História Paixão por acidente (ADAPTADA) - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Visualizações 212
Palavras 2.667
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Capítulo 13


 

- Chris é uma alma perdida. Ele tem vinte e cinco anos, mas ainda age como um adolescente. Levou seis anos e três universidades para obter um diploma, porque não pôde se aplicar a isso. A família insistiu que o pusesse a cargo de algo, então lhe deu a Divisão de Bens Imóveis – Suspirou - Imaginei que estava bem, que ele não poderia fazer algo para estragar isto. Agora estamos passando pelo pior crescimento desde a recessão e age como se não se importasse. Por isso tive que voltar ao escritório ontem. Odeio a irresponsabilidade.

 

Sua conversa foi interrompida pela chegada da doutora Barnes.

- Como você está hoje, Srta. Cabello?

- Igual à ontem, suponho - Camila respondeu - Oh doutora Barnes, ela é minha amiga Laur. Laur, ela é a doutora Barnes - Não viu o sorriso que se formou no rosto de Lauren pelo título dado.

- Olá - Disse a médica. Olhou a prancheta de Camila por um momento e fez uma anotação - Bem, Srta. Cabello parece que tudo está cicatrizando corretamente bem - Deixou a prancheta e foi até a cabeceira da cama para verificar os pontos na bochecha de Camila - Os ossos estão fixando-se apropriadamente e não vejo razão para que a senhorita não possa ir para casa.

- Casa? Mas... - Olhou temerosa para Lauren pedindo ajuda.

- Como à senhora pode enviá-la para casa? Ela não pode andar ainda - A mulher de cabelos negros disse, caindo no rol de protetora facilmente. Parecia uma coisa natural de se fazer quando dizia respeito a Camila.

- Olha Srta...

- Jauregui, Lauren Jauregui.

- Srta. Jauregui – A doutora corrigiu, sem se impressionar com o nome da mulher.

- Não há nada mais que possamos fazer por ela agora. Seu corpo está reagindo bem ao tratamento. Não há nada que fazer, exceto esperar que os ossos cicatrizem.

- Mas não pode andar ainda - Lauren protestou.

- Ela não poderá andar durante um ano - A doutora respondeu - Não há sinais de infecção, os escassos agentes evitaram a formação de qualquer coagulo e a inchação está baixando a um nível aceitável. Neste ponto não há mais nada que o hospital possa fazer, exceto lhe proporcionar uma cama. Farei a prescrição para a dor e deve voltar na próxima sexta para retirar os pontos do rosto. Ao mesmo tempo examinarei suas pernas e o tornozelo, então veremos para onde vamos a partir daí.

A respiração de Camila estava acelerada e parecia pronta para chorar. Lauren se inclinou rapidamente sobre a cama, bloqueando a visão da jovem mulher da portadora de más notícias.

- Camila – Sussurrou - Deixa que eu cuide disso. Prometo que tudo ficará bem.

- Eu não posso... Eu não...

- Shhii. Deixe que eu cuido disto. Confie em mim - Falou suavemente, como se acalmasse a uma criança - Confia em mim? - Recebeu um trêmulo sim com a cabeça - Prometo que tudo ficará bem.

- Mas...

- Confia em mim, Camz - Mantendo seu olhar, deixando que o intenso verde buscasse e acalmasse ao castanho, tentando silenciosamente lhe transmitir que tudo ficaria bem.

Finalmente a jovem mulher deixou sair uma pesada respiração e assentiu, colocando sua vida nas mãos da mulher que parecia tão disposta a ajudá-la. Tão assustada como a perspectiva parecia, havia um conforto em saber que Lauren estava ali com ela.

-O que preciso saber para cuidar dela? - Lauren perguntou, dando sua atenção à doutora.

- Enviar-lhe-ei a enfermeira para que lhe indique como banhá-la adequadamente para prevenir infecções. Sugiro que consiga para sua casa um assistente de saúde ou uma enfermeira particular se puder pagar - Esse comentário ganhou um levantamento de sobrancelhas da mulher que havia doado seis cifras ao hospital no ano passado - A coisa mais importante é se assegurar de que as feridas se mantenham limpas - Fez outra anotação na prancheta - Mandarei uma folha de instruções preparada para lhe explicar exatamente o que precisa ser feito a cada dia.

- Bem - Disse Lauren, sua mente já pensava em que quarto seria preparado um espaço para a recuperação. Era um inesperado giro nos acontecimentos, mas um que poderia conduzir. Confusa observou que não era a culpa que lhe fazia abrir seu santuário a Camila, era algo mais forte, preocupação e afeto. Em alguma parte no curso de tentar compensar seu erro, Lauren Jauregui havia começado a se importar - O que quer que seja para que ela fique melhor.

- Direi à enfermeira que lhe dê todos os detalhes. Assinarei os papéis da alta antes que comece o resto de minhas rondas - Virou o olhar a sua paciente - Desculpe, Srta. Cabello ouvi dizer que gostou muito de nossa comida - Sua intenção era de brincar, mas isso não foi tão bem recebido como esperava, ganhando somente um sorriso fraco da jovem - Bem, se houvesse alguma maneira que justificasse mantê-la aqui, eu o faria.

- Eu sei - Camila respondeu – Obrigada.

- Não esqueça de marcar uma consulta com nossa clínica para pacientes externos para retirar esses pontos na próxima sexta. Assegure-se de marcarem comigo e não com o médico assistente. Quero dar uma olhada nessas pernas também.

- O farei. Vou cuidar disso - Lauren disse firmemente, não deixando dúvida na mente da jovem doutora que sua paciente seria bem cuidada.

_________________

A tarde foi muito ocupada para Lauren. Seu telefone celular esteve constantemente em uso, esgotando a bateria fazendo com que a executiva tivesse que usar o telefone do quarto de Camila para terminar seus preparativos. Ligou para uma empresa de suprimentos cirúrgicos para comprar uma cama de hospital, uma cadeira de rodas, e várias outras coisas que a enfermeira insistiu que eram necessárias para adequar a recuperação de Camila. Embora Lauren tivesse tentado insistentemente lhe disseram que não conseguiriam lhe entregar a cama neste dia. Para sua frustração lhes disseram que só poderiam lhe entregar os outros artigos, então ligou para várias mobiliárias até que encontrou uma que vendia camas ajustáveis. Inclusive teve que ligar para Maria para lhe contar o que estava ocorrendo. Explicou a governanta de sua confiança que quarto iam ocupar e que artigos precisavam ser movidos para dar espaço ao mobiliário novo. A ligação seguinte havia sido a um serviço particular de ambulâncias para arrumar a transferência de Camila do hospital a sua casa. As ligações restantes haviam sido a várias agências com a intenção de conseguir uma enfermeira particular para contratar por longo período, em tempo integral, depois ligou novamente para Maria para colocá-la a par dos últimos acontecimentos.

- Laur? - Camila chamou suavemente, atraindo a atenção da mulher.

- Tenho que desligar, Maria. Ligue para o telefone do Jeep se surgir algum problema - Desligou o telefone e se sentou na beira da cama - Acho que tudo já está pronto. Agora só temos que esperar que a ambulância chegue.

- Não sei como lhe agradecer - Camila sussurrou, sua voz estava quebrada pela emoção.

- Shh... não precisa com coisas assim.

- Nunca ninguém... eu quero dizer que isto é tão... - Seus olhos emergiram com o sincero sentimento.

- Hei, não é problema, lembra? Prometi que cuidaria de você - Lauren estendeu sua mão e pegou a lágrima antes que esta pudesse deslizar pelo rosto de Camila - Hei, nada disso. Marujita sente falta de você e esta é a maneira perfeita de me assegurar que ela tenha alguém mais para conseguir sua atenção de modo que eu possa conseguir trabalhar um pouco - Recebeu o mais desnudo dos sorrisos - Além disso, estive sozinha durante muito tempo. Será agradável ter companhia. Tanto que Lauren queria viajar na ambulância com Camila para lhe proporcionar mais conforto, estava o Jeep para considerar e a ideia de deixá-lo a noite em Albany era um desagradável pensamento. Não havia se aproximado do Porsche desde o acidente, embora tivesse visto que Oso havia estado em sua casa no dia anterior durante o dia para começar os reparos. Isso a deixaria sem nenhum dos veículos próprios para a neve ou então teria que usar seu precioso Mustang 1967 e este nunca veria o infeliz inverno das ruas de Albany se pudesse evitar. Com relutância escolheu deixar Camila viajar sozinha na ambulância enquanto os seguia atrás no Jeep.

A distância de Albany a Loudonville, onde a casa de Lauren se encontrava, normalmente levava menos de quinze minutos. A mulher de cabelos negros advertiu o motorista da ambulância de que ele não estava em uma chamada de vida ou morte, então este teria que fazer o possível para não passar em nenhum buraco na saída de Albany, mesmo que isto significasse tomar o dobro do tempo para chegar a casa. Loudonville era uma área cheia de antigas e velhas casas que datavam dos séculos XVI e XVII. Era considerado um subúrbio rico de Albany embora fosse uma entidade completamente separada. A única relação que Loudonville tinha com a capital era que estavam dentro do mesmo condado. As pessoas que viviam na prestigiosa vila deixavam bem claro que não eram residentes de Albany de nenhuma maneira ou modo. A viagem a sua casa foi o mais angustiante passeio da vida de Lauren. As ruas eram as típicas de princípios de dezembro, os flocos de neve e o gelo faziam a viagem bastante agitada, mais o fato dos buracos do asfalto, faziam com que a ambulância pulasse muito mais do que o de costume. Sabendo que cada baque significava dor para Camila, Lauren grunhiu quando a ambulância passou em um buraco particularmente grande justo quando estava saindo de Albany e cruzou para entrar em Loudonville. A ambulância verde e branca pulou e sacudiu sobre a irregular rua, fazendo com que Lauren quase tivesse um ataque de nervos antes que finalmente chegassem às ruas lisas de sua cidade natal e virassem sobre a entrada Jauregui.

Maria abriu a porta e saiu justo quando a ambulância subiu pelo caminho de entrada, seguido de perto pelo Jeep azul brilhante. Lauren normalmente utilizava seu controle remoto para abrir as apropriadas portas da garagem e guardar seu veículo, mas tinha algo mais importante a fazer. Colocou-se na área do grande estacionamento em frente às garagens e esperou que as portas traseiras da ambulância se abrissem. Fez o possível para se manter afastada quando tiraram Camila, observando que a pior coisa que parecia ter era umas poucas lágrimas.

- Eu acho que comentei que o hospital era frio - A jovem mulher falou. A manta e o lençol não faziam nada para parar o penetrante vento que as havia levantado.

- Não se preocupe, logo está lá dentro e logo vai se esquentar - Disse Lauren, notando pelo rabo de olho que Maria tinha as portas duplas abertas dando o espaço máximo para atravessar a maca e sua preciosa carga. O andar térreo, em suas costas, foi à primeira coisa que Camila notou quando entraram na grande estrutura que tinha altos tetos, vigas escuras contra uma cor creme ao fundo. Virou sua cabeça e seus olhos se arregalaram. A sala era enorme, comparando com o que havia sido seu apartamento, facilmente podia-se dizer que era maior. Quando sentiu a mudança de altura percebeu que uma parte da sala estava mais baixa, algo que havia visto em revistas na biblioteca, mas nunca havia visto realmente no lar de alguém. O tapete de uma parede a outra era da mesma cor creme do teto, espesso e luxuoso sem uma amostra de descoloração ou desgaste. Grandes armários de madeiras escuras alinhavam uma parede; Camila pensou que seriam de cerejeira ou mogno. Um conjunto de escadas ocupava outra parede. A faziam recordar das escadas do programa da televisão The Bray Bunch, exceto que em vez de ter um reduzido patamar, estas escadas curvavam ao redor no fundo. O gradil era também da mesma intensa cor que os armários e as vigas do teto. Escutou Lauren maldizendo em alguma parte no fundo, mas não podia localizá-la, não importava como virasse a cabeça.

Então a viu sair de uma sala no extremo e correr para cima das escadas. Maria caminhou em sua linha de visão e Camila conseguiu a primeira visão real da governanta.

- Olá.

- Olá ai, pobrezinha! - A governanta respondeu - Lauren teve que ir lá em cima para trazer alguns lençóis. Voltará logo.

- Meu nome é Camila - Estendeu sua mão.

- Sou Maria, criança - Respondeu tomando a mão oferecida e a cumprimentando - Uma vez que esteja instalada farei algo delicioso de comer. Estou certa que está farta dessa horrível comida de hospital.

- A senhora é muito amável, mas não quero que tenha nenhum trabalho.

- Oh, não é nenhum trabalho, em absoluto. Oh, aí vem Laur. É melhor colocar esses lençóis na cama para que você possa ficar mais cômoda - Maria pegou os lençóis de linho das mãos de Lauren e desapareceu dentro do afastado quarto enquanto a mulher foi até o lado de Camila.

- Desculpe por isso - Disse.

- Laur, pode me fazer um favor?

- Claro, o que você quer?

- Pode cobrir meus pés? Estão congelando - Um segundo depois sentiu as grandes mãos quentes fechando-se ao redor de seus gelados dedos dos pés, a única parte de suas extremidades inferiores não embutidas em molde de gesso.

- Por que não disse nada? – Lauren deu uma olhada furiosa aos assistentes da ambulância enquanto ajustava o lençol e a manta para cobrir os expostos pés. Maria saiu do quarto alguns minutos mais tarde, anunciando que tudo estava disposto.

- Lhe colocaremos na cama e então irei lá em cima e lhe conseguirei um par de agradáveis meias quentes - Lauren disse antes de se afastar do caminho quando os assistentes agarraram cada extremo da maca.

Só uma rápida olhada ao redor permitiu a Camila ver que o quarto no qual a estavam colocando era o escritório de Lauren. Dois altos arquivos estavam pressionados contra a parede, ao que parece para dar espaço a cama queen size situada no meio do quarto. Uma mesa para o computador com o maior monitor que já havia visto estava contra uma parede próxima e uma imensa televisão ocupava a parede restante onde poderia vê-la comodamente.

- OK, Milke, pronto? - Um dos assistentes perguntou, alçando o lençol debaixo de Camila em suas mãos.

- No três - Milke respondeu - Um... dois... três - Facilmente a levantaram, mas no processo de colocá-la de novo abaixo, uma ponta se escorregou de suas mãos, provocando que o pesado molde da perna direita caísse sobre a cama. A sacudida enviou rajadas de dor através de Camila e o posterior grito trouxe Lauren para seu lado - Srta., me desculpe - Disse Milke - Agora precisamos rodá-la sobre seu costado para que possamos tirar o lençol que está debaixo dela.

- Não - Lauren disse - Eu o tirarei - Havia uma clara cólera em seu tom assim como a preocupação de que Camila não fosse machucada mais ainda. Com imenso cuidado puxou o lençol de debaixo da jovem mulher até que finalmente o liberou. O lançou ao companheiro de Milke - Há algo mais que eu precise assinar?

- Não Madame. A senhora receberá a nossa fatura em alguns dias.

- Bem, então há algo mais? - Sem esperar uma resposta fez um sinal com a cabeça a Maria que estava parada na porta - Maria os acompanhará até a porta.

- Foi um acidente - Disse Camila assim que os assistentes se foram. Lauren repassava atarefada as instruções de como operar a cama nova.

- Foi um estúpido acidente. Ele deveria ter mais cuidado. O que teria acontecido se você não estivesse sobre a cama? - Baixou seus braços e envolveu sua mão nos frios dedos dos pés de Camila - Deixe-me conseguir algumas meias para você. Volto logo. Quer alguma coisa da cozinha?

- Não, obrigada. Posso esperar até o jantar.



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