História Paixão de aluguel - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Malhação
Personagens Bianca Duarte, Karina "Ká" Duarte, Pedro Ramos, Ricardo "Cobra" Cobreloa
Exibições 76
Palavras 767
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Mais um :D

Capítulo 7 - Capitulo 7


Karina

Durante o caminho eu pensei em uma coisa que não tinha pensado antes. E se ele fosse um maluco assassino que se dizia acompanhante? Como eu estava atrasada, simplesmente entrei em seu carro e pronto. Senti meu estômago revirar. Olhei pela janela e depois para ele. Rafael era grande e aquele carro combinava perfeitamente com ele. Estranho. Ele cantarolava a música que estava tocando sem ao menos lembrar que eu estava ali. Aí Meu Deus! Eu era uma refém? Comecei a ficar inquieta no banco. O carro estava andando a 120km por hora, então pular estava fora de cogitação. Olhei mais uma vez para ele que sorriu. Que porra é essa? Ele estava se divertindo ao ver que descobri seu plano?

‐ Karina, relaxa ok? Não sou nada do que está pensando. Então pode ficar tranquila.

‐Eu falei alguma coisa em voz alta?

Perguntei chocada.

‐Não, mas você já está agindo estranho mais uma vez.

‐Não estou não!

‐É por que está sem calcinha?

Seu sorriso aumentou.

‐Eu não estou fazendo nada ok? E não é muito agradável estar em um carro estranho, com um estranho, sem calcinha!

‐Sabe que pra mim é muito divertido?

‐Você é estranho!

Ele olhou para mim e tirou o óculos escuro.

‐Por que você acha isso?

‐Porque você é bonito demais pra trabalhar com algo desse gênero. Simpático demais pra ser uma pessoa normal. Silencioso de certo modo dentro de um carro! Acho que você é um maníaco sexual e que entrei em uma enrascada ao te contar que esqueci minha calcinha! Mas você me obrigou a contar então não é justo!

‐Jura que você acha que sou um maníaco sexual?

Ele gargalhou.

‐Qual a graça?

‐É que você acertou!

‐O QUÊ? PARA ESSE CARRO AGORA.

Soltei meu cinto e comecei a esbofetear ele todo. Rafael parou no acostamento e tentou se defender. Ele segurou minhas mãos e continuava com um sorriso enorme em seu rosto prefeito.

‐Calma! Calma é brincadeira!

Eu já estava cansada porque sou sedentária e isso foi em esforço e tanto. Afastei-me dele e tentei abrir a porta, mas ele a puxou na mesma hora e a fechou ficando debruçado em cima de mim. Seu rosto estava a poucos centímetros do meu e ele era ainda mais perfeito de perto. Seus olhos me fitavam e a única coisa que consegui fazer foi parar de respirar.

‐Eu não sou um maníaco. Eu não sou maníaco sexual. Se eu gosto de sexo? Ah eu amo! De todas as formas! Mas não sou esse louco que você está pensando. Entendeu?

Concordei com a cabeça.

‐Me diz em que momento faltei respeito com você? Em que momento fiquei olhando suas pernas, seus seios e sua bunda redondinha? Em que momento eu passei a mão em você?

Pensei no que falou da minha bunda, mas já respondi.

- Não fez isso.

‐Exato! Por que você não é meu tipo! Estou aqui a trabalho, então deixe fazer meu trabalho!

‐Ok..

Minha voz saiu num sussurro

‐ Você pode pegar minha bolsa que você colocou lá trás, por favor?

‐Claro!

Ele olhou para a minha boca mais uma vez e se afastou descendo do carro. Ele foi muito cruel. Não precisava falar daquela maneira. Por que eu não era o tipo dele? Simples. Porque eu não sou o tipo de homens bonitos. As lágrimas queimaram meus olhos por ter sido tão rejeitada. Mas o que eu esperava? Que um homem lindo desse se interessasse por mim? Eu era mesmo uma piada. Eu estava indo com um acompanhante pago a um casamento somente para mostrar ao meu “ex” que eu estava bem sem ele. Rafael entrou no carro e entregou minha bolsa. Abri, peguei o óculo escuro, coloquei e rezei para que eu não fosse uma molenga e chorasse na frente dele. Ele deu partida no carro e eu permaneci em silêncio. Voltamos para a estrada, mas dessa vez ele também estava em silêncio sem cantarolar.

‐Você está bem?

Ele perguntou.

‐Sim.

Respondi sem olhar para ele.

‐Eu não quis dizer aquilo daquela forma, acho que ne expressei mal.

‐Não importa mais!

Falei encerrando o assunto. Eu sei que ele disse exatamente o que queria dizer. Não quero que ele tente mudar o que falou só para eu me sentir melhor.

‐ Karina...

Ele começou a falar e aumentei o volume do rádio para cobrir a sua voz. Eu não queria conversar sobre isso e sobre nada no momento. Ele não tentou me chamar mais ou eu não escutei. Passamos o resto da viagem e um silêncio e eu fiquei perdida em pensamentos chatos.


Notas Finais


Não existe amor.
Não hesite no amor.
Não, existe amor.
Mas o amor, sentimento e apego profundo ao outro, é observado e sentido nos detalhes, na sutileza, na brisa que sussurra no seu ouvido um breve, simples e intenso “eu te amo”. Se nunca escutou, perceba o silêncio, aprecie-o. Se ainda assim não escutar, repare nos atos. Amamos, sobretudo, pelo que fazemos, pelo mimo, pelo pequeno gesto, pelo dar-se ao outro de maneira quase ou fatalmente irremediável. Mesmo que usasse todas as palavras existentes no mundo, nenhuma teria o mesmo impacto, a mesma força e o mesmo amor de um carinho. De um abraço. De um sorriso. De um beijo. Ou meramente de uma surpresa. O momento de um gesto, surpreendente, é maravilhado e maravilhoso, e eterniza-se. Eternizei-te em alguns momentos, mesmo sabendo que era você vento. Tentei te entender por alguns segundos, mas entender pressupõe, depois de entendido, perder o interesse no que me interroga. Por isso, também, não entenda. Não quis criar expectativas, mas sempre, (in) conscientemente, esperamos. Deixei me tomar pela surpresa todas as vezes que tocava a campainha. E também quando passava uma era – glacial – sem tocá-la. Percebi seu tempo, tempestuoso; percebi suas fugas, suas vontades e anseios; e me deixei levar. Mas sempre existe um ponto: este. Um ponto que é importante pensar na decisão, decisão, separação em dois: espero-te para uma noite ou para além?! Mas não responda. Algumas coisas desaparecem tão magicamente quão surgiram – ou perduram. E estas vão para o céu. O amor nas cidades, talvez esteja soterrado, apagado ou morto pelo cinza dos prédios, pela agitação e pelo ar plúmbeo. Mesmo que não exista mais amor em São Paulo, no Rio de Janeiro ou em qualquer outra cidade, apenas aqui, aqui mesmo, aonde todos vão para céu, aos pés do Redentor o grande, aqui, sim, prefiro acreditar, existe o mais importante (porra): amor. E se você ver, o amor e ai,e ali mas está no locar e saber existi amor aqui :D


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