava uma caixinha de suco para sua bandeja. Fiz o mesmo, ainda em silêncio. — É muito bom ter um amigo como você.

 

Amigo… — Suspirou. — Também acho bom tê-lo como amigo, Hobi.

 

Bufei internamente, Jimin não estava bem. E como um castelo de cartas, tudo se ruía…

 

Queria poder voltar à época aonde éramos amigos, e apenas isso. Sem complicações. Sem jogos.

 

O nosso mundo não permitia romances. Não fomos feitos para isso. Nem vampiros, nem humanos. E logo eu podia perceber aquilo. No fundo era tudo apenas uma guerra de egos. Onde a crueldade prevalecia.

 

— Jeongguk também vai nesse tal de baile. — Suspirei, enchendo minha bandeja com o prato do dia: carne com legumes. Afastando-me da fila em seguida, logo sendo acompanhado por meus amigos. — Mas eu não queria que ele fosse.

 

— Não? — Hoseok arqueou a sobrancelha. — E por que não?

 

Sorri, a mudança de assunto havia corrido facilmente.

 

— Pelo mesmo motivo por qual você não quer ver aquela garota perto do Yoongi. — Dei de ombros, fazendo meus amigos olharem para mim, completamente espantados. — Vão ficar parados aí? — Os encarei com uma expressão tediosa.

 

— Você… e o Jeongguk… vocês… — Hoseok parecia em choque. Acabei rindo de sua expressão.

 

— Não. Essa é minha resposta, seja lá o que estejam pensando.

 

— Não estamos pensando em nada. — Jimin deu de ombros. — Mas o que raios aconteceu entre você e Jeongguk? Estão estranhos. Você não está o fuzilando com olhares de ódio, como faz normalmente.

 

Ri ainda mais, eu realmente era aquele tipo de pessoa antes?

 

Desviei meu olhar para o conjunto de mesas onde os vampiros “jantavam”, tomando goles sedentos de sangue. Mas meus olhos, em meio a tantos, se focou em um único ponto. Jeongguk. Observá-lo, ainda que de longe, já era capaz de fazer meu coração acelerar, tombando em batidas.

 

Cessei meus passos, ao quais meus amigos imitaram-me, encarando-me de soslaio.

 

— O que houve? — Jimin foi o primeiro a indagar.

 

— O que acham de fazermos diferente hoje? — Perguntei. — Que tal irmos comer junto a Jeongguk e Yoongi. Hein?

 

— Sério, o que aconteceu? — Hoseok virou seu corpo na minha direção. — O que Jeongguk fez pra você mudar seu humor assim, de uma hora pra outra?

 

Sorri de canto, dando de ombros.

 

— Você nem imagina o que ele fez...

 

E segui com meus passos, rumando até a mesa do Jeon. Se meus amigos iriam me acompanhar ou não, já era um caso parte. Eu só tinha noção de que cada minuto longe de Jeongguk era uma tortura. E eu precisava urgentemente dele, nem que fosse apenas para sentar ao seu lado e ver seu sorriso dirigido diretamente a mim.

 

Algo dentro de mim gritou, repreendendo-me. Eu realmente era um idiota apaixonado. Mas quer saber? Eu não ligava mais para essa voz interior, que só disseminava ódio. A única coisa que eu queria naquele momento era me permitir ser feliz…

 

E como eu disse, para conseguir isso, eu iria destruir todas as minhas barreiras. Por mais complicado que fosse derrubá-las.

 

Sem grandes opções, Jimin e Hoseok seguiram meus passos, caminhando calmamente até a mesa ocupada por nossos amigos vampiros, onde residiam duas novas presenças, uma que até então eu não havia notado. Além de Hyo, a garota baixinha da Ala Sul, que conversava animadamente com Yoongi, também estava MinHee, a prometida de Jeongguk. Ambas as meninas sentadas de frente para os vampiros.

 

Bufei internamente, sentindo o ciúmes me corroer. O que ela estava fazendo ali? Por que sorria para ele daquela forma? E pior, por que ele retribuía o sorriso?

 

Apertei com força a bandeja em minhas mãos — compartilhando do mesmo sentimento anterior de Hoseok —, pisei mais firme no chão e fechei a cara antes de chegar à mesa onde nossos vampiros se encontravam. Quando já estávamos próximos, Jeongguk desviou o olhar em minha direção, certamente sentindo as vibrações ruins que se alastravam dentro de mim. E era pra sentir mesmo, maldito. Deveria expulsar aquela garota dali, não acolhê-la. Traidor, idiota, imbecil…

 

— Olá. — Murmurei, já em pé e ao lado de Jeongguk, sorrindo fraco, totalmente cínico, antes de sentar-me no banco, com meus amigos, que fizeram o mesmo.

 

— O que vocês pensam que estão fazendo aqui? — O tom acusatório de MinHee recaiu sobre nós, fazendo-me cerrar os punhos e forçar minhas unhas curtas contra a pele.

 

Ela me tirava do sério.

 

— Deixe-os. — Yoongi rebateu. — Eles são nossos humanos.

 

— Mesmo assim. — Ela estreitou o olhar. — É tão nojento estar entre eles.

 

Senti a raiva de Jeongguk me dominar por dentro e abaixei a cabeça, sorrindo de lado, ele gostava dela tanto quanto eu, e isso era satisfatório. Por baixo da mesa sua mão agarrou minha coxa, apertando-a. Posicionei minha palma sobre a dele.

 

— Mas enfim. — Hyo sentiu o clima tenso e interviu. — Vamos falar sobre o baile! Estou tão animada.

 

— Eu também estou. — MinHee respondeu, rapidamente esquecendo-se de mim e de meus amigos e tendo seu rosto iluminado por uma animação sem igual. — Não se esqueça de ir bem bonito, ouviu, Jeongguk? — Piscou para ele. — Precisamos ser os mais bonitos daquele baile.

 

— Claro que não. — Hyo cortou-a. — Não tem como competir comigo e com o Yoongi, não é Yoon? — A voz manhosa fez Hoseok, sentado ao lado do Min, bufar. — Algum problema, humano?

 

— Não. — Desviou os olhos. — Nenhum.

 

— Como eu disse, esses humanos são bem inconvenientes. — MinHee secou-me. — Não vejo a hora de conseguir um pacto de sangue com alguém. — Suspirou. — Só assim poderei parar de me alimentar com o sangue maldito dos humanos.

 

— Eu concordo. — Hyo balançou a cabeça, rindo alto, mas de forma elegante. No entanto, ninguém ali fora elas parecia ter achado graça naquela “piada”.

 

— O que acha Ggukie? — Encarou o Jeon, mordendo discretamente os lábios. O olhar esbanjava sedução, e mesmo que Jeongguk não retribuísse nada daquilo, ainda assim eu não conseguia me conter. Era irritante. — Sou sua prometida, você pode me marcar quando quiser. Mas quanto antes melhor. — Sorriu de lado. — O baile é só o começo, ainda vou te provar que eu valho a pena.

 

— É assim que você pretende conquistá-lo? — Rebati, sem me conter. — Não creio que seja eficaz. Ele prefere ficar meses sem beber uma gota de sangue e ficar definhando no sol do que olhar pra sua cara e chamá-la de esposa.

 

Pensei que Jeongguk fosse me repreender, mas ele apenas segurou o riso. Ele sabia, mais que ninguém, o quanto eu era impulsivo.

 

— Quem você acha que é pra falar assim comigo?

 

— Eu só comentei. — Dei de ombros, levando o canudo de meu suco até a boca e sugando leves goladas. — Se você não sabe aceitar a realidade aí a questão já não é comigo.

 

Hyo arregalou os olhos e todos na mesa me olharam surpresos. Menos Jeongguk.

 

— O repreenda agora! — MinHee apontou para o Jeon, completamente irada. — Não deixe ele tratar sua futura esposa assim.

 

— Você não tem pulso firme o suficiente para me repreender por si própria? — Respondi. — Os vampiros são tão autossuficientes, não precisam de ajuda, não é? — Deixei o sarcasmo escorrer por minha boca.

 

— Seu… olha aqui. — Ela fervilhava em raiva. — Você ainda vai se arrepender amargamente disso tudo. Primeiro o Rei, agora eu? Acha que pode sair ileso de tudo, humano idiota? Espere só quando Jeongguk te der uma lição.

 

— Oh, certamente ele irá me castigar como eu mereço. — Hoseok pareceu engasgar com a própria comida perante minha fala.

 

— Você por acaso está apaixonado pelo meu Jeongguk? — MinHee riu e Hyo a acompanhou. Elas realmente achavam que aquilo era jogar sujo? — Vamos ver se você vai gostar de ver quando Jeongguk me castigar, do jeito que eu mereço. — Mordeu os lábios, a conotação sexual era clara.

 

— Vamos embora. — Jeongguk se levantou, intervindo pela primeira vez. Para ele, aquilo estava indo longe demais. — Desculpe MinHee, nos vemos depois.

 

— Dá um jeito nesse garoto logo. — Ela se irritou. — Você é muito mole Jeon, precisa ter pulso firme. Como pretende ser um Rei se portando desta forma? É frustrante.

 

Aquele foi o estopim.

 

Ele apoiou uma mão sobre a mesa e arqueou seu tronco, até que ficasse próximo do rosto dela. A garota prendeu a respiração com o ato repentino.

 

— Não se preocupe, MinHee. Eu vou castigá-lo, do jeito que ele merece.

 

Agarrou minha mão e me puxou para fora dali.

 

E já no corredor, virei-me pra ele e sussurrei, com um sorriso ladino adornando minha face:

 

— Não se esqueça, o único que vai castigar aqui. Serei eu.

 

 

Cinco dias depois…

 

Era sexta-feira à noite, o infeliz “grande” dia do baile. E o meu humor ao longo de toda aquela tarde não foi um dos melhores. Ainda mais quando eu percebo que meu namorado — se é que posso chamá-lo assim — parece ser um pretendente em potencial para todas as garotas, e até mesmo garotos, daquele colégio. O que me trouxe incontáveis dores de cabeça.

 

Perdi a conta de quantas vezes fomos interrompidos hoje, sendo parados, vez ou outra, nos corredores da escola. Cada vez acabando por ser abordado por um aluno diferente, este que sempre trazia consigo alguma espécie de cartinha ou docinho, em sua maioria chocolates. Tais que, agora, estavam devidamente embrulhados e guardados sobre a escrivaninha de Jeongguk, qual eu ainda faria questão de atear fogo, destruindo um bombom por vez, sem remorsos. Até que meu ciúmes queimasse com aqueles presentes idiotas do dia dos namorados.

 

Eu não fui o único a ficar irritado com aquilo, além de Jeongguk, que ficava visivelmente desconfortável com a situação, também tínhamos MinHee, que fervilhava em ódio a cada declaração que o Jeon recebia. E mesmo de longe, era possível sentir o olhar mortal dela pairar sobre nós. Mas se fossem só olhares eu não estaria tão angustiado e irritado, o problema é que ela estava cada vez mais próxima. Mais audaciosa. E não se deu ao trabalho de impedir que sua língua afiada viesse reclamar diretamente com Jeongguk, como se ela tivesse algum direito sobre ele. E com alguma estranha força sobrenatural, eu consegui me controlar para não voar contra cabelos dela.

 

Agora, deitado sobre a cama de Jeongguk, enrolado em seus lençóis e abraçando meus próprios joelhos, eu me encolhia, sucumbindo em ciúmes enquanto observava o Jeon, que estava de costas para mim, se encarando no grande espelho pendurado na parede do quarto. Ajeitando a gravata de seu terno negro, qual ele usaria para ir ao baile. Ou reformulando, ir com MinHee ao baile.

 

Eu tentava não transparecer raiva, mas era óbvio que ele a notava. Com uma precisão extraordinária até.

 

Suspirei pela décima vez naquela mesma noite e o Jeon se virou para mim, estava quase na hora e ele já se encontrava completamente pronto. Tão bonito que poderia me deixar tonto. O seu perfume, que ele usou em abundância, se espalhava pelo quarto, me deixando ainda mais ansioso. Eu não queria que ele fosse.

 

— Isso tudo é pra ela? — Comentei com desgosto, analisando-o da cabeça aos pés. O conjunto de roupa social e cabelo de fios perfeitamente enfileirados combinavam muito bem com ele. Eu até mesmo me arriscaria a dizer que nunca o vira tão bonito antes. Mas era complicado afirmar isso quando eu sempre, sem exceções, achava que ele estava bonito.

 

— Vai continuar assim? — Riu. — Se mordendo de ciúmes?

 

— Você queria que eu ficasse como? — Cruzei os braços.

 

— Bom, você sabe que eu não gosto dela, e que não vai rolar nada entre a gente. Então eu só gostaria que você relaxasse. — Deu de ombros, se aproximando sorrateiramente da lateral da cama.

 

— Eu sei de tudo isso. Mas é inevitável, sabe? Perante todos vocês são o casal perfeito, futuros marido e mulher. Irão dançar juntos e exibir um falso amor por aí. Ela vai se jogar em cima de você e por causa do seu pai você não poderá dar um basta nisso e ela entenderá o ato com uma chance. E então vai continuar tentando…

 

— Mas quando o baile terminar — ele apoiou um dos joelhos na cama e moveu-se para perto de mim, aproximando seu rosto, até que o mesmo ficasse perante o meu. —, quando a música parar, quando todas as luzes se apagarem, quando todas as pessoas forem embora… então eu voltarei aos seus braços, para sermos amantes, novamente. O importante é que mesmo com tudo o que a sociedade acha, com tudo que somos obrigados a sucumbir, ainda amamos um ao outro e nada poderá mudar isso.

 

— Você gosta mesmo de mim? De verdade? — Enlacei seu pescoço. — Você sabe que isso é um comprometimento muito importante, não sabe?

 

— Sim, eu gosto. Tenho certeza do que sinto. Sempre tive.

 

Um frio percorreu minha espinha, o tom rouco de sua voz fez-me derreter. Aquela frase ecoou como música em meus ouvidos. Sorri em resposta, verdadeiramente eufórico.

 

— Jeongguk, você quer ser meu namorado? Hoje é um dia bem propício para isso, não acha? Eu não aguento mais ter que te chamar de amigo.

 

— Assim, de repente? — Ele corou, desviando o olhar, fazendo-me sorrir abertamente, achando aquela expressão extremamente fofa. Deslizei uma de minhas mãos por seu rosto, acariciando sua pele alva.

 

— Eu também gosto de você, verdadeiramente. — Sussurrei. Aquelas palavras não eram tão fáceis de serem ditas, e mesmo tendo mais certeza de meus sentimentos a cada dia que se passava, eu ainda carregava inseguranças.

 

— Ai, que droga. — Jeongguk fungou baixo, secando uma discreta lágrima presa no canto de seu olho. — Por que você faz isso comigo?

 

— Isso o quê? — Ri bobo, beijando-o na ponta do nariz.

 

— Você me deixa vulnerável. — Respondeu. — Eu comecei a gostar de você, antes de você nutrir algo por mim. E era difícil ter que suportar a ideia de que você nunca iria retribuir meus sentimentos. Eu fazia de tudo para você perceber o quão entregue eu estava… mas nunca parecia funcionar. Só que agora… — Encostou sua testa na minha, resvalando seu nariz no meu e abraçando meus ombros. — Agora tudo parece um sonho.

 

— Eu sempre gostei de você. — Cutuquei sua bochecha fofinha. — Eu só não admitia. Nem pra mim mesmo.

 

Ele riu soprado.

 

— Pois então, eu aceito. — Selou meus lábios, num toque rápido. — Quero ser seu namorado.

 

— Tá. — Levei minhas mãos a sua gravata, terminando de apertá-la. — Agora você é só meu, entendido? — Desviei o olhar do tecido para seu rosto.

 

— Entendido. — Riu. — Agora tenho que ir. — Beijou minha boca suavemente, enquanto eu soltava um muxoxo em discordância. — Se comporte.

 

— Não vai. — O puxei para mais perto.

 

— Eu realmente preciso ir. — Desvencilhou-se de meu aperto. Eu, infelizmente, sabia que não podia prendê-lo ali.

 

— Tudo bem. — Suspirei baixo. — Mas volte o quanto antes. Tenho uma surpresa pra você.

 

Ele arqueou a sobrancelha.

 

— Surpresa? Que surpresa?

 

— Só vai saber quando chegar. — Sorri desafiador, cruzando os braços. — Vai lá e se divirta.

 

Ele concordou, ainda encarando-me com desconfiança, e se virou.

 

Suspirei internamente, aquela noite seria longa

 

 

Quando Jeongguk retornou ao quarto já era tarde da noite, os ponteiros do relógio despontando em números que indicavam o alto da madrugada. Eu havia acabado de sair do chuveiro, com os cabelos loiros ainda úmidos e o corpo fresco. Aquele dia, em especial, eu não vesti nenhuma das roupas que eu tinha a disposição em minha parte do gigantesco guarda roupa, assim optando por me vestir com algo de Jeongguk. Atrevendo-me a roubar uma camiseta sua, da cor preta, e um calção qualquer, que me serviu bem, uma vez que vestíamos o mesmo número.

 

A primeira coisa que ele fez, assim que chegou ao quarto, foi direcionar seu olhar em minha direção, arqueando a sobrancelha ao ver suas vestimentas cobrindo-me a pele. Sorri de canto, ainda sentado sobre sua cama. Eu basicamente estava tomando tudo o que era de Gguk para mim.

 

— Você fica bem com essa roupa. — Pronunciou-se por fim, trancando a porta atrás de si e desapertando o nó da gravata. Por sua expressão, pude perceber o quão esgotado ele estava. Não física, mas mentalmente. — Demorei?

 

— Não. — Meneei com a cabeça vagamente. — Foi rápido até.

 

Observei enquanto ele sentava-se na cama, retirando os sapatos bem cuidados e os alinhando ao lado de seus pés, que descansavam sobre o tapete felpudo que cobria o chão.

 

— O que fez enquanto eu estava fora?

 

— Nada. — Dei de ombros. — Li alguns livros, mas não achei algo que fosse realmente interessante.

 

— Entendo. Vai dormir? Ainda está cedo, na verdade. — Ele pareceu pensar por um segundo. — Você não me disse que tinha uma surpresa?

 

— Ah, sim. Eu tenho. — Umedeci os lábios, descansando meus olhos sobre seu corpo, sentindo tudo dentro de mim esquentar ao lembrar-me do que eu planejava fazer. — Mas antes eu preciso de algo.

 

— Algo? — Indagou em tom ameno, encarando-me simples, sem saber o que o esperava. Prendi o lábio, entre meus dentes e respirei fundo.

 

— Eu quero que me morda.

 

— Te morder? — Arqueou as sobrancelhas recebendo de mim um aceno positivo. — O que você está planejando, Taehyung?

 

— Apenas faça o que eu pedi. — Fui rígido, logo tendo minha ordem acatada. Não precisando de muito para o ambiente ficar estranhamente abafado.

 

Jeongguk se levantou e eu crispei os lábios, nervoso, como sempre ficava com a sensação de formigamento que erradicava meu corpo antes da mordida. O olhar do Jeon sobre o meu era intenso.

 

Ele parou a minha frente, levando a mão aos meus cabelos, onde ele misturou seus dedos com os fios claros, deslizando-os até a nuca, onde cessou-se. Depois, puxou minha cabeça num movimento brusco, me fazendo tombá-la para o lado, deixando meu pescoço a mostra para ele, que salivou em desejo.

 

Dobrou seu tronco até que a cabeça se afundasse na curvatura de minha pele quente, onde ele deslizou a ponta gélida do nariz, fungando deliciosamente o meu odor e suspirando fraquinho com o prazer, que aos poucos, o inundou. Ele manteve uma das pernas firmes no chão e ergueu a outra, infiltrando-se no meio das minhas, onde apoiou o joelho no colchão, deixando-o muito próximo de minha parte íntima.

 

Sufoquei um arfar. Sua língua tocou-me a pele, deslizando por meu pescoço com vontade, como se apreciasse meu gosto. Levei meus braços aos seus ombros, o apertando, para que assim ficasse mais próximo.

 

— O que você quer? — Sussurrou com a voz rouca. Tão próximo de meu ouvido que me fez arrepiar.

 

— Muitas coisas. — Respondi, apertando a pele branquinha de seu lóbulo entre meus dentes. — Muitas mesmo…

 

Ele sorriu, soprando um vento frio em minha pele, que eriçou os pelos de meus braços. Apertei seu tronco contra o meu com ainda mais vontade.

 

— Então, se assim deseja… — Murmurou arrastado, beijando-me o pescoço de forma lenta, para em seguida roçar suas presas no mesmo ponto, antes de finalmente me morder, abocanhando a carne com vontade, um fisgar me tomando no mesmo instante e fazendo-me arfar. Jeongguk gemeu em prazer, afundando seus dentes com mais força em minha tez, deliciando-se com o gosto ferroso que deslizou por sua garganta, num prazer inigualável.

 

Rapidamente todas as sensações se misturaram dentro de nós, numa explosão calorosa, que inundou a ambos no característico torpor da mordida, embaralhando-nos a visão e instigando nossos instintos. Naquela situação, o prazer se tornou nosso principal combustível. E eu faria questão de embebedar-me com ele até a última gota.

 

— A-agora chega. — Gemi baixo, tendo dificuldade ao falar. Usando minhas duas mãos para empurrar os ombros de Jeongguk, que se afastou de mim aos tropeços, limpando com as costas da mão o sangue que escorria por seu maxilar. Em seus olhos, a dúvida e o prazer, brilhavam. — Agora começa a surpresa. — Expliquei, vendo-o se escorar na porta do guarda roupa, respirando mais frequentemente enquanto engolia o resto de sangue que ainda lhe enchia a cavidade bucal.

 

Mordi os lábios, ajeitando-me na cama e focando os olhos diretamente nos dele. Agora, totalmente possesso de prazer, não tinha mais o que pensar. Não tinha dúvidas ou temores.

 

Levei os dedos à ponta da camiseta, puxando-a para cima e jogando-a para fora de meu corpo, num puxão. Vi Jeongguk deslizar os olhos por meu peitoral e lamber os lábios, deixando-me ainda mais quente. Retirei em seguida o calção, deslizando o elástico do cós por minhas pernas até que o tecido descansasse no chão. O forte sentimento de Jeongguk se embrenhava dentro de mim, e o seu prazer diante apenas a visão de meu corpo, quase que completamente despido, fazia-me sentir ainda mais confiante.

 

Por último sobrou a box, a qual fiz questão de também retirá-la de meu corpo, deixando-me completamente desnudo perante Jeongguk, que respirava pesado, sem tirar os olhos de mim. E eu não estava totalmente diferente, bêbado de desejo.

 

Agarrei com a destra a camiseta de Jeongguk, que antes eu vestia, levando-a até meu rosto e inalando seu cheiro que impregnava o tecido, delirando com o prazer que aquilo me trazia. Fechei os olhos, apreciando cada sensação e então deslizei a camiseta por meu pescoço, onde ainda escorria curtos filetes de sangue, e depois por meu tronco, até que chegasse ao meu membro, já desperto, onde circundei o tecido, respirando fundo e contendo gemidos roucos. Abri os olhos, fixando minha atenção em Jeongguk. Sua visão nublava-se em prazer e ele parecia fazer um esforço fora do comum para manter-se ali, longe de mim, longe de meu corpo, com os pés cravados no chão. Sem poder me tocar.

 

Deslizei o tecido da camiseta por meus pênis, gemendo com o prazer que aquilo me proporcionava. Não só pelo toque, mas também pelo peso do olhar de Jeongguk sobre o meu corpo. Desci o pano por minha extensão e voltei a subi-lo, em movimentos repetitivos e rápidos, forçando minha mão para que ela fizesse pressão sobre meu membro, já inchado e com veias saltadas. Respirei com dificuldade continuando a masturbação e parando vez ou outra para dar atenção aos meus testículos, sensíveis aos toques e que me faziam gemer ainda mais, quando os tocava.

 

Ouvi o Jeon grunhir, arranhando a porta de madeira, sem aguentar-se mais, e com o desespero em conjunto deslizei a sua camiseta por minhas pernas, gemendo baixinho, até expulsá-la por completo. Em seguida levei a mão ao meu peito, forçando minhas unhas na pele, arranhando a mesma sem pudor, soltando em resposta um suspiro doloroso, até que sangue, em finas linhas, escorresse por meu tronco, atiçando o lado vampírico de Jeongguk, que avançou em minha direção, sem deter-se. E eu não o impedi, jogando minhas costas no colchão macio e vendo-o engatinhar na cama até alcançar meu tronco, posicionando-se sobre ele, desperto pelo desespero e com as íris já completamente banhadas em tom rubro.

 

Sua boca, sem aviso prévio, deslizou pelo meu peito, deliciando-se com meu sangue. Jeongguk estava sedento, eu podia sentir. Sua língua tomava, sem pudor, cada filete de sangue, umedecendo minha pele com saliva e me arrepiando diante de sua frieza, que novamente contrastava com meu calor febril.

 

Suas mãos gélidas deslizaram por minha pele, em cada centímetro, apertando desde meu ombro e cintura, até minhas coxas. Tendo meu corpo despido totalmente ao seu dispor.

 

No entanto, toda aquela roupa que ele ainda trajava estava me incomodando, e fiz questão de expulsá-lo, arrancando suas mãos de mim, para então mudar as posições, onde eu fiquei por cima.

 

Sem pressa, tirei as roupas que ele trajava, deslizando a gravata por seu tronco antes de atirá-la ao chão, vendo-o tirar o paletó por si próprio, e eu mesmo arrancando sua camiseta, desabotoando-a devagar, até que seu torso estivesse nu. A minha mercê.

 

Beijei seu maxilar, vendo-o fechar os olhos e suspirar baixinho, suas reações fazendo o fisgar em meu baixo ventre se intensificar. Segui meus lábios até sua orelha onde deixei uma fraca mordida, logo me desviando ao seu pescoço, onde judiei de sua pele, mesmo que ilusoriamente — já que sua tez vigorosa me impedia de deixar marcas —, distribuindo mordidas e selares molhados, sentindo-o tremer abaixo de mim. Levei minha boca ao seu torso, guiando-me automaticamente aos seus mamilos, onde circulei o esquerdo com a ponta da língua, ouvindo-o gemer manhoso, agarrando minhas costas e cabelo, numa tentativa falha de conter o turbilhão de sentimentos que o tomavam por dentro.

 

Dei atenção ao outro usando a mão direita, apertando e acariciando o bico rosado, com isso despertando ainda mais o lado animalesco de Jeongguk, que arqueava as costas em busca de mais contato. Atrevi-me a deslizar a língua por todo o torso do Jeon, deixando um rastro de saliva até alcançar o cós da calça social. Soltando um resmungo ao perceber que aquele tecido irritante ainda cobria-lhe a pele.

 

Puxei a calça de seu corpo, sem movimentos delicados, já com a paciência escassa. E fiz o mesmo com sua box negra, enfim vendo-me livre de todas as suas vestimentas, e tendo seu corpo completamente nu abaixo de mim, fazendo-me lamber os lábios com a visão deleitosa.

 

O peito do Jeon subia e descia, de acordo com sua respiração. Seu membro desperto já gotejava num líquido transparente e que deslizava por seu pênis pulsante. E seus olhos vermelhos se desmanchavam em malícia.

 

— Da última vez, você me deu prazer. — Murmurei contra sua pele, vendo-o se arrepiar em resposta. — Mas agora é a minha vez.

 

Sorri satisfeito antes de abocanhar sua coxa, apertando boa parte de sua pele entre meus dentes, sem dó, arrastando a tez pálida por inteiro até que ela escapasse de meu aperto. Depois me desviei para a outra coxa, deslizando a ponta de minha língua por sua extensão, até próximo da parte inferior, em seguida rumando a sua virilha, ouvindo seu arfar desesperado assim que aproximei minha respiração quente dali.

 

Umedeci os lábios antes de tocar sua glande molhada, encaixando minha boca na mesma e deixando uma chupada curta, logo me afastando, apenas para conferir por completo a reação de Jeongguk, que prensava as costas da mão esquerda na testa, enquanto aproveitava todo o prazer de olhos fechados.

 

Voltei-me ao seu pênis, levando minha mão ao mesmo e masturbando-o sem muita experiência. Meus dedos se dobravam em volta de seu comprimento gotejante, deslizando de cima para baixo lentamente. Repeti os movimentos, mas parei ao alcançar a glande, onde por curiosidade, apertei-a na fenda com o polegar, vendo que isso fez Jeongguk gemer mais arrastado. Voltei minha língua ao lugar, circulando-a enquanto meus dedos brincavam com seus testículos, deixando o Jeon completamente louco, gemendo com mais precisão.

 

Por último, ainda inundado por curiosidade e aquelas novas sensações, afundei minha boca por completo em seu pênis, envolvendo sua pulsação em minha cavidade, num atrito estranho para mim que não sabia bem o que fazer. Ditei um ritmo fraco, confortando seu membro no calor de minha boca, forçando minha língua em suas veias, que se salientavam. Deliciei-me com o líquido pré-seminal que me preenchia os lábios, misturando-se a minha saliva.

 

Jeongguk, tomado pela necessidade do prazer, agarrou os fios de minha nuca, forçando-me a aumentar a velocidade de meu ato, ardendo em minha boca, mas sem receber nenhuma resposta negativa. Aquilo, na verdade, era melhor do que eu imaginei.

 

Mas eu queria experimentar algo…

 

Arranquei sua mão de minha cabeça e dei uma última chupada em seu membro antes de me afastar, deixando um selar sobre sua glande. Jeongguk grunhiu em desacordo, mas eu prossegui com meu desejo, sem tirar a cabeça do meio de suas coxas. Sorri travesso, fazendo o erguer um pouco o tronco dele, para facilitar minha ação. Em seguida, sem prévios avisos, deslizei a língua por sua entrada, que se contraiu imediatamente, dando-me a felicidade de um dos melhores gemidos da noite, quando o meu nome ultrapassou a boca de Jeongguk. Era delirante.

 

Agarrei suas pernas e forcei sua entrada com minha língua, afastando-me minimamente apenas para sussurrar desesperado:

 

— Faça de novo. — Meu pênis pulsou. — Geme meu nome.

 

— A-ah… T-tae… — Um suspiro ultrapassou seus lábios, ele parecia ter dificuldade até para aquilo. Totalmente anestesiado pelo prazer. — C-continua, Taehyung.

 

Acatei sua ordem, levando dessa vez meu indicador até seu orifício, afundando o mesmo em sua cavidade quente e apertada, que me fez gemer junto a ele. Forcei o dedo, num vai e vem rápido, até retirá-lo por completo e voltar a trabalhar com a língua, deslizando saliva pelo local para em seguida penetra-lo com a mesma.

 

Minhas mãos circundavam suas coxas, apertando-as e arranhando-as, expurgando todo meu prazer contido naquele ato. Afinal, eu havia percebido que aquele ponto da pele de Jeongguk, era o mais delicioso de se tocar e maltratar.

 

Percebi que Jeongguk estava próximo de seu limite e me afastei num rompante, não querendo que ele gozasse no momento, tendo que controlar a situação, para que eu também não me desmanchasse antes da hora.

 

Subi até que estivesse novamente com seu rosto próximo ao meu, as respirações pesadas em contraste, meu calor com o seu frio, minha pele em brasas sobre sua tez em fagulhas de gelo. Numa mistura que causava arrepios e intensificava nosso prazer. De um jeito peculiar, mas que eu amava.

 

Sorri para ele, feliz em compartilhar aquele momento íntimo justo com uma pessoa que eu tanto gostava, e ao receber um sorriso ainda mais contente vindo dele, como resposta, não pude me conter, achando sua boca vermelhinha muito bonita para ser apenas apreciada por minha visão. Precisava tocá-la. Destruí-la.

 

Aproximei meu rosto do seu, fechando os olhos antes de alcançar meus lábios, para prensá-los logo depois, numa mistura de gostos que salientou o calor dentro de mim. Deslizei minha língua por seu beiço inferior, para depois mordê-lo, sem pudor, apertando sua pele entre meus dentes, deliciando-me ao senti-lo gemer contra minha boca. Jeongguk não satisfeito em apenas sentir prazer, também se voltou aos meus lábios, sugando o superior para então arrastar a ponta da língua no inferior, terminando por ultrapassar a passagem e se afundar na minha cavidade, sendo recebido com um suspiro caloroso.

 

Deitei sobre seu corpo, tendo suas mãos esmagando minhas costas de um jeito bom. Agarrei seus cabelos, pressionando seu rosto contra o meu enquanto nossas línguas se misturavam dentro de nossas bocas, a sua frigidez deleitando-se do meu calor, que lhe cobria como uma labareda. Um gemido ultrapassava o outro, ainda com as bocas coladas e o beijo correndo, tão selvagem quanto podia, em movimentos eróticos e ressoares estalados, as salivas se mesclando e escorrendo pelos lábios, numa confusa mistura.

 

Afastei-me num selar, abrindo os olhos com lentidão e observando, aos poucos, cada detalhe de Jeongguk. Extasiando-me com seus cabelos negros dispostos rebeldemente sobre o travesseiro branco e os lábios vermelhos já inchados por minhas mordidas. Sua boca era, possivelmente, a parte mais sensível de seu corpo.

 

Num movimento inesperado, e que me fez arregalar os olhos por instantes, Jeongguk virou-me na cama, sobrepondo seu corpo ao meu, sorrindo ladino ao ficar por cima. Atacou meu pescoço, novamente sem avisos, fazendo um frio percorrer minha espinha enquanto eu gemia em rompantes a cada toque surpresa.

 

Jeongguk voltou a afundar suas presas em meu pescoço, usufruindo mais de meu sangue e afundando nós dois numa neblina de prazer mais densa. Minhas mãos agora apertavam seus ombros com afinco, enquanto nossos membros tesos se roçavam, misturando líquidos pegajosos e fazendo-nos arfar com o contato bom.

 

Jeongguk tomou um gole considerável de meu sangue e distanciou-se, rumando até os arranhões em meu torso, que ardiam fracamente, quase passando despercebidos pelo calor delirante do momento. O Jeon então selou a ferida, como se aquilo pudesse melhorar a dor. E, ilusoriamente, parecia funcionar. Depois, beijou a ponta de minha barriga, próximo ao umbigo, deslizando o selares até chegar ao meu membro, que foi atacado por uma fisgada arrepiante ao sentir Jeongguk assoprar sobre minha virilha. Agarrei o lençol com meus dedos, apertando-o com ferocidade ao ter a língua de Jeongguk deslizando por meu membro, lenta e delirantemente, fazendo-me arquear as costas, em busca de contato maior. Eu queria sua boca cobrindo minha extensão, até que ele me levasse a ver estrelas, perante a loucura que seus toques me causavam. Jeongguk, porém, desviou-se de meu pênis e se focou em minhas coxas, lambendo os lábios ao decair os olhos naquele ponto, logo deslizando a pontas das unhas e arranhando fraquinho a mesma, causando-me arrepios. Depois, beijou-me no mesmo ponto, raspando as presas por minha tez.

 

— Agora — Sussurrou, com a respiração novamente batendo contra minha virilha. Fechei os olhos, sentindo meu pênis pulsar. —, eu quero você dentro de mim.

 

Aquelas palavras foram o bastante para me fazerem gemer novamente e depois abrir as pálpebras, encarando diretamente Jeongguk e seus olhos sedentos. Ergui-me na cama, sentando sobre a mesma e engolindo em seco logo após. Louco, num delírio insano, para sentir pela primeira vez, qual seria a sensação de ter o calor de Jeongguk me preenchendo.

 

Mordi os lábios, judiando da pele já inchada, vendo Jeongguk se aproximar lentamente, os olhos felinos como os de um gato, pronto para atacar sua presa. Respirei fundo e encostei minhas costas suadas no encosto amadeirado da cama, apenas observando enquanto Jeongguk engatinhava em minha direção. Tentando controlar meus hormônios que estavam á flor da pele.

 

Primeiro, Jeongguk levou suas mãos até meus ombros, num aperto firme, em seguida subiu em meu colo, dispondo uma perna de cada lado de meu corpo, relaxando sobre mim. Sorriu safado, descendo a cabeça e deixando selares longos e molhados em minha clavícula e pescoço. E foi com a cabeça apoiada em minha curvatura que ele se posicionou melhor, encaixando meu membro em sua entrada e fazendo-me arfar alto. Agarrei sua cintura com minhas mãos quentes, pressionando com rigidez sua pele fria e o ajudando a se encaixar em meu pênis, extasiado com a sensação de minha glande inchada forçando sua entrada que se retesa com qualquer mínimo movimento. Então, deslizando deleitosamente, sua cavidade cobriu-me a extensão, e seus braços rodearam meu corpo, apertando-me contra ele com força, como se meu tamanho inicial fosse um tanto incômodo, apesar de não realmente doer pela sua natureza vampírica. E mesmo assim esperei alguns instantes, suando frio e respirando com dificuldade enquanto sentia meu membro pulsar, gritando pelo prazer que ele queria receber e também entrando em combustão com aquela nova sensação. Sexo.

 

Jeongguk se afastou minimamente, apenas para encaixar seu rosto contra o meu, rebolando devagar sobre meu membro e gemendo contra meus lábios, suspirando manhoso, pedindo — mesmo que em ruídos — por mais. E já anestesiado por uma nuvem intensa de prazer eu iniciei os movimentos, agarrando sua cintura e ajudando-o a se impulsionar para cima e para baixo, o choque de peles ressoando um estalo alto pelo quarto, seu calor cobrindo meu pênis. Jeongguk podia ter a pele congelante, mas aquele ponto morno, que naquele momento parecia tão aquecido, fazia todas as minhas retaguardas caírem, me fazendo render-me por completo ao prazer que me puxava, como sombras pegajosas. Eu estava sucumbindo aquelas sensações e não me arrependia.

 

Jeongguk continuava a gemer contra minha boca e sua mão esquerda agora apertava os fios de cabelo em minha nuca, forçando-me a beijá-lo entre estalos confusos. Eu o estocava cada vez mais fundo, aumentando a velocidade ao ponto de enlouquecer, meu falo sendo judiado eroticamente e de maneira boa pelo peso de Jeongguk, numa sensação que eu faria questão de sentir outra vez.

 

Outras vezes…

 

Olhei para baixo, observando o membro gotejante de Jeongguk, e respirando fundo ao levar uma de minhas mãos ao mesmo, o impulsionando numa masturbação rápida e gostosa, ainda sentindo-o rebolar sobre meu pênis. Voltei a encará-lo, mordendo os lábios ao ter seu rosto tão próximo do meu e sua expressão tão inundada de prazer, somente para mim.

 

— E-eu vou… — Ele avisou com dificuldade, gaguejando por entre os gemidos longos. E eu respondi com uma mordida no maxilar, deslizando minha língua pela tez, apenas aproveitando-me do prazer, enquanto sentia que meu membro pulsava cada vez mais próximo do prazer completo e por isso as estocadas se tornavam mais fortes e intensas, minha mão aumentando o ritmo em seu falo, e nossas bocas molhadas por saliva se encontrando desesperadas, num beijo selvagem. Meu outro braço tomando sua cintura num aperto, enquanto sua mão ainda se mantinha em minha nuca, agarrado aos meus fios.

 

— G-goza... — Sussurrei com dificuldade, sua língua brincando com meus lábios. — Goza pra mim.

 

— Você também. — Desviou-se ao meu ouvido, gemendo rouco. — Goza dentro de mim.

 

Aquela frase foi o principado para que o último pulsar dominasse meu membro, numa sensação ainda mais intensa e prazerosa que todas as anteriores, fazendo-me afundar por completo em Jeongguk e agarrar seu corpo contra o meu, arqueando minhas costas diante do sentimento incomum e alastrador. Respirei num arfar, o líquido quente escorrendo na entrada de Jeongguk enquanto o próprio apertava meus ombros, fincando as unhas em minha pele e mordendo os lábios, com força, gemendo uma última vez, até que minha mão em seu pênis, numa masturbação voraz, o fizesse gozar sobre minha barriga, manchando meu corpo com seu líquido espesso e branco.

 

Suspirei extasiado, parando por alguns segundos para raciocinar, enquanto minha mente ainda se mantinha nublada. Em seguida, Jeongguk, mais controlado que eu, tombou ao lado da cama, respirando com dificuldade e sorrindo fraco, ainda sentindo o prazer se alimentar de si.

 

Deitei na cama, desacreditado do quão bom que aquilo tinha sido. As lembranças tardariam a deixar minha mente. Nunca estive tão entregue a alguém antes, nunca senti algo igual. Foi como alcançar o limite. E eu estava mais que satisfeito.

 

Jeongguk agarrou minha mão, estendida sobre o lençol e apertou-a, entrelaçando nossos dedos. A cama, nem tão grande nem tão pequena, era perfeita para comportar nossos dois corpos, deitados um ao lado do outro. Suspirei apaixonado e retribui o aperto em sua mão, tentando repassar meus sentimentos através daquilo. Mas ele já sabia muito bem deles, até mais do que eu…

 

Sua cabeça tombou para o lado e a minha também, os olhares cercados de amor se encontrando. Senti meu coração acelerar como nunca antes.

 

Droga, como fui deixar tudo isso acontecer? Quando, em que ponto, o ódio se diluiu em amor?

 

Aproximei-me, deitando sobre seu corpo e cobrindo seus lábios com os meus. Não sendo capaz de ficar afastado de si, um segundo sequer. Dane-se como chegamos até ali. O importante era que ele era meu e eu era dele, do começo ao fim.

 

— Eu te amo. — Sussurrei contra seus lábios, aninhando-me em seus braços e brincando com seus fios, que se grudavam contra a testa. — Mais do que jamais amei alguém.

 

— Eu também te amo. — Deslizou a mão por minhas costas, num singelo carinho. — Mas você promete que irá me amar para sempre? — Um tom incerto despontou em sua voz. — Promete que nunca mais voltará a me odiar?

 

Fechei os olhos com força, o fogo, desta vez da paixão, consumindo-me por dentro.

 

— Eu prometo.

 

“Nunca antes, seres tão opostos, de naturezas e criações tão distintas, se completaram tão perfeitamente, a ponto de enlouquecerem por amor, mesclarem suas paixões e brilharem numa única e caloroso chama, capaz de aquecer até o mais denso inverno.

 

Capaz de fazer da morte, a própria vida.”

 

Era o parágrafo de um livro. Um que minha mãe amava e o guardava como a coisa mais preciosa do mundo. E que me lembrava da infância, pois, todas as noites ela lia um capítulo para mim, com a voz tão fervorosa que era capaz de fazer as emoções que aquelas páginas carregavam ganhar vida diante de meus olhos.

 

Era um bom livro, mas eu não gostava dele.

 

Porque no final, ninguém realmente podia fugir de um final infeliz. Nem mesmo a mais calorosa chama…

 


Notas Finais


https://www.youtube.com/watch?v=hSTivVclQQ0

GENTE DO CÉU
Esse foi o capítulo mais difícil de escrever até agora (e o maior) e também o mais especial sz Eu não tinha planejado, mas esse capítulo, que eu tanto esperei para escrever, saiu exatamente na época em que chegamos a 2k!!!! Sabem o que é 2k? É muita gente! Então eu estou muuuuito contente e caprichei muito nesse capítulo para agradar todo mundo e também pra me superar, pq escrever lemon é difícil, meus caros T~T Bom, eu nunca achei que iria chegar a essa marca, OMG, mas estou realmente contente, vcs são muito especiais para mim e estou muito agradecida por ter cada um de vocês como leitores. Obrigada por tudo! Espero, do fundo do meu coração, que vocês gostem desse capítulo, que é especial pra vcs. Eu vou tentar responder todos os comentários desse capítulo pq sinto que estou em falta com vocês quanto a isso, mas me perdoem, arranjar tempo é realmente difícil :(

Eu quero agradecer também a Mandy, vulgo @/Shiinya- por ter me ajudado e me dado fôlego pra escrever esse capítulo, eu realmente achei que estava ruim usdhsdu obrigada meu pequeno anjinho T~T e também obrigada a todos os meus amigos, não vou citar todos, pq vcs sabem que eu vou esquecer alguém (não é por mal, juro) mas vcs sabem que meu coração tem um espacinho especial pra cada um.


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