História Pain, not love! - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.050
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Esporte, Festa, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, pessoal! Sejam bem-vindos ao meu mais novo trabalho. Estamos no começo de uma jornada, e espero que vocês a acompanhem até o final <3 Nos vemos lá em baixo.

Ignorem a capa com o nome da autora errado. É que eu fiz ela tem um tempo, e mudei de nome... Enfim.

⚠Antes de lerem, atenção⚠

A brincadeira do "verde" que aparece no capítulo funciona assim: quando duas ou mais pessoas falam algo juntas, a primeira delas que encostar em algo da cor verde, vence. As outras pessoas que não tocaram na cor, não podem falar até que alguém repita seu nome três vezes. Se caso a pessoa que não encostou no verde falar, o participante vencedor terá que dar um soco no ombro da mesma.

(Acho que deu para entender).

Capítulo 1 - Primeiro dia do último ano


Fanfic / Fanfiction Pain, not love! - Capítulo 1 - Primeiro dia do último ano

  O sinal estridente invadiu meus ouvidos. Eu nem me dava mais ao trabalho de tapa-los, apenas apressei meus passos para a quadra.

  Hoje seria o primeiro dia de meu último ano no Colégio, e como eu estava me sentindo? Aterrorizada, e ao mesmo tempo, ansiosa. Porém, o que mais me preocupava era não saber ainda o que vou cursar na faculdade.

  Entrando na quadra fechada, percebi que deveria ter andado mais rápido para cá, pois o local  estava totalmente lotado de alunos veteranos e novatos.

   Meus olhos vagavam pelo local, procurando por minha panelinha, ou qualquer conhecido. Me frustrando quando não obtive sucesso. Parei no meio da quadra esperando as instruções do diretor.

  Me sentia em uma lata de sardinhas lotada, sendo espremida de todos os lados. Umas três mãos já passaram em minha bunda, e eu não sabia se era sem querer, por querer ou até mesmo de algum tarado tirando proveito da situação.

  - Bom dia, alunos! - A voz da coordenadora soou pelo local através dos auto-falantes.

  - Gostaríamos de dar as boas-vindas aos novos e velhos alunos. Estamos muito alegres de tê-los esse ano conosco, esperamos não ter problemas com nenhum de vocês. - E essa, era a voz do diretor. - Agora vamos separar as turmas. Começando pelo sexto ano A do ensino fundamental dois!

  Depois de uma boa hora sendo espremida dentre aquelas pessoas, minha turma finalmente podia ir até a sala de aula. Acabei por ficar no terceiro ano C, espero apenas que tenha algum aluno que eu conheça por lá.

  Depois de um pequeno esforço para sair da quadra, caminhava calmamente pelos corredores agitados do Colégio. Passava as mãos em meus cabelos curtos, em uma forma de os endireitar, que eu sabia que seria em vão.

  Ao longo dos anos, fui apenas aceitando o fato de meu cabelo simplesmente não me obedecer, e ter um espírito rebelde insaciável. Quando era mais jovem, não gostava dele, principalmente por ele ser a causa de apelidos como: "Esfregão" ou "Japonesa", que eu realmente odiava.

  Entrei pela porta aberta do terceiro ano C, encontrando ela já parcialmente cheia. Sentei em um lugar no meio, perto de um garoto que fez o oitavo ano junto comigo.

  - Aloha. - Josh me cumprimentou, enquanto tentava equilibrar um lápis no nariz (sem obter muito sucesso).

  - Olá. - O respondi apenas por educação, virando meu corpo para frente e apoiando meus braços na mesa.

  Depois de alguns minutos, a sala estava cheia, com o professor lindo de física à frente dela. Parece que peguei uma sala onde ninguém de interessante fica, e que nenhum de meus amigos se encontram também.

  - Vejo que temos rostos novos esse ano! - O professor começou, fazendo a sala se calar. - Os alunos novos podem se levantar, por favor?

  No total, eram 11 alunos novos. E tinha alguns que até não eram de se jogar fora. Admito que me divertia com o nervosismo dos calouros, era animador, até mesmo nostálgico. Me fazia lembrar de quando entrei aqui.

  - Desculpa. - Dei um leve pulo da cadeira com alguém abrindo a porta de supetão, fazendo Josh rir atrás de mim. - Posso entrar?

  - Claro! - E então, um garoto alto (digo, uns 1,90 de pura beleza), de cabelos castanhos, e um estilo que dizia de todas as formas que ele era um problema, entrou.

  Pude escutar o suspiro de muitas, e assobios de algumas (inclusive de mim). Puta que pariu! Ele é muito gato, minhas amigas não vão acreditar que eu sou da sala dele.

  - Pode se sentar ali, - O professor aponta para um lugar não perto, mas não longe do meu. - estamos apresentando os alunos novos. - Continuou ele. E o pedaço de mau caminho veio andando lentamente, me fazendo morder o lábio inferior.

  E, como esperado, ele nem mesmo olhou para mim. Porém, isso não era problema, afinal ele fez isso com todas ali presentes.

  E as coisas voltaram ao comum. A aula continuou e logo o professor perfeito de física saiu, deixando a turma com a professora gordinha e carismática de história.

  Alice era um amor de professora, mas eu realmente não tinha saco para apresentações. Abaixei minha cabeça e fiquei uns 20 minutos procurando uma posição confortável para dormir.

  Estava sentindo todos os meus músculos relaxarem, meu corpo pesar junto de minhas pálpebras e respiração.

  - Senhorita Akemi! - O grito da professora me fez levantar rapidamente minha cabeça da cadeira, sentindo a mesma bater em algo duro logo depois.

  - Porra! - Exclamei e me virei para trás, encontrando Josh com a mão na testa e um semblante de dor.

  - Olhe seu palavreado! Quer começar o ano assim? - A professora me chamava atenção enquanto todos riam.

 Tinha uma de minhas mãos no local atingido pela testa de Josh, enquanto a outra tentava pegar o lápis que deixei cair no chão.

  - Perdão professora. Acontece que esse menino tem a testa muito dura! - Digo assim que consegui pegar o lápis, causando mais risada de muitos da sala.

  - Me lembrei agora porque eu não gostava muito de você. - Josh disse em um tom que apenas eu escutasse, e assim a aula seguiu até o sinal do intervalo bater.

  Me levantei rapidamente e travei uma luta contra a sala para ver quem saia mais rápido. Quase fui pisoteada no corredor, mas cheguei ilesa ao refeitório.

  Comprei duas barras de cereais, e achei a mesa de minha panelinha de amigos, quase toda completa.

 - Olá! - Disse animada, me sentando em um lugar vago enquanto todos me cumprimentavam.

  E de repente, o refeitório pareceu ficar mais quieto. Olhei para a entrada e vi o time de futebol americano entrando, e logo depois, o aluno novo delícia da minha sala.

  - Para tudo! - Lana, minha melhor amiga, gritou boquiaberta.

  - Gente, quem é esse? - Karin também perguntou, e de repente todos pareciam ter parado o que estavam fazendo para olhar o aluno novo.

  - Ele é da minha sala! - Esclareço depois de secar o menino dos pés à cabeça. - O nome dele é Gustavo.

  E a mesa toda começou a me fazer perguntas, já que estávamos apenas as meninas reunidas. Toda a atenção virou para mim, e um interrogatório começou.

  Em um momento, meus olhos procuraram pelos meninos do grupo. Que, como o esperado, estavam sentados junto com o time de basquete (já que faziam parte dele). Mas o que eu não esperava era encontrar Gustavo junto deles. Oh, imagine esse homem dentro de um uniforme do time!

  E, mais uma vez, o sinal invadiu meus ouvidos. Eu não esperava a hora de finalmente não ter mais que escutar isso todo santo dia!

  - Vocês ficaram em que sala? - Perguntou devidamente sentada enquanto alguns se apressaram para voltar para a sala.

  Descobri que a maioria de nós ficou na sala A, porém eu não era a única que fiquei sozinha. Karin também havia ficado isolada no terceiro ano D.

  Depois de mais alguns minutos de conversa banal, estava me arrastando de volta para a sala de aula. O pior de tudo era não ter os horários e não saber o professor que estava por vir.

  De cabeça abaixada, escutei o professor nos desejando um bom dia. Para evitar o acontecimento de uma hora atrás, decidi levantar minha cabeça (calmamente).

  Para a minha surpresa, o professor que encontrei foi o de educação física. E, bom, não teríamos aula na quadra pelo simples fato de ninguém ter trago o uniforme adequado por não saber da existência dessa aula no dia.

  Foi a mesma besteira de apresentação de antes. Eu já até decorei o nome de todos os novatos de tanto terem que repetir. Na minha mochila havia apenas um  caderno e meu estojo, ou seja, estava praticamente vazia. Eu não queria estar ali.

  E o resto do dia seguiu na mesma merda. Apenas apresentações e mais apresentações. Se minha mãe não insistisse tanto (e mandasse) para eu vir para o primeiro dia de aula, eu não pensaria duas vezes em ficar na minha cama.

  O sinal indicando o final das aulas soou como música dessa vez. Dava mini pulos pelo corredor, como uma criança alegre andando. Parei em frente à sala do terceiro ano B, de onde saiu Zaki, depois de um tempo esperando.

  Ele conversava com alguns meninos do basquete, mas assim que me viu se despediu deles. Sorriu para mim, debochado, e eu apenas continuei andando pelo corredor.

 Já na saída, esperávamos Karin pacientemente, porque, pelo o que parece, a professora de matemática prendeu a turma D na sala. Era o primeiro dia e a demônia já estava agindo.

  Nos reunimos em uma mesa do lado de fora da escola, e como não tinham cadeiras para todos, acabei por ficar em cima da mesma.

  - Então, rapazes... - Lana começou, e eu tinha quase toda a certeza do que ela iria falar. - Vocês conhecem o aluno novo, Gustavo? Da sala da Akemi. - E a loira aponta para mim, fazendo todos me encararem.

  - Ah, é aquele cara que sentou na nossa mesa hoje. Ele quer entrar no time, eu acho. Não prestei atenção. - Guto disse, dando de ombros enquanto mexia em algo no seu telefone.

  - Se ele conseguir entrar para o time e for bom, alguém vai para o banco. E aposto que é você, Guto. - O rosto assustado de Guto me fez rir, assim como de quase todos ali.

  - Ei, saca só. - Guto chamou atenção do grupo. - É da Mikaela. - Ele virou a tela do telefone e meu queixo quase foi parar na mesa onde estava sentada. Arranquei o telefone de sua mão rapidamente.

  Logo todos estavam lutando por um espaço onde podiam ver a foto da líder de torcida de quatro sem calcinha, mostrando como ela veio ao mundo.

  - Como você conseguiu isso? - Zaki perguntou o que todos queriam saber.

  - Ela acabou de me mandar. - Guto disse como se não fosse nada, e, na verdade, não era.

  Depois de toda a agitação passar, finalmente Karin havia saído da sala. Ela estava com uma cara de poucos amigos, olhando para todos os lugares nos procurando.

  - Ah, oi pessoal. Obrigada por esperarem. - Karin diz quando chega perto de nós, com um sorriso.

  - Oi, Karin. - Eu e Zaki dissemos ao  mesmo tempo, para logo depois nos encarar.

  - Oi gêmeos! - Karin respondeu. Levantei de supetão na mesa, procurando algo verde. Zaki fazia a mesma coisa.

  Achei um detalhe verde na mochila de Lana, então literalmente me joguei em cima da mochila, encostando na cor.

   - Ah! Verde. - Digo sorrindo para meu irmão gêmeo. Informação que não tinha necessidade nenhuma de alguém saber.

  Claro, era impossível esconder isso, mas não falamos que somos irmãos por livre e espontânea vontade, ainda mais gêmeos. Isso porque é divertido ver a reação das pessoas ao descobrirem esse fato.

  Saímos da escola sendo cumprimentados por alguns, principalmente os meninos do time. E Zaki estava levando vários socos de mim, aposto que algum deles iria ficar roxo mais tarde.

  Aos poucos, nossos amigos foram chegando em suas casas, até que sobrou apenas eu e meu irmão, caminhando calmamente.

   - Zaki, Zaki, Zaki. - Digo estragando a brincadeira, o que fez ele comemorar.

  - Obrigada, Akemi. - E assim seguimos até chegar na frente de casa.

  Abri a porta já correndo, com Zaki atrás de mim. Entrei no banheiro, trancando a porta, escutei meu irmão me xingar de todos os nomes possíveis.

  Acontece que aqui em casa, há apenas um banheiro. E é isso todos os dias, uma disputa para ver quem consegue entrar nele primeiro. Hoje eu estava com sorte, na maioria das vezes eu acabava com a cara no chão. Zaki era um menino agressivo comigo, mesmo não querendo.

  Saí do banheiro indo diretamente para o meu quarto, o dia não estava frio, porém meu corpo molhado parecia abaixar a temperatura de uma forma absurda.

  Me tranquei no quarto, vesti uma roupa   qualquer e me deitei na cama. Fechei meus olhos e comecei a imaginar quando esse inferno de acordar cedo iria acabar. Provavelmente, apenas quando eu me aposentar. Não estava tão longe, não é mesmo?


Notas Finais


Espero que tenham gostado e entendido. Estou gostando de escrever essa fic, e peço que dêem uma chance para ela, não irão se arrepender (espero)! Até mais.


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