História Paixão A Mil Por Hora (Camren) - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren
Exibições 80
Palavras 1.544
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa Leitura !!!

Capítulo 8 - Na Cachoeira


Depois de andarmos por alguns minutos mata a dentro, escuto um barulho. Conforme vamos andando, o barulho vai aumentando. Parece o zumbido de milhões de vespas.

- Lauren, onde estamos indo?-

- Você já vai saber, coração. Estamos chegando.- Ela responde com um sorriso.

De repente, quando adentramos em uma clareira, eu vejo o que era a causa daquele barulho.

Lauren me puxa para mais perto da cachoeira, o barulho agora extremamente alto.

- Pensei que poderíamos fazer um piquenique na beira do lago, escutando o barulho da água e dos animais. O que acha? – Ela sorri e vejo a empolgação em seus olhos.

- Acho perfeito.- Fico na ponta dos pés e lhe dou um selinho.

Ela estende a toalha e eu ajudo a distribuir o conteúdo da cesta. Tem sanduiches de pão baguete com molho, salame, queijo e alface. Bolo, cookies, morangos, uvas e suco.

Tiro meu calçado e me sento a sua frente. Nós comemos os sanduiches, que são deliciosos, e conversamos sobre mim. Ela me pergunta sobre todos os meus gostos; minha cor preferida, filme, flor, minha matéria favorita e a que eu mais odeio. Pergunta do que eu tinha medo quando criança e do que eu tenho medo agora.

- Acho que agora, do que eu mais tenho medo é de mim mesma.- Digo sinceramente.

- De você? – Ela pergunta.

- É, de mim. Tenho medo de não conseguir ter forças suficiente, continuar a viver a vida que me é imposta pelos outros e não aquela que eu quero.

- Porque você faz isso? Aceita que ditem a sua vida sem questionar? -

- Não sei, acho que eu não gosto de decepcionar as pessoas.- Respondo.

- Sabe, a vida é curta demais para adiarmos a felicidade, Camila. Se você tiver que decepcionar alguém para ser feliz, então faça. Ninguém vai lutar com mais força pela sua felicidade do que você mesma, porque a busca pela felicidade é algo egoísta. Cada um procura apenas a sua própria, e depois que encontra, não se importa com a dos outros. –

Sei que Lauren está certa, eu tenho que correr atrás daquilo que me faz feliz. E no momento, o que me faz feliz é ela. Sei que meus pais nunca o aprovariam como minha namorada, mas é ela que eu quero e mesmo que eu esteja morrendo de medo, uma hora eu vou ter que contar sobre Lauren para eles. Mas ainda não é o momento, ainda sou muito covarde.

***

Depois de comermos, deitamos e observamos o céu.

 Lauren estende o braço e eu deito minha cabeça em seu ombro, me aconchegando em seu corpo. Ela fecha o braço em minha volta e a sensação de ficarmos abraçadas é a melhor do mundo. Fecho os olhos e sinto meu corpo relaxar sob o agradável calor do sol. Escuto os sons da natureza ao nosso redor e inalo o maravilhoso cheiro de Lauren.

Será que eu morri? Porque isso poderia facilmente ser o paraíso.

Penso sobre o dia que eu vi Lauren pela primeira vez, no meu primeiro dia de aula. Depois lembro do nosso encontro no racha, como ela me tirou do sério aquele dia. Dou uma risada quando me lembro o quanto eu queria mata-la em um minuto e o quanto eu queria beija-la no próximo.

- Qual a graça?- Ela me pergunta, fazendo carinho em meu braço.

- Nada, é só que eu me lembrei daquele dia no encontro V8. Como você me deixou com raiva mas mesmo assim, uma hora depois nós estávamos nos beijando no seu carro.-

- Você fica linda com raiva. Mais linda do que já é.- Ela diz e sinto o sorriso em sua voz.

De repente fico curiosa.

- Faz tempo que você corre nesse encontro?- Pergunto.

- Faz 3 anos. Eu participava de alguns rachas, mas nada como esse, tão...-

- Tão?-

- Tão organizado. No encontro V8 é tudo muito bem planejado, não é qualquer um que sabe quando e onde acontecem. Sempre é em lugares diferentes e ninguém sabe onde até poucas horas antes. A policia está louca pra acabar com a gente, as poucas vezes que eles conseguiram nos achar eles só prenderam alguns frequentadores sem importância, nunca ninguém que pudesse comprometer a coisa toda.-

- Eu nunca ouvi a policia falando sobre isso. Há quanto tempo existe o V8?-

- Eles não falam porque não querem que as pessoas saibam que tem um grupo de jovens passando a perna na policia por mais de dez anos.-

- Tudo isso?- Pergunto surpresa.

- Sim. Diz que uma noite algumas pessoas simplesmente começaram a receber mensagens falando sobre o encontro V8 e suas regras. Essas pessoas, que já tinham participado de outras rachas é claro, se reuniram e com o tempo o grupo foi crescendo até que começou a chamar a atenção da policia. Desde então eles tentam prender os “chefões” por trás do V8.-

- Chefões?-

- É, aqueles que mandam as mensagens. Os que fundaram o encontro V8.-

- Ah. E quem é que fundou?-

- Ninguém sabe.-

Levanto e me apoio nos cotovelos para olha-la nos olhos.

- Como assim ninguém sabe? Vocês recebem essas mensagens com um endereço e um horário e simplesmente aparecem lá? Sem saber quem está por trás disso tudo?-

- Sim. Mas tem essa história, que diz que os fundadores são os irmãos Voltoline. O nome da família Voltoline sempre aparece envolvido em diversas coisas ilegais pela cidade, e depois que o filho mais novo deles foi preso por participar de um racha alguns anos atrás, todo mundo apostou as fichas que foram eles os idealizadores do encontro. Tem alguns que acham que o nome é uma referência a família.-

- Como assim?-

- V8. V de Voltoline e 8 seriam os sete filhos mais o próprio Vans Voltoline.-

- Oh, achei que era por causa do motor.- Ela ri.

- Poderia ser, ninguém sabe. E acho que ninguém nunca vai descobrir.-

Fico em silêncio por um momento. Eu já havia ouvido falar da família Voltoline nos jornais, Vans Voltoline e seus filhos são apontados como os grandes chefões dos crimes que acontecem por aqui. Já foram suspeitos de extorsão, tráfico de drogas, lavagem e falsificação de dinheiro e até homicídio. Nunca foi encontrado provas que pudessem incrimina-los, o máximo que aconteceu com eles foi serem intimados a prestar esclarecimentos. Com exceção do filho mais novo, acho que nunca algum membro da família Voltoline já foi preso.

- Se esses encontros são tão secretos, como a policia nos encontrou aquele dia?- Pergunto.

- Não sei. Acho que o mais provável é que alguém que estava lá tenha ligado pra eles.-

- Isso não faz sentido. Quem faria isso?-

- Austin talvez.- Ela parece pensativa.

- Ok, isso é besteira. Ele nunca faria isso.- Digo com mais veemência do que necessário.

Lauren vira o rosto e me olha séria.

- O que faz você afirmar com tanta certeza que não foi ele? Você nem o conhece.-

- Eu não tenho certeza, é só que não é lógico. Austin também estava na corrida, se a policia aparecesse por lá ele também se daria mal.-

- É, talvez...aquele pedaço de merda faz muito dinheiro com essas corridas, ele não ia arriscar.-

Franzo a testa. Eu preciso saber porque eles se odeiam tanto. Lembro do modo que eles se olharam aquela noite, foi ódio puro.

- Lauren.- Chamo.

- O que, coração? –

- Porque você e o Austin se odeiam tanto?- Sinto seu corpo se enrijecer. Acho que não devia ter perguntado, obviamente é um assunto delicado do qual não me diz respeito.

- Desculpa, não é da minha conta.- Digo.

- Tudo bem. Acho que é melhor eu te alertar sobre o tipo de pessoa que ele é.-

O tom sério de suas palavras me forçam a encara-la. Ela me encara de volta.

- Ele não é uma boa pessoa, Camila.- Ela me diz calmamente e não me passa despercebido que ela disse meu nome e não “coração”, o que significa que ela está falando sério.

- Ele foi tão legal comigo sexta. Ele não pode ser tão ruim assim, pode?- Pergunto.

- Pode, e ele é. Ele não é uma boa pessoa, e definitivamente ele não é o tipo de pessoa que eu quero perto de alguém como você, coração. –

- Alguém como eu? – Pergunto confusa.

Ela estica o braço e acaricia minha bochecha com o polegar.

- Alguém tão doce, tão inocente.- Ela me dá um sorrisinho. – Eu quero que a sua inocência seja somente minha.-

Assim que escuto suas palavras, eu coro. Ela sorri.

- Oh Deus, como você é adorável.-

- Você não vai me contar o porque você acha que Austin não é boa pessoa?-

- Primeiro; eu não acho, eu sei que ele não é boa pessoa e segundo; não, não vou te dizer, talvez em outro momento. Mas o que você precisa ter em mente, é que você deve ficar longe de Austin, você entendeu?-

Concordo levemente com a cabeça.

- Eu quero as palavras, coração.-

- Eu entendi, Lauren.-

- Ótimo.- Ela me puxa para seus braços e me aperta forte em seu abraço e eu aproveito a sensação maravilhosa do seu corpo contra o meu.


Notas Finais


Mais tarde tem mais um :D


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