História Paixão sem limites - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Flavia Pavanelli, Jack & Jack, Magcon
Personagens Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Tags Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Exibições 179
Palavras 1.612
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia, Festa
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Capítulo 12



Eu podia não ter as roupas adequadas para as festas de Cameron, mas tinha tudo de que precisava para
ir a um bar com música country. Fazia algum tempo que não punha a minha minissaia jeans. Era
mais curta do que eu me lembrava, mas funcionava. Ainda mais com as minhas botas.
Cameron saíra de manhã enquanto eu estava no banho e ainda não voltara. Perguntei-me se os amigos
dele podiam entrar naquele quarto quando ele dava uma festa. Não gostava da ideia de algum
desconhecido transando na minha cama. Na verdade, não gostava da ideia de ninguém transando na
cama em que eu dormia, a não ser eu própria. Queria ter certeza, mas não sabia muito bem como
perguntar uma coisa dessas.
Sair antes de Cameron chegar significava que eu não saberia o que esperar. Será que deveria me
preparar para lavar a roupa de cama quando chegasse? Fiz uma careta ao pensar nisso. Quando pisei
no último degrau da escada, a porta da frente se abriu e Cameron entrou. Ao me ver, ele congelou onde
estava e correu os olhos lentamente pelo meu visual. Eu não estava vestida para impressionar o seu
grupo, mas havia outro que talvez prestasse alguma atenção em mim.
– Caraca – resmungou ele, fechando a porta depois de entrar.
Não me mexi. Estava tentando bolar um jeito de abordar o assunto dos desconhecidos transando
na minha cama.
– Você, hã, vai sair para a boate vestida assim? – perguntou ele.
– Não vou à boate, vou a um bar de música country. Tenho certeza de que é totalmente diferente –
corrigi.
Cameron passou a mão nos cabelos curtos e deu um suspiro que soou em parte frustrado, em parte
bem-humorado. Se ele começasse a fazer piadas com as minhas roupas, eu seria capaz de jogar uma
bota em cima dele.
– Posso ir com vocês? Nunca fui a um bar desses.
Como assim? Será que eu tinha escutado direito?
– Você quer ir com a gente? – perguntei, sem entender.
Ele respondeu que sim e tornou a descer os olhos pelo meu corpo.
– É, quero.
Imaginei que ele pudesse ir. Se éramos amigos, deveríamos poder fazer coisas juntos.
– Está bem. Mas a gente tem que sair daqui a dez minutos. Boo está esperando eu ir buscá-la.
– Fico pronto em cinco – disse ele e subiu correndo a escada de dois em dois degraus.
Aquilo não era de forma alguma o que eu esperava. Estranho desenrolar dos acontecimentos.
Sete minutos depois, Cameron tornou a descer a escada usando um jeans justo e uma camiseta preta
também justa com Slacker Demon escrito na frente em letras góticas brancas. O mesmo símbolo que
ele tinha tatuado no ombro também enfeitava a camiseta. Ele tinha posto outra vez o anel de prata
no polegar e, pela primeira vez desde que eu o conhecera, estava usando duas argolinhas na orelha.
Parecia mais do que nunca o filho de um célebre astro do rock mundial. Seus cílios pretos davam a
impressão de que ele estava o tempo inteiro usando delineador e isso só aumentava o efeito.
Quando voltei os olhos para o seu rosto, ele pôs a língua para fora, mostrou-me o piercing
prateado e deu uma piscadela.
– Imaginei que, se estava indo a um bar cheio de caras de botas e chapéus de caubói, precisava me
manter fiel às minhas raízes. O rock corre nas minhas veias. Não posso fingir que me encaixo em
nenhum outro lugar.
Ri do seu sorriso torto.
– Você vai ficar tão fora do seu ambiente hoje quanto eu fico nas suas festas. Vai ser divertido.
Vamos lá, filho de roqueiro – provoquei, me dirigindo para a porta.
Cameron abriu e se afastou para eu poder passar. Ele podia ser bem esquisito quando queria.
– Já que a sua amiga também vai, por que não pegamos um dos meus carros? Vai ser mais
confortável do que a sua picape.
Parei e olhei para trás na sua direção.
– Mas a gente se encaixaria melhor se fosse na minha picape.
Cameron sacou um pequeno controle remoto do bolso e uma das portas da garagem de quatro carros
se abriu. Um Range Rover preto com detalhes metalizados e uma pintura perfeita e lustrosa estava
parado sob a luz. Não pude discordar. Ficaríamos bem mais confortáveis naquele carro.
– Com certeza é bem vistoso – falei.
– Quer dizer então que podemos ir no meu? Não fico muito à vontade dividindo o mesmo banco
com a Boo. Aquela menina gosta de tocar nas coisas sem permissão – disse ele.
Sorri.
– É, gosta mesmo. Ela dá mole, né?
Cameron levantou uma das sobrancelhas.
– “Dar mole” é um eufemismo no caso dela.
– Está bem. Claro. Podemos ir no supercarro matador de Cameron Dallas, se ele insiste.
Cameron me lançou um sorriso confiante e eu o segui em direção à garagem. Ele abriu a porta para
mim, um gesto educado, mas que fez aquilo parecer um encontro. Só faltava ele começar a me
confundir. Eu havia estabelecido com firmeza que éramos só amigos. Ele tinha que jogar conforme
as regras.
– Você abre a porta do carro para todas as suas amigas? – perguntei, olhando para ele.
Queria que ele entendesse o quanto aquele seu gesto educado era impróprio.
O sorriso descontraído que ele exibia desapareceu e uma expressão séria tomou o seu lugar.
– Não – respondeu ele, recuando para ir até a porta do motorista.
Eu me senti uma completa idiota. Deveria simplesmente ter agradecido e deixado passar. Por que
deveria ser eu a lembrá-lo das suas próprias regras?
Dentro do Range Rover, Cameron deu a partida e saiu sem dizer nada. Detestei aquele silêncio. Era eu
quem tinha estragado o clima.
– Desculpe. Não quis ser grossa.
Ele deu um suspiro e relaxou os ombros. Então balançou a cabeça.
– Não, você tem razão. É que eu não tenho nenhuma amiga mulher, então não sei distinguir muito
bem o que devo ou não fazer.
– Quer dizer que você abre a porta para as garotas com quem sai? Que cavalheiro. Sua mãe criou
você muito bem.
Senti uma pontinha de inveja. Havia meninas que recebiam aquele tipo de tratamento de Cameron.
Meninas com as quais ele queria sair e de quem pretendia ser mais do que amigo.
– Na verdade, não. Eu... você... é que você parece ser o tipo de garota que merece esse tipo de
gesto. Pareceu ser a coisa certa a fazer. Mas entendo o que está dizendo. Se vamos ser amigos,
preciso estabelecer um limite e não ultrapassá-lo.
Meu coração derreteu mais um pouco.
– Obrigada por abrir a porta para mim. Foi gentil.
Ele deu de ombros e não disse mais nada.
– Temos que pegar Boo lá no clube. Ela deve estar no escritório atrás da sede do campo de golfe.
Teve que trabalhar hoje. Vai tomar banho e se arrumar lá.
Cameron virou na direção do country club.
– Como vocês duas ficaram amigas?
– Trabalhamos juntas um dia. Acho que nós duas estávamos precisando de uma amiga. Ela é
divertida e cheia de energia. Tudo que eu não sou.
Cameron soltou uma gargalhada.
– Você fala como se isso fosse uma coisa ruim. Acredite: você não iria querer ser como a Boo.
Ele tinha razão. Eu não queria ser como a Boo, mas era divertido conviver com ela.
Fiquei sentada quietinha enquanto Cameron manipulava o sistema de som, que parecia ser bem caro e
complexo. Percorremos a curta distância da sua casa até o country club ouvindo “Lips of an Angel”,
do Hinder, e a música me fez sorrir. Eu quase esperava ouvir algo do Slacker Demon.
Quando o Range Rover parou em frente ao escritório do clube, abri a porta e desci. Boo não
estaria esperando aquele carro. Iria procurar a minha picape.
A porta do escritório se abriu e ela saiu de lá vestida com um minúsculo short de couro vermelho,
um top branco que deixava a barriga de fora e botas de couro branco até os joelhos.
– Que papo é esse? Por que você veio em um dos carros do Cameron? – perguntou ela, toda sorrisos.
– Ele vai com a gente. O Cameron também quer dar uma conferida nesse tal bar. Daí... – interrompi a
frase e olhei para o carro.
– Isso vai prejudicar seriamente as suas chances de pegar alguém. Só um toque – disse Boo
enquanto descia a escada e dava uma conferida rápida na minha roupa. – Ou não. Você está uma
gata. Quero dizer, já sabia que era linda, mas está muito gata com essa roupa. Eu quero umas botas
de cowgirl de verdade. Onde arrumou essas daí?
Gostei dos elogios. Fazia muito tempo que não tinha amigas. Quando Valerie morrera, as meninas
de quem éramos próximas meio que sumiram da minha vida. Era como se não conseguissem estar
comigo sem se lembrar dela. Cain tinha se tornado o meu único amigo.
– Obrigada. Quanto às botas, ganhei de Natal da minha mãe dois anos atrás. Eram dela. Eu adorava
as botas desde que ela as tinha comprado, e depois que ela... que ela ficou doente... acabou dando
para mim.
Boo franziu o cenho.
– Sua mãe ficou doente?
Eu não queria jogar um balde de água fria no clima da noite, então apenas fiz que sim com a
cabeça e forcei um sorriso radiante.
– Ficou. Mas isso é outra história. Venha, vamos arrumar uns caubóis.
Boo retribuiu o meu sorriso e abriu a porta de trás do meu lado do Range Rover.
– Vou deixar você ir na frente porque tenho um palpite de que é lá que o motorista quer que você
sente.
Não tive tempo de reagir antes de Boo entrar e fechar a porta do carro. Tornei a me sentar no
banco do carona e sorri para Cameron, que me observava.
– Hora de ouvir música country – falei.
 



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