História Paixão por acidente (ADAPTADA) - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Visualizações 54
Palavras 2.206
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Capítulo 12


 

O alarme tocou as seis como de costume, anunciando que o dia de Laur começava.

- Mrrow?

- Em um minuto - Respondeu a sonolenta mulher, tirando as mantas e metendo os pés nas suaves pantufas azuis junto à cama. Com os olhos meio fechados, caminhou de maneira cansada até o banheiro. Voltando poucos minutos mais tarde com os dentes escovados e a bexiga vazia. Tirou seu suéter e colocou sua roupa de treino cinza claro antes de se dirigir ao sótão. O ginásio particular de Lauren seria a inveja de qualquer esportista em busca de uma boa forma. Com exceção de que o lugar continha aquecedor de água e sistema de aquecimento, o resto do sótão estava dedicado a centenas de banquinhos, de máquinas e colchonetes. Crescendo na casa que agora era só sua, Lauren havia frequentemente sonhado com a reforma do úmido sótão em um lugar onde pudesse só ela estar, o bombear do ferro e o aquecimento a fizeram suar saudavelmente. Seu objetivo foi consumado com o ginásio particular. O ambiente estava decorado com luzes brilhantes e fosforescentes no alto que realçavam as paredes de espelhos. Agarrou uma toalha fresca da estante, ligou o estéreo, e se dirigiu ao escalador para se aquecer.

Katy Pery ressonou através dos alto-falantes colocados em torno do grande lugar enquanto Lauren empurrava suas panturrilhas e coxas aos limites no escalador. Em seu próprio refúgio particular, ninguém podia ouvi-la cantar a música, ver o suor se formar na sua testa, pescoço e peito, ou notar a maneira em que se empurrava. Orgulhava-se da forma e força de seu próprio corpo, mas ambos requeriam constante conservação. Escalou vinte minutos, isto nunca vai a nenhuma parte e avançou para a parte seguinte do equipamento, tomando tempo para prender seu cabelo para mantê-lo fora de seu rosto e nuca. Verificou a quantidade de pesos na barra antes de se acomodar embaixo no banco, tirou a barra de seu apoio, e a trouxe para baixo a seu peito. Mexeu os dedos para se assegurar de que suas mãos estavam na posição apropriada e começou suas cansativas repetições, subindo a barra à máxima altura antes de baixá-la de novo sobre seu peito. A máquina rangia com seus abdominais, o antebraço se apertava contra as pernas que eram pressionadas, então a máquina se encaminhou para uma geral boa sessão de exercícios. Quando o CD estava acabando, os músculos de Lauren pediam um merecido descanso pelo enorme suor. Lançou a encharcada toalha no cesto próximo da porta e se dirigiu de volta a seu dormitório onde se despiu da roupa coberta de suor e entrou no banho. A ducha sobre sua cabeça enviava a forte água quente contra seu corpo, massageando enquanto limpava. Dez minutos com o secador de cabelo e Lauren estava fresca e pronta para fazer frente ao que quer que seja que o dia lhe ofereceria.

A neve havia caído durante a noite, cobrindo a cidade com uma capa suave de branco. A cherokee azul brilhante percorreu as estreitas ruas de Albany, lutando com o resto do tráfego da manhã de sexta-feira. Encontrou um espaço para estacionar em Morris Street e cuidadosamente se dirigiu às escadas para recuperar a correspondência de Camila. A recolheu, planejando deixar a propaganda postal para que Cecil a pegasse quando um pequeno envelope atraiu sua atenção. O meteu no bolso interior de seu casaco e voltou ao calor de seu veículo esportivo. Só então o tirou e examinou o remetente. D. Ireri, RR 3 Box 4120, Cobleskill. Cobleskill, conhecido mais por sua universidade agrícola que por algo mais, era um pequeno povoado à uma hora de Albany. Embora fosse terra de lavouras, havia um certo número de residentes na área. A grande maioria eram fazendeiros ou gente que estava disposta a viajar quarenta minutos ou mais para chegar a seus trabalhos todos os dias, distância que estava o povoado de uma verdadeira cidade. Lauren empurrou o envelope novamente para dentro de seu bolso e colocou o Jeep em movimento, determinada a chegar ao hospital e entregar a carta a Camila antes que o impulso de ir até em casa a vencesse e com o vapor abrisse o envelope. Queria saber desesperadamente como o mistério Blanca Ireri entrava na vida de Camila e porque a jovem mulher sem dinheiro estava expedindo cheques a esta pessoa. Lauren chegou ao hospital justamente quando a enfermeira terminava de verificar os sinais vitais de Camila. Como esperava, a cara da jovem mulher mostrava a dor que as drogas não podiam apagar completamente.

- Hei, você - Disse suavemente, atraindo a atenção de Camila e da enfermeira.

- Olá – A jovem mulher sorriu - Parece que a neve lhe pegou.

- Só um pouco - Lauren respondeu, tirando os derretidos flocos de neve de seu cabelos negros e dos ombros de seu suave casaco café - Devo voltar mais tarde?

- Já estou terminando - A enfermeira disse sem levantar o olhar de sua tarefa. Incorporou-se e fez várias anotações na prancheta de Camila - Pronto. Tudo terminado por hora - Tirou as luvas de látex deixando-as no recipiente vermelho para resíduos - A doutora Barnes virá lhe visitar daqui a pouco - Disse antes de deixar as duas mulheres sozinhas.

A curiosidade ganhou no instante em que ficaram sozinhas. Lauren tirou o envelope de seu bolso e o deu a Camila.

- Aqui está sua correspondência - O sorriso que havia estado no rosto da jovem mulher desapareceu diante da escrita do envelope. O abriu e leu as palavras escritas que ressaltavam no papel enquanto Lauren deixou sua maleta no chão e pendurou seu casaco no respaldo da cadeira antes de tomar seu costumeiro assento junto à cama. Camila estava calada quando acabou de ler a carta e a colocou novamente dentro do envelope.

- Poderia me fazer o favor de me trazer meu talão de cheques amanhã?

- Aconteceu algo? Algo com o que eu possa ajudar?

- Não, é só algo que tenho que me ocupar - Não pôde evitar se encontrar com os penetrantes olhos verdes que a olhavam - Odeio fazer isto, mas poderia trazer um envelope e um selo postal também?

- Claro, Camz - Lauren respondeu, ainda morrendo de curiosidade por saber do conteúdo da carta - Olha... se você tem uma dívida que precisa de ajuda para pagar... - Lamentou as palavras imediatamente, pensando que ofenderia sua nova amiga.

- Não, não é isso. É de alguém com que vivi - A cabeça de Camila não se levantou e sua atitude mudou totalmente, se fechando dentro de si mesma.

- Um namorado?

- Uma mãe adotiva. Vivi com ela cerca de dois anos. Cuidou de mim quando ninguém mais pôde - Os ombros da jovem mulher se encolheram e deixou um suspiro de derrota sair -Tem vivido um tempo difícil desde que o Estado lhe tirou todas as crianças que cuidava. Você não vai querer ouvir sobre isto - Disse, dando a sua nova amiga uma saída se a quisesse.

- Claro que quero - Disse Lauren, estendendo sua mão para envolver a pequena mão dentro da sua - Essa carta pareceu que realmente lhe preocupou. Importar-se-ia de compartilhar? - Esperou que Camila desse detalhes sobre Blanca, mas foi surpreendida ao encontrar a carta sendo empurrada a sua mão.

- Acho que isto lhe explicará tudo - Lauren olhou para Camila antes de abrir o envelope e ler a carta.

Camila,

Não tenho notícias suas há muito tempo. As coisas são de verdade duras aqui. Só posso manter mais ou menos um telhado sobre minha cabeça. Os idiotas dos serviços sociais não entenderam nada do eu lhes disse. Sei que está ocupada com sua vida e não tem tempo para uma velha senhora como eu, mas tem que lembrar que cuidei de você quando ninguém mais pôde. Abri meu lar para você, lhe dei de comer e me assegurei de que fosse a escola. Você tem sido boa ao tentar me ajudar, mas realmente preciso bem mais do que você está me enviando. Você sabe que custa muito alimentar uma criança a mais. Sem mim você teria passado fome. Estive aqui quando você precisou que alguém cuidasse de você. Estarei esperando qualquer mis... Miséria... Qualquer pequena quantia que possa me enviar.

Sua tia Blanca

Lauren dobrou a carta e a meteu no envelope, tentando manter seu mau humor sob controle, mas isso estava rapidamente sendo difícil de acontecer. Deixando o envelope embaixo da bandeja da cama, agarrou o suporte lateral da cama tão firmemente que seus nós dos dedos ficaram brancos. Inspirou várias vezes tentando se acalmar antes de sentir os olhos castanhos a olhando na expectativa.

- Você não deve nada a ela, Camz - Disse através dos apertados dentes, incapaz de levantar a cabeça para se encontrar com o olhar da morena.

- Tenho que fazer - A jovem mulher disse tristemente.

- Quando estava vivendo com ela, havia quatro de nós. Ela sempre deixou claro que o Estado não lhe dava bastante para cuidar de nós.

- Foda-se ela! - Lauren xingou levantando-se de seu assento e se aproximando da janela, olhando a suave neve que caía do lado de fora - Não tenho nenhum direito de lhe dizer o que fazer com seu dinheiro Camila, mas ela só está lhe usando, jogando com sua compaixão. Tanto tempo lhe dando dinheiro, dinheiro que ela não lhe permite repor, ela só voltará por mais - Voltou a olhar para a jovem mulher - Ela lhe agradeceu alguma vez pelo dinheiro que você enviou até agora? Não, ela só diz que você tem que enviar mais. Está lhe culpando de lhe dar seu dinheiro. Qualquer dívida que você pensa que tem com ela, você já pagou há muito tempo. Ela está agora só lhe chupando até que você se seque - Não querendo perturbar Camila mais do que estava, Lauren voltou a seu assento e baixou a voz - Nem uma vez ela perguntou como você estava vivendo, nem sequer uma palavra amável. Essa carta era nada mais do que “envia-me dinheiro”. Você não merece que ela se aproveite de sua bondade assim, Camila. Você é uma pessoa muito boa para ser tratada assim.

- Ela é a coisa mais próxima que eu tenho de uma família - A jovem mulher protestou, apesar de fracamente. Nunca havia compartido este problema com alguém antes e estava surpresa de ver a reação de sua amiga. Camila havia ouvido por tanto tempo sobre como devia a Blanca por ter cuidado dela que acreditava que era uma dívida que nunca poderia ser paga, sem ter em conta seus sentimentos pessoais sobre isto. Ter a alguém para expressar os sentimentos que haviam estado enterrados profundamente dentro dela era algo que não esperava.

- Não precisa de uma família assim. Merece melhor - Lauren disse. Deu um resignado suspiro - Disse-lhe que lhe traria seu talão de cheques e o farei. Também lhe trarei o selo postal e o envelope, mas realmente quero que você pense melhor sobre isto antes que lhe envie mais dinheiro - Esticou sua mão e tomou a mão de Camila entre as suas - Prometa-me que pensará primeiro, OK?

- OK - A jovem mulher respondeu, tirando um sorriso de Lauren.

- Vamos mudar de assunto, OK?

- Certamente, vamos falar de que? Por que não me conta sobre sua família? Gostaria de saber sobre eles.

- Não é tão interessante como pensa que é - Lauren ia tentar mudar de assunto, mas o olhar expectante na cara de Camila a fez mudar de opinião - De acordo, mas vou lhe avisar, que é bastante chato - Moveu-se em seu assento, desejando estar usando jeans ao invés desta calça - Sou a mais velha dos três. Somos Taylor, Chris e eu. Taylor é completamente oposta a mim. Ela dirige os seguros Jauregui. Está casada com Jorge Dalessio; ele é um advogado - Sorriu como se dividisse algum grande segredo - Taylor usa mais maquiagem que Tammy Faye Baker e pensa que é maravilhoso. Mas pode somar números em sua cabeça mais rápido que uma calculadora e traz a divisão de seguros acima do prometido de ganhos fazendo com que seja um de nossos principais negócios. No entanto tenho que lhe prevenir, não permita que ela lhe pegue em uma festa. Minha irmã é a melhor em arrecadar fofocas e informação no estado. Uma vez que consiga lhe prender não lhe deixa ir até que saiba tudo sobre você até o seu tipo sanguíneo.

- E sobre seu irmão? - Camila perguntou, olhando como o sorriso abandonava o rosto de Lauren.

- Chris é uma alma perdida. Ele tem vinte e cinco anos, mas ainda age como um adolescente. Levou seis anos e três universidades para obter um diploma, porque não pôde se aplicar a isso. A família insistiu que o pusesse a cargo de algo, então lhe deu a Divisão de Bens Imóveis – Suspirou - Imaginei que estava bem, que ele não poderia fazer algo para estragar isto. Agora estamos passando pelo pior crescimento desde a recessão e age como se não se importasse. Por isso tive que voltar ao escritório ontem. Odeio a irresponsabilidade.



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