História Paixão Sem Limites - Capítulo 22


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Ficção, Paixão, Paixãosemlimites, Romance
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Palavras 2.439
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpe por tanta demora, aproveitem a história ! <3

Capítulo 22 - Você é Minha


– Nossa, garota – disse Jimmy, estendendo os braços para me segurar quando entrei.

Um soluço me escapou da garganta e me segurei para não perder o controle.

– Aquilo que aconteceu no salão foi cruel, mas poderia ter sido pior. Pelo menos Rush apareceu para resgatar você.

Jimmy afagou as minhas costas e me deu um abraço.

Eu não queria que ele soubesse o quanto eu era fácil. Não podia dizer que estava chorando porque havia me transformado no segredinho sacana de um ricaço e não porque uma piranha maldosa tinha me emporcalhado de comida no meio de um salão lotado.

 – Volte lá para fora, Jim. Precisamos de mais gente servindo. Deixe que eu converso com a Blaire – disse Woods, entrando na cozinha.

Jimmy me deu outro abraço apertado. Em seguida, franziu o cenho para Woods antes de pegar uma bandeja e se encaminhar para a porta.

– Seja gentil com a minha menina – falou ao passar por Woods.

Meu chefe não respondeu. Apenas ficou me observando. É isso, pensei.

O grande momento de “a culpa é sua, pode arrumar as suas coisas” tinha chegado.

– Eu me dei ao trabalho de avisá-la sobre a Nan, mas não foi nem culpa do Rush aquela piranha ciumenta ter agredido você – vociferou ele, balançando a cabeça de tanta repulsa. – Sinto muito, Blaire. Essa foi culpa minha. Eu não esperava isso dela. É uma ex-namorada louca que não larga do meu pé.

Ele não iria me mandar embora? Eu me recostei na bancada e respirei fundo.

– Com esse drama todo, não quero mais você no salão. Pode ficar aqui ajudando a preparar as bandejas. Vou garantir que ganhe o mesmo cachê que receberia ficando no salão.

– Obrigada, mas posso trocar de roupa? – perguntei.

Precisava me limpar daquele escargot.

 Woods sorriu.

– Pode. Vá lá no escritório e pegue um dos uniformes das meninas dos carrinhos. Todos os nossos uniformes extras de garçonete estão em uso hoje.

Eu me afastei da bancada e segui para a porta.

– Não se apresse. Estamos segurando as pontas aqui, se precisar de um tempinho – completou ele enquanto eu saía da cozinha.

Quando saí, Rush e Nan estavam no corredor tendo o que parecia um bate-boca acalorado. Nan me lançou um olhar gélido. Pude ver a expressão frustrada de Rush; eu só estava causando tristeza para ele. Não queria assistir àquilo. Eles podiam ter a sua briguinha familiar e esquecer tudo: depois dessa noite, eu deveria ter dinheiro suciente para me mudar. No dia seguinte arrumaria um lugar para ficar, pois dormir sob o teto de Rush seria impossível. Eu me virei e abri a porta que dava para o lado de fora.

– Blaire – chamou Rush.

– Deixe ela sair, Rush – exigiu Nan.

– Não posso – respondeu ele.

A porta se fechou atrás de mim e tentei bloquear o que acabara de ouvir. Não precisava pensar ou sequer cogitar que ele fosse lutar por mim.

A porta se abriu e ele saiu por ela.

– Blaire, por favor, espere. Fale comigo – implorou.

Parei e fiquei olhando enquanto ele corria e parava na minha frente. Não tinha nada para lhe dizer, já falara tudo.

– Desculpe, mas você está enganada: eu não a ignorei lá no salão. Pode perguntar a quem quiser, não desgrudei os olhos de você. Se alguém tinha alguma dúvida sobre o que sinto por você, o fato de eu não conseguir parar de olhar para você andando pelo salão deve ter dissipado essa dúvida. – Ele fez uma pausa, correu a mão pelos cabelos e murmurou um palavrão. – Aí vi a sua expressão quando encontrou a Bethy com o Jace. Alguma coisa dentro de mim se rasgou. Eu não sabia o que você estava pensando, mas entendi que percebia o quanto esta noite está errada. Você nunca deveria ter vindo aqui servir os convidados, deveria estar ao meu lado. Eu quero você ao meu lado. Estava tão tenso esperando alguém dar um passo em falso com você que praticamente me esqueci de respirar.

 Ele estendeu a mão e acariciou o meu punho cerrado.

– Se conseguir me perdoar, juro que nada desse tipo jamais vai tornar a acontecer. Eu amo a Nan, mas cansei de tentar agradá-la. Ela é a minha irmã e tem umas questões que precisa resolver. Já disse a ela que vou contar tudo a você. Há coisas que precisa saber. – Ele fechou os olhos e respirou fundo. – Estou tendo que administrar o fato de que talvez você me abandone depois de saber essas coisas e nunca mais volte. Isso me deixa apavorado. Não sei o que é isso que está acontecendo entre a gente, mas desde o primeiro instante em que a vi eu soube que você iria transformar o meu mundo. Quanto mais eu olhava para você, mais me sentia atraído. Por mais que eu chegasse perto, não bastava. Ele estava disposto a se abrir para mim e a me deixar entrar; não estava só me usando. Eu não era só mais uma menina que ele comia e depois dispensava.

Ele estava disposto a me revelar seus segredos. Queria ficar comigo. Meu coração cedeu. Eu vinha me controlando e me esforçando muito para impedir que Rush o ganhasse, mas mesmo assim ele agora lhe pertencia. Vê-lo assim, tão vulnerável, foi a última gota. Não consegui mais me segurar.

Eu havia ultrapassado o limite. Estava apaixonada por Rush Finlay.

– Tudo bem – falei.

Não havia mais nada a dizer. Ele tinha me conquistado.

Rush estranhou.

– Tudo bem?

Fiz que sim.

– Se você quer tanto car comigo a ponto de estar disposto a se abrir, então tudo bem.

Eu não iria dizer que o amava. Era cedo demais. Ele acharia que eu estava dizendo isso porque era muito nova. Iria me segurar para não dizer até saber que era a hora certa. Talvez fosse mesmo porque eu era nova demais, mas mesmo assim era o que eu sentia.

Um sorrisinho repuxou os lábios de Rush.

– Eu acabei de abrir o meu coração para você e a sua única resposta é “tudo bem”? – indagou ele.

Dei de ombros.

– Você disse tudo o que eu precisava escutar. Agora estou fisgada. Você me fisgou. O que vai fazer comigo?

Rush deixou escapar uma risada grave e sensual e me puxou mais para perto.

– Estava pensando que transar no buraco 16 perto do lago seria legal. Inclinei a cabeça como se estivesse pensando no assunto.

– Hummm... o problema é que eu preciso trocar de roupa e passar o resto da noite trabalhando na cozinha. Ele deu um suspiro fundo.

– Que merda. Beijei a linha do seu maxilar.

– Você precisa acompanhar a sua irmã – lembrei a ele.

Ele me abraçou com mais força.

– Só consigo pensar em estar dentro de você. Em ter você juntinho de mim e ouvir você dar aqueles gemidinhos tesudos.

Ai, ai, ai. Meu coração se acelerou ao pensar nisso.

– Se pudesse, eu levaria você para dentro daquela sala, a imprensaria na parede e me enterraria bem fundo aí dentro. Mas quando se trata de você não consigo dar uma rapidinha, você é viciante demais. Sua descrição tinha me deixado ofegante e pendurada aos seus ombros.

– Vá mudar de roupa. Eu vou ficar aqui, assim evito qualquer tentação. Depois a acompanho de volta até a cozinha – disse ele, soltando-me devagar.

Precisei de um instante para me controlar antes de soltar os seus braços. Então me virei e entrei apressada no escritório.

 

Não tornei a ver Rush depois que ele me deixou na porta da cozinha com um beijo rápido. A noite parecia não acabar nunca; eu estava exausta. Preparar comida era mais difícil do que parecia. Depois que o salão ficou vazio e os móveis foram retirados, ainda tivemos que limpar tudo.

Três horas mais tarde, eram quase quatro da manhã. Praticamente cambaleei para a escuridão da madrugada e segui em direção à picape. Parte de mim imaginava que Rush fosse estar me esperando, mas nesse caso ele teria que dormir no carro, o que seria ridículo.

Dei a partida na picape e segui em direção à casa dele. Não precisava trabalhar de manhã, então poderia dormir. Tampouco precisaria encontrar outro lugar para morar. Assim que encostei o carro, olhei para cima e vi que a luz do quarto de Rush ainda estava acesa. O último andar da casa, todo aceso, se destacava em meio à escuridão do resto.

Como a porta da frente estava destrancada, entrei sem fazer barulho e a fechei atrás de mim. Será que Rush ainda estaria acordado à minha espera ou acabara adormecendo com as luzes acesas? Será que eu deveria ir para o meu quarto ou para o dele?

Quando subi a escada, encontrei-o sentado no chão, encostado na sua porta e olhando bem na minha direção. O que ele estava fazendo?

Quando o seu olhar cruzou com o meu, ele se levantou e andou até mim a passos largos. Avancei também ao seu encontro. Ele parecia desesperado, mas eu não conseguia entender por quê.

– Preciso que você vá lá para cima. Agora – falou, com uma voz tensa, descontrolada.

Meu coração disparou. Será que tinha alguém ferido? Será que ele estava bem?

Subi apressada atrás dele. Ele fechou a porta e trancou. Nunca trancava a porta. Então, antes mesmo de subirmos a escada, ele começou a me agarrar.

Foi como se um homem primitivo o tivesse possuído. Ele desceu as mãos pelo meu quadril, alisou a minha bunda e tornou a subir. Segurou a minha blusa e a arrancou; ouvi um botão se soltar e z uma careta. Aquela blusa era do uniforme. Comecei a lhe perguntar qual era o problema, mas ele tapou a minha boca com a sua e enfiou a língua lá dentro. Encontrou o fecho do meu short, abriu e começou a puxá-lo para baixo. Os pequenos grunhidos excitados que ele dava zeram o meu corpo reagir: fiquei molhada entre as pernas e senti começar de novo o mesmo latejar urgente.

Rush me derrubou para trás nos degraus, arrancou os meus sapatos e tirou o meu short e a minha calcinha, então segurou os meus dois joelhos e os afastou. Não tive nem tempo de entender o que estava acontecendo quando ele caiu de boca em mim e começou a lamber as minhas dobras e a enfiar a língua lá dentro. Meu sexo, ainda sensível por causa da nossa transa enlouquecida da noite anterior, se mostrou extremamente receptivo a cada carícia da sua língua. Comecei a gritar o nome dele. Caí de costas, apoiada nos cotovelos, e fiquei olhando enquanto ele cobria as minhas coxas de beijos e tornava a enterrar o rosto entre as minhas pernas, fazendo-me ofegar e implorar por mais.

– Minha. Você é minha – entoava ele como um possuído, recuando para me olhar lá embaixo. Correu o dedo pelo meio do meu sexo com delicadeza, depois ergueu os olhos para me encarar. – Minha. Essa bocetinha deliciosa é minha, Blaire. Eu estava disposta a concordar com qualquer coisa, contanto que ele me fizesse gozar. Só que antes queria que ele metesse em mim.

– Diga que ela é minha – ordenou ele. Quando assenti, ele enfiou um dedo lá dentro e me fez soltar outro gemido.

– Diga que ela é minha – repetiu.

– Ela é sua, agora mete em mim, Rush, por favor. Ele arregalou os olhos, levantou-se e abaixou a calça de pijama que estava vestindo. Seu pau duro surgiu, empinado e orgulhoso.

– Hoje vai ser sem camisinha. Eu tiro antes. Só preciso sentir você todinha – disse ele, levantando os meus joelhos e se abaixando até encostar a cabeça do pau na minha entrada. Não enfiou tudo de uma vez como eu esperava que fizesse. Foi entrando devagar.

– Está doendo? – perguntou ele, parando acima de mim. Estava, um pouco, mas eu não ia admitir isso. Queria que ele perdesse o controle.

– Está uma delícia – afirmei.

 Ele mordeu o lábio inferior e tirou devagar.

– Essa escada é dura demais para você. Venha cá.

Abaixando-se, ele me pegou no colo e começou a subir a escada. Nenhum cara nunca tinha me carregado, e devo dizer que foi uma experiência maravilhosa. Ser carregada contra o peito nu de Rush foi incrível. –

 Faz uma coisa para mim? – pediu ele, baixando a cabeça para dar beijinhos no meu nariz e nas pálpebras.

– Faço – respondi.

Ele parou ao lado da cama e me abaixou devagar até os meus pés tocarem o chão.

– Fique de joelhos e apoie o peito no colchão. Estique os braços acima da cabeça e deixe a bunda arrebitada.

Hã... tudo bem. Não perguntei o motivo, pois já tinha entendido. Mantendo os pés no chão, curvei-me para a frente e me posicionei na cama como ele pedira.

Rush alisou a minha bunda e a sua garganta emitiu um ruído de aprovação.

– Você tem a bunda mais perfeita que eu já vi – falou, com um tom de veneração.

Ele segurou o meu quadril com as duas mãos e me penetrou devagar, puxando-me para junto de si enquanto metia. Naquela posição conseguia entrar mais fundo.

– Rush! – gritei, sentindo uma leve dor com aquela penetração tão profunda.

– Caralho, como eu estou fundo – grunhiu ele.

Ele tirou devagar e iniciou a já conhecida cadência do quadril. Eu me segurei nos lençóis à medida que o meu corpo iniciava a escalada em direção ao orgasmo. Sabia o que estava por vir e senti minhas pernas começarem a tremer por causa do prazer que ia se acumulando dentro de mim.

Rush desceu uma das mãos até tocar o meu clitóris inchado e começou a esfregar o polegar ali.

– Nossa, como você está molhada – falou, ofegante. Minhas pernas se retesaram no momento do orgasmo e comecei a arquear o corpo, sem conseguir suportar a sensação de Rush ainda me penetrando. O prazer foi tão grande que chegou a doer. Antes de eu conseguir implorar misericórdia, ele me segurou pela cintura e tirou depressa.

– AAAHHH! – urrou, enquanto eu desabava na cama sem ver se ele tinha tirado antes de gozar.

– Gata, você nem imagina como a sua bunda está incrível agora – disse ele, ainda sem ar.

Sem forças para levantar a cabeça, virei-a de lado e olhei para ele.

– Por quê?

Uma risadinha grave brotou do seu peito.

– Digamos apenas que eu preciso limpar você. Aos poucos entendi e um calor na minha bunda que eu não havia percebido antes de repente chamou a minha atenção. Deixei escapar uma risadinha e enterrei o rosto nas mãos.

Fiquei deitada e o escutei abrir a torneira e tornar a sair do banheiro. O calor da luva de banho quando ele limpou o seu esperma de cima de mim era gostoso e, aos poucos, comecei a pegar no sono. Estava exausta. Não sabia se um dia tornaria a acordar.



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