História Paixão Nascente - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hora de Aventura
Personagens Ash, Cake, Finn, Fionna, Jake, Lady Íris, Lord Monocromicórnio "Lormo", Marceline, Marshall Lee, Personagens Originais, Princesa De Fogo, Princesa Jujuba, Príncipe de Fogo
Tags Hora De Aventura
Visualizações 47
Palavras 2.431
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eí alguém ainda lê isso aqui? Se sim, eu devo mil desculpas a vocês. Eu tenho mil "porquês" e explicações para dar a vocês, mas vou destacar as principais afinal estou à mais de um mês atrasada nas atts.
Quero que saibam que nunca cogitei a idéia de abandonar a fanfic ok? Isso é importante.
Primeiramente; o meu emocional está literalmente fudido, meu psicológico tá um bagaço.
Segundo; eu não tinha vontade de fazer nada, e sem contar que nas primeiras semanas eu estava mal fisicamente (e psicologicamente também, porém o que me afetou mais naquele momento foi o físico)
Terceiro; desde a primeira semana sem postar eu já tinha a primeira parte do capítulo e tudo o que ia acontecer nele em mente, só que não conseguia continuar. O escrevi e o reescrevi diversas vezes e nada de ele ficar como o esperado.

Me desculpem pelo capítulo ruim, eu pretendia fazer um grande capítulo para recompensar todo esse tempo perdido. Mas de última hora resolvi deixar a outra parte e mais um pouco para o próximo capítulo. É um capítulo chato, mas um pouco necessário para a continuidade da história.

E gente comentem ok? O incentivo de vocês é fundamental para a continuação da história. Não, não estou abrigando ninguém a comentar só gostaria de saber a opinião de vocês sobre a história. Com ou sem comentários continuarei a história como já fiz em vários outros capítulos.

Boa Leitura!!!

Capítulo 11 - The strangers in the gold picture


Capítulo XI - The Stranges in the gold picture 

 

Reconhece a sensação de estar aprisionado? Aprisionado a algo no qual não é capaz de escapar, ou algo no qual não pode lutar contra?

Foi isso que escrevi na última folha do meu caderno de química, batuquei nervosamente os meus dedos nas minhas coxas. Aí vem a pergunta "Você está bem?" Não de forma alguma, eu estou pirando com essa ideia do Phelipe. E se eu tenho tudo sob controle? Negativo, ele tem tudo sob controle, por mais que eu odeie isso. Parte de mim estava tranquila pelo fato de que eu não era colega dele nessa aula -- sendo que a maioria das minhas aulas de agora em diante serão com ele -- mas eu poderia estar mais feliz se o período dele não fosse na mesma sala do meu irmão.
Talvez eu tenha prestado a atenção nos primeiros 20 minutos de aula, mas os outros 30 da aula de química foram completamente esquecidos e, eu não fiquei nem um pouco preocupada com isso. Não, com a minha mente cheia do jeito que estava.

Apoiei meus cotovelos na mesa e segurei minha cabeça com as mãos  em sinal de preocupação. Estava torcendo para que aquela aula acabasse, que tudo acabasse e estava me perguntando sobre quando eu me acordaria desse sonho e perceberia que foi apenas um maldito pesadelo. Porém tentei não me iludir com tal idéia, sabia que isso não era verdade e aquilo era real demais pro meu gosto. Meus olhos ardiam um pouco em sinal que as lágrimas queriam descer livremente pelo meus rosto, mas algo as impedia, e o que as impediam era o meu ego e meu orgulho.

Não deixarei Phelipe acabar comigo tão facilmente, se ele acha que a guerra está ganha ele está terrivelmente errado. Só tem um mínimo detalhe (que fode a porra toda) o fato de ele me ter em suas mãos, me manipulando com ameaças baixas. Um péssimo jogador que nem sequer pensa na margem de erro, porque ela simplesmente não existe, ele é muito cheio de si e com razão. Não tentarei fazer nada brusco, nada que chame a sua atenção de primeira. Talvez eu faça isso aos poucos; Mas eu preciso prezar pela vida do meu irmão, aquele maldito é muito capaz de fazer algo com ele. E o pior é que eu sei disso.

- Como fui tola! - Sussurrei passando uma das minhas mãos por toda a extensão dos meus longos cabelos dourados.

Já era tarde pra se arrepender, muito tarde, não era um erro no qual eu poderia reverter.



[...]



Os braços do ruívo insistiam em envolver os meus ombros de modo "protetor e acolhedor", pelo menos era assim que os outros viam. O que para nós dois era controlador e um sinal de superioridade.

Ele estava no comando e queria deixar isso muito claro.

Queria que alguém percebesse que aquilo era uma farsa, mas ninguém pareceu notar. E por outro lado eu queria o contrário não queria que alguém soubesse isso acabaria com tudo e todos.

Me virei para alcançar seus lábios -- como o planejado -- e nos beijamos rapidamente, um beijo no qual eu não senti nada e me esforçei para que parecesse o contrário. Ele deu um meio sorriso e eu retribuí sem muita vontade.

E graças a Zeus uma tosse forçada acabou com todo a nossa encenação.

- Não quero atrapalhar o casal e nada do tipo, mas dá pra agilizar isso aí? - Disse o Finn, com um ar mandão. Dei um sorrisinho, eu não era a única que não gostava daquela situação. Sei que não gostávamos daquilo  por motivos contrários.

- Okay, okay! - Levantei as mãos em sinal de rendimento. - Tchau Flame - Tentei esboçar um sorriso.

- Tchau Fi! - Disse me dando um beijo na bochecha e em seguida um na testa. E depois disso ele seguiu em direção ao seu carro do lado oposto de estacionamento.

- Vamos? - Indagou o Finn impaciente.

- U-hum...

Quando estávamos indo pra casa me lembrei de algo.

- Finn, tem como me levar pra casa dos Abadder? - Perguntei.

- Sim, por quê?

- Tenho um trabalho pra fazer com o Marshall. - Falei indiferente. Ele pareceu congelar ao meu lado por um instante, mas voltou a sua postura rapidamente. Dei de ombros.

- Ah tudo bem. - Resmungou.

Me estiquei um pouco para alcançar o rádio do carro e procurar uma estação descente. Parei em uma que tocava Sumertime Sadness - Lana Del Rey. Finn me olhou de soslaio, e pelo que eu vi decidiu não comentar a escolha de minha música. Ficamos em silêncio durante todo o caminho, eu olhando pela janela e ele concentrado no caminho. E por alguma razão que eu desconheço ele parecia um tanto... aborrecido comigo.

Exitei antes de sair do carro assim que o mesmo estacionou na frente da casa dos Abadder.

Era uma casa grande na largura e na altura,  toda pintada de vermelho com janelas e portas brancas e, tinha uma amplo gramado num verde vivo.

- Você vem? - Perguntei me virando para o meu irmão.

- Foi mal, tenho que encontrar o Jake daqui a pouco. Quer que eu te busque mais tarde? - Seu tom estava carregado de preocupação.

- Não, não obrigado. - Sorri para ele o tranquilizando. Ele se preocupava demais comigo,  porém não posso o culpar eu faço a mesma coisa com ele. Conti o riso ao me lembrar o dia em que briguei com ele por ter chegado às 4:00 da manhã em casa. - Não voltarei muito tarde pra casa, te vejo à noite!

- Até! - Falou dando partida em seu carro prateado.

Acenei para ele e me virei para encarar a casa dos Abadder's, caminhei lentamente até a entrada. Puxei meu celular para verificar o horário e já eram 14:30 em ponto. Às vezes eu sou pontual demais.

Suspirei profundamente antes de tocar a campainha, que se encontrava logo ao lado da porta. Depois de alguns segundos de espera a porta foi aberta. Uma mulher de cabelos castanhos, pele clara e óculos meio tortos sob o seu nariz comprido me encarou.

- Olá, como posso ajuda-la? - Indagou a mesma gentilmente.

- Olá, eu sou a Fionna o Marshall se encontra? Temos que fazer um trabalho de biologia. - Falei gesticulando demais com as mãos, porém sem deixar de usar o mesmo tom gentil que ela.

- Ela está sim. - Sorriu. - Eu sou Simone a tia dele, você deve ser a irmã do Finn, estou certa?

- Sim está, somos um pouco parecidos não? - Ri sem graça.

- Pode apostar que sim. - Ela se afastou um pouco da porta e fez sinal para que eu entrasse na casa. - Ele está no quarto dele, subindo a escada à última porta à direita.

- Obrigado! - Disse um pouco sem jeito, e fui em direção à escada.

No andar superior, uma grande e ampla sala totalmente branca me aguardava. Era retangular e a escada saía exatamente ao centro da sala, o que me possibilitava de a ver por completa com facilidade. Os únicos raios de luz que entravam para a sala que era quase que iluminada unicamente por lâmpadas, eram vindos de duas grandes janelas que se encontravam do lado esquerdo da sala, ambas estavam cobertas por finas e quase transparentes cortinas beges. As portas aos arredores eram de uma madeira escura e pintada apenas com verniz.

 Mas o que realmente chamou a minha atenção foi um quadro pintado à tinta óleo de mais ou menos 1,65 de altura, sua moldura parecia ser banhada à ouro, se não fosse ouro puro. Nele se encontrava uma mulher de longos cabelos castanhos acidentados, seus olhos eram nebulosos e frios e brilhavam discretamente, ao seu lado estava um homem magro e alto de cabelos negros e pele tão pálida quanto a luz do luar e de olhar penetrante. Eles vestiam mantos pretos por cima de suas roupas, o que impedia de as ver, já que suas vestimentas eram igualmente negras. A beleza deles eram algo invejável, descomunal, quase inumana.

Ambos se sentavam com a coluna ereta em tronos. Suas posturas eram incrivelmente majestosas. A bela mulher se encontrava em um menor, a mesma segurava quase cegamente um Diadema coberto por maravilhosos rubis. Já o charmoso homem estava em um trono notavelmente maior, e, possessivamente segurava uma coroa coberta por diamantes negros. Presumi que fossem o rei e a rainha, até porque eles claramente tinham posturas soberanas. Carregavam com eles feições esnobes, de superioridade, porém ao mesmo tempo os olhares deles tinha um brilho estranho, parecia que eles estavam em chamas ou refletindo as chamas. Como se vissem algo queimar em sua frente e não sentissem compaixão, nem pena, nem nada do gênero apenas agiam com frieza e indiferença ao que quer que fosse.

Além deles, bem além dos tronos tudo era uma espécie de redemoinho de vermelho e marrom, algo indefinível apenas uma mistura de cores. Uma estranha mistura de cores. Já estava me dando calafrios o examinar. Parecia que dali saía uma energia "pesada".

Então em vez de me focar em observar a imagem, desci meu olhar para o verso do quadro. Onde uma elegante e familiar letra cursiva se encontrava os dizeres;

"A ligação da superfície com o subsolo;

O lugar onde as trevas reinam e a paz não tem lugar;

O lugar onde os mortos tem vida e a morte continua sendo a inimiga;

Onde as almas pedem socorro e perdão, porém não devem ser perdoadas de seus pecados;

É o lar das criaturas da noite;

E o terror das do dia;

Meu caro (a), se for corajoso o suficiente. Seja Bem Vindo à Noitosfera!"

                                          Inferno - 01/08/1884





Lentamente me afastei do quadro peculiar, levemente intrigada. Mas por quê? Era só uma bela pintura não é mesmo? As vezes eu acho que sou meio paranóica. Tudo bem, eu sei que as vezes eu exagero com minhas paranóias.

- Gostou? - Me virei devagar, esperando encontrar o moreno às minhas costas. Por mais que seu andar fosse delicado e gracioso, pude sentir a sua presença na sala vazia, aliás, eu também era perfeitamente capaz de reconhecer a sua voz.

- Por mais incrível que pareça, sim eu gostei. Só é um tanto pelicular não acha?

- Concordo. - Ele se balançou sob seus calcanhares. - Ela já está há muitos anos na família, não poderíamos simplesmente à jogar fora. Sem contar que é uma bela antiguidade do século 19. - Ele falou tudo isso com o seu tão custumeiro tom de indiferença.

- Quem foi o pintor? - Indaguei me virando novamente para analisar o quadro, e percebendo a ausência da assinatura do autor.

- Não sei ao certo, nunca me dei ao trabalho de perguntar. Mas pelo que sei foi pintado por um dos meus ancestrais, na época em que ainda viviam na Inglaterra.

- Você têm descendência Inglesa? - Perguntei surpresa.

- Inglesa e Francesa. - Confirmou. - Inglesa por parte paterna, e materna Francesa. Meu pai conheceu minha mãe na França. - Disse olhando fixamente para o quadro. - Esses da pintura devem ser os meus tetràvos ou sei lá o que. - Deixei uma pequena exclamação escapar por meus lábios, ele me encarou pelo canto do olho. - O que foi?

- Ahn nada, só que eu nem sei de onde vim. Acho que algum dos avôs  devem ter vindo de Portugal, ou algo do tipo. - Falei fazendo gestos, tornando o jeito em que falei engraçado. Ele soltou um risinho discreto. - Onde estão os seus pais?

Ele me encarou durante um tempo antes de me responder.

- Meu pai está em Nova York à negócios, e minha mãe em Miami enlouquecida fazendo compras. - Resmungou com desdém. - Sinceramente eu nem sei muito bem, e isso também não me importa.

- Você não gosta de falar sobre eles?

- Não muito. - Desviou o olhar. - Tivemos algumas divergências, e como pode ver hoje em dia moramos com os nossos tios.

- Hm.

Ali o assunto se perdeu, fitei o quadro com um finjido interesse.

- Vamos começar o trabalho?

- Claro, claro!



[...]



Passamos a maior parte da tarde conversando sobre o trabalho, escrevendo algumas anotações que viriam a ser úteis para o mesmo. E o resto dela aproveitamos para o digitar e fazer a capa do mesmo. E até que o trabalho ficou bom!

- Provavelmente a velha não vai ter do que reclamar. - Disse fitando o teto do quarto, enquanto estava sentado na cadeira giratória.

- Não sei... ela não gosta muito de mim. - Guardei minhas canetinhas organizadas dentro do estojo tomando o cuidado de não deixar nenhuma pra trás.

- Ela detesta todos os alunos. - Ele impulsionou um dos pés no chão e começou a se girar na cadeira.

- Exceto você! - Revirei os olhos.

- Sou diferente. - Constatou.

- Ah claro, um caso isolado da sociedade! - Meu tom saiu carregado de sarcasmo.

- Só agora chegou à essa conclusão?

Levantei uma das sombrancelhas, e nem me dei ao trabalho de responder. Terminei de arrumar os meus pertences em minha mochila e finalmente me levantei para ir embora.

- Já vai?

- É o que parece? - Dessa vez ele revirou os olhos, e me puxou pelo pulso. - Eí! - Protestei.

- Você sabe, que eu não te chamei aqui só para fazer os trabalhos. - Marshall só parou de me arrastar quando chegamos à garagem, onde ele me mandou entrar no carro.

- O que te leva a pensar que eu vou entrar aí?

- Eu estou pedindo.

- Vai me levar aonde?

- Escolha: sorveteria, cafeteria, qualquer lugar que dê para conversar. - Falou entrando no carro, sem pressa e fazendo sinal para que eu o acompanhasse.

- Tudo bem. - Entrei ao lado do passageiro fechando a porta, sem vontade. - Mas, você não é nenhum maníaco é? Um psicopata, serial killer? Porque se for eu já fiz algumas aulas de defesa pessoal, só pra avisar. -  O que não era nem de perto verdade.  Joguei minha mochila no banco de trás, ao som de sua melodiosa risada.

- Posso ser tudo isso se você quiser! - Sorriu maliciosamente, o que me fez soltar um muxoxo de descaso. - Dúvida?

- Eu já te avisei que eu sei defesa pessoal? Tome cuidado, Marshall! - E mais uma vez ele riu, enquanto eu fazia um bico emburrada.
 


Notas Finais


Gostaram, odiaram? Comentários?

Mais uma vez pessoas Desculpas pelo capítulo ruim, Hm, e até o próximo!


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