História Paixão Desenfreada - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Raphael Santiago, Simon Lewis
Tags Saphael, Slash
Visualizações 109
Palavras 3.240
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Disclaimer: Todas as personagens de série Shadowhunters da Netflix são propriedade intelectual de Cassandra Clare, baseadas na sua obra “The Mortal Instruments”.

Pairings: Simon x Raphael ; Alec x Magnus.

Advertências:
História ambientada no episódio 2x13, “Those of Demon Blood”;
Conteúdo homossexual;
Relações sexuais entre homens.

Betaread: Queen of Doom

Publicado em Fanfiction.net e Nyah! Fanfiction.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Paixão Desenfreada

 

Simon Lewis possuía agora uma pequena Legião de Fãs, para dizer de algum modo. Desde que a sua condição como Daylighter viera à tona, os vampiros noturnos começaram a demonstrar um profundo interesse pela lenda viva que este era.

 

Os mitos afirmavam que um grande líder se ergueria um dia, para guiar e orientar toda a raça vampírica à glória eterna. Este, seria o único com a peculiar habilidade de caminhar sob o céu iluminado pelo terrível inimigo da sua espécie, o Sol.

 

Afirmar que Raphael Santiago estava aborrecido, pelo facto de o Bebé Com Caninos não querer revelar o segredo por trás da sua resistência à luz solar, era dizer pouco. Mas tudo piorou quando Simon deixou de seguir, por completo, as poucas ordens que este ainda lhe dava, esquecendo o quanto lhe devia e ignorando a boa vontade que este demonstrara para com ele. Contrariando todos os seus instintos internos, que gritavam para que se afastasse do problema colossal que o menor representava, o Líder do Clã de Vampiros de New York, decidiu que tal afronta não passaria impune.

 

Fora Raphael, quem o instruíra nas maneiras de um verdadeiro vampiro, sem se deixar cair na tentação da sede de sangue, mas este parecia ter-se esquecido dos eventos passados e estava na hora de o relembrar. Começando por enfatizar que ser um Daylighter não o tornava invulnerável na presença de um noturno, sob o céu estrelado, iluminado pela sua sempre protetora Lua.

 

“Ser indestrutível à luz do sol, não equivale a ser invulnerável as vinte e quatro horas do dia, Simon!”, pensou o Líder dos Vampiros, observando o Daylighter, que conversava amenamente com Clary, finalizado o concerto ao qual os seus “fãs” haviam comparecido apenas para bajulá-lo mais um pouquinho e recordar-lhe que estariam sempre à sua inteira disposição.

 

oOo

 

Simon abriu os olhos, arrependendo-se quase de imediato. A luz artificial que pendia sob o teto do quarto, que reconheceu como sendo parte do Hotel Dumort, cegara-o momentaneamente. Pestanejou umas poucas vezes e tentou levantar-se, constatando que estava cativo por umas algemas, que o restringiam e prendiam fortemente à cabeceira da sua antiga cama, aquando da sua estadia no Ninho de Vampiros.

 

― Evitas sequer de esforçar-te em tentar… Vou poupar-te o trabalho e dizer-te de uma vez, que essas são umas algemas muito especiais… à prova de vampiros, nada mais…

 

O Daylighter dirigiu a vista na direção da qual provinha a familiar voz, deparando-se com o seu mentor, apoiado na soleira da porta que dava para o quarto de banho. O seu corpo desnudo e húmido pelo duche rápido, encontrava-se coberto unicamente por um robe branco, que contrastava com a tonalidade caramelo da sua pele.

 

― Pensei que estávamos em bons termos, Raphael! ― exclamou defensivamente, temendo ser obliterado num futuro próximo. Afinal, porque outra razão este o teria restringido?

 

― Foste atrás da minha irmã, Simon. ― O Líder do Clã avançou lentamente até ficar frente ao vampiro diurno. ― Isso é algo que nunca deverias ter feito, e claro… Não podemos esquecer a tua pequena… hmm… Legião de Fãs…!?

 

― Não quero ter nada a ver com eles! Já lhes disse que deveriam regressar aqui… Tu és mais apto para liderá-los do que eu. ― A luz da compreensão brilhou sobre ele. ― Espera! É essa a razão? Estás com inveja de que eles me prefiram a mim em vez de ti? ― perguntou num tom de gozo, sem imaginar as lições vindouras.

 

― Lesson Time! ― exclamou o noturno, passando a língua sobre os lábios, quase obscenamente.

 

Raphael subiu à cama lentamente, assumindo uma posição de gatas e deslizando-se vagarosamente sobre o corpo do menor, fazendo com que o tecido de seda do robe pendesse pela força da gravidade, revelando o peito firme e bem formado do latino, coroado por dois arrebitados mamilos, de coloração chocolate de leite. Simon desviou o olhar, não querendo ver algo que atentava contra a sua muito amada virilidade. O vampiro noturno prosseguiu até terminar sentando, por fim, em cima da cintura de Simon.

 

― Diz-me, Simon, que idade tinhas quando viraste vampiro? ― perguntou com infantil curiosidade.

 

― Dezoito…!? ― respondeu desconfiado.

 

― Hmm… Então, deves estar bem desenvolvido. ― O Daylighter deixou transparecer a sua confusão, mas logo descobriu ao que o líder se estava a referir.

 

O noturno deslizou-se suavemente para trás, puxando inadvertidamente o tecido de seda levemente para cima e mostrando parte das suas esbeltas coxas ligeiramente musculosas, descansando em cima das pernas de Simon e começou a desapertar o botão das calças de ganga, procedendo de seguida a abrir o fecho das mesmas.

 

― O que é qu…

 

― Acaso não é óbvio? ― Raphael puxou as calças de Simon, deixando o tecido azul dos boxers à vista, os quais retirou em segundos, e encarou o membro inerte do seu prisioneiro. ― É enorme! Sabes, eu fui convertidoz aos quinze anos, pelo que confesso que tenho um pouco de inveja do teu tamanho… ― disse morosamente, enquanto deslizava o dedo indicador direito pela longitude do pénis. ― Isto vai ser tão divertido! ― sussurrou ao ouvido do outro, com os seus corpos colados, causando que ambos os membros inertes entrassem em contacto através da seda do branco e imaculado robe.

 

― Estás louco? Não sou gay, tenho namorada!

 

― Clary? ― Raphael ergueu-se repentinamente, fazendo com que ambas virilidades colidissem numa deliciosa fricção, que arrancou suspiros contidos aos dois jovens no leito. ― Ela ama o Jace e tu sabes perfeitamente disso! Eu.. por outro lado, estou completamente livre… ― A luxúria embargava cada sílaba que abandonava a sua boca rosada e suculenta.

 

― Não te atrev… ― Ao esquecido dedo indicador sobre o seu membro, juntaram-se os restantes e em breve, a mão direita de Raphael passou a masturbá-lo lentamente. ― Haaa! Para agora mesmooohhh… ― À mão morena que descansava no pénis, juntou-se outra que torturava os testículos com movimentos precisos. ― Haa… Acredita tu não q-queres… Haa!… isto…

 

A mão direita cessou o movimento de sobe e desce. Simon suspirou de alívio demasiado cedo. A boca quente e húmida do Líder do Clã Vampírico, tomou posse da sua ereção, alternando as fortes sucções com leves mordidas, que eram consoladas com ternos e castos beijos. A mão sobre os testículos ora dava pequenos apertões, ora dava pequenos puxões ou torcia tortuosamente os sacos cheios de semente, potencializando as sensações e guiando o Daylighter até ao ansiado orgasmo. O vampiro diurno contraiu-se e tentou ejacular na boca de Raphael, mas este comprimiu a base do pénis, impedindo-o de alcançar o clímax e separou-se do corpo alheio.

 

― Agora vem a melhor parte… para mim, é claro! ― Raphael levantou-se, erguendo levemente a parte inferior das suas vestes e levando dois dedos lubrificados pela própria saliva até ao seu ânus. ― Hmm… Ah! ― O hispânico suspirou e deixou-se cair de cara sobre o peito de Simon, enquanto realizava um movimento de tira e mete. O Daylighter sentiu a cara arder e o coração bater mais rápido ao visualizar o rubor no rosto de um ofegante líder que gemia contidamente.

 

― Raphael, n-não tens de fazer isto… Já aprendi a lição… Poderias soltar-me? ― Simon moveu as mãos, fazendo com que as algemas chiassem ao serem forçadas contra a cabeceira da cama.

 

O Líder do Vampiros ignorou-o, focando-se nas sensações que a estimulação da sua próstata lhe presenteava. Simon, observou os olhos vidrosos e perdidos de prazer do seu mentor, sentindo um puxão na sua ereção e ejaculou sem nenhum tipo de estimulação. Raphael atingiu o clímax, recuperando a razão, novamente consciente do que se passava ao seu redor, retirou os dedos da sua cavidade anal, soltando um queixume de descontentamento e sentou-se sobre as pernas do diurno.

 

― Eh! Quando é que atingiste o clímax? ― perguntou um confuso hispânico.

 

Simon ponderou se o prazer que Raphael sentira ao masturbar-se analmente, era tal que perdera consciência de tudo… “Acaso é assim tão bom? Só foram os dedos! Como reagirá ao ter o meu pénis…”, os seus pensamentos viram-se interrompidos pelas palavras do jovem moreno.

 

― Oh! Já voltou à vida… ― Levou um dedo à masculinidade do Daylighter, dando pequenos toques tentadores. ― Confirmado… Está vivo! Agora de volta à nossa liçãozinha… ― Raphael deslizou a língua pelo seu lábio inferior, com gula luxuriosa, e dirigiu o pénis ereto ao seu traseiro, deixando-se cair pesadamente sobre o mesmo, gemendo pela estranha mistura de prazer e dor conjunta. ― Haaaaaa! ― O vampiro diurno, engoliu o excesso de saliva ao testemunhar a erótica imagem que o seu mentor lhe oferecia. A cabeça inclinada para trás, expondo o seu sensual e desejável pescoço, do qual, uma travessa gota de água, ignorando se se devia à transpiração que a atividade gerara ou se pertencia aos resquícios do duche prévio, escorria rumo à fina clavícula descendo pelo escultural peitoral, e navegando para a região sul do luxurioso vampiro. Simon forçou as algemas, querendo erguer-se e morder aquela curva invejável, desejava fincar os seus caninos naquele pescoço ligeiramente moreno e suculento. ― Tão fundo! Haaa… Faz tanto tempo que não tinha um homem dentro de mim! ― A testa do vampiro diurno contraiu-se, perante a revelação. Não era o primeiro!?

 

“Porque sinto esta raiva toda? Só porque não sou o primeiro?”, os pensamentos de Simon rumavam livremente em direções nunca antes exploradas. “Malditas algemas! Quero submetê-lo… Quero jogá-lo na cama e fodê-lo até que grite o meu nome… Nome? Não sou o primeiro! Quantos terão havido antes de mim? Quantos nomes terá gritado em puro êxtase…”

 

― Auch! ― Simon podia adivinhar a sua bochecha antes carente de cor, totalmente vermelha.

 

― Presta atenção. Concentra-te nas sensações! Não te atrevas a ficar mole agoraaahh… ― gemeu ao sentir o Daylighter erguer a cintura, estocando a sua próstata de forma certeira e sem aviso.

 

Raphael deixou-se uma vez mais cair sobre o grande pénis de Simon, grosso e venoso, gemendo gloriosamente.

 

― Haaaaaaa… ― O Líder do Clã Vampírico colapsou sobre o corpo de Simon, sendo embargado pelas fantásticas sensações pós-orgásmicas e ignorando o membro no seu interior que ainda clamava por atenção. ― Lição concluída! Espero que com isto tenhas compreendido quem manda aqui, Simon. Haa! ― gritou repentinamente ao ser virado, terminando com as costas pressionadas contra a cama ― Quando é que te soltaste? Melhor ainda… Como é que te conseguiste libertar sozinho? Essas algemas não podem ser abertas à base de força bruta! Caso contrário não me serviriam de nada…

 

― Mas podem ser abertas com isto… ― Levantou a mão mostrando um clipe de papel. ― A próxima vez… Revista o teu prisioneiro, Raphael.

 

― Haa… Para! ― Simon levantou ambas as pernas morenas e tonificadas, levando-as aos seus ombros, abandonando o interior aveludado de Raphael e adentrando-se de seguida profundamente, com uma estocada forte e certeira, sendo abraçado pelas fofas e cálidas paredes retais do seu mentor. ― Para! Isto naaaaahh… não era suposto acabar assiiiimm… Haa! Pensa na Clary… é a tua namorada, não lhe podes fazer istooohh…

 

― Tu mesmo disseste, Clary ama o Jace, mas tu… Tu, estás livre. Bom, estavas livre! ― Simon abre a boca, fazendo reluzir os seus mortíferos caninos e morde avidamente o vale criado entre o pescoço e a clavícula do hispânico, embriagando-se no seu doce néctar. ― Agora, és meu! ― Lambe o sangue fresco dos seus lábios e beija as marcas que as suas presas tinham deixado na antes imaculada pele canela. ― Ou acaso pretendes que acredite que não estás a desfrutar das minhas atenções? Ainda mais quando já estás assim outra vez… ― Levou a mão ao pénis de Raphael, massajando-o vagarosamente e torturando a sua ereção.

 

― Haaa… Ah! ― O vampiro noturno gemia de prazer, entregando-se por completo às sensações prazenteiras que o Daylighter lhe oferecia de livre e espontânea vontade. ― Se vais fazê-lo, fá-lo já! ― ordenou Raphael, sendo premiado com a masculinidade de Simon no seu interior. ― M-Mais fundo! ― A esta ordem outras se seguiram, que o vampiro diurno obedeceu de bom-grado, trilhando o corpo do seu novo amante, com beijos e succionando o seu doce e delicioso líquido vital, contribuindo dessa forma para os presentear com orgasmos mais fortes e duradouros.

 

Simon levou ambas as mãos ao tecido de seda do robe puxando-o bruscamente, para revelar a pele do peito moreno do líder. O Daylighter agarrou nos restos do tecido rasgado e jogou-os no chão descuidadamente, focando-se seguidamente em marcar os peitorais e abdominais de Raphael à base de mordiscos sangrentos.

 

oOo

 

Raphael sentou-se, tendo o cuidado de não fazer qualquer ruído ou movimento brusco para não acordar o seu companheiro de cama. De rastos e clamando por um bom banho e uma bebida fresca, deslizou os joelhos sobre o colchão, rumando para o fundo da cama, de onde já era visível o seu objetivo, a porta do quarto de banho.

 

“Só mais um pouquinho… Quase lá…”, o vampiro noturno ergueu o braço em direção aos restos do seu robe…

 

― Haaa! ― Simon havia agarrado a extremidade mais próxima do seu amante, neste caso, uma das pernas do Líder dos Vampiros e puxado-a até ele, deitando-se sobre o hispânico e aprisionado-o contra os lençóis, há muito imaculados e agora totalmente manchados das sementes do prazer de ambos os amantes. Raphael suspira ao ver o olhar esfomeado e libidinoso que o Daylighter portava. ― Já chega, Simon. Preciso de uma folga. Não há parte no meu corpo que não tenhas mordido… Isso, para não falar de que estou a morrer de fome, deixaste-me praticamente seco. Por este andar, vais drenar-me completamente.

 

― Se isso é tudo, toma! ― Levanta o braço, colocando-o frente à boca do seu mentor vampírico. ― Podes beber!

 

― Já chega, Simon! Querias deixar a tua posição clara… Já o fizeste… esclareceste o teu ponto! Vou deixar-te em paz com os teus sonsos seguidores. Agora deixa-me levantar! ― Empurrou o vampiro diurno, querendo levantar-se da cama e ir tomar um banho, até um duche rápido, acompanhado de um copo de sangue fresco fariam milagres nesse momento, de tão exausto que estava, mas o seu acompanhante agarrou-o pelos ombros, forçando-o a deitar-se uma vez mais.

 

― Foste tu que começaste, Raphael! Foste tu que me seduziste… Com estas deliciosas pernas ― Dirige-se às extremidades mencionadas, erguendo uma delas à altura do seu rosto e lambendo-a gulosamente. ― Com este ventre esculpido por uma divindade sexual… ― Sobe até ao abdómen do líder e crava os seus caninos na lateral esquerda, adicionando uma nova marca à imensidão já presente e lambendo com gosto as gotas de sangue. ― Agora assume as responsabilidades! Poderás fazer o que queiras com os vampiros, não me interessam de qualquer forma… Mas tu és meu! Entendido?

 

― Já tens a Clar… hmm… ― Raphael debateu-se contra os lábios intrusos que violavam os seus, beijando-o pela primeira vez desde que toda aquela confusão se iniciara.

 

― Clary ama o Jace. Provavelmente até me agradeça por deixá-la livre, para que possa enfim jogar-se à vontade nos braços dele.

 

― Disseste que não és gay! ― exclamou vitorioso, com um brilho de arrogância nos seus escuros olhos.

 

― E não sou! Só me interessas tu! ― E voltou a beijá-lo, forçando a entrada na boca alheia.

 

Raphael já não sabia que argumento utilizar para se livrar da confusão em que se metera. O feitiço tinha-se virado contra o feiticeiro. Só queria dar uma lição ao Daylighter, mas de algum modo inexplicável, acabou apanhado numa espécie de efeito bola de neve. Era suposto ser uma coisa de uma ocasião, e nada mais. Diversão de uma noite só!

 

― Não estou interessado numa relação, Simon. Não nego que o sexo foi fenomenal, ma…

 

― És meu! ― rugiu o vampiro diurno ― Ou acaso estás com outra pessoa? Disseste que estavas livre… Ou é por causa dos outros que tiveste antes de mim? ― A confusão brilhava na mirada de Raphael. ― Disseste que eu não era o primeiro…

 

― Claro que não és o primeiro! ― exclamou, ignorando o facto de que estava a cavar a própria cova ― Tenho mais de meio século nesta terra, acaso deveria ter virado monge?

 

― Quero os nomes e as moradas de todos os homens e mulheres com os quais estiveste! ― exigiu Simon, com um brilho perverso nos seus olhos, que fazia jogo com a expressão psicopata na sua face ― Vou garantir que nunca mais te toquem. Dessa forma não haverão impedimentos. Serás todo meu!

 

― Estás louco!

 

― Nomes, agora!

 

― Só podes estar a brincar…

 

― Tudo bem! Vou arrancá-los dos teus lábios às mordidelas. ― Uma expressão pensativa tomou conta do seu rosto. ― Sabias que quando estás prestes a alcançar o clímax, perdes completamente a noção do que se passa à tua volta? Aposto que me darias uma lista detalhada se te perguntasse nesse momento. ― Separou as pernas do seu amante e adentrou-se novamente no seu, agora, Paraíso Pessoal… Ele assegurar-se-ia de que assim fosse…

 

oOo

 

As batidas não cessavam de soar… Os amantes separaram-se com grande custo e o Warlock vestiu-se numa corrida contra o tempo.

 

― Sim? ― disse Magnus, abrindo a porta da entrada, vendo um magro, pálido e cansado Raphael ― O que é que se passou? Que besta te atacou?

 

Envergonhado, o vampiro pediu para que o deixasse entrar e começou a revelar-lhe as últimas notícias da sua “vida”.

 

― Gostas dele? ― perguntou seriamente.

 

― Talvez… ― respondeu inseguro.

 

― Foi bom?

 

― Foi espetacular! ― O brilho de plena satisfação nos negros olhos de Raphael só confirmou as palavras que este pronunciou na direção de Magnus Bane.

 

― Então porque é que duvidas?

 

― Ele tem a Clary! E penso que é coisa do momento… Quando recuperar a razão, vai abandonar-me e correr de regresso para os braç…

 

A porta do estúdio é aberta de rompante.

 

― Tentei pará-lo, mas…

 

― Está tudo bem, Alec! ― disse Magnus, tranquilizando o seu jovem amante.

 

― Raph, porque é que não regressaste a casa quando a reunião terminou? Falei com o teu braço direito e adivinha só… A reunião terminou há três horas! Fiquei à tua espera à toa! Já tinha tudo preparado… e acabei a ter de me consolar com o auxílio da minha sempre fiel mão direita… Achas isso justo?

 

― Percebes agora? É um maldito controlador!… E só pensa em sexo! Preciso de espaço, Magnus…

 

― Bom… Tu começaste isto, Raphael, no dia em que decidiste castigá-lo e dormiste com ele para o fazer.

 

― Só queria assustá-lo e divertir-me um pouco ao mesmo tempo. O que é que eu fiz para merecer isto?

 

― Ser um bombom ambulante! ― respondeu Simon com a maior cara de pau ― Vamos! ― Abraça-o desde detrás e beija o seu fino e esbelto pescoço, causando-lhe um arrepio, seguido de um sonoro suspiro. ― Regressemos a casa…!?

 

― Hmm… ― O vampiro perdido nas sensações agradáveis que Simon lhe presenteava, nem se apercebeu de quando este o guiou à saída.

 

Os amantes abandonam o estúdio e Alec aproxima-se a Magnus.

 

― Aonde é que tínhamos ficado mesmo… antes de sermos interrompidos?

 

― Ah! Deixa-me pensar… Ah, recordei… Nisto… ― Magnus agarra fortemente no membro semi-desperto do namorado. ― dentro de mim… ― sussurrou o último ao ouvido de Shadowhunter.


Notas Finais


Decidi colocar o Raphael com a idade presente nos livros, pois não sei a que idade foi transformado na série televisiva.
Desculpo-me por qualquer discrepância que possam encontrar nos factos da história, mas só vi a série. Ainda quando espero ler os livros em breve, mas prefiro ver a série primeiro. Já fiz o contrário em outras ocasiões e acabei desiludida com as adaptações cinematográficas, pelo que sempre que possível vejo primeiro as adaptações e leio os livros depois. Acredito que há menos probabilidades de querer rasgar o livro após ver a série do que partir o computador quando estou a ver a série após ter lido a saga.


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