História Pai, mãe, eu sou lésbica! - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Amor, Descobertas, Lésbica, Romance, Yuri
Exibições 87
Palavras 978
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Gente eu sempre volto né hahaha
Eu não quero ser cansativa, tenho varias ideias para bônus, mas acabo não postando por medo de vocês acharam chato ou "ela já tá apelando", mas juro que esse não é minha intenção, esses ideias simplesmente surgem!
MORGANA E KATE NÃO SAEM DA MINHA CABEÇA!
Espero que gostem desse bônus 2, ele é meio tristinho, mas é que estou meio dark hoje hahaha, mas prometo que se tiver um terceiro sera mais feliz!
Se quiserem mais me digam!
Comentem! E Divirtam se!
Beijinhos!

Capítulo 15 - Bônus 2


Fanfic / Fanfiction Pai, mãe, eu sou lésbica! - Capítulo 15 - Bônus 2

Morgana Keller P.O.V.

Tinha chegado do trabalho e Kate ligou avisando que iria se atrasar, haviam comunicado que estavam encaminhando uma paciente em estado grave que precisava de cirurgia, como ela era a única medica de plantão teve que ficar para a cirurgia. Era bem comum.

Então fiz o jantar e dei para as crianças. Safira não parava de falar, contava tudo o que tinha aprendido na escola, já James era mais quieto e deixava o monologa para Safira mesmo. Depois dei banho nos dois e os coloquei para dormir.

Já era quase meia noite quando escutei o carro estacionando. Então vesti uma camisola e desci para ver Kate.

Assim que ela entrou estava fisicamente cansada, como sempre, mas tinha algo diferente, ela suspirava, e tinha olhos vermelhos. Ela não me notou na escada e pude observar quando ela olhou para o quadro na parede onde havia uma foto minha e dela apenas.

- Kate – chamei baixo. Ela se assustou e me olhou nos olhos.

- Onde estão as crianças? – perguntou primeiramente.

- Dormindo – respondi descendo as escadas até ela.

- Ótimo – ela disse indo para sala, se sentou no sofá e colocou a cabeça entre as pernas e começou a chorar. Um choro pesado e doloroso. Partiu meu coração, vê-la naquele estado. E pude imaginar o porquê do choro.

- Kate o que ouve, querida? – perguntei me sentando ao seu lado a confortando com um carinho nas costas. Então ela começou a soluçar mais alto. – Kate você precisa me dizer... estou ficando angustiada!

Então ela levantou a cabeça e me olhou com seus olhos inchados, e a boca baixa, o cabelo estava todo desarrumado. Kate se jogou em mim e eu a abracei.

- Não consegui – ela disse agonia. – Sei que não posso salvar todos, mas... ah Morg, era uma menina, uma menininha de catorze anos!

Eu já começo a chorar, pela menina, por Kate, por tudo. Mas tentava ser firme, Kate tinha o direito de chorar eu tinha que aguentar para consola-la. Kate não chorava por todos os pacientes que faleciam, ela ficava abalada, calma e quieta quando acontecia, mas era raro ela chorar.

- Ah Kate você fez tudo que pode, tenho certeza – digo afanando seu cabelo.

- Fiz, mas ainda assim, ela se foi... e sabe o que mais me dói? Ela morreu de hemorragia por ser espancada pelo próprio pai – ela explicou.

- Como? – fiquei incrédula.

- Morgana – Kate me chamou se desvencilhando de meus braços para olhar em meus olhos. – Ele espancou a própria filha porque ela se assumiu lésbica. Ela morreu porque é lésbica e eu não consegui salvar sua vida! Quando o policial me contou chorei na frente dele... nunca fui assim, mas acho que foi por isso que me tocou tanto... eu me lembrei de você e de seu pai!

- Meu pai nunca faria isso – tento dizer.

- Morgana você mesma disse que ele tentou te bater... e se sua mãe não estivesse lá, ou se sua mãe consentisse com ele. Ele poderia ter chegado a tanto? Não sei, mas comecei a pensar se fosse você! Se tivesse acontecido eu gostaria que a medica tivesse te salvado e eu não pude fazer o mesmo pela garota que estava lá na recepção que chorava incontrolavelmente

- Era a namorada?

- Era, eu perguntei, fiquei um tempo a consolando... foi de partir o coração!

- Kate, você fez todo possível, não foi você que matou a menina, foi o pai, ele é o assassino! – digo acariciando sua bochecha. – Você é a pessoa mais bondosa e caridosa que conheço! Tenho muito orgulho de você sabe disso né?

Até balançou a cabeça concordando com minhas palavras. Então me inclinei um pouco dando um pequeno selinho em seus lábios.

- Relaxa, vai dar tudo certo, a justiça vai ser feita!

- Você me faz tão bem – ela diz parecendo mais aliviada mais uma vez se jogando em mim para que eu a abraçasse. E assim o fiz.

- Acho que você precisa comer, tomar um banho e de uma boa cama!

- Não estou com fome – ela diz.

- Então pelo menos um chá – contrapus e ela aceitou. – Então suba para tomar banho e eu levo o chá!

Kate foi, a passos lentos, como se estivesse mole e perdida em pensamentos. Fiquei na cozinha esquentando a água e ouvi o barulho do chuveiro sendo ligado. Também fiquei abalada com aquela história, era terrível e lamentável que ainda temos situações assim.

É apenas isso que o preconceito, a intolerância e homofobia gera... ódio, repúdio por pessoas da própria família. Pessoas com mentes pequenas apenas destroem a própria família, aquela família que ele tanto preza, que acaba destruindo, neste caso, matando a própria filha.

Respiro fundo e limpo meus olhos. E levo o chá para cima, paro apenas para ver se Safira e James estão cobertos e não acordaram com os choros. Encontro Kate já de camisola sentada em uma poltrona no nosso quarto. Entreguei o chá e ela fez uma careta, mas tomou.

Então para finalmente vamos descansar depois de tantas emoções, nos deitamos. Kate se aninha em mim. Ela sempre foi dengosa, ainda mais nessa situação, eu a abraço. Para mostrar que estou com ela. Kate então levanta um pouco a cabeça para me olhar.

- Eu te amo, Morg... você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida! Sempre segurando meu chão – ela deu um risinho no final.

- Sempre, assim como você por mim – digo beijando sua testa. – Te amo, loira!

- Me dê um beijo direito, mulher – ela reclama então tomo seus lábios em um beijo que termina com sorrisos.

Kate iria sempre se lembrar dessa história para sempre assim como eu. Mas sabia que iria se levantar mais animada na manhã seguinte. Principalmente porque Safira e James sempre fazem questão de nos acordar aos pulos em nossa cama.

 


Notas Finais


Então... mereço comentários?
Querem mais?
Obrigada a todos por lerem! Agradeço imensamente!
Beijinhos... talvez até o bônus 3!


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