História Painful Observation - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Remo Lupin, Sirius Black
Tags Harry Potter, Remusxsirius, Sirem, Wolfstar
Exibições 256
Palavras 3.760
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Escolar, Fantasia, Ficção, Lemon, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu sei, pode ser que pareça que eu tenha desaparecido por um tempo, mas pode olhar no meu perfil, postei muitíssima coisa! Só que não Sirem..... Mas enfim! Tomei a iniciativa agora, gostaram?

Capítulo 1 - Lembranças e sonhos.


Fanfic / Fanfiction Painful Observation - Capítulo 1 - Lembranças e sonhos.

Uma certeza que tenho é que não o amei desde sempre, tudo aconteceu gradativamente, aos poucos senti todas as mais dolorosas emoções inundarem meu peito, minha respiração cessava facilmente ao seu lado e facilmente eu me esquecia de tudo.

Somente para observá-lo.

E outra pequena certeza que eu tinha é que não havia uma observação mais dolorosa do que a minha. Nunca antes foi tão ruim observar alguém e averiguar seus pequenos gestos, pequenos sorrisos, pequenos olhares. Sirius Black em si não era pequeno, na verdade sua presença era estrondosa. Mas nada disso me impediu de acompanhar suas pequenas evoluções.
No início nos tratávamos como apenas bons conhecidos, ele simpatizava comigo apesar de toda minha timidez e a forma discreta com que eu agia, eu podia sentir seus olhos cravados em mim cheios de curiosidade em várias ocasiões, Sirius era alguém curioso e engraçado. Isso permaneceu por algum tempo, quando ficamos no mesmo quarto ele fez questão de junto a James me atormentarem e terminarem de fazer todas as perguntas que no trem não puderam obter suas devidas respostas. Sirius era alguém interessante. Ele fez questão de mesmo permanecendo ao lado de James na maioria das aulas não me deixar desacompanhado, me ofereceu Peter como colega de carteira e ao menos uma vez a cada cinco minutos ele soltava algum comentário em minha direção.
Foi então que evoluiu para amizade, eu comecei a sentir afeto por Sirius, e era quase necessário eu expor meus pensamentos a ele para que juntos obtivéssemos as respostas para qualquer duvida. Ele era compreensivo. E na maioria das vezes maluco. Sirius então passou a ser meu porto seguro, e eu me machucava cada vez que tinha mentir a ele dizendo que iria visitar minha mãe doente. Doía em mim, ver tanto ele quanto James e o pequeno Peter me esperarem e sentirem dó de mim, por minha mãe estar “tão doente”. Mas cada momento que passávamos juntos compensava todas as mentiras que minha língua pesava ao tentar esconder.
E então descobriram.
Minha licantropia desde o início me assustava. Assustava-me pelo fato de não conseguir domá-la, não conseguir entende-la, apesar de que todo mês ela via e me levava ao delírio em poucos segundos.
Mas para os meninos ela só indicava mais um motivo para serem meus amigos, mais um motivo para eu merecer o companheirismo deles, e foi somente neste momento que eu agradeci por um tempo ser o monstro que eu era.
Sirius se tornara complacente, não mais era ignorante ao extremo e nem perdia os escrúpulos por tão pouco. E isso só fez com que o nosso quarteto se unisse ainda mais. A sua falta de ignorância e James amadurecendo cada vez mais só me apavorou quando percebi que para acompanha-los eu também deveria mudar. Eu me lembro de fazer o possível para modificar algo em minha personalidade. Mas nada do que eu fazia saía com extrema facilidade, era uma parte de mim, uma parte irritante.
E quando Sirius descobriu que eu tentava modificar pequenas coisas em mim, ele tratou de me levar á biblioteca, lembro-me como se fosse hoje, ele passou a mão pelos livros mais empoeirados, e logo depois as esfregou nos meus braços, toda aquela poeira manchando minha pele, como se fosse permanecer ali para sempre, ele olhou meu no fundo dos meus olhos, e nunca os olhos elétricos me foram mais marcantes, e disse: “Não é só porque inventam outros livros com novas temáticas que esses livros tratam de arrancar suas antigas folhas amareladas, sua capa gasta e mudam seus conteúdos. Essa poeira representa os quão únicos eles sãos, e se você olhar bem... Eles são os mais populares da biblioteca.”
Nunca mais após isso eu tratei de mudar meu jeito de ser. E nunca mais após isso Sirius tocou neste assunto, e eu agradeço imensamente por isso. Sirius era compreensivo e atencioso.
Meus queridos amigos se tornando animagos foi algo que me abalou intensamente, e algo que jamais irei esquecer. James estava bastante animado com tudo aquilo, fazia planos imensos que realizava somente a metade, descarregava sua raiva nos pergaminhos que nada tinham haver com tudo aquilo, Peter andava imensamente cansado, e Sirius... Sirius animava a todos com suas expectativas. E não deu outra, quando Sirius se transformou em um enorme cão preto não deixei de suspirar. Sua forma, tão majestosa, nada mais era do que uma forma de me lembrar de que eu realmente era. Um enorme monstro. Não éramos parecidos em tudo, mas seu porte e tamanho me assustavam. Quando passei as mãos pela primeira vez em seu pelo me senti feliz. Eu fui o primeiro a fazer aquilo.
Não muito tempo se passou, quando em um ato de rebeldia e raiva Sirius contou á Snape onde eu sofria minhas transformações, convenceu o menino a ir atrás de um lobisomem possesso por mera diversão, e enganou-o para que ele não soubesse o risco que corria... Pobre Snape, e o seu ato me deixou com um amargor no céu da boca quando acordei que até hoje não consigo explicar.
Seria aquilo decepção?
Naquela época eu poderia dizer que sim, mas hoje compreendo que não era somente isso. Era raiva. Uma raiva ardente que corroía meu peito e trazia aquele gosto ferroso á meus lábios.
Não era raiva de Sirius, pois afinal eu nunca conseguiria sequer arranjar um motivo para me desfazer de sua amizade.
Mas sim, senti uma enorme raiva de mim mesmo. Eu nunca conseguiria brigar com Sirius firmemente, nunca conseguiria me desfazer dele com palavras sangrentas de ódio, e tudo isso porque eu lhe amava. Ele fazia parte de mim. E ver seu olhar devastado não era algo que eu queria presenciar tão cedo.
Então passei a evita-lo, evitei-o o máximo que pude, pedi para Madame Pomfrey para que não o deixasse entrar enquanto eu permanecesse na enfermaria, quando finalmente sai ele tentou falar comigo no nosso quarto, eu não consegui olhar em seus olhos ali, pois se eu olhasse iria ceder aos seus dolorosos pedidos de desculpas, pela primeira vez eu não queria observá-lo.
Não queria ver seus olhos eletrizantes, sua boca delicada, seu nariz empinado e muito menos seus longos cabelos negros.
James entendendo o que eu fazia, fez o possível para manter Sirius longe de mim.
Eu precisava de tempo, para pensar, para aceitar meus sentimentos e para que Sirius também pensasse no que havia feito.
Meu peito doía toda vez que eu via sua cama vazia pela noite, doía quando eu percebia suas faltas em várias aulas durante o dia.
E mais do que tudo, doía quando seus olhos se desprendiam dos meus após um tempo nos observando, para recair sobre seu próprio colo, tristonhos e arrependidos.
Foi a partir de então que eu descobri o quanto o amor doía, o quanto o perdão gritava, e o quanto o arrependimento transbordava.
Tudo isso somente pelas feições de Sirius.
Eu agradeço á Merlin por ter optado pela melhor pessoa a se observar.
Continuamos sem nos falar por certo tempo, e eu poderia até dizer que Sirius estava se acostumando sem minha presença. Já não me cercava quando podia, não tinha olheiras e nem procurava meus olhos a cada segundo.
E essas ações do meu amado me fez pensar constantemente se eu deveria falar com ele. Mas o medo também me corroía. Ele seria amargo comigo? Por eu ter o ignorado por tanto tempo? Por ter o humilhado e desprezado?
Oh céus, tudo o que eu menos queria era isso.
E o arrependimento floresceu em meu peito, me senti triste e cansado. Já não permanecia frio e inaproximável. Minhas barreiras que me faziam parecer discreto se dissolveram e em seu lugar uma chuva constante reinou. Meu peito não mais somente doía, como latejava e clamava por socorro.
Clamava por Sirius. Eu clamava por Sirius e seus braços.
Foi nessa época que os sonhos começaram a vir.
Não eram simples sonhos, como os que temos quando algo nos amedronta sonhos que somente aparecem por seu subconsciente temer que aquilo aconteça. Não eram sonhos a se estudar em uma sala de aula, para que seu amigo leia o que ele quer dizer.
Nesses sonhos era somente eu e Sirius, nada mais compunha o ambiente, às vezes uma cama aparecia às vezes nem mesmo nossas roupas. No inicio Sirius somente acariciava meu pescoço, seus dedos dedilhavam minha pele como alguém que toca um piano de maneira suave. Suas mãos desciam pelo meu peito e meu coração batia forte, suas mãos chegavam a minha cintura e ele sorria, aproximando nossos corpos e me roubando um selar demorado, mas nada mais que isso.
Os sonhos não me assustavam nesta fase, afinal eu desejava que isso acontecesse, eu desejava que Sirius me beijasse.
Mas então nos sonhos o meu Sirius se tornou ousado, ele procurava regiões em meu corpo para satisfazer seus dedos, ele buscava me fazer tremer com os seus toques. Suas mãos adentravam por baixo das roupas, tocava meu abdômen com cuidado, o acariciava longamente, e então, sua mão direita subia primeiro para logo a outra ir ao seu encontro, e as pontas gélidas de seus dedos encostavam-se a meus mamilos. Nesse momento eu era só sensação, nada mais via, e pareciam tão reais seus toques sobre mim. Ele massageava-os com calma, como se já fizesse isso há muito tempo. E quando eu gemia, seu sorriso se alastrava sobre sua face. Ah Sirius, naquela época, como eu queria que esses sonhos fossem realidade.
No dia a dia de Hogwarts, nada mudou, Sirius e eu continuávamos distantes, minha melhor companhia era a biblioteca, Sirius e James se tornaram inseparáveis, e Peter acompanhava James onde quer que fosse. Por isso passei a me distanciar.
Os livros empoeirados não mudam certo? Inclusive consegui devorá-los todos, todos aqueles que Sirius tocara todos aqueles que a poeira Sirius esfregou em meus braços.
Quanto tempo mais eu aguentaria sem Sirius? Quanto tempo mais ele aguentaria sem mim? Era a única coisa que eu pensava.
E meus dias se passavam languidamente, eu esperava todas as noites para que os sonhos viessem, e que depois deles eu me decidisse se me tocava ou se tinha pensamentos amargurados de saudades.
Foi em uma noite como qualquer outra, onde o vento soprava forte contra a janela, já era muito tarde, e eu já estava no meu quinto ciclo do sono. E o sonho enfim começou.
Mais uma vez somente corpos no meio da negridão. Estávamos nus, e as mãos de Sirius apertavam com força minhas coxas. Eu gemi altamente me inclinando para frente, minha testa tocou seu queixo e Sirius logo segurou meus cabelos, me inclinando para trás, Sirius me deitou e olhou profundamente em meus olhos, seus olhos eram repletos de desejo, eles percorreram meu corpo com fome e logo se fecharam, para Sirius beijar-me cm volúpia, não fechei os olhos, continuei a observá-lo, mesmo que de tão perto, quando ele se afastou consegui ver seus olhos se abrindo vagarosamente e uma gotícula de suor escorrer de sua testa.
Seus dedos gélidos seguraram levemente meus ombros e trataram de descer com serenidade por meu corpo, roçaram sobre meus mamilos e os mesmos se enrijeceram. Suas mãos ainda desciam e quando ainda estavam sobre minha barriga, elas acompanharam o movimento descompassado que minha respiração causava. E então ela desceu ainda mais. Foram depositadas sobre meu membro, e Sirius gemeu. Excitado ele se aproximou ainda mais de mim, seu membro roçava em minha entre-coxa, e ele mordeu os lábios com força.
Sirius segurou meu membro, mas como se estivesse com pressa ele voltou a se deitar sobre mim e beijou meus lábios. Beijou-os com intensidade e senti ele se ajeitar entre minhas pernas, suas mãos levantaram minha parte inferior do corpo e laçaram minhas pernas em sua cintura. E com imenso prazer senti seu membro perto de minha entrada. Em pura excitação joguei a cabeça para trás gemendo longamente. Sirius por um momento parou o que fazia e me observou. Para então dizer com uma voz baixa e rouca:
- Suas cicatrizes me encantam.
E estão ele passa a mão sobre uma delas que ficava em minha pélvis. Sinto meu corpo tremer. E logo ele desce suas mãos para me preparar. Não é como se ele nunca tivesse feito isso nos sonhos, mas sempre que fazia, eu sentia o sangue circular mais rapidamente em direção as minhas bochechas, deixando-as coradas.
Ele era delicado, e suas sobrancelhas de juntavam por extrema concentração. Ele não queria me machucar. Eu deveria ter dito a ele que ele nunca iria fazer isso.
Mas o meu eu do sonho nada faz.
E logo Sirius volta a me beijar tranquilamente, seguro seu pescoço e minhas curtas unhas arranham toda a extensão de sua nuca até sua cintura, deixando suas costas toda marcada.
Ele suspira, e vejo os músculos de seus braços se tencionarem. Seu membro faz pressão em minha entrada e eu fecho os olhos. Ele me preenche lentamente, sinto meu corpo automaticamente tentando expulsá-lo e solto gemidos ligeiramente altos. Sirius termina de se inserir em mim e espera eu me acostumar.
Nunca um sonho foi tão cheio de detalhes.
Normalmente eu só via peles, partes dos corpos se tocando, gestos, tudo ao redor de Sirius.
Como sempre, eu estava o observando.
Sirius começa a se mover e eu agarro seus braços, todo meu corpo sente uma onda extensa de prazer, Sirius continua a se mover, cada vez mais rápido, eu encosto minha cabeça em seu ombro e lá eu solto gemidos diretamente para seu ouvido.
Sirius acerta minha próstata repetidas vezes, e isso faz todo meu baixo ventre formigar, como se a qualquer momento eu pudesse gozar. Sirius arfava enquanto estocava em meu interior. Suas mãos revezavam entre manter seu equilíbrio e tocar meu corpo.
Palavras sujas saiam repetidas vezes de sua boca e não é como se eu não gostasse, tudo deixava o momento ainda mais intenso.
Meu baixo ventre continua a formigar e sinto meu membro latejar para se aliviar, mas eu não chego nem a mover minhas mãos sobre ele direito, e meu sêmen se despeja em abundância entre mim e Sirius, sinto quão pegajoso era o líquido, em puro êxtase arqueio minhas costas e soltos longos gemidos, arranho os braços de Sirius desde seus ombros até um pouco acima dos cotovelos. Pela posição que eu estava, minha entrada se contrai e aperto o membro de Sirius em meu interior, e logo ele urra e todo seu líquido é solto em meu interior.
Sirius desaba sobre mim e me aperta entre seus braços. Ouço sua voz entrecortada perto de meu ouvido:
- Eu te amo, eu te amo muito Monny... Por favor, volte para mim.
O meu eu do sonho permanece em silêncio e logo o aperto de nossos braços se enfraquece e Sirius sai de meu interior.
Seus olhos não mais expressavam desejo, mas sim tristeza.
Era a primeira vez em tantos sonhos que isso acontecia.
Ele suspira e o sonho se esvai.
Tudo fica escuro por muito tempo, volto a dormir tranquilamente. Mas logo meu membro lateja, e eu acordo com todo meu corpo latejando em conjunto.
Suspiro ainda extasiado pelo sonho que havia tido, e suspiro novamente de decepção por não ter Sirius em meus braços.
Meu corpo latejava, mas meu coração doía. Doía de amores por Sirius, doía de ódio de mim mesmo por ter ignorado por tanto tempo sendo que ele já havia se desculpado, doía por saber que ele não mais precisava de mim.
Sinto meus olhos se inundarem de lágrimas ao lembrar que no sonho ele disse que me amava, eu já me esquecia gradativamente das partes que ele tocou e começo a soluçar baixinho de tanta sofreguidão. Ele disse que me amava, disse que gostava de minhas cicatrizes.
Suspiro tentando normalizar minha respiração enquanto as lágrimas ainda desciam. Era doloroso amar alguém. Era doloroso amar Sirius.
Quando estava prestes a me deitar na cama, um imenso barulho pôde ser ouvido no quarto, logo limpei meus olhos agarrei minha varinha que estava sob o travesseiro e sai da cama. A luz estava apagava então agitei a varinha em sua direção, para em seguida avistar Sirius estatelado no chão com o baú sobre ele e suas coisas espalhadas. Corro em sua direção tirando tudo de cima dele, ele apenas geme de dor e segura minha mão para se levantar.
Colocamos tudo dentro do baú em silêncio, eu fungava de vez em quando e o barulho no silêncio mortífero era enorme.
Quando acabamos de arrumar, esperei alguns segundos olhando para Sirius, eu não queria sair dali, fazia tanto tempo que não ficávamos tão perto assim um do outro.
Sirius suspirou, seus olhos estavam pregados no chão. Eu funguei novamente, e dei um passo para trás. Imediatamente Sirius olhou para mim. Pensei então em pergunta-lo o porquê do tombo, mas na hora que minha voz saiu ela veio embargada e fina.
Fico constrangido enquanto os olhos de Sirius ainda estavam pregados sobre mim.
- Eu ouvi... Ouvi você chorando e eu não consegui ficar parado por mais tempo. Eu queria me aproximar de você e eu-
Assim que ele ia continuar escutei James tossindo e fiquei com medo de que ele levantasse de repente, então sem pensar muito agarrei a mão de Sirius e fomos até lá fora.
Do lado da porta do quarto Sirius deu as costas á parede e me puxou para mais perto. Quando estávamos cara a cara me lembrei de nossas mãos ainda unidas, e me subiu um calafrio por toda a espinha. Era o primeiro contato real que tínhamos em semanas.
Sirius ousou dar mais um passo encaixando sua cabeça em meu ombro, para só então continuar a falar.
- Eu senti tantas saudades... Eu senti sua falta Monny. Perdoe-me, por favor. Volte para mim.
Assim que Sirius soltou essas palavras me lembrei de que no sonho ele havia me dito a mesma coisa. Agarro-o rapidamente em um abraço apertado afogando meu rosto em seu peito.
- Remus eu não aguento mais a distância entre nós, fingir que está tudo bem durante as aulas quando você se senta o mais longe possível, na hora das refeições você sequer olha direito para o prato antes de devorar tudo e sair correndo. Sinto falta de tudo, das brincadeiras, das conversas, de nós dois.
Sirius se afasta e olha em meus olhos.
- Nós dois Monny, lembra-se disso? Existia um nós antes disso, me perdoe se eu errei, eu não deveria ter dito nada para o Snape, eu só estava tão irritado por conta de tudo, eu não vi nada de errado em jogá-lo lá, eu não pensei direito...
Coloco meu dedo em frente á sua boca pedindo-o para se calar.
- Eu já lhe perdoei Sirius... Há muito tempo atrás.
Sirius franziu o cenho e segurou em minha cintura.
- Então por que não voltou a falar comigo?
- Ah... Sirius, eu fiquei com tanto medo, ficamos sem nos falar por tanto tempo, eu pensei que você já havia me esquecido.
- Eu nunca iria lhe esquecer, Remmy, sequer brigar com você. Tudo o que eu mais queria e ainda quero é estar próximo de ti. Por favor, não me prive disso.
- Nossa amizade é tão importante assim para você? – pergunto emocionado. Sirius olha em meus olhos por um tempo, para então colar nossos corpos de vez.
- É muito mais que isso. – e então ele junta nossos lábios superficialmente, somente em um selar.
Continuo com os olhos abertos, sem saber como reagir. Ficamos assim por um tempo, Sirius tenta mover seus lábios sobre os meus, mas sequer eu conseguia seguir seus movimentos. Então lágrimas começam a escorrer sobre minha face e Sirius se afasta talvez um pouco assustado.
- Desculpe, é que eu... Eu não pensei que isso iria acontecer. – digo limpando meu rosto.
Sirius ainda me olhava assustado.
- Me desculpe, eu não deveria ter feito isso, oh droga, você irá desistir de mim de vez, não é? Não acabe com nossa amizade foi algo idiota de minha parte, é só que eu pensei que... Que...
Sirius se senta na escada olhando para seus pés descalços.
Suspiro, eu conseguia sentir meu coração batendo rapidamente quase escapando pela boca. Caminho em sua direção e me sento ao seu lado. Sirius me olha de rabo de olho.
- Sabe... Eu estava tão confuso, meus sentimentos por você transbordavam, e então você fez aquilo com Snape, aquilo comigo. Eu não sabia como agir, eu estava tentando ficar bravo com você, mas em meu coração só havia amor, então eu resolvi me distanciar, eu estava confuso. Assustado por meus sentimentos, eu pensava que esse tempo todo iria me ajudar a pensar e resolver toda essa bagunça, então agora você me beija depois de um pedido de desculpa e eu não sei o que fazer. Não sei o que você sente.
Sirius segura minhas mãos.
- Remmy, eu sempre estive te observando durante todo esse tempo, desde o Expresso, até minutos atrás em sua cama. Era a melhor coisa observar seus olhos cansados ou famintos, suas expressões e sentimentos. Eu amava tudo, e foi tão doloroso ver você sofrer á distância. Foi uma observação dolorosa, pois eu não podia te tocar, te beijar, te acolher em meus braços e dizer que te amo.
Meu coração se enche de emoção quando Sirius diz aquilo. Solto nossas mãos e seguro sua face.
- Diga agora.
- O quê? – Sirius diz confuso e surpreso.
- Diga que me ama agora.
Sirius leva meu corpo para mais perto do seu e novamente une nossas mãos, entrelaçando-as e logo beijando a minha.
- Você sabe que eu amo você, isso está estampado em minha face. Nunca, nem por Merlin eu deixaria de fazê-lo. Por favor Monny, aceite meus sentimentos.
Todo o peso que eu carregava em meu coração se esvai com as palavras de Sirius e eu colo nossos lábios brevemente, somente para dizer.
- Sim, eu aceito seus sentimentos.
Oh essas são as melhores lembranças que eu poderia ter tido sobre minha adolescência. Pois tudo a partir de então girou em torno de mim e de Sirius, nada mais importava dentro de nossa bolha pessoal. O amor que havia entre nós dois floresceu progressivamente.
E desde aquele dia eu nunca mais tive sonhos daquela forma, pois as relações que eu buscava em sonhos passaram a se tornar realidade, e eu nunca me senti tão realizado.
Sirius definitivamente me deu uma longa observação. Uma observação dolorosa.
Mas com toda certeza eu afirmo. Ele era a melhor pessoa a se observar.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Sério, eu escrevi o final quase dormindo, então se estiver ruim, saibam que podem falar á vontade! Até mais! ~~~~( ^ - ^ )~~~~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...