História Paixão A Mil Por Hora (Camren) - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren
Exibições 100
Palavras 3.764
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu sei que voce vao achar estranho a Lauren rir do Nome da Camila mais é que o Nome Da Menina no Livro é muito estranho,e eu nao decidi mudar isso. Espero que gostem.

Capítulo 4 - O Encontro V8


Lucy está nos levando em direção ao Porto. Olho pelas janelas atenta a qualquer sinal de vida mas parece que somos os únicos por aqui. O carro anda mais uns 300 metros e eu começo a ver uma certa movimentação a frente.

Lucy para o carro e nós descemos. Olho em volta e vejo que deve ter umas 150 pessoas por aqui. Há um fluxo grande de pessoas pra lá e pra cá, todas com alguma bebida na mão. As meninas estão embaladas a vácuo praticamente. Vestidos, saias, blusinhas, tudo curto e muito justo. Olho a roupa de Dinah , que eu não havia reparado antes e, até ela esta vestida a caráter, com uma saia curta e um top. Me sinto um peixe fora d’agua em meus jeans e cardigã.

Era isso? Uma festa numa rua deserta? O que de especial e secreto tem nisso?

Lucy e Dinah vão se infiltrando no meio das pessoas e eu vou junto, sentindo os olhares analisadores de todos. Está na cara que eu sou carne nova no pedaço.

Paramos de andar de repente e eu vejo do que todos estavam em volta. No centro do aglomerado de pessoas, estão cinco carros. Olho pra cada carro e percebo que encostado no capô de cada um tem um homem com varias garotas seminuas a tira colo, a atitude dos caras é como se estivessem dizendo “Olhe a minha máquina. Olhe as minhas garotas. Eu sou foda”. Tenho a impressão que esses caras são os maiorais desse “encontro.”

Meu coração dá um salto quando eu percebo que um dos cinco carros é um Mustang idêntico aquele em que a Lucy apareceu na escola no começo da semana.

Será que isso significa que Lauren está aqui? Penso que é muito provável. E porque eu estou tão animada com a possibilidade de vê –la? Procuro por ela perto do Mustang e percebo que ela deve estar encostada no capô do carro igual aos outros quatro, mas eu realmente não posso ter certeza porque literalmente deve ter umas 15 garotas cercando a frente do carro. Continuo olhando pra tentar ver se é realmente ela quem está ali ou se é outra pessoa, obtenho minha resposta quando Lucy assovia e grita.

- Hey Lauren!- Algumas mulheres saem do caminho e agora eu posso vê-la perfeitamente. Ela está com duas garotas, uma em cada lado, suas mãos em suas cintura. Ela acena pra Lucy e Dinah, que está enroscada em sua cintura. Quando seu olhar passa por mim vejo uma expressão de reconhecimento. Ela retira rapidamente seus braços da cintura das duas mulheres e caminha em nossa direção com um olhar baixo, eu diria predatório até.

Ela para na nossa frente, emanando uma aura intensa e densa que me deixa inquieta. Cruzo meus braços no peito de uma forma protetora e olho para todos os lados, menos em sua direção.

- Lucy.Dinah. - Ela diz e sua voz manda uma onda de arrepio através do meu corpo. Ainda não fui capaz de olha-la nos olhos.

- Lauren, essa é a Camila. - Dinah me apresenta. – Camila, essa é a Lauren.- Sou obrigada a levantar o olhar. Malditas regras de convívio social.

Quando localizo seu olhar é tipo...uau. Seus olhos são os mais lindos olhos que eu já vi. Verdes e intensos.

Seus olhos brilham com malícia e sua boca levanta devagar, ela começa a rir baixinho, sua risada aumenta e vira uma gargalhada. Fico sem entender nada, será que eu fiquei tão hipnotizada por seu olhar que perdi alguma coisa?

Quando ela finalmente para, ela me encara com um ar divertido.

- Porque seus pais te odeiam tanto?- Ela pergunta sorrindo. Escuto Dinah e Lucy dando uma risadinha.

Fico furiosa por elas estarem rindo de mim. Cruzo com mais força os braços e faço uma carranca.

- Meus pais não me odeiam. Esse é o nome da minha avó, e eles queriam fazer uma homenagem.- Acho que não foi uma boa ideia contar sobre a minha avó, porque isso só fez elas rirem mais. – Faz sentido agora.- Ela diz.

- Acho melhor te chamar só de Gwen, se eu não quiser gargalhar até morrer toda vez que falar com você.-

- Deixa ela em paz cara.- Lucy diz mas eu percebo que ela também está se divertindo as minhas custas.

- Ok, não falo mais nada. Mil perdões por rir do seu nome Camila.- Ela diz e tenta segurar o riso.

Lanço um olhar de desprezo em sua direção, mas parece que o fato de ela ter conseguido me irritar só o está divertindo ainda mais.

Passando a mão pelo cabelo ela começa uma conversa com Lucy.

Mesmo com a raiva que eu estou dela por ter rido de mim, não consigo parar de olhar para seu perfil enquanto conversa. Ela é tão perfeita, os cabelos castanhos não são nem compridos demais nem curtos demais, seus olhos verdes, seu nariz, sua boca, seu queixo, o formato do seu rosto. Ela tem traços fortes, traços de Mulher e não de menina. E sua voz é tão sexy que meu corpo se eriça toda vez que ela fala.

- Eu tenho que voltar pro meu bebê.- Ela aponta o carro. - A gente se vê depois.- Ela diz olhando nós três.

Ela dá três passos em direção ao seu carro então se vira e me encara com um sorriso no canto dos lábios.

- A propósito, gostei do suéter...coração.-

Olho para suas costas enquanto ela se afasta

– É um cardigã, sua idiota.-

Grito sem saber o que mais responder.

Dinah e Lucy só tem olhos...e bocas uma pra outra, então aqui estou eu, completamente deslocada e ignorada. Olho pros lados procurando alguma pessoa com quem eu possa começar uma conversa, porque definitivamente eu não vim até aqui pra ficar sozinha. Infelizmente, todos parecem tão envolvidos em suas próprias conversas, acho que aqui funciona daquele jeito; você tem que ser apresentado para os outros por alguém do próprio grupo, você não pode simplesmente chegar em alguém e dizer “Oi, vamos ser amigos?”. Então minha única opção é continuar sozinha e com cara de paisagem. Pelo menos eu vou ficar com cara de paisagem ali no outro canto, onde eu não possa ver a língua de Lucy sendo enfiada na boca da minha melhor amiga. Sério, elas deveriam arrumar um quarto. Mas aqui, as demonstrações públicas de afeto não parecem constranger mais ninguém além de mim. Cara, esse realmente não é o meu lugar.

Me afasto do casalzinho pegação e vou caminhando até o local onde eu vejo algumas pessoas pegando bebidas. Estou morrendo de sede.

Procuro por água ou refrigerante mas é claro que só tem cerveja e outras bebidas com álcool. Decido pegar uma cerveja, eu nunca experimentei, vai que é bom.

Mas primeiro eu preciso descobrir como abrir essa garrafa, sem um abridor. Observo algumas pessoas passando, pegando uma garrafa e abrindo com a mão. Tento imita-las, sem sucesso.

- Maldita garrafa.- Amaldiçoou baixinho.

- Ela realmente não tem culpa.- Me viro em direção ao dono daquela voz grave e poderosa. Um cara alto, de cabelos negros e olhos Azuis está me encarando com um sorriso brincalhão. Ele tem um cavanhaque levemente comprido que em outra pessoa eu acharia estranho, mas nele combina.

- Amaldiçoar não vai fazer ela abrir, sabe.- Ele aponta pra garrafa e então com um movimento rápido ele a pega da minha mão. Facilmente ele abre a tampa e me entrega a cerveja.

- Prontinho.- Ele me diz sorrindo amavelmente.

- Obrigada.- Respondo olhando pro chão.

Você alguma vez já deve ter feito isso, não é? Olhar o chão para disfarçar a timidez. Bom, eu faço isso o tempo todo, porque basicamente qualquer contato com pessoas que eu não conheço me deixam terrivelmente nervosa e tímida. A culpa não é minha, eu fui privada do convívio frequente com pessoas da minha idade, praticamente a minha infância inteira, então eu não desenvolvi a habilidade de interação social com completos desconhecidos.

- De nada.- Ele diz se afastando pra pegar uma cerveja para ele mesmo.

- Essa é a sua primeira vez aqui.- Não foi uma pergunta.

- Qual foi a sua dica?- Tento brincar pra descontrair.

- Acho que o suéter de coraçãozinho?- Pergunta de forma brincalhona.

Eu coro com a sua menção a minha roupa, porque realmente em comparação com o modo de vestir de todos aqui, eu estou destoando e isso me faz muito desconfortável. Apesar que agora ninguém mais está reparando em mim, estão todos preocupados demais em se divertir.

- Não precisa ficar com vergonha, eu achei ele uma graça...e você também.- Ele diz e então da um gole em sua cerveja.

- Acho que eu não fiz de todo mal em vir vestida assim, você é a segunda pessoa que elogia meu suéter de coração.- Achei que corrigi-lo dizendo cardigã seria desnecessário.

- Quem mais te elogiou?-

- Uma amiga da namorada da minha amiga.- Eu dou um sorrisinho.

- E quem seria a amiga, a namorada e a sua amiga?- Ele pergunta tomando mais um gole.

- A minha amiga é a Dinah, acho que é a primeira vez dela aqui também. A sua namorada é a Lucy e a amiga dela é a...-

- Lauren.- Ele termina a frase por mim. Ele diz o nome dela como se tivesse um gosto amargo na boca.

- Sim. Você conhece ela?- Fico curiosa.

- Infelizmente, conheço.- Ele diz e parece tenso.

- Infelizmente, não é? Parece que você não é muito fã dela.- Comento.

- Não...nem um pouco.- Ele diz com o maxilar apertado.

Dou o primeiro gole na minha cerveja pra tentar disfarçar o silêncio embaraçoso.

Urgh! Que gosto horrível, tendo disfarçar uma careta. Porque as pessoas bebem isso mesmo?

- De qualquer forma...eu não me apresentei, eu sou o Austin.- Ele me estende a mão.

- Camila, muito prazer.- Digo apertando sua mão.

- Então Camila, você quer ser a minha mascote?- Ele pergunta tranquilamente.

Me engasgo com a cerveja. Ela tem um goste horrível mas não dá evitar beber. Annn, agora sei porque as pessoas bebem isso...

Vendo minha reação ele diz - Desculpa, esqueci que você é nova aqui.- Ele está balançando a cabeça. – Todos os corredores levam uma garota no carro, durante a corrida. São as mascotes.-

Então minha ficha cai. Puta que pariu!!! Eu estou em um racha? Que merda. Eu devia ter percebido; garotas seminuas, meninos exibindo seus carrões, todo esse ar de segredo com relação a esse encontro. V8, agora eu entendi, é por causo do motor. Nossa, como eu sou burra. E eu que já assisti todos os Velozes e Furiosos.

Enquanto recrimino a minha idiotice, Austin está esperando uma resposta. O que eu digo? Não?

Abro a minha boca mas não sei como dizer; não, muito obrigada mas eu não quero estar dentro do seu carro quando você estiver correndo como louco.

- Então, você vai ser a minha mascote hoje a noite, princesa?- Ele diz isso e esfrega suavemente o polegar na minha bochecha.

- Ela não vai ser nada sua, Austin.- Eu reconheço essa voz, só tem uma pessoa até agora que é capaz de provocar essa reação que o meu corpo acabou de ter. E apenas com palavras, Jesus. E se ela me tocasse? Eu viraria gelatina com certeza.

Austin se vira e Lauren o olha como se quisesse abrir um buraco em sua cabeça, apenas com o olhar.

- Acho que isso é com a Camila, não é princesa?- Ele pergunta se virando pra mim.

Eu abro a boca pra responder mas Lauren me corta.

- Ela não vai fazer isso...- Diz pra Austin. - ...você não vai fazer isso, Camila.- Ela me olha com raiva.

Quem ela pensa que é pra me dizer o que eu posso e o que eu não posso fazer? Eu já tenho o suficiente disso em casa, e apesar de que a idéia de correr com Austin me embrulhe o estômago eu me pego dizendo:

- Eu faço o que eu quiser Lauren.- Fuzilo ela com o olhar e depois me volto para Austin. – Eu adoraria ser a sua mascote.- Sorrio amavelmente.

Austin abre um sorriso lento de vitória, então fica ao meu lado e encara Lauren.

- Você ouviu a princesa. Agora se manda.- Ele faz sinal com a cabeça.

Se aproximando mais, Lauren diz - Só por cima do meu cadáver você vai leva-la.- Fúria é perceptível em sua voz. Não consigo entender qual é o seu problema.

- Isso pode ser arranjado.- Austin diz tão friamente que um arrepio percorre minha espinha.

- Se você quer correr você pode vir comigo.- Lauren me diz ainda encarando Austin, sem nunca desviar o olhar.

Até parece que eu vou com essa idiota.

- Eu prefiro ficar com o Austin.- Eu digo petulantemente.

- Você nem conhece o cara, Camila.- Eles ainda estão se encarando. Tenho impressão que estou diante de um combate. Lauren e Austin realmente não gostam nada um do outro, é mais do que antipatia ou competição. Eles se odeiam.

- E dai? Eu mal conheço você também.- Nessa hora ela desvia o seu olhar pra mim e eu me encolho um pouco. Parece que ela quer me estrangular.

- Eu não vou permitir que você corra com ele. Agora venha comigo.- Ela agarra meu pulso mas eu puxo meu braço e me solto do seu aperto.

- Ela não quer ir com você Lauren. Ela quer ficar comigo.-

- Cala boca.- Ela praticamente cospe as palavras pra Austin.

- Você quer fazer isso da maneira fácil ou da maneira difícil?- Ela me pergunta erguendo uma sobrancelha e isso é sexy pra caramba.

Quando eu não digo nada ela agarra meu pulso de novo e eu repito meu movimento de fuga.

Ela me olha desafiadoramente, coloca as mãos na cintura e dá um suspiro.

- Do jeito difícil então.-

Antes que eu perceba o que ela está fazendo, eu estou sendo jogada contra suas costas. Uma de suas mãos está me segurando pela coxa e a outra está espalmada em minhas costas. Ela começa a andar pra longe.

- Lauren me coloque no chão agora.-

Ela não o faz.

- Me solta sua idiota.- Grito e esmurro as suas costas.

Ela continua andando despreocupadamente e parece não ligar para os olhos curiosos que nos seguem.

Olho pra Austin procurando por ajuda mas ele continua no lugar, olhando Lauren como se realmente quisesse mata-la.

Continuo batendo em suas costas e gritando para que me solte mas Lauren fingi não me ouvir. Ela nem parece estar fazendo esforço, não que eu seja super pesada, mas ela me levantou como seu eu fosse um saco de penas e agora está me carregando aparentemente sem nenhum esforço.

Desisto e apenas espero que ela me leve aonde ela me quer, minhas mãos soltas em suas costas, quase encostando em sua bunda. Bom, já que eu estou aqui eu posso muito bem apreciar a vista.

Lauren abre a porta do seu carro comigo ainda em seu ombro, então me joga no lado do passageiro. Caio sobre o banco de couro preto.

- Sua idiota, não pense que...-

Ela bate a porta na minha cara me cortando, rindo dá a volta no carro. Quando ela entra eu grito.

- Sua filha da mãe, quem você pensa que é? Isso não vai ficar assim.- Estou tão furiosa com ela que eu podia mata-la.

Ela está rindo e isso me deixa mais furiosa ainda.

- O que é tão engraçado?-

- Você.- Ela me olha nos olhos. – Você fica uma gracinha com raiva, sabia?-

Eu bufo e coloco a mão na maçaneta da porta, me preparando pra sair.

- É melhor você não fazer isso.-

- E porque não?- Pergunto ainda muito brava com ela.

- Porque a corrida já vai começar.- Ela diz e escuto o motor do carro ganhando vida. Olho pros lados e vejo que os outros motoristas também estão se preparando.

- Eu não vou correr com você.- Eu grito.

- Você não estava ansiosa pra ser uma mascote?-

- Mas não a sua mascote, sua idiota.-

Ela coloca a mão no coração e fingi sentir dor.

- Ai meu coração! Essa doeu, Camila. Porque você aceita ser a mascote daquele pedaço de merda e não minha?-

- Sua idiota, eu não ia ser mascote de ninguém. Eu só falei aquilo porque eu não gostei de você me dizendo o que fazer.-

Ela parece aliviado de saber que eu não iria realmente correr com Austin.

Ela começa a manobrar o carro pra ficar na posição.

- Eu vou sair, eu não estou a fim de morrer hoje.- Digo e abro uma fresta da porta quando ela segura meu braço, se inclina e fecha a porta.

- Não. Você vai vir comigo.- Ela não notou ainda que eu não gosto que ela me diga o que fazer? Eu acho que ela notou e é justamente por isso que ela faz, pra me provocar.

- O inferno que eu vou.- Digo.

- Sabe, pra alguém que estuda em uma escola católica, você tem uma boca bem suja.-

Eu bufo. Incrível como essa garota  tem o dom de me tirar do sério. Ela é tão irritante e... gostosa. Droga, tenho de parar de pensar nela desse jeito.

- Não precisa ter medo, coração. Hoje não vai ser ponto a ponto, esse é perigoso. Hoje nós só vamos correr até aquele ponto ali na frente, está vendo?- Ela aponta pra frente.- Então fazemos a volta, o primeiro a voltar aqui, vence.-

Vejo que tem um cara na frente dos carros falando alguma coisa, então ele passa de carro em carro. Quando chega no nosso, Lauren abre a janela e tira um bolo de dinheiro da jaqueta e entrega ao homem.

Uma garota caminha na frente dos carros e para entre dois deles. Ela faz um sinal com as mãos e uma sinfonia de roncos de motores começa. Lauren começa a acelerar assim como os outros competidores. Estão se provocando.

Observo seu perfil apenas iluminado pela luz amarela do poste. Ela não parece tensa ou nervosa, apenas concentrada. Sua mão aperta firmemente o volante.

Lá fora, a pequena multidão solta gritos de incentivos aos seus corredores preferidos. Os nomes que eu mais consigo distinguir são os de Austin e Lauren.

A mulher faz outro sinal e eles aceleram mais.

- Não acredito que eu estou fazendo isso.- Meu coração está tão acelerado que acho que ele vai saltar fora do meu peito.

Então a mulher faz o ultimo sinal e Lauren arranca em uma velocidade impressionante. Minhas costas se chocam contra o banco e eu me agarro a ele como se a minha vida dependesse disso. Acho que teria sido mais inteligente ter colocado o cinto de segurança.

Olho pros lados e percebo que deixamos os outros pra trás. Lauren deve ter modificado o motor do carro, ela corre muito.

Percebo com a minha visão periférica que um carro se aproxima pelo meu lado. Olho e vejo Austin no volante, seu olhar compenetrado a sua frente.

Ele está lado a lado conosco, Lauren dá uma rápida olhada para o carro de Austin e então troca rapidamente a marcha, exigindo mais do carro, o motor ruge pelo esforço.

Meu coração está a mil, ouço a pulsação em meus ouvidos. Adrenalina percorre o meu corpo.

Lauren habilidosamente faz uma curva, perdendo o mínimo possível de velocidade durante o processo. Agora estamos voltando pelo caminho em que viemos, e nós somos os primeiros. Nós vamos vencer.

Não sei quando o medo deu lugar a excitação, mas eu realmente estou ficando animada com isso. Sinto a adrenalina percorrendo todo o meu corpo e a sensação é maravilhosa, é indescritível.

Me viro e vejo um carro logo atrás de nós.

- Mais rápido, ele está logo atrás de nós.- Eu grito.

Lauren vai trocando de marcha e parece que ela está fazendo isso certo, porque estamos deixando os outros comendo poeira.

Passamos a linha imaginária e freamos. Nós vencemos. Não acredito nisso.

Eu participei de um racha e venci. Quer dizer, Lauren venceu, ela fez tudo sozinho mas mesmo assim...

Ela bate os punhos no volante em vitória.

- Você conseguiu.- Eu digo, minha voz é uma mistura de espanto e animação. Ela me olha e dá um sorriso que literalmente me deixa sem fôlego. Sinto meu coração batendo fortemente contra meu peito e suspeito que não tenha nada a ver com a adrenalina.

Nesse momento várias pessoas cercam o carro e arrancam Lauren de dentro. Não tenho certeza que eu consiga ficar em pé mas arrisco. Saio do carro também e vejo DJ vindo em minha direção.

- Ai.Meu.Deus! Mila, não acredito que você acabou de fazer isso.- Ela me diz me abraçando.

- Nem eu, DJ- Sinto a adrenalina fluindo para fora do meu corpo, meu coração lentamente voltando ao normal.

Cara, eu amo adrenalina. Ela não só faz você se sentir bem durante, mas também depois. Mesmo agora, estou me sentindo tão bem, tão relaxada. Tão viva.

DJ é a única me dando atenção, o resto das pessoas estão bajulando a campeã da noite. Olho pra Lauren a tempo de ver uma loira se jogando em cima dela e a beijando na boca.

A sensação boa vai embora na hora, sinto um mal estar. Me recuso a olhar mais e saio dali, uma Dinah confusa me segue pra fora daquele amontoado de corpos.

Não entendo o porque eu estou me sentindo mal por ver Lauren beijando aquela garota, ela provavelmente faz isso toda hora, e aposto que faz muito mais também.

Ouch. Não devia ter pensado sobre isso, meu estômago embrulha e me sinto nauseada.

Meu corpo me trai. Quando estou perto dela, quando escuto sua voz sedutora, meu corpo reage como se eu fosse uma adolescente cheia de hormônios. Ok, ok eu sou uma adolescente cheia de hormônios, mas essa reação do meu corpo não pode ser normal nem pros adolescentes. É simplesmente muito forte, muito intenso. Nunca ninguém foi capaz de provocar isso em mim.

E agora, ao vê-la com outra garota, sinto como se estivesse doente. E de pensar nas muitas outras garotas que ela deve ter tido no passado, me sinto pior. Não faz sentido. Eu nem a conhecia até uma semana atrás, essa é a segunda vez que eu a vejo. Não é da minha conta quem ela beijou ou vai beijar. Eu não devia me importar. Mas eu o faço.

Mas que merda é essa que está acontecendo comigo ?


Notas Finais


Bom è isso, desculpem qualquer erro Ate amanha bjuss


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