História Paixão Fora do Normal - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Keisashi, Kenki, Miki, Minachris, Minari, Romance, Yaoi, Yuchris, Yuri, Yuyu
Exibições 6
Palavras 1.686
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Atração


-Pronto, está entregue -Yuki disse quando paramos na frente de casa.

-Pois é, hoje foi um belo dia, eu adorei a sua família, principalmente a sua Oba-chan, você tem sorte de ter uma família igual aquela -abaixei a cabeça.- Queria eu ter uma família igual a sua...

-É, eu concordo que tenho sorte de tê-los, mas seria melhor se a minha mãe estivesse com a gente -engoli em seco.

-O que... Aconteceu com ela? -perguntei com um pouco de medo da resposta.

-Fugiu com o amante dela... Quando eu tinha quatro anos -respondeu, eu meio que me senti culpado por tê-lo feito lembrar disso.

-Gomen, eu não queria que você se lembrasse de algo triste...

-Tudo bem, pra falar a verdade eu estou melhor sem ela, mas confesso que às vezes eu sinto muita saudade da dona Akemi -sorriu.- E a sua mãe? Eu nunca vi ela por aqui...

-Ela... Morreu alguns dias depois que eu nasci, meu pai abandonou-a quando descobriu que ela estava grávida, e por causa disso, fiquei com a tia Akira e com a Keiko -respondi de cabeça baixa.- O nome dela era Yuri, e a tia Akira disse que seria uma bela homenagem à minha mãe... Se o filho mais novo tivesse o mesmo nome que ela -uma lágrima escorreu pelo meu rosto, e que o Yuki logo tratou de limpar.

-Sinto muito por fazê-lo lembrar disso -me abraçou e ficou acariciando meu cabelo.

Eu podia ouvir os batimentos do Yuki, podia ouvir sua leve respiração, sentí-lo tão perto de mim era maravilhoso, e tê-lo me acariciando, era mais perfeito ainda.

-É melhor eu entrar, a Akira e a Keiko devem estar preocupadas -me afastei com um sorriso tímido.

-Foda-se a sua tia e a sua irmã, desculpa o linguajar -cruzou os braços.

-Eu entendo que você esteja com raiva delas, até eu ficaria, só que eu não consigo -abaixei a cabeça.

-Se você passasse mais tempo comigo, eu o ensinaria a tacar o foda-se pra todo mundo -rimos.

-Já vou -o abracei mais uma vez e fui na direção da porta, que pra minha surpresa, estava trancada.- Merda... -bati a testa na porta.

-O que foi? -perguntou curioso.

-Elas devem ter saído, acho que elas pensaram que eu dormiria na casa da minha "namorada" -respondi e me sentei na calçada.

-Falando nisso, como eu vou fazer pra fingir ser a sua namorada? -perguntou se sentando ao meu lado.

-Simples: você vai se vestir de mulher -respondi sorrindo.

-Se a minha Oba-chan descobrir isso, vai ficar me zoando pro resto da vida...

-Com certeza ela já vai ter se esquecido...

-A velha tem 69 anos e lembra dos dias que cada um dos filhos dela nasceram, lembra dos dias que os netos nasceram e lembra do dia que os bisnetos nasceram -respondeu olhando pra mim.

-Carambra, então sua família é bem maior...

-E promete só aumentar, já que sou descendente de russos, a família só aumenta -completou.

Ficamos em silêncio por um tempo, e era um silêncio constrangedor, chegava a ser insuportável eu diria. E pra completar, eu já estava ficando com sono.

-Tive uma ideia -Yuki disse olhando pra mim.- Já que sua tia e sua irmã não vão chegar tão cedo, que tal você dormir na minha casa? -acabei corando.

-Tem certeza? Não acho que seja uma boa ideia... -apoiei o queixo nos joelhos.

-Pra mim parece uma ótima ideia -se levantou e me ajudou a levantar também.- Aceita, por favor.

Fiquei pensando por um longo tempo, até finalmente decidir.

-Tá bom, mas só hoje -aceitei sorrindo.

-Legal -ficou de costas pra mim.- Suba nas minhas costas.

-Mas por quê?!

-Você está morrendo de sono e não aguenta andar daqui até a minha casa, então eu vou carregá-lo até lá -respondeu sorrindo.

-Não precisa...

-Precisa sim, e não discuta com os mais velhos.

-Desde quando você é mais velho? Que eu saiba, temos a mesma idade -respondi passando os braços em volta do pescoço dele.

-Eu nasci em agosto, e pelo o que eu sei, você é de setembro -explicou.

-Bom, parece que você ganhou... -falei sorrindo.

-Sempre -tirou um pouco do cabelo de cima do olho esquerdo.

Voltamos pra casa dele conversando bastante, e eu até já tinha me esquecido do sono. Chegamos lá e as únicas pessoas que estavam lá era a Oba-chan dele e o pai (Mimi, Daisuke e Aika haviam saido pra jantar fora, a Sakuragi-sama e o Hisashi-san ficaram esperando o Yuki).

-Por que voltaram? -Hisashi-san perguntou com uma xícara de café nas mãos.

-A tia e a irmã dele saíram, e eu acho que elas voltam só amanhã, por isso ele vai dormir aqui hoje -respondeu me colocando no chão.

-Que ótima notícia, pelo menos assim a Mimi vai se controlar pra te atacar à noite, Yuki-kun -Sakuragi-sama disse e nós rimos.

-Bom, nós vamos pro quarto, konbanwa -disse e subimos.

O quarto do Yuki era bem iluminado pela lua à noite, era quase igual o meu quarto, levando em consideração que o quarto dele era exatamente do tamanho de um kit net. Escovamos os dentes, trocamos de roupa (ele me emprestou uma das roupas dele) e nos deitamos.

-Primeira noite que durmo fora de casa... -comentei olhando pro teto.

-Sério? Por quanto tempo você durmiu, hein? -perguntou irônico e nós rimos.

-Também não sei -olhei pra ele, os seus olhos cor-de-esmeralda tinham um brilho diferente, era um brilho sedutor e atraente.

Cada detalhe do seu rosto era perfeito, lábios levemente rosados e fartos, olhos perfeitamente desenhados, cabelos cor-de-ouro que caíam delicadamente sobre seu rosto e seus fios delicadamente separados cobriam parcialmente seu olho direito, tudo nele era perfeito. Ele era tão perfeito que meu olhar se direcionava apenas para os seus lábios delicados.

-Yuri -passei a prestar atenção nos olhos dele.- Durante uma conversa, quando alguém olha para a sua boca, é porque provavelmente ela deseja te beijar -acabei corando e voltei a olhar pro teto, ele se apoiou no cotovelo esquerdo e subiu em cima de mim.- Admita, Yuri: Você quer me beijar, não é? -fechei os olhos e virei o rosto.

-O seu ego está completamente enganado, eu apenas estava admirando seus lábios -respondi.

-Então admite que acha minha boca atraente? -aproximou a boca do meu ouvido me fazendo arrepiar.

-Admito, mas isso não significa que eu quero beijá-lo -olhei pra ele.

-Bom, eu quero muito te beijar -corei.

Ficamos em silêncio por um tempo, e o único barulho que eu podia ouvir era o barulho dos carros passando pela rua. Ouvir o Yuki dizendo que queria me beijar era como se meu sonho estivesse se tornando realidade, eu queria muito beijá-lo, mas ao mesmo tempo eu tinha um pouco de medo, a gente se beijou só uma vez, mas ele estava bêbado e por isso não valeu. E també, o Yuki estava tendo um "caso" com aquela garota Mimi, e ele não era gay, então era impossível ele querer me beijar, então foi nessa hora que eu percebi que aquilo era mentira. Fechei os olhos e respirei fundo antes de responder.

-Mentiroso -olhei em seus olhos com um olhar firme e decidido.- Você é um mentiroso, até parece que eu vou acreditar em você -cruzei os braços.

-Do que está falando? -perguntou sem entender.

-Não se faça de desentendido, primeiro: Você não é gay então é impossível você querer me beijar, segundo: Você está tendo um caso com a Mimi, então isso não é certo -expliquei.

-Mas ontem eu te beijei, não foi? -perguntou com um sorriso malicioso (Relembrando: A festa foi sexta à noite, e agora estávamos no sábado à noite, sendo assim ele me beijou ontem).

-Você estava bêbado, por isso não valeu -respondi fazendo um beiço irritado.

-Mas agora estou sóbrio, e se eu te beijar enquanto sóbrio vai valer, não é? -segurou cada um dos meus pulsos e pra minha surpresa começou a distribuir beijos pelo meu pescoço.- E tem mais uma coisa que você se enganou, eu não estou "tendo um caso" com a Mimi, ela só gosta de mim, só isso.

-Mesmo assim, é errado.

-Desde quando fazer o que se tem vontade é errado? -fiquei pasmo.

Então quer dizer que... O Yuki realmente queria... Isso era estranho, e assustador ao mesmo tempo.

-E quando foi que eu falei que não era gay? -corei mais ainda.

-Tá de brincadeira?! -deu um sorriso de canto.

-Isso aí, eu não sou gay, mas também não sou hétero -foi subindo os beijos pela minha buchecha até chegar ao canto da minha boca.

O Yuki tinha desenvolvido uma habilidade de me provocar que só Jesus na causa do meu ser. Ele sabia exatamente onde tocar pra me fazer chegar cada vez mais perto da excitação. A cada toque eu me arrepiava e soltava alguns gemidos, até que eu finalmente me lembrei.

-Não podemos fazer isso -o empurrei e mudei de posição na cama.

-Por que? -perguntou sem entender.

-A porta está aberta, a Mimi está ficando na sua casa, e podem nos ouvir -respondi tentando achar desculpas pra não fazermos aquilo.

-Isso não é desculpa, tem mais alguma coisa -me fez olhar pra ele.- Diz o que é.

Era vergonhoso demais dizer aquilo, mas eu precisava dizer.

-Se quer tanto saber, eu digo: Eu sou virgem, satisfeto?! -cobri o rosto com as mãos.

-Ah, é só isso? Nesse caso, eu te entendo -se deitou ao meu lado.- Eu também sou.

-Como assim?! -olhei pra ele surpreso.

-Eu tenho 16 anos, não sou o pegador que eu pareço ser -respondeu e começou a brincar com uma mecha do cabelo.

-Somos dois virgens perdedores -me deitei também e fiquei olhando pro teto.

-Eu sou virgem por opção, e não por falta de oportunidade -olhamos um pro outro na mesma hora, e lógico que eu corei.

O olhar dele era tão entimidador, me deixava com um pouco de medo. Mas ao mesmo tempo que o olhar dele dava um pouco de medo, era relaxante também, como uma fonte termal relaxante.

-Seus olhos... -acariciei as maçâs do rosto dele.- São bonitos, parecem duas esmeraldas brilhantes...

-E os seus parecem duas jabuticabas brilhantes -fez o mesmo comigo.

Ficamos naquela posição por um tempo, até que eu finalmente durmi.

POV's Yuki.

Os olhos do Yuri foram se fechando lentamente até eu ter plena certeza de que ele tinha dormido. Fiquei fazendo carinho nos cabelos dele por um longo tempo, até finalmente criar coragem.

-Eu te amo, Yuri-kun -lhe dei um selinho e o abracei.

Dizer aquilo sem sentir um sentimento de culpa, eu me senti tão livre. Queria gritar que eu o amo pro mundo inteiro ouvir.

Continua...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...