História Paixão sem limites - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Flavia Pavanelli, Jack & Jack, Magcon
Personagens Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Tags Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Exibições 146
Palavras 2.559
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia, Festa
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Capítulo 11



Terminei de comer o meu sanduíche de manteiga de amendoim, limpei as migalhas do colo e me
levantei. Em breve precisaria passar no mercado e comprar mais comida. Estava enjoada de
sanduíches como aquele.
Era o meu dia de folga, e eu não sabia muito bem o que iria fazer. Passara a maior parte da noite
deitada na cama pensando em Cameron e em como eu era idiota. O que o cara precisava fazer para me
convencer de que só queria ser o meu amigo? Ele dissera isso mais de uma vez. Eu precisava parar
de tentar fazê-lo me ver como algo mais. Tinha feito isso na noite passada e não deveria. Ele não
queria me beijar. Eu não conseguia acreditar que havia implorado para que o fizesse.
Abri a porta da despensa e entrei na cozinha. Senti cheiro de bacon e, se Cameron não estivesse em pé
na frente do fogão usando apenas uma calça de pijama, eu teria me deixado levar completamente
por aquele aroma delicioso. Mas a visão das costas nuas dele me distraiu do bacon.
Ele olhou por cima do ombro e sorriu.
– Bom dia. Hoje deve ser a sua folga.
Respondi que sim e fiquei parada me perguntando o que uma amiga diria. Não queria mais
desrespeitar as nossas regras. Iria segui-las à risca. De toda forma, logo logo me mudaria daquela
casa.
– Que cheiro bom – comentei.
– Pode pegar dois pratos. Eu faço um bacon incrível.
Desejei não ter comido o sanduíche de manteiga de amendoim.
– Já comi, mas obrigada.
Cameron pousou o garfo e se virou para mim.
– Como assim, já comeu? Você acabou de acordar.
– Tenho manteiga de amendoim e pão lá no quarto. Comi antes de sair.
Ele franziu a testa e me observou.
– Por que você tem manteiga de amendoim e pão no quarto?
Porque não quero que o seu ٽuxo incessante de amigos coma a minha comida. Só que eu não
podia dizer exatamente isso.
– Esta cozinha não é minha. Eu guardo tudo que é meu no quarto.
Cameron pareceu tenso ao ouvir a minha resposta. O que tinha dito para fazê-lo se zangar?
– Está me dizendo que só come manteiga de amendoim e pão quando está em casa? É isso? Você
compra, guarda no quarto e só come isso?
Balancei a cabeça, sem saber muito bem por que aquilo era importante.
Cameron deu um tapa na bancada e se virou outra vez para o fogão resmungando um palavrão.
– Pegue as suas coisas e se mude lá para cima. Pode escolher qualquer quarto que quiser do lado
esquerdo do corredor. Jogue fora essa porcaria de manteiga de amendoim e coma tudo o que quiser
da minha cozinha.
Não me mexi. Não sabia muito bem de onde tinha vindo a reação dele.
– Flavia, se quiser ficar nesta casa, mude-se lá para cima agora. Depois desça e venha comer
alguma coisa da porra da minha geladeira na minha frente.
Ele estava bravo. Comigo?
– Por que você quer que eu me mude lá para cima? – perguntei, cautelosa.
Cameron depositou a última fatia de bacon sobre um papel-toalha e apagou o fogo antes de me
encarar.
– Porque sim. Detesto ir para a cama à noite pensando que você está dormindo debaixo da minha
escada. Agora fiquei com a sua imagem comendo esses malditos sanduíches de manteiga de
amendoim sozinha lá dentro e isso é demais para mim.
Tudo bem. Quer dizer que, de alguma forma, ele se importa comigo.
Não discuti. Voltei para o meu quartinho debaixo da escada e peguei a mala sob a cama. Meu pote
de manteiga de amendoim estava lá dentro. Abri a mala, peguei o pote quase vazio e o saco ainda
com quatro fatias de pão dentro. Deixaria os dois na cozinha e subiria para escolher um quarto.
Meu coração batia descompassado. Aquele quarto acabou se tornando o meu porto seguro. Estar no
andar de cima acabava com o meu isolamento. Eu não estaria sozinha lá.
Saí da despensa e pus o pote de manteiga de amendoim e o pão em cima da bancada. Segui na
direção do corredor sem encarar Cameron. Em pé diante do balcão, ele segurava as bordas com força,
como se estivesse se contendo para não bater em alguma coisa. Estaria pensando em me mandar de
volta para a despensa? Eu não me importava em ficar lá.
– Não preciso ir lá para cima. Eu gosto do quartinho – expliquei, mas a tensão nas mãos dele só fez
aumentar.
– O seu lugar é em um dos quartos lá de cima, não debaixo da escada. Nunca foi.
Ele me queria lá em cima. Eu só não entendia aquela súbita mudança de atitude.
– Pelo menos me diga que quarto escolher. Não me sinto à vontade para decidir sozinha. Esta casa
não é minha.
Cameron finalmente largou a bancada e se virou para me encarar.
– Os quartos da esquerda são todos de hóspedes. São três. Acho que você vai gostar da vista do
último, que dá para o mar. O do meio é todo branco com detalhes rosa-claro. Ele me lembra você.
Vá lá escolher. Pegue o que preferir. E depois desça aqui para comer.
Lá estava ele querendo que eu comesse outra vez.
– Mas eu não estou com fome. Acabei de...
– Se me disser de novo que comeu essa maldita manteiga de amendoim eu vou arremessar o pote
na parede. – Ele se calou e respirou fundo. – Por favor, Flavia. Venha comer alguma coisa, por mim.
Até parece que alguma mulher no planeta conseguiria recusar… Aceitei a proposta e segui para a
escada. Tinha um quarto para escolher.
O primeiro não era muito atraente. Todo em cores escuras, dava para o pátio da frente. Sem falar
que era o mais próximo da escada e seria difícil ignorar o barulho das festas. Fui até o seguinte e
encontrei a cama coberta de babados brancos e almofadas cor-de-rosa graciosas. Um lustre também
rosa pendia do teto. Aquilo era uma graça; não era o tipo de coisa que eu esperasse encontrar na
casa de Cameron. Mas, pensando bem, sua mãe morava naquela casa durante a maior parte do tempo.
Abri a última porta à esquerda. Enormes janelas do chão até o teto davam para o mar. Um
espetáculo. A cartela de cores azul-clara e verde era realçada por uma cama king-size que parecia
feita de troncos de madeira, pelo menos a cabeceira e o pé. O clima bem litorâneo me agradava.
Mais do que isso: eu amava aquele quarto. Coloquei a minha mala no chão e fui até a porta que
conduzia a um banheiro exclusivo. Grandes toalhas brancas felpudas e sabonetes caros decoravam o
mármore branco. Havia toques de azul e verde, mas o ambiente era quase todo branco.
A banheira era grande, redonda, com pequenos jatos nas laterais. Embora eu nunca tivesse visto
uma banheira assim antes, sabia que era uma hidromassagem. Talvez eu tivesse entrado no cômodo
errado. Com certeza aquilo não era um quarto de hóspedes. Se eu morasse naquela casa, iria querer
aquele quarto.
No entanto, ele ficava do lado esquerdo do corredor; tinha que ser um dos quartos que Cameron havia
mencionado. Saí do banheiro. Iria descer e dizer a ele que escolhera aquele. Se houvesse algo
errado, ele me diria. Deixei a mala junto à parede bem ao lado da porta e desci de novo até o térreo.
Quando entrei na cozinha, Cameron estava sentado à mesa com um prato de bacon e ovos mexidos na
sua frente. Ergueu os olhos na hora para me encarar.
– Escolheu? – perguntou.
Respondi que sim e fui me postar do outro lado da mesa.
– Sim, acho que escolhi. Aquele que você disse que tinha uma vista maravilhosa... verde e azul, né?
Cameron sorriu.
– É.
– E tudo bem eu ficar lá? É muito legal. Se esta casa fosse minha, eu iria querer aquele quarto.
Cameron abriu mais ainda o sorriso.
– Você ainda não viu o meu.
O dele devia ser ainda melhor.
– Fica no mesmo andar?
Cameron espetou um pedaço de bacon.
– Não, o meu ocupa o último andar inteiro.
– Todas aquelas janelas? Aquilo tudo é um quartão só?
Visto de fora, o último andar mais parecia feito de vidro. Eu sempre me perguntara se aquilo era
uma ilusão ou se havia vários cômodos.
Cameron assentiu.
– É.
Eu queria ver o seu quarto, mas como ele não convidou, não pedi.
– Já arrumou as suas coisas? – perguntou ele, dando uma mordida no bacon.
– Não, queria confirmar com você antes de desfazer a mala. Talvez o melhor seja deixar tudo lá
dentro. No final desta semana vou estar pronta para me mudar. As gorjetas que ganhei no clube
foram boas e poupei quase tudo.
Cameron parou de mastigar e a expressão dos seus olhos endureceu ao fitar com raiva alguma coisa do
lado de fora. Acompanhei o seu olhar, mas não vi nada a não ser a praia vazia.
– Flavia, você pode ficar aqui o tempo que quiser.
Desde quando? Ele tinha me dito um mês. Não respondi.
– Sente-se aqui do meu lado e prove um pouco deste bacon.
Ele puxou a cadeira ao lado da sua e eu me sentei sem discutir. O bacon estava mesmo com um
cheiro bom, e eu bem que precisava de algo que não fosse manteiga de amendoim.
Cameron deslizou o prato na minha direção.
– Coma.
Peguei um pedaço de bacon e dei uma mordida. Estava crocante e gorduroso, do jeito que eu
gostava. Comi a fatia inteira e Cameron tornou a empurrar o prato na minha direção.
– Coma outro.
Reprimi uma risada diante daquela sua súbita necessidade de me alimentar. Que bicho o teria
mordido? Saboreei uma segunda fatia de bacon.
– Quais são os seus planos para hoje? – indagou Cameron depois que comi o último pedaço.
Dei de ombros.
– Ainda não sei. Pensei em talvez procurar apartamento.
O maxilar de Cameron se contraiu e, mais uma vez, seu corpo ficou tenso.
– Pare de falar em se mudar, ok? Eu não quero que você se mude antes dos nossos pais voltarem.
Você tem que falar com o seu pai antes de sair correndo para morar sozinha. Não é muito seguro.
Você é nova demais.
Dessa vez eu ri de verdade. Ele estava sendo ridículo.
– Não sou, não. Qual é o seu problema com a minha idade? Tenho 19 anos, já sou bem grandinha.
Posso morar sozinha com toda a segurança. Além disso, consigo acertar um alvo em movimento
melhor do que a maioria dos agentes de polícia. Meu talento para atirar é bem impressionante.
Então pode parar com esse papo de insegurança e de que sou nova demais.
Cameron levantou uma das sobrancelhas.
– Quer dizer que você tem mesmo uma pistola?
Confirmei com a cabeça.
– Pensei que Nash estivesse brincando. O senso de humor dele às vezes é horrível.
– Não. Eu apontei a pistola para ele na minha primeira noite aqui.
Cameron deu uma risadinha, recostou-se na cadeira e cruzou os braços em frente ao peito largo.
Forcei-me a manter os olhos no seu rosto e a não olhar para baixo.
– Adoraria ter visto isso.
Não falei nada. Aquela noite tinha sido muito ruim para mim. Eu não estava disposta a relembrá-
la agora.
– Não quero que você fique aqui só porque é nova. Entendo que consegue cuidar de si mesma, ou
pelo menos acha que consegue. Quero você aqui porque... gosto de tê-la aqui. Não vá embora.
Espere o seu pai chegar. Pelo que parece, vocês dois precisam conversar. Aí você pode resolver o
que fazer. Por enquanto, que tal ir lá para cima e desfazer a mala? Pense em todo o dinheiro que
pode economizar morando aqui. Quando se mudar, já vai ter uma conta no banco bem recheada.
Ele queria que eu ficasse. O sorriso bobo que repuxou os meus lábios foi incontrolável. Eu ficaria,
sim, e ele estava certo: seria uma baita economia. Quando papai voltasse, eu conversaria com ele e
então me mudaria. Não havia por que sair se Cameron me queria na casa.
– Está bem. Se estiver mesmo falando sério, então, obrigada.
Cameron balançou a cabeça e se inclinou para a frente, apoiando os cotovelos na mesa. Seu olhar
prateado estava cravado em mim.
– Estou falando sério. Mas isso também quer dizer que aquele papo de a gente ser amigo tem que
continuar valendo, totalmente.
Ele tinha razão, claro. Morarmos juntos e termos qualquer tipo de envolvimento seria
complicado. Além do mais, quando o verão terminasse, ele iria se mudar para outra casa em algum
lugar. Eu não precisava desse tipo de sofrimento.
– Combinado – retruquei.
Os ombros dele não relaxaram e o seu corpo continuou contraído.
– E você também vai começar a comer a comida daqui quando estiver morando lá em cima.
Fiz que não com a cabeça. Não, eu não faria isso. Não era uma aproveitadora.
– Flavia, não discuta. Estou falando sério. Coma a porcaria da minha comida.
Empurrei a cadeira para trás e me levantei.
– Não. Vou comprar comida e comer. Eu não sou... não sou igual ao meu pai.
Rush resmungou alguma coisa, então também empurrou a sua cadeira e se levantou.
– Acha que eu já não sei disso a esta altura? Você tem dormido dentro de um armário de vassouras
sem reclamar. Limpa tudo o que eu sujo. Não come direito. Dá para ver que não tem nada em
comum com o seu pai. Mas você é hóspede aqui na minha casa e quero que coma na minha cozinha
e que a trate como se fosse sua.
Aquilo seria um problema.
– Vou pôr a minha comida na sua cozinha e comê-la aqui. Fica melhor assim?
– Se você só pretende comer manteiga de amendoim e pão, não. Quero que coma direito.
Comecei a balançar a cabeça em negativa quando ele estendeu a mão e segurou a minha.
– Flavia, ficarei feliz se souber que você está comendo. Henrietta faz compras uma vez por semana
e abastece a casa supondo que eu vá receber vários convidados. Tem comida mais do que suficiente.
Por. Favor. Coma. A. Minha. Comida.
Mordi o lábio inferior para me impedir de rir da sua expressão de súplica.
– Está rindo de mim? – perguntou ele e um sorrisinho repuxou os seus lábios.
– Estou. Um pouco – admiti.
– Isso quer dizer que vai comer a minha comida?
Suspirei.
– Só se você me deixar pagar toda semana.
Ele começou a fazer que não com a cabeça e eu retirei as mãos da sua e comecei a me afastar.
– Para onde você vai? – perguntou ele atrás de mim.
– Cansei de discutir com você. Vou comer a sua comida se puder pagar a minha parte. É o único
acordo que aceito. É pegar ou largar.
– Tudo bem – rosnou ele.
Olhei de volta para ele.
– Vou tirar as minhas coisas da mala e depois vou tomar um banho naquela banheirona. Depois
disso não sei. Não tenho plano nenhum até de noite.
Um vinco marcou a testa dele.
– Com quem?
– Com a Boo.
– Boo? A menina do country club? Aquela que o Jace come?
– Comia. A menina que o Jace comia. Ela ouviu a razão e partiu para outra. Hoje à noite a gente
vai a um bar de música country para arrumar uns trabalhadores de macacão que suem a camisa.
Não esperei pela sua reação. Fui depressa até a escada e subi correndo. Quando cheguei ao meu
quarto novo, fechei a porta atrás de mim e dei um suspiro de alívio.
 



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