História Paixão sem limites - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Flavia Pavanelli, Jack & Jack, Magcon
Personagens Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Tags Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Exibições 138
Palavras 1.897
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia, Festa
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 18 - 17



Abri a porta da picape com força, satisfeita por ter chegado ao fim daquele dia. Meu olhar foi
atraído por uma caixinha preta e um bilhete que estavam em cima do banco do motorista. Estendi a
mão e peguei o papel.
Flavia,
Isto é um celular, você precisa ter um. Falei com o seu pai e ele me pediu que comprasse para você. É
um presente dele. As ligações e torpedos são ilimitados, pode usar o quanto quiser.
Cameron
Meu pai tinha dito a Cameron para me comprar um telefone? Sério mesmo? Abri a caixa.
Guardadinho lá dentro havia um iPhone branco, com capinha dura e tudo. Peguei o aparelho e
passei alguns segundos o estudando. Apertei o pequeno botão redondo na parte inferior e a tela se
acendeu. Meu pai não me dava um presente desde o meu aniversário anterior à sua partida. Antes
de Valerie morrer. Tinha dado uma scooter elétrica com capacete para cada uma.
Entrei na picape e fiquei segurando o celular. Será que podia ligar para o meu pai com aquilo?
Seria bom se ele me explicasse por que não estava em casa. Por que tinha me mandado para um
lugar em que eu não era bem-vinda? Ele conhecia Sie? Certamente devia saber que ela não me
aceitaria. Além do mais, se ela era irmã de Cameron, era também minha irmã postiça. Seria por isso que
estava com tanta raiva? Porque eu tinha crescido com menos dinheiro do que ela? Nossa, que
garota cruel.
Abri os contatos e vi que só havia três números salvos no aparelho. O primeiro era de Bethy, o
segundo de Darla, e o terceiro de Cameron. Ele tinha gravado o próprio número no meu celular. Fiquei
espantada.
Nessa hora, o telefone começou a tocar uma música do Slacker Demon que eu já tinha ouvido no
rádio e o nome de Cameron apareceu na tela. Ele estava me ligando.
– Alô – atendi, sem saber muito bem como interpretar aquilo.
– Estou vendo que encontrou o celular. Gostou? – perguntou Cameron.
– Gostei, é bem legal. Mas por que o meu pai queria que eu tivesse um celular?
Ele não tinha ligado muito para nada que eu tivesse precisado ao longo dos anos. Aquilo parecia
banal.
– Por segurança. Toda mulher precisa ter um celular. Principalmente aquelas que dirigem carros
com mais idade do que elas. Essa sua picape pode quebrar a qualquer momento.
– Eu ando armada – lembrei a ele.
Ele deu uma risadinha.
– Eu sei, valentona. Mas não dá para rebocar a picape com uma pistola.
Verdade.
– Você está vindo para casa?
O jeito como ele disse “casa”, como se a casa dele também fosse minha, me fez sentir um calor por
dentro. Mesmo que o significado não fosse esse.
– Estou, se não tiver problema. Posso fazer outra coisa se você quiser que eu não vá.
– Não. Eu quero que você venha. Fiz comida.
Ele tinha feito comida? Para mim?
– Ah, tudo bem. Chego daqui a pouco, então.
– Até já – disse ele e desligou.
Cameron estava se comportando de maneira muito estranha outra vez.
Quando entrei na casa, minhas narinas foram inundadas pelo cheiro característico do tempero
usado em tacos mexicanos. Fechei a porta e fui até a cozinha. Se aquilo fosse mesmo comida
mexicana caseira, eu ficaria seriamente impressionada.
Cameron estava de costas quando entrei. Cantarolava uma canção que saía do sistema de som e não
reconheci; era mais suave e mais lenta do que as que ele geralmente escutava. Sobre a bancada havia
uma garrafa aberta de Corona com um gomo de limão no gargalo; eu tinha servido várias assim no
campo de golfe.
– Que cheiro bom – comentei.
Cameron olhou por cima do ombro e um sorriso se abriu lentamente no seu rosto.
– Não é? – retrucou ele, limpando as mãos no pano de prato ao seu lado. Pegou a Corona e me
entregou. – Tome, beba. As enchiladas estão quase prontas. Tenho que virar as quesadillas, elas
precisam de mais alguns minutos. A gente deve poder jantar daqui a pouco.
Levei a Corona aos lábios e dei um golinho, sobretudo para tomar coragem. Não era assim que
havia imaginado o nosso encontro seguinte. Cameron era um enigma que eu talvez jamais viesse a
compreender.
– Tomara que você goste de comida mexicana – disse ele, tirando as enchiladas do forno.
Cameron Finlay não parecia um homem que gostasse de cozinhar, mas, nossa, como ficava sexy
fazendo isso.
– Adoro – respondi. – Devo dizer que estou realmente impressionada com o fato de você saber
cozinhar.
Ele ergueu os olhos para mim e deu uma piscadela.
– Tenho uma porção de talentos que deixariam você chocada.
Eu não duvidava. Tomei um gole maior da Corona.
– Calma, menina. Você precisa comer alguma coisa. Quando falei para beber, não quis dizer virar
o troço todo.
Aceitei a sua sugestão e enxuguei a gotinha presa ao meu lábio inferior. Cameron me observou com
atenção. Seu olhar fez a minha mão tremer um pouco.
Ele desviou os olhos depressa e começou a tirar as quesadillas da frigideira. Depositou-as sobre
uma travessa cheia de tacos duros e moles. Havia até burritos. Ele havia preparado um pouco de
cada coisa.
– O resto já está na mesa. Pegue uma Corona para mim na geladeira e venha comigo.
Fiz depressa o que ele pedira e fui atrás dele. Cameron não parou na sala de jantar, mas saiu para a
ampla varanda com vista para o mar. Duas lâmpadas a querosene posicionadas no meio da mesa nos
proporcionavam uma luz de velas que nunca se apagaria.
– Pode sentar, vou servi-la – disse ele, aceSiedo para eu me sentar na cadeira mais próxima.
Só havia duas na varanda.
Eu me sentei e Cameron começou a servir um pouco de cada coisa no meu prato. Ele pousou a
travessa e pôs no meu colo o guardanapo que estava ao lado do meu prato. Sua boca chegou tão
perto da minha orelha que o hálito morno me causou um calafrio.
– Quer outra cerveja? – sussurrou ele no meu ouvido antes de se levantar.
Fiz que não com a cabeça. Não poderia beber se ele ficasse agindo assim. Meu coração já estava
batendo enlouquecido. Assim eu não conseguiria engolir nada.
Cameron pegou uma cerveja e se acomodou na cadeira à minha frente. Fiquei observando enquanto
ele encarava o próprio prato, depois erguia os olhos para mim.
– Se estiver horrível, não precisa dizer. Meu ego não vai suportar.
Eu tinha certeza de que nada do que ele pudesse preparar estaria ruim. Sorri, empunhei o garfo e a
faca e cortei um pedacinho da enchilada que ele tinha posto no meu prato. Não havia hipótese de
eu comer tudo, mas podia provar um pouquinho de cada coisa.
Bastou a comida encostar na minha língua para eu me espantar: estava tão gostosa quanto
qualquer uma preparada em restaurantes mexicanos. Sorri e olhei para Cameron.
– Está uma delícia e não posso dizer que estou surpresa.
Ele pôs uma garfada na boca e deu um sorriso torto. Seu ego era inabalável; talvez até fosse bom se
desinٽasse um pouquinho. Comecei a provar as outras comidas e percebi que estava com mais fome
do que pensava. Estava tudo tão bom que eu não quis desperdiçar nada.
Depois da quarta prova de cada coisa no meu prato, soube que tinha que parar. Tomei um gole de
cerveja e me recostei na cadeira. Cameron também bebeu para ajudar a engolir a comida. Depois de
terminar, pousou a garrafa sobre a mesa e o seu olhar ficou sério. Pronto. Agora iríamos falar sobre
a noite anterior. Minha vontade era esquecer tudo, principalmente porque a noite agora estava
sendo tão agradável.
– Sinto muito pelo jeito como a Sie tratou você hoje – disse ele com uma voz emocionada,
sincera.
– Como é que você ficou sabendo? – perguntei, sentindo-me subitamente pouco à vontade.
– O Woods me ligou. Disse que a Sie seria convidada a se retirar do clube da próxima vez que
fosse grossa com um funcionário.
Woods era um cara legal. Às vezes podia ser meio exagerado nas suas abordagens, mas era um bom
chefe. Assenti.
– Ela não deveria ter falado com você daquele jeito. Conversei com ela. Ela prometeu que isso não
vai se repetir. Mas quero que me avise caso aconteça em algum outro lugar, por favor.
Então aquele jantar era um pedido de desculpas pelo mau comportamento da sua irmã mais nova,
não uma reconciliação entre nós dois. Não era um encontro romântico como a minha imaginação
dera um jeito de inventar. Cameron estava apenas se desculpando por Sie.
Empurrei a cadeira para trás e peguei o meu prato.
– Obrigada. Fico grata pelo seu gesto, foi muito gentil da sua parte. Garanto que não pretendo ir
correndo contar para o Woods se a Sie tornar a ser grossa comigo. Ele só presenciou a cena de
hoje por acaso. – Peguei a minha cerveja. – Estava tudo ótimo, muito agradável depois de um dia de
trabalho. Muito obrigada.
Não o encarei. Tudo o que queria era me afastar.
Entrei depressa na casa, passei uma água no prato e o pus na lava-louça, depois enxaguei a garrafa
de Corona e a joguei no lixo reciclável.
– Flavia – disse Cameron atrás de mim, surgindo de repente ao meu lado e me encurralando.
Ele pôs as mãos de um lado e outro da bancada, e tudo o que pude fazer foi ficar parada olhando
para a pia na minha frente. Seu corpo rijo e quente roçou as minhas costas, e mordi a língua para
conter um gemido. Não o deixaria ver o quanto ele me afetava.
– O jantar não foi uma tentativa de me desculpar por Sie. Foi uma tentativa de me desculpar por
mim mesmo. Sinto muito por ontem. Passei a noite inteira acordado querendo que você estivesse
comigo, querendo não ter afastado você. Eu afasto as pessoas, Flavia. É um mecanismo de proteção
que eu tenho. Mas de você eu não quero me afastar.
O mais inteligente seria me afastar e mantê-lo à distância; Cameron não era nem jamais seria o
Príncipe Encantado de alguém. Eu não podia me permitir pensar que ele era o homem que iria me
amar e me proteger. Ele nunca seria esse cara. Só que o meu coração já tinha se afeiçoado um pouco
a ele. Não que isso fosse durar para sempre, mas nesse instante eu quis que ele fosse o meu primeiro.
Não seria o meu último; seria apenas uma etapa no caminho da minha vida, etapa que eu talvez
nunca viesse a esquecer ou superar. Era isso que mais me assustava: não ser capaz de seguir em
frente.
Ele levantou a mão, afastou os cabelos da lateral do meu pescoço e beijou a curva do meu ombro.
– Por favor, me perdoe. Eu só quero mais uma chance, Flavia. Quero você.
Cameron seria o meu primeiro homem. Aquilo parecia certo. Bem lá no fundo, eu sabia que ele devia
ser o cara a me ensinar as coisas da vida, mesmo que no final acabasse partindo o meu coração. Eu
me virei nos seus braços e o enlacei pelo pescoço com as duas mãos.
– Eu o perdoo com uma condição – falei, fitando os seus olhos emocionados que me faziam
esperar muito mais.
– Ok – respondeu ele, cauteloso.
– Quero ficar com você hoje. Chega de joguinhos. Chega de esperar.
A expressão preocupada sumiu na hora dos seus olhos e foi substituída por um brilho ávido.
– Nossa, claro – grunhiu ele, puxando-me para junto de si.
 



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