História Paixão Fora do Normal - Capítulo 12


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Keisashi, Kenki, Miki, Minachris, Minari, Romance, Yaoi, Yuchris, Yuri, Yuyu
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Palavras 2.231
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 12 - Perguntas Insistentes e Um Belo Dia


-É aqui que você mora? -Nezumi perguntou quando chegamos no meu esconderijo.

-Algum problema? -perguntei de braços cruzados.

-Problema nenhum, se aqui tem um rato, então eu vou me sentir em casa -respondeu e entrou. O que será que ele quis dizer com isso?

-E onde eu vou dormir? -olhou em volta.

-Já ouviu de um lugar chamado "chão"? Pois é lá que você vai dormir -respondi e coloquei meu capacete na mesa.

-Nossa, quanta grosseria -resmungou e se sentou numa cadeira.- Então, por que estou aqui?

-Eu estou devendo pra um russo vagabundo qualquer, e é muito dinheiro, e minha única fonte de renda é vender órgãos humanos -expliquei pegando um cigarro.

-Então você me trouxe pra cá porque quer meus órgãos para vender?

-Exatamente isso -concordei.

-Se me permite dizer, mas você é um idiota -quase engasguei com a fumaça do cigarro.

-Por que diz isso? -perguntei toscindo.

-Pensa comigo: por que me matar pra vender meus órgãos, quando você pode lucrar com o meu corpo? -fiquei apenas escutando.- Tem muitos velhos pervertidos por aí que desejam o meu corpo, e você poderia ganhar bastante dinheiro comigo.

-Não, valeu. Prostituição de menores pode ser o ramo da sua mãe, mas não é o meu -apaguei o cigarro e peguei o celular.

-Quem sai perdendo é você -se sentou novamente.

POV's Yuri.

-Yuri! Chegamos! -ouvi a voz da tia Akira, fui até a sala lhe receber.- Oi, meu amor -disse sorrindo toda amorosa (ela até me abraçou).

-Se divertiu enquanto estávamos fora? -Keiko perguntou pendurando o casaco.

-Na verdade, eu dormi -respondi e acabei bocejando.

-Sério? Que estranho, você nunca dormiu de tarde... -Keiko começou a analisar meus olhos.- Seus olhos estão com um brilho diferente...

-N-não!! Deve ser a luz -respondi corado.

-Não é a luz, é um brilho que só os olhos de quem está apaixonado possui -ficou pasma.- Yuri, por acaso está apaixonado? -corei mais ainda.

O que eu ia fazer?! Eu não podia dizer que estava gostando de um homem, elas me matariam, o que eu iria fazer?!

-Tecnicamente sim... -dei um sorriso tímido.

-Ouviu isso, tia?! O nosso Yuri cresceu, e ele está apaixonado!! -Keiko me abraçou com todas as forças dela.

-Sério? E quem é a garota de sorte? -tia Akira perguntou sorrindo.

-O-o nome dela é... Yukino -menti sorrindo.

-Yukino? Mas isso é nome de homem -elas cruzaram os braços.

-É que foram os pais dela que escolheram esse nome, que pode ser tanto pra meninos quanto pra meninas -expliquei coçando a nuca.

-Ah, nesse caso, quando vai trazê-la aqui pra conhecermos ela? -Keiko perguntou arrumando meu cabelo.

-N-não sei, ela é tímida -cocei a minha buchecha enquanto olhava pro chão corado.

-Que fofo, mal posso esperar pra conhecê-la -tia Akira disse sorrindo.

Que furada, um certo alguém vai querer me matar por isso...

Algumas horas depois...

-VOCÊ O QUÊ?!! -como eu já sabia, o Yuki quase me matou.

-Foi sem pensar, elas ficaram me pressionando -respondi corado.

-Já não bastasse inventar que estava apaixonado por uma garota, precisava me fazer passar por esse mico?!

-Eu já falei que foi sem pensar, você pode me odiar se quiser, eu vou entender -sentei em posição fetal enquanto fiquei abraçando as minhas pernas.

-Odiar você?! Jamais!! -pulou em cima de mim.- O lado bom dessa confusão toda, é que vou poder fingir ser seu namorado por um tempinho -acabei corando, mas mesmo assim continuei sorrindo.

-Arigatou, Yuki-kun -o abracei por impulso, e nesse impulso acabamos mudando de posição.

-Parece que o destino está ao nosso favor, não acha? -perguntou com um sorriso malicioso, eu apenas corei e me levantei.

-Não acho, não. Foi o impulso -cruzei os braços e fiquei de costas pra ele.

-Impulso, sei -a porta do quarto se abriu e quem entrou foi aquela mulher grávida.

-Está tudo bem, por aqui? -ela perguntou sorrindo.

-Claro que sim, por que não estaria? -perguntou mal-educado.

-É porque o Daisuke chegou, e a Mimi está anciosa pra vê-lo -Yuki quase engasgou com a própria saliva.

-COMO ASSIM A MIMI JÁ ESTÁ AQUI?! ELA NÃO IA CHEGAR SÓ NO FINAL DO DIA?! -perguntou sem entender.

-O vôo se adiantou, por isso eles chegaram cedo -explicou sorrindo e depois saiu.

-Merda, agora que eu danço -se jogou na cama.

-Quem é Mimi? -perguntei olhando pra ele.

-Sobrinha do noivo da minha irmã, ela é praticamente apaixonada por mim desde que salvei ela de uns estupradores um ano atrás -respondeu olhando pro teto.

-E ela é bonita?

-É bonitinha, sim. Mas eu não gosto dela -deu um sorriso malicioso.- Por que? Por acaso está com ciúme? -acabei corando.

-Claro que não, eu só achei estranho uma garota bonita se interessar por você.

-Ficou com ciúme que eu sei, admite Yuri-chan -passou o braço pelo meu pescoço e me fez deitar ao lado dele.

-YAMETTE, YUKI-KUN!! -a porta se abriu e uma garota loira entrou sem perceber que nós estávamos abraçados.

-YUKI-KUN!! FICOU COM SAUDADE?! -pulou em cima de nós.

-MIMI-CHAN, SAI DE CIMA DE MIM!! -ela finalmente percebeu que estava em cima de mim também.

-Yuki-kun, quem é ele? -me sentei corado.

-E-ele? Ele é...

-Sou um amigo dele -respondi e o abracei.

-Não sabia que tinha um amigo, achei que você fosse um emo gótico das trevas...

-Também pensei isso...

-Entendo, mas isso não importa, advinha por que eu vim aqui.

-Pra atasanar a minha vida? -dei um tapa na nuca dele.

-Nananinanão, pra falarmos do nosso casamento -dessa vez fui eu que quase engasguei com a minha saliva.- O que houve com ele?

-Foi a emoção, continuem -respondi já me recuperando.

-O Daisuke concordou em noivarmos tão cedo?

-Na verdade, ele ainda não sabe, mas disse que vai me apoiar em qualquer decisão que eu tomar, eu estou tão feliz que finalmente vamos nos casar -o beijou de uma forma apaixonada.

-Acho que eu vou vomitar -me levantei e corri pro banheiro.

POV's Yuki.

-O seu irmão é muito sensível -comentou surpresa.

-Sensível até demais -ouvi ele vomitando até as tripas.- Vou ver o que ele tem -me levantei e fui atrás dele.- Yuri-kun, você está bem?

-Olha pra mim e vê se eu tô com cara de quem tá bem -disse mal-humorado.

-Sinceramente, não sei porque você ficou assim de repente -me abaixei ao lado dele o ajudando a vomitar.

-É o perfume dela, ele é enjoativo. E eu ainda não cumi nada, meu estômago ficou revirado -explicou.

Ele ficou alguns longos minutos vomitando até dizer chega. Quando ele terminou, lavou o rosto e escovou os dentes.

-Você está bem, irmão do Yuki? -Mimi perguntou preocupada.

-Hai, já vai passar -respondeu sorrindo.

-Ai meu Kami-sama, você é japonês também?! -veio correndo na nossa direção e o abraçou.

-Mimi-chan, ele vai vomitar de novo!! -a segurei pela cintura e a puxei pra longe dele.

-Mas por quê? Ele não gosta de garotas?

-Não é isso, é que como ele ainda não comeu nada e o seu perfume é muito forte, o estômago dele fica embrulhado -expliquei e a coloquei bem longe dele.

-Ah, entendi -a porta se abriu e quem entrou foi a Oba-chan.

-O que é isso, Yuki?! -soltei a Mimi na hora.- Você tem uma namorada e nem contou pra sua Oba-chan?! -que alívio...

-Oba-chan, gomen nasai, eu tenho tanta coisa na cabeça que acabei esquecendo de dizer pra senhora -dei vários beijos nela e a abracei.- Ah, eu esqueci de apresentar vocês: Oba-chan, esses são Yuri Teshigawara e Mimi Yonezawa. A Mimi é sobrinha do Daisuke, e o Yuri é...

Afinal de contas, o que o Yuri era pra mim? Nós não éramos exatamente amigos, não éramos ficantes, namorados, nada.

-Um conhecido meu -completei sorrindo, e por alguma razão, eu percebi que o Yuri tinha ficado um pouco chateado, porque de sua parte, ele se considerava meu amigo.

-Ele é um rapaz muito bonito, se alguma das suas primas o conhecesse, ficariam com fogo no rabo -nós coramos.

-Graças à Kami-sama que nenhuma delas conhece ele, não sou bombeiro pra apagar fogo no rabo de ninguém -ela riu.

-Parece que você puxou o seu senso de humor da sua avó, Yuki-kun -Mimi disse sorrindo.

-Eu só vim avisar que o almoço já está na mesa, se quiser almoçar com a gente, está convidado Yuri-kun -disse sorrindo olhando pro Yuri.

-Arigatou, Sakuragi-san -lhe deu um beijo na testa.

-Mimi, vamos descer, quero lhe ensinar a tricotar os cachecóis que o Yuki tanto gosta -acabei corando.

Como a Mimi gostava de tudo que era relacionado a mim, foi feito um guepardo pra sala pra aprender a tricotar roupas. Eu e Yuri acabamos ficando sozinhos no quarto, mais ou menos à uns 30 centímetros de distância.

-Gomen nasai, Yuri -me desculpei.

-Genki desu, eu entendo -respondeu sorrindo.

Fomos pra sala e ficamos conversando durante um bom tempo, e pra minha surpresa, eu percebi que o Yuri nunca se reuniu em família antes, e eu percebi também que ele gostava de ficar com a minha família, porque ele não ia ser chamado de "gay" ou "viadinho", até a minha avó já tinha percebido que ele era bissexual, mas mesmo assim ficou de boa.

POV's Yuri.

A família do Yuki era ótima, tão unida, eu queria ter a sorte que ele tem. Almoçamos, e pela primeira vez eu estava me sentindo à vontade no meio de várias pessoas (deve ser porque o senso de humor do Yuki é de família, só o que eu ouvia naquela mesa era patada, e boa parte vinha da Sakuragi-sama). E a Oba-chan dele, era um amor, lembrava a minha Oba-chan... Terminamos o almoço e conversamos um pouco mais, só que dessa vez, assuntos mais sérios como o casamento do Daisuke com Aika (o Yuki me explicou que Aika era a irmã dele, ela estava grávida de gêmeos, mas eles não eram filhos dele).

-Já sabem quando vão se casar? -o Hisashi-san perguntou sorrindo.

-Pretendemos nos casar depois que os bebês nascerem, e de preferência, no fim do ano, praticamente no Ano Novo -Aika respondeu sorrindo.

-E nós, Yuki? Quando vamos nos casar? -engasgamos com o chá, mas nos recuperamos logo.

-C-casar? Não acha que é muito cedo, Mimi-chan? -perguntou com um sorriso tímido.

POV's Yuki.

-Pra mim está mais do que na hora. Eu sou solteira, você é solteiro e estamos apaixonados um pelo outro, acho motivos suficientes pra marcarmos a data do nosso casamento, também -apoiou a cabeça no meu ombro.

-Mimi, está um pouco cedo pra pensarem em casamento, não acha? -Daisuke perguntou.

-"Um pouco"? Está MUITO cedo pra pensar nisso, eu não quero me casar tão cedo -cruzei os braços.

Na verdade, eu queria me casar sim, mas não era com a Mimi, eu nem sequer a amava, e ela só me ama por causa de um "capricho" feminino (na verdade, ela só quer se casar comigo porque sou bonito, porque se fosse apenas por eu tê-la salvado, ela só me agradeceria e depois sumiria). Sem contar que eu estava meio que "dividido" entre ela e o... Yuri, eu não sabia o que eu sentia por nenhum dos dois, pelo menos eu sabia que o que eu sentia pela Mimi não era amor, mas e pelo Yuri? O quê eu realmente sinto?

POV's Yuri.

Mimi e Yuki combinavam tanto, não me surpreenderia se ele mudasse de ideia e quissesse se casar com ela, mas por quê eu estava tão incomodado com isso? Digo, com o fato de que eles podem noivar a qualquer momento?

-Bom, a conversa está ótima, mas eu preciso voltar pra casa. Aposto que minha tia já deve ter colocado a Guarda Costeira atrás de mim -me levantei fazendo reverência a cada um deles.

-Se quiser, eu posso te acompanhar -Yuki disse olhando pra mim.

-Iie, a minha tia já não gosta de você, ela não pode nem sonhar que eu estou aqui -coloquei as mãos nos bolsos da calça.

-Mas por que ela não gosta dele? -Aika perguntou sem entender.

-Ela acha que eu sou "má influência" pro Yuri -Yuki respondeu e bufou.

-Eu não entendo, por que você seria má influência pra ele?

-Ela é homofóbica, e ela tem medo que eu vire gay por causa dele -expliquei corado.

-Não tenho culpa se o espermatozoide que o papai me emprestou tava cagado de beleza -Yuki respondeu e todos riram.

-É porque a genética da família é abençoada -a Sakuragi-sama disse sorrindo.

-Nisso eu tenho que concordar -Mimi disse suspirando.

-Bom, eu já vou indo -andei até a porta e sai.

Eu realmente queria muito a companhia do Yuki, mas ao mesmo tempo, eu não podia colocá-lo em confusão com a Akira e a Keiko por minha causa, acho que no fim das contas tudo o que me restava era aceitar...

POV's Yuki.

Depois que o Yuri saiu, todos foram pra cozinha, só eu e a Oba-chan ficamos na sala.

-Yuki -olhei pra Oba-chan.- O que está esperando? Vai atrás dele.

-Mas...

-Sem "mas", garoto. Eu percebi que o seu amigo ficou triste por não ter sua companhia de volta pra casa, e se a família dele não aceita a aproximação de vocês, mostre que você não se importa -dei um sorriso.

-Arigatou, Oba-chan -lhe dei um beijo na testa e fui atrás do Yuri.

Quando eu sai, fiquei olhando pros lados até que eu finalmente o vi.

-YURI!! -ele olhou pra mim meio que incrédulo.

-Yuki? O que aconteceu? -perguntou sem entender.

-A minha Oba-chan me convenceu a te acompanhar até em casa, e disse também que eu não deveria demonstrar que me importo com a aprovação delas ou não -expliquei sorrindo.

-Você sabe que isso é loucura, não sabe? -assenti em forma de sim.

-Claro que sei, mas quem disse que eu me importo? -segurei sua mão e entrelacei nossos dedos, dava de ver que ele ficou corado, e segurar a mão dele era uma sensação tão gostosa...

Tá bom, eu admito, acho que eu estava começando a me apaixonar pelo Yuri.

POV's Yuri.

Andar de mãos dadas com o Yuki era tão bom, fazia eu me sentir... Protegido e amado, eu nunca havia me sentido assim com ninguém antes, o Yuki realmente era único, tudo nele era único.

Continua...



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