História Paixão sem limites - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Flavia Pavanelli, Jack & Jack, Magcon
Personagens Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Tags Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Exibições 142
Palavras 2.116
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia, Festa
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - 13



Boo ensinara Cameron a chegar a seu bar de música country preferido, que ficava a quarenta
minutos de Los Angeles. Não era exatamente uma surpresa: a única coisa country que havia em
Los Angeles era o clube, que não se parecia em nada com o lugar no qual entramos.
O bar era grande e todo feito do que pareciam ser tábuas de madeira. Aparentemente, era
conhecido. Talvez por não ter muitos lugares como aquele na região. Grandes letreiros
fuorescentes de cerveja adornavam as paredes do lado de fora e ali dentro. “Gun Powder and
Lead”, de Miranda Lambert, tocava aos berros quando chegamos.
– A música ao vivo vai começar daqui a uma meia hora. É a melhor hora para dançar. Temos
tempo de sobra para arrumar um lugar bom e tomar umas doses de tequila antes – gritou Boo
mais alto do que a música.
Eu nunca havia tomado tequila. Na verdade, nem cerveja eu bebia. Mas essa noite seria diferente,
eu ia aproveitá-la ao máximo; me libertaria. Cameron chegou por trás de mim e pôs a mão na base das
minhas costas. Aquela não era uma posição de amigo... ou era?
Decidi não corrigi-lo, pois teria que gritar para me fazer ouvir com aquela música. Ele nos
conduziu até uma mesa reservada mais afastada da pista de dança. Recuou para me deixar passar.
Boo se acomodou na minha frente e ele se sentou ao meu lado.
Boo o encarou.
– O que vai querer tomar? – perguntou Cameron, inclinando-se até junto do meu ouvido para não
precisar gritar.
– Não sei – respondi, olhando para Boo em busca de um conselho. – O que devo beber?
Ela arregalou os olhos, então deu uma gargalhada.
– Você nunca bebeu?
Fiz que não com a cabeça.
– Não tenho idade suficiente para comprar bebida. Você tem?
Ela bateu palmas.
– Ah, isso vai ser divertido. E sim, eu tenho 21 anos, ou pelo menos a minha carteira de identidade
diz que tenho. – Ela olhou para Cameron. – Você tem que deixá-la sozinha um pouco. Vamos juntas até
o bar.
Cameron não se mexeu, mas olhou para mim.
– Você nunca bebeu álcool?
– Não, mas pretendo dar um jeito nisso hoje – garanti a ele.
– Então precisa ir com calma. Não vai aguentar muito. – Ele estendeu a mão e segurou o braço de
uma garçonete. – Um cardápio, por favor.
Boo pôs as mãos nos quadris.
– Por que você vai pedir comida? Nós viemos beber e dançar com caubóis, não comer.
Ele virou a cabeça para ela, então não pude ver o seu rosto, mas percebi que os seus ombros
haviam se contraído.
– Ela nunca bebeu. Precisa comer primeiro, senão daqui a duas horas vai estar curvada vomitando
e xingando você por isso.
Ah… Eu não gostava de vomitar. Nem um pouco.
Boo revirou os olhos e provocou Cameron:
– Ok, papai Cameron. Vou lá pegar uma bebida para mim e uma para ela também. Então é bom
alimentá-la depressa.
A garçonete apareceu com o cardápio antes mesmo de Boo acabar de falar. Cameron o pegou e o
abriu enquanto tornava a se virar para mim.
– Escolha alguma coisa. Não importa o que a diva da embriaguez pense, você precisa comer
primeiro.
Concordei. Não queria passar mal.
– As fritas com queijo estão com uma cara boa.
Cameron ergueu o cardápio e a garçonete voltou correndo.
– Fritas com queijo, duas porções. E um copo d’água grande.
Depois que a moça anotou o pedido e se afastou, Cameron se recostou e inclinou a cabeça para olhar
para mim.
– Então você está em um bar country. É tudo o que esperava? Porque, para ser bem sincero, essa
música está difícil de aguentar.
Sorrindo, dei de ombros e olhei em volta. Havia rapazes de chapéu de caubói, e outros vestidos
com roupas normais. Alguns usavam cintos com fivelas grandalhonas, mas a maioria parecia com as
pessoas da minha cidade natal.
– Acabei de chegar e ainda não bebi nem dancei; quando tiver feito isso, respondo.
Ele deu um sorriso de viés.
– Você quer dançar?
Eu queria, mas não com ele. Sabia com que rapidez iria esquecer que ele era só um amigo.
– Quero, mas preciso primeiro de uma dose de coragem... e de alguém que me convide.
– Pensei que tivesse acabado de convidar – retrucou ele.
Apoiei os cotovelos na mesa e segurei o queixo com a mão.
– Você acha que é uma boa ideia?
Queria que ele admitisse que não era.
Ele suspirou.
– Provavelmente não.
Balancei a cabeça, concordando com ele.
Dois pratos de fritas com queijo surgiram na nossa frente e uma jarra cheia de água com gelo foi
posta na frente de Cameron. A comida parecia surpreendentemente apetitosa; eu não tinha me dado
conta de que estava com tanta fome. Precisava prestar atenção no quanto iria gastar: aquele prato
custava 7 dólares e eu não podia gastar mais de 20 naquela noite. Isso talvez significasse que eu só
poderia tomar um drinque, mas Cameron tinha dito que eu precisava comer, então era o que eu ia fazer.
Peguei uma batata frita coberta de queijo derretido e dei uma mordida.
– Melhor do que sanduíche de manteiga de amendoim, né? – perguntou Cameron com um sorriso de
provocação.
Assenti e peguei outra batata.
Boo se acomodou do seu lado da mesa trazendo um par de copinhos com drinques. A bebida era
amarela.
– Pensei que seria melhor começar de leve. Tequila é bebida para garotas crescidas; você ainda não
está pronta para ela. Isto aqui é um licor de limão. É doce e gostoso.
– Coma mais umas batatas antes – disse Cameron, interrompendo-a.
Peguei outra batata e a comi depressa, depois comi outra. Então estendi a mão para o copinho.
– Ok, estou pronta – falei para Boo, que pegou o seu copinho e sorriu.
Fiquei olhando enquanto ela o levava à boca e jogava a cabeça para trás. Fiz o mesmo.
Era muito bom. Só senti uma leve queimação na garganta. Gostava de limão. Pus o copo vazio
sobre a mesa e sorri para Cameron, que me observava.
– Coma – repetiu ele.
Tentei não rir para ele, mas não consegui me conter. Dei uma risada. Ele estava sendo ridículo.
Comi mais um pouco de batata frita e Boo também estendeu a mão para pegar algumas.
– Conheci uns caras lá no bar. Apontei para você e eles estão olhando para a gente desde que eu
sentei. Está pronta para fazer novos amigos?
Cameron não se moveu na hora e comecei a pensar que ou ele a estava ignorando ou então iria me
obrigar a comer mais. Por fim, ele deslizou do banco e se levantou.
Eu quis falar alguma coisa, qualquer coisa para fazer ele sorrir e parar de fazer cara feia, mas não
soube o quê.
– Cuidado. Estou aqui se precisar de mim – sussurrou ele ao meu ouvido.
Eu apenas assenti. Senti um aperto no peito e tive vontade de voltar para aquela mesa ao lado dele.
– Vamos, Flavia. Está na hora de usar você para arrumar umas bebidas de graça e uns homens.
Você é a comparsa mais gata que eu já tive. Vai ser divertido. Só não diga aos caras que você tem 19
anos. Diga a todo mundo que tem 21.
– Está bem.
Ela me puxou na direção de dois caras que estavam obviamente nos comendo com os olhos. Um
deles era alto e tinha cabelos louros compridos presos atrás das orelhas. Parecia não fazer a barba
havia alguns dias e o seu corpo tinha um aspecto impressionante por baixo da camisa de fanela
justa. Ele olhou para mim, olhou para Boo, depois tornou a olhar para mim. Ainda não tinha se
decidido.
O outro tinha cabelos castanhos curtos um pouco encaracolados e um par de olhos azuis bem
bonitos. Daquele azul cristalino que dá vontade de suspirar. A camiseta branca não deixava muita
coisa a cargo da imaginação e o seu peito largo era bom de olhar. Mais classe trabalhadora,
impossível. Eu sabia reconhecer um jeans da Wrangler... aquela calça lhe caía bem. Seus olhos
estavam cravados em mim, sem piscar nem desviar. Ele exibia um leve sorriso nos lábios e pensei
que, no fim das contas, aquilo não iria ser tão ruim.
– Meninos, essa é a Flavia. Consegui tirá-la de perto do irmão e agora ela precisa de uma bebida.
O de cabelos escuros se levantou e estendeu a mão.
– Dalton. Prazer em conhecê-la, Flavia.
Segurei a sua mão e a sacudi.
– O prazer é meu, Dalton.
– O que você quer beber? – perguntou ele e um sorriso de aprovação se abriu no seu rosto.
– Ela quer uma vodca com suco de limão siciliano. É a bebida preferida dela – falou Boo ao meu
lado.
– Oi, Flavia. Eu sou o Jack – disse o louro, estendendo a mão para eu apertar.
– Oi, Jack.
– Certo, rapazes, sem briga. Nós somos duas. Calma, Jack. A inocência que ela irradia deixou você
assanhado – disse Boo com um tom irritado. – Venha dançar comigo e eu lhe mostro como
meninas más podem satisfazer essa ânsia.
Toda a atenção de Jack estava agora concentrada em Boo. Cobri a boca para conter uma risada.
Que talento. Ela piscou o olho para mim e puxou Jack para a pista de dança.
– Que amiga essa sua. Ela se ofereceu para ficar com nós dois. Expliquei que não era chegado nesse
tipo de coisa e ela apontou para você. Tudo que consegui ver foram os seus cabelos louros
encaracolados, mas fiquei intrigado – falou Dalton, entregando a vodca com limão para mim.
– Obrigada. E, sim, Boo é bem divertida. Foi ela quem me trouxe aqui hoje. É a minha primeira
vez em um lugar como este.
Dalton meneou a cabeça na direção de Cameron. Uma loura alta de pernas compridas estava apoiada
na borda da nossa mesa. Vi quando ele passou o dedo pela lateral da coxa dela. É, não tinha
demorado muito...
– Foi por isso que o seu irmão veio junto hoje?
A pergunta de Dalton me fez lembrar por que eu estava ali. Desgrudei os olhos de Cameron e da perna
da garota.
– Hã, é... algo assim.
Levei o copo à boca e bebi depressa.
– Vamos... quero dizer, você quer dançar? – perguntei ao pousar o copo novamente sobre o bar.
Dalton se levantou para me levar até a pista. Boo já pressionava o corpo contra o de Jack de
uma forma que deveria ser proibida em público. Eu não iria dançar assim. Torci para Dalton não
estar esperando isso.
Ele pegou as minhas mãos e as pôs em volta do próprio pescoço antes de me segurar pela cintura e
me puxar mais para perto. Foi bom. Ou quase. A música era lenta e sensual. Não exatamente uma
música que eu quisesse dançar com um desconhecido.
– Você mora por aqui? – perguntou Dalton, abaixando a cabeça até junto do meu ouvido para eu
poder escutar.
Fiz que não com a cabeça.
– Eu moro a uns quarenta minutos daqui e acabei de me mudar. Sou do Alabama.
Ele sorriu.
– Então o sotaque do sul está explicado. Percebi que é mais carregado do que o das pessoas desta
região.
A mão dele desceu um pouco mais pela minha cintura até os seus dedos roçarem a curva superior
do meu bumbum. Isso me deixou um pouco preocupada.
– Está na faculdade? – perguntou ele, descendo mais um pouco a mão.
Balancei a cabeça.
– Não. Eu... hã, eu trabalho.
Vasculhei a pista à procura de Boo, mas não a vi em lugar nenhum. Será que eles tinham ido
embora? Por mais que detestasse fazer isso, olhei na direção da mesa reservada para ver se Cameron
ainda estava lá. A loura estava agora sentada à mesa junto com ele, que tinha os olhos e talvez os
lábios já em cima dela.
A mão de Dalton escorregou mais para baixo até ele segurar a minha bunda por completo.
– Nossa, menina, que corpo incrível – sussurrou ele no meu ouvido.
Alerta vermelho. Eu precisava de ajuda.
O quê? Desde quando eu precisava de ajuda? Fazia anos que não dependia de ninguém. Não
precisava começar a bancar a indefesa agora. Pus as duas mãos no peito de Dalton e o empurrei
para trás.
– Preciso de um pouco de ar puro e não gosto muito de desconhecidos apertando a minha bunda
– falei, girando nos calcanhares para seguir em direção à porta.
Não queria voltar para a mesa e assistir Cameron ficar com outra menina e, com certeza, ainda não
queria arrumar outro parceiro de dança. Precisava de ar puro.
Ao sair para a escuridão do lado de fora, inspirei fundo e me apoiei na lateral do prédio. Talvez eu
não fosse feita para aquele tipo de coisa. Ou talvez tudo estivesse acontecendo depressa demais. De
toda forma, eu precisava de um descanso e de um novo par. Com Dalton não iria dar certo.
 



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