História Pacto de Sedução (G!P) - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~survivorstaysho

Postado
Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Personagens Originais, Piper Chapman
Tags Bdsm, Laylor, Orangeisthenewblack, Sado, Vausemam
Visualizações 227
Palavras 3.906
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hi! 😉

Capítulo 5 - No Regrets.



Taylor tinha arranjado para Prepon um quarto no castelo para passar a noite, o que ela apreciava, pois se tivesse dirigido logo a após, teria sofrido um acidente. Yael a tinha auxiliado a retirar o espartilho suado, mostrado o quarto dela e também lhe preparado um banho quente. Laura deveria estar tão exausta com a experiência que dormiria, mas não o fez. Ela estava muito chateada pela reação de Schilling. Podia jurar que algo mais existia entre elas. Claro, talvez cada submissa experimentasse um anexo com sua Domme, e mais ainda se tivesse sido sua primeira experiência.

Uma coisa Laura Prepon sabia: sua fantasia pode ter sido um pensamento passageiro antes, mas agora ela entraria no estilo novo de vida. Tinha encontrado algo em si mesma durante o tempo de felicidade no quarto e descobriu que os momentos a preencheu de maneiras que ela não poderia ter imaginado, deu-lha emoção em sua vida, que ela tanto desejou. Mas por que a felicidade dela parecia girar em torno Taylor Schilling?

O pensamento dela estar com mais alguém causou uma dor se formando em seu estômago e a fez assustar com a sugestão de pertencer a outra. Ela finalmente encontrou uma pessoa que a fazia sentir, que realizou um interesse e que poderia mantê-la feliz, do que se masturbar e deixá-la. Sabia que isso era protocolo normal no estilo de vida BDSM, mas uma coisa era certa, se ela fizesse isso de novo, decretaria isso como um limite: sua Dona ficar e falar com ela depois, porque a deixando do jeito que fez foi frio e cruel.

As ruas de Los Angeles pareciam borrões. Prepon se perdeu em sua mente muito ocupada para tomar nota do tempo que passou. Estacionou em sua garagem e suspirou quando desligou a ignição. Ela olhou para sua casa, ciente de que a mulher que deixou a mesms com menos de vinte e quatro horas atrás, não foi a única que voltou.

Antes que ela pudesse abrir a porta do carro, três seres correram da casa e pareciam igualmente impacientes. Não era uma enorme surpresa, Laura sabia que estariam esperando por ela e não duvidava que se hospedariam por toda à noite.

Ela abriu a porta do carro saindo, e antes que pudesse dizer uma palavra, Terasa perguntou:

— Diga-nos tudo e não esconda nada. — Laura riu com a amiga, fechando a porta atrás de si e se aproximou disparando o alarme.

— Bem, eu vou te dizer isso, o castelo é incrível.

— Realmente, como de que forma, incrível? — Jodi perguntou, atenta, bebericando seu café numa xícara black.

— Maravilhoso. — Prepon sorriu. — E grande.

— Quem se importa com o castelo? — Terasa acenou com a observação mando-a longe com um movimento da mão. — Conte-nos sobre Taylor Schilling.

— Podemos entrar pelo menos? Eu não acho que os vizinhos precisam ouvir sobre minha noite obscena.

Jonathan sorriu de orelha a orelha.

— Como obscena, baby girl?

— Sim! — Terasa exclamou. — Como super obscena?

Laura passou pelo turbilhão de perguntas, deixou cair sua bolsa pela porta da frente, em seguida, se jogou no sofá de pelúcia.

— Bem... — olhou de face a face. Essas pessoas que amava, não tinha melhores no mundo, e talvez o sentimento era ainda mais forte agora. Se não tivesse sido pela sugestão delas para o pacto de sedução, nada disso teria acontecido. — Ela foi incrível.

Suspirou de olhos fechados, ouvindo risos ao seu redor.

— Quão incrível? — Jodi perguntou. 

Como poderia Prepon até mesmo colocar a experiência em palavras? Tanta coisa havia acontecido para ela, essas mudanças na sua alma que nunca poderiam ser apagadas, e todas as coisas que não podia descrever corretamente.

— Eu nunca conheci nenhum homem comparado a ela. Ela é tão confiante, sexy... e, garotas, ela é maravilhosa por inteira.

— Detalhes, mais detalhes, é melhor você nos contar tudo. — Terasa gritou, empolgada. Ninguém aqui iria julgá-la, mas algumas coisas eram seus segredos, e que não os queria compartilhar, por isso Prepon ficou no básico.

— Ela me tinha vestida em um espartilho de couro, lingeries com liga, realmente sexy. Cordas usadas para me amarrar e coisas assim.

— Uau! — Os olhos de Jodi arregalaram mais.

— Uau é um eufemismo, garota. — Laura rebateu, rindo. Ela poderia dizer-lhes sobre tudo, como a tinha açoitado, usou o chicote ao longo de seu clitóris de uma forma inacreditável, mas sabia que suas amigas só precisavam ouvir uma coisa para satisfazê-las. — Ela me deu orgasmos múltiplos.

Os olhos de Jodi saltaram mais enormes.

— Ela não fez isso!

— Ela fez. — Prepon respondeu com uma risada, quase incapaz de acreditar-se. — Confie em mim, eu nunca teria imaginado que fosse possível, mas aquela garota é bem dotada.

— Claramente. — Jonathan sorriu com malícia.

— Então você dormiu com ela? — Terasa perguntou, direta.

A sensação mais estranha tomou conta de Laura, que a levou a fazer uma pausa. Parecia muito particular, algo especial entre Schilling e ela, e não algo que suas amigas precisavam saber.

— Não, nada. — Os olhos de Terasa se estreitaram até ela.

— Se você não transou com ela, como ela a fez gozar tantas vezes?

— Com as mãos e um vibrador. — Prepon disse verdades parciais. A boca de Jonathan formou um O, e ela riu. — Insano, eu sei, mas totalmente verdadeiro.

— Você vai fazer isso de novo? — Jodi perguntou. — Você sabe, com ela?

— Sim, eu vou fazer isso de novo, mas duvido que isso vá acontecer com ela.

Terasa franziu a testa.

— Parece que você se divertiu; não foi? Por que ela não quer vê-la de novo? Você é linda, sexy e uma mulher maravilhosa. O que há de errado com ela? — Prepon levantou a mão para cortar o desconexo da amiga. Sempre que Terasa ficava confusa, sua fala excessiva vinha com ela.

— Nós não falamos em ficar juntas de novo, porque ela meio que simplesmente levantou e saiu.

— Logo depois? — Jonathan exigiu.

— Que idiota! — Disse Jodi.

É claro que seriam super protetoras, o que sempre foram, e Laura entendia suas reações. Ela estava chateada também. Mas ela não queria que colocassem Schilling em uma visão ruim. Não importa como ela a tratou depois, o tempo que passaram juntas foi incrível.

— Não é o que vocês pensam. Ela nunca chegou lá com intenções de me ganhar. Nós organizamos isso, lembram? Ela realmente parecia doce debaixo de seu exterior resistente. Ela ainda ficou abraçada comigo um pouco depois, eu não me senti em nenhum momento sendo usada ou nada parecido.

— Ah... — A testa franzida de Terasa suavizou. — Bem, isso é bom, eu acho.

Prepon assentiu.

— Eu tive o melhor momento da minha vida com ela. Realmente... — Ela olhou para cada face mais uma vez. — Eu não mudaria um segundo, nada, e eu estou tão feliz que fiz este pacto com vocês.

— Se você diz isso. Eu ainda acho que a mulher é uma estúpida, ignorante. — A raiva nos olhos de Jodi não tinha diminuído, mas ela suspirou e a tensão diminuiu ao longo de sua face. — Então é isso, fim. Você já fez a sua fantasia. Valeu a pena?

Com a fantasia de Prepon cumprida e mais, Terasa seria a próxima, e claramente ela precisava de confiança para mergulhar como Laura tinha feito.

— Ontem à noite, abriu um mundo novo para mim, e eu não estou prestes a desistir. Eu quero tanto experimentar isso de novo.

— Mas não com ela? — Jonathan perguntou. Prepon odiava a ideia de que fosse verdadeira, não importa como estava zangada com ela.

— Não, não com ela. — A tristeza flutuava em seu tom. — Nunca novamente com Taylor Schilling.



Taylor não tinha dormido, não tinha feito nada, além de estar em torno de horas até que se encontrar de volta em seu apartamento, no início da manhã. Ela ligou o notebook, em seguida, puxou o perfil de Prepon no fórum e ficou olhando para a foto dela. 

Por que não podia tirá-la de sua mente?

— Já na espreita, Schill? — Ela estava tão focada na tela, que não tinha percebido Natasha acordada e se juntado a ela na sala de estar.

Girou a banqueta que se sentou para olhar para a companheira de apartamento. Ela não estava prestes a dizer a Lyonne quão tola estava agindo com uma mulher, sua amiga iria provocá-la por isso. Em vez disso, ela mergulhou a outros pensamentos em sua mente.

— Como foi a noite com Cloe?

— Muito foda. — Natasha sorriu. — Os níveis de sua tolerância são bastante elevados. Acho que eu deveria lhe agradecer por dar ela para mim. Aquela mulher vai me dar muito prazer, pode acreditar.

Schilling inclinou a cabeça em resposta e não ficou surpresa ao ouvi-la chocar-se por Cloe e seus níveis de dor, tinha o mesmo efeito sobre ela. Ainda assim, Cloe tinha sido uma sub especial, e ela precisava garantir seu direito a Lyonne em tratá-la como se deve.

— Quão difícil você a empurrou? — perguntou, observando Natasha se sentar no sofá perto dela.

— Não muito longe. Testando seus limites é tudo. Hoje à noite nós temos outra cena planejada, e eu vou empurrá-la um pouco mais. — Ela fez um gesto na direção da tela do notebook com um olhar curioso. — Quem é essa?

— Uma submissa que eu tive na noite passada. — A amiga se inclinou para frente, examinou a imagem de Prepon, em seguida, assobiou.

— Apenas o seu tipo de mulher doce e sexy. Você acha que ela é para manter? — Taylor sabia que Lyonne também compreendia a necessidade de encontrar uma submissa única de cada uma. Mesmo Natasha, depois de todos esses anos, não tinha encontrado uma submissa para reivindicar como sua.

— Nós duas sabemos que encontrar sempre é altamente improvável. — Os olhos castanhos da amiga se arregalaram em sua direção, antes de arquear uma sobrancelha.

— Se eu não te conhecesse, Schill, poderia dizer que você esta de mau humor.

Taylor fez uma careta.

— Eu não estou de mau humor, mas chateada comigo mesma. Eu a deixei na última noite, imediatamente após a cena.

— Você não a ofereceu cuidados posteriores? — Natasha perguntou, uma mordida em cada palavra. A reprimenda foi justificada, o que ela tinha feito era repreensível.

— Eu não tenho ideia de que merda aconteceu. Nós compartilhamos uma cena incrível juntas, ela é uma submissa nata, mas depois entrei em pânico e corri como uma louca.

Natasha fez uma pausa antes de dar uma medida de cima a baixo em Schilling.

— Será que ela vale o seu maldito orgulho?

Prepon tinha despertado uma parte dela que pensava estar morta há muito tempo. Ela a fez quebrar as paredes em torno de seu coração, e deixou uma impressão nela que Taylor não poderia esquecer tão cedo.

— Ela vale muito mais. — A totalidade da voz bateu em sua mente com suavidade, após a dor de seu coração danificado, porque Laura valia a pena o risco. — Eu tenho que ir até ela e pedir desculpas.

Natasha olhou para ela como se a ideia fosse lógica.

— Não sei o que está fazendo aí ainda, com o rabo sentado nessa cadeira. — Schilling merecia a expressão dura e, de fato, concordou com Natasha. Ela havia sido uma idiota.

Depois de um curto adeus, Taylor saiu do Ap enfiando um blazer sob os ombros, entrou no seu Porche e programou o GPS nas coordenadas do endereço que ela se lembrava da ficha de Prepon. As ruas voaram pela janela, enquanto ela dirigia pelo menos vinte milhas acima do limite de velocidade.

Meia hora tinha passado e parou frente da casa de tijolos vermelhos, de dois andares. Ela desligou a ignição e esperou. Seus temores malditos lhe tinham sugerido fugir, e sentiu-se envergonhada pela forma como tinha tratado Laura. Precisava pedir desculpas e ela não faria isso por telefone, tinha que corrigir o que tinha feito cara-a-cara. Mais do que tudo, precisava se explicar para ela.

Schilling saiu de seu carro luxuoso, fechou a porta atrás de si ativando o alarme, e se aproximou da casa. Era por volta das dez da manhã, e o tráfego típico encheu a área familiar para passear com seus cães, pessoas desfrutando de uma manhã de domingo ensolarada de inverno com seus filhos. Família? A ideia nunca tinha apelado para Taylor, ela não pensava se seria capaz de ser uma mulher de família que se acalmaria o suficiente para ter tais sonhos. Agora tudo mudou... Prepon tinha mudado tudo para ela, e pela primeira vez em muito tempo, ela tinha esperança.

Na porta da frente, ela inalou profundamente preparando-se e esperava que seus pensamentos saíssem claros e concisos. Tocou a compainha, e ouviu passos de salto na porta antes que ela abrisse com uma mulher bonita. Uma típica loira bronzeada, não o tipo dela e certamente não o de Laura.

Por um momento, Taylor se perguntou se tinha batido na casa errada.

— Será que Laura Helene Prepon vive aqui?

Os olhos claros da mulher tornaram-se suspeitos sobre ela, como uma nota de proteção em suas profundezas.

— E você seria?

— Taylor. — Ela retirou os óculos escuros, observando os olhos a sua frente brilharem com suspeitas de choque total e seus lábios se abrirem para falar, mas não saiu nada, apenas um gemido.

Taylor ficou por alguns segundos, sem saber de sua reação, mas logo percebeu que ela precisava de um pouco de ajuda, para seguir em frente.

— Ela está disponível?

— Bem... er... — A mulher abriu mais a porta, e deu a Schilling a vista para a sala de estar onde Laura estava sentada no sofá na companhia de um rapaz e uma mulher, todos olhando de cara branca para ela.

Entendimento a bateu... estas eram as melhores amigas de Prepon, as que ela tinha falado de quando se conheceram. É evidente que ela havia lhes contado dos eventos na noite passada, e sua chegada as pavimentou.

Taylor riu, incapaz de conter sua diversão de volta.

— Posso entrar?

— Oohh. — A mulher olhou atrás para a amiga. — Ela pode entrar?

Quase no mesmo movimento como sua amiga, a boca de Laura se separou, mas não saiu nada, sua única resposta foi um aceno rápido. Então, ela deu-lhe a cabeça um tremor e disse em um tom uniforme;

— Sim, ela pode. — Schilling manteve seu olhar no dela e ficou satisfeita que ela tinha lembrado de suas regras para usar sua voz.

Taylor entrou na casa, tirou o blazer, em seguida, foi até uma poltrona solitária descansando ao lado de Prepon no sofá. Ela observou face por face. Ninguém piscou, mas ninguém disse uma palavra... Diversão no seu melhor.

— Bem, já que parecem ter perdido a capacidade de falar, eu vou primeiro. Meu nome é Taylor Jane Schilling. Estou achando que são as melhores amigas de Laura. — Cada cabeça assentiu, até mesmo o rapaz muito bem bronzeado.

Antes de Prepon limpar a garganta, o mais doce rubor subiu em suas bochechas.

— Estas são Terasa, Jodi, e Jonathan. — Ela apontou para cada na apresentação rápida .

— É um imendo prazer. — Taylor sorriu. — Se não fosse pelo pacto de sedução, como vocês o chamam, eu nunca conheceria Laura.

Mais uma vez o silencio filtrou em torno dela, e suas bocas caíram abertas. Uns bons minutos se passaram, e Taylor não tinha ideia do que dizer. Na verdade, ela não queria compartilhar seus sentimentos em grupo; seria difícil o suficiente dizer a Prepon seus pensamentos mais profundos. Então, ela permaneceu sentada observando.

Felizmente depois de alguns momentos arrastados, Jonathan saltou de pé. Puxou o braço de Jodi e agarrou a mão de Terasa.

— Vamos lá, garotas, vamos dar a Laura e Taylor algum tempo sozinhas. — Jodi lutou para se afastar da mão do amigo, aproximou-se a Schilling e a olhou com fervor.

— Você tem algumas explicações a dar. — Ela a cutucou no peito. — Você não pode deixá-la como fez na noite passada, independentemente de como foi bom, então aparecer aqui como uma super heroína. Laura pode estar bem com o que aconteceu, mas eu não estou.

Taylor olhou para o dedo ainda apontando no meio do seu peito antes de olhar de volta para ela. Poderia contar o número de vezes que uma mulher a havia tratado como Jodi fez agora, um dedo. Grande coragem, sua tenacidade a divertiu.

— Por mais que eu aprecie sua lealdade a Laura e respeito que esteja olhando por ela, eu acredito que essa conversa que preciso ter é com ela, não com você.

Os olhos de Jodi se estreitaram quando continuou a cutucar seu peito.

— Se eu ouvir que você tem feito alguma coisa para não fazê-la feliz, e vou te caçar e fazer você se arrepender do dia em que a contatou. Fui clara? — Seus lábios se separaram para emitir outra rodada de demandas, mas Taylor interrompeu antes que ela pudesse.

— Eu ouvi o seu aviso. — Ela tirou o dedo de seu peito e, em seguida, apertou-lhe o pulso. — Mas eu recomendaria se você decidisse seguir as ações de Laura e optar por cumprir uma fantasia BDSM, perca essa atitude antes de ir, ou você vai ter uma bunda muito dolorosa e ferida quando sair.

— Estou feliz que você me ouviu. — O conjunto de pompa no rosto de Jodi desapareceu, seus olhos se arregalaram, e um rubor tomou conta de suas bochechas. — Espere. O quê?

— Você está indo. — Prepon deu-lhe um empurrão nas costas para as escadas. —Agora.

Schilling nunca tinha visto pessoas se moverem tão rápido, Jonathan e Terasa praticamente saíram correndo para cima, e Jodi tropeçou no meio do caminho. Ela se concentrou em Laura, que tomou seu lugar novamente e ainda a olhou nos olhos. Muitas emoções correram em seu rosto para identificar onde seus pensamentos estavam. Ela firmou-se a fazer algo que nunca tinha feito antes; cavou-se em seu coração e abraçou suas emoções.

— Eu vim pedir desculpas a você.

Laura piscou, limpando a confusão de seus olhos, substituída pela irritação.

— Malditamente certo que deveria. — Seu tom lacônico jorrou, mas ela merecia sua raiva e iria tentar apaziguá-la.

— Eu não deveria tê-la deixado como fiz, e estou aqui para pedir o seu perdão.

— Ahh... — Sua expressão ficou mistificada. — Bem... — Ela ergueu o queixo, claramente tentando esconder o fato de que o seu pedido de desculpas a surpreendeu. — Muito bom você perceber o quanto estúpida foi.

— Eu sei, e estou mais arrependida do que posso dizer. Meu dever como sua Domme é lidar com o seu pós-tratamento quando uma cena é longa. Deveria ter sido eu, não Yael, para certificar que estava tudo bem com o que aconteceu entre nós e para garantir que fossem resolvidos. Eu deixei você em um momento vulnerável e sempre lamentarei minha escolha por falhar.

Prepon riu, mostrando que sua raiva tinha diminuído, o que lhe agradou.

— A palavra falha não pertence ao que aconteceu na noite passada. — Ou ela não estava tão irritada quanto parecia, ou ela estava muito feliz em vê-la ficar louca de duvidas. Fosse o que fosse, agradava Taylor, e som de sua diversão enviou uma onda de calor direto a seu coração.

— Você gostou da experiência, então?

— Imensamente. — Prepon sustentou ses olhar ao dela de uma maneira que nunca teria feito quando elas se conheceram. — Não aconteceu nada que eu mudaria. Eu nunca passei por nada tão intenso na minha vida. Bem, exceto pela maneira como você me deixou.

Schilling sentou sobre os joelhos na frente dela e pegou suas mãos.

— Eu não dormi a noite passada pensando no que aconteceu. — Ela se juntou a Laura no sofá, colocou a mão na coxa dela e apertou, consciente da sua respiração ofegante.

A reação não a chocou e sua presença seria desvendá-la. Agora submissa, sua mente seria atraída de volta para os eventos entre elas. Memórias, imaginava ela, do que ela tinha experimentado. Agradava Taylor vê-la reagir tão intensamente, porque ela tinha os mesmos sentimentos também.

— Há algo sobre você, algo que eu quero me perder dentro. — Ela acariciou sua bochecha com o polegar, descendo ao contorno de seus lábios carnudos. — Depois de concluída a cena e eu tinha você, eu não queria ir.

Prepon suspirou, fechando os olhos com a sensação de seu toque.

— Mas você foi embora.

— Sim, e eu me arrependo amargamente. — Ela nunca disse isso a ninguém. — Você é a primeira mulher com quem eu tive sexo, desde a minha relação com a minha submissa, a mulher que eu amava, terminou há dois anos.

— Você não fez sexo com ninguém nesse tempo? — Schilling riu da surpresa em seus olhos, ela não tinha ideia do que fez, e inclinou a cabeça afirmando.

— Você, Laura, me faz querer quebrar as minhas próprias regras. Eu vou ser sincera o suficiente para me declarar agora, ou vou me arrepender para sempre. Eu não sou uma mulher que ama com facilidade. — Ela deu-lhe um olhar severo. — Meu coração foi quebrado uma vez, e desde então eu nunca quis ser presa a ninguém, nem conheci uma submissa para chamar de minha e controlar mais de uma necessidade para mim, do que um dever para o sub. Você entende a diferença?

Felicidade brilhou em sua expressão, e Prepon sorriu.

— Eu entendo, mas... — Taylor levantou a mão para calar suas próximas palavras de por que e como. É claro que esperava que duvidasse dela. Inferno, ela duvidou de si mesma nas últimas oito horas, mas, no final, a morena linda e sexy permaneceu em sua mente.

— Não tem que se apressar nem nada, tudo que eu estou pedindo é uma chance e algum tempo para conhecermos uma a outra fora do estilo de vida.

— Você quer me conhecer?

— Eu quero. — Ela queria saber tudo dela, cada pedacinho de Prepon. Uma faísca foi acesa, uma que ela não entendia e que nunca tinha experimentado antes, e se recusou a desperdiçá-la.

A confusão mostrada no olhar de Laura indicou sua incapacidade de aceitar o que ela disse como verdade.

— Você está dizendo que quer um compromisso sério comigo?

— Essa é a ideia. — Compromisso, amor, dominar, ela queria tudo.

— E o que dizer do estilo de vida? — Excitação acendeu em seus belos olhos verdes e suas bochechas coraram.

Schilling apertou a mão com mais força em torno de seu queixo em um show de dominação.

— Na noite passada, você deu-se a mim e eu a aceitei. Seria uma honra te mostrar mais do que o papel submisso poderia trazer para a sua vida.

— Então você quer ser minha Domme também? — Schilling balançou a cabeça. Tanto que Laura precisava aprender, mas ela se sentia mais do que feliz em ensiná-la.

— Não é uma questão de escolha. Já comecei a contar. — Taylor a puxou para seus braços. — Onde é o seu quarto?


Notas Finais


Eita! 😈
Último capítulo na próximo, é realmente uma fic curta.


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