História Paixão sem limites - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Flavia Pavanelli, Jack & Jack, Magcon
Personagens Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Tags Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Exibições 139
Palavras 2.815
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia, Festa
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - 20



Não esperava encontrar a entrada da garagem da casa lotada ao chegar lá depois do trabalho. O
movimento no campo de golfe fora tão grande que eu só havia parado para servir bebidas ao grupo
de Cameron mais uma vez, no buraco 16. Ele não tornara a me mandar torpedos. Isso me deixara
nervosa, com um embrulho no estômago. O que estava acontecendo? Será que o seu breve instante
de ternura depois de me desvirginar já tinha passado?
Tive que estacionar perto da rua. Fechei a porta da picape e comecei a caminhar em direção à
porta.
– Você não vai querer entrar aí – disse no escuro a voz conhecida de Nash.
Olhei em volta e vi um pontinho laranja brilhante cair no chão e ser esmagado por uma bota antes
de Nash emergir do seu esconderijo.
– Você vem a essas festas para ficar vagando aqui fora? – perguntei, já que era a segunda vez que o
encontrava sozinho do lado de fora durante uma festa na casa.
– Não consigo largar o cigarro. Cameron acha que eu parei; então venho me esconder aqui quando
quero fumar – explicou ele.
– Cigarro mata – falei, lembrando-me de todos os fumantes que tinha visto definhar lentamente ao
acompanhar a minha mãe nas sessões de quimio.
– É o que todo mundo me diz – retrucou ele com um suspiro.
Tornei a olhar para a casa e ouvi a música que saía lá de dentro.
– Não sabia que ia ter festa hoje – falei, torcendo para a decepção na minha voz não ser
perceptível.
Nash riu e encostou o quadril de lado em um Volvo.
– Aqui não tem festa todo dia?
Não, não tinha. Depois da véspera, achei que Cameron teria me ligado ou mandado um torpedo.
– Acho que não estava nos meus planos, só isso.
– Acho que nem nos do Cameron. Essa festa é da Sie; ela forçou a barra. Essa menina sempre
conseguiu tudo o que quis com o Cameron. Levei porrada dele mais de uma vez quando éramos
pequenos por não ter comprado a conversa de cachorrinho sem dono dela.
Encostei-me no Volvo ao seu lado e cruzei os braços.
– Quer dizer que você também cresceu com a Sie?
Eu precisava de alguma coisa. Alguma explicação.
Nash virou os olhos para mim.
– Cresci, claro. Ela é filha da Gina. E não tem pai. Quer dizer... – Nash se afastou do Volvo
e balançou a cabeça. – Não. Você quase me pegou. Não posso contar porra nenhuma, Flavia. Sério,
quando alguém contar eu não quero estar nem perto.
E ele se afastou a passos largos em direção à casa.
Fiquei olhando até ele entrar antes de me encaminhar para lá. Rezei para não haver ninguém no
meu quarto. Se houvesse, eu iria para a despensa. Não estava com cabeça para Sie nem para os seus
segredos, que todo mundo tinha o direito de saber, menos eu. E, com certeza, não estava com
cabeça para Cameron.
Abri a porta e fiquei satisfeita por não haver ninguém no hall para me ver entrar. Fui direto para a
escada. Risos e vozes enchiam a casa. Meu lugar não era entre eles. De nada adiantava ir até lá e
fingir que era.
Quando olhei rapidamente para a porta que conduzia à escada de Cameron, as lembranças da noite
anterior voltaram com força. Estava começando a pensar que seria só aquela vez. Abri a porta do
meu quarto e entrei antes de acender a luz.
Tapei a boca para conter o grito que me subiu pela garganta ao perceber que eu não estava
sozinha. Era Cameron. Sentado na minha cama, olhava pela janela. Ele se levantou quando eu fechei a
porta e veio até mim.
– Oi – falou, baixinho.
– Oi – respondi, sem saber muito bem o que ele estava fazendo no meu quarto com a casa cheia de
gente. – O que está fazendo aqui?
Ele me deu um sorriso torto.
– Esperando você. Achei que fosse óbvio.
Também sorrindo, desviei o olhar. Aqueles seus olhos às vezes eram intensos demais.
– Isso eu estou vendo. Mas você tem convidados.
– Não são meus convidados. Acredite, eu queria a casa vazia – disse ele, pousando a mão na lateral
do meu rosto. – Vamos comigo lá para cima. Por favor.
Ele não precisava implorar; eu iria feliz. Larguei a bolsa em cima da cama e dei-lhe a mão.
– Vá na frente.
Ele apertou a minha mão e subimos a escada juntos.
Quando chegamos lá em cima, ele me abraçou e me beijou com impaciência. Eu podia estar sendo
fácil, mas pouco importava. Sentira falta dele durante o dia. Enlacei-o pelo pescoço e retribuí o
beijo com toda a emoção que fervia dentro de mim e que eu não entendia direito.
Quando paramos de nos beijar, estávamos os dois ofegantes.
– Conversar. Vamos conversar primeiro. Quero ver você sorrir e gargalhar. Quero saber qual era o
seu programa de TV preferido quando criança, quem fazia você chorar na escola e que pôsteres de
banda pendurava na parede do quarto. Depois quero você nua na minha cama de novo.
Esse jeito estranho mas encantador de dizer que ele queria mais do que transar comigo me fez
sorrir. Fui até o grande sofá modulado bege que, em vez de estar virado para uma televisão, ficava
de frente para o mar.
– Está com sede? – perguntou ele, indo até uma geladeira de aço inox na qual eu não chegara a
reparar na noite anterior. Ao seu lado havia um pequeno bar.
– Um copo d’água bem gelado seria ótimo – respondi.
Cameron começou a preparar as bebidas e eu me virei para olhar o mar.
– Meu programa preferido era Os anjinhos. Ken Norris me fazia chorar na escola pelo menos uma
vez por semana, mas depois fazia Valerie chorar e eu ficava brava e batia nele. Meu ataque preferido
e mais eficaz era um chute certeiro no saco. E tenho vergonha de dizer, mas as paredes do meu
quarto eram cobertas com pôsteres do Backstreet Boys.
Cameron parou ao meu lado e me passou um copo alto de água gelada. Sua expressão de indecisão era
patente. Ele se sentou ao meu lado.
– Quem é Valerie?
Eu havia mencionado a minha irmã sem pensar. Sentia-me à vontade com Cameron; queria que ele me
conhecesse. Talvez, se eu me abrisse em relação aos meus segredos, ele também compartilhasse o
seu. Mesmo que não pudesse compartilhar os de Sie.
– Valerie era a minha irmã gêmea. Ela morreu em um acidente de carro há cinco anos. Meu pai
estava dirigindo. Quinze dias depois, ele sumiu das nossas vidas e nunca mais voltou. Mamãe falou
que tínhamos que perdoá-lo, porque ele não conseguia suportar o fato de estar dirigindo o carro
que matou Valerie. Eu sempre quis acreditar nela. Mesmo quando ele faltou ao seu enterro, quis
acreditar que ele simplesmente não conseguia encarar a situação. Então o perdoei. Não o odiei nem
me deixei dominar pela amargura e pelo ódio. Mas daí eu vim para cá e... bom, você sabe. Acho que
mamãe estava enganada.
Cameron se inclinou para a frente, pousou o copo sobre a mesa de madeira rústica junto ao sofá e
passou o braço pelas minhas costas.
– Eu não fazia a menor ideia que você tinha uma irmã gêmea – falou, com um tom que era quase
de reverência.
– Nós éramos idênticas. Não dava para distinguir uma da outra. Nos divertíamos muito com isso
na escola e com os meninos. O único que sabia diferenciar uma da outra era Cain.
Continuamos ali sentados olhando para o mar e ele começou a brincar com um cacho dos meus
cabelos.
– Os seus pais se conheciam há quanto tempo quando se casaram? – indagou.
Eu não esperava essa pergunta.
– Foi meio que amor à primeira vista. Minha mãe estava em Atlanta visitando uma amiga que,
segundo ela, era meio doidinha. Papai tinha terminado com essa amiga pouco tempo antes e
apareceu no apartamento uma noite, quando mamãe estava lá sozinha. Ele olhou para mamãe uma
vez e foi fisgado. Não posso culpá-lo. Ela era deslumbrante. Tinha os cabelos da mesma cor dos
meus, mas uns olhos verdes enormes que pareciam duas joias. E era muito divertida. O simples fato
de ficar perto dela deixava você feliz. Nada nunca a abatia, ela enfrentava tudo com um sorriso. A
única vez em que a vi chorar foi quando soube da Valerie; nesse dia ela desabou no chão e uivou de
tanta dor. Eu teria me assustado caso não estivesse sentindo a mesma coisa. Foi como se uma parte
da minha alma tivesse sido arrancada.
Calei-me. Sentia os olhos arderem. Eu tinha me deixado levar por aquele desabafo; fazia muitos
anos que não me abria com ninguém.
Cameron encostou a testa no topo da minha cabeça.
– Eu sinto muito, Flavia. Não fazia ideia.
Pela primeira vez desde que Valerie me deixara, tive a sensação de ter alguém com quem pudesse
conversar. Não precisava me conter. Eu me virei no seu abraço e busquei os seus lábios com os
meus. Precisava daquela proximidade. Havia recordado a dor e agora precisava que ele a fizesse
desaparecer. Cameron era mestre em fazer tudo desaparecer a não ser ele próprio.
– Eu amo as duas. Vou amar para sempre, mas agora estou bem. Elas estão juntas. Têm uma à outra
– falei ao sentir a sua relutância em retribuir o meu beijo.
– E você, quem você tem? – indagou ele com uma voz atormentada.
– Eu tenho a mim mesma. Três anos atrás, quando a minha mãe ficou doente, descobri que, desde
que nunca me esquecesse de quem eu era, eu ficaria bem – respondi.
Ele fechou os olhos e respirou fundo. Quando os abriu, sua expressão de desespero me espantou.
– Eu preciso de você. Agora. Quero amar você aqui mesmo, por favor.
Tirei a blusa e estendi a mão para tirar a camiseta dele. Ele ergueu os braços e puxei a peça por
cima da sua cabeça. Ele tirou o meu sutiã depressa e o jogou longe para ficamos pele contra pele.
Então segurou os meus seios um com cada mão e esfregou o polegar em cada mamilo enrijecido.
– Caralho, você é tão linda que nem dá para acreditar. Por dentro e por fora – sussurrou. – Por
mais que eu não mereça, quero me enterrar dentro de você. Não consigo esperar. Preciso ficar o
mais perto possível de você, simples assim.
Deslizei para longe dele e me levantei. Tirei os sapatos, abri o short que despi junto com a
calcinha e deixei as roupas ali no chão. Ele ficou sentado me olhando como se eu fosse a coisa mais
fasciSiete que já tivesse visto. Eu me senti muito poderosa. A vergonha que imaginara sentir por
estar em pé na sua frente completamente nua não aconteceu.
– Tire a roupa – falei, espiando a ereção que estufava o seu jeans.
Pensei que ele fosse reagir achando graça e dando uma risadinha, mas não. Ele se levantou, tirou o
jeans depressa e tornou a afundar no sofá, puxando-me junto.
– Monte em mim – instruiu. Fiz o que ele mandava. – Agora desça devagar – falou, engolindo em
seco.
Olhei para baixo e vi que ele estava segurando a base do pau. Apoiei-me nos seus ombros e me
abaixei devagar enquanto ele cuidava de todo o resto.
– Calma, gata. Vá com calma, devagar. Senão você pode sentir dor.
Mordi o lábio inferior na hora em que a pontinha começou a entrar. Ele esfregou a cabeça do pau
de um lado para o outro da minha fenda, provocando. Apertei os seus ombros e soltei um suspiro.
Aquilo era bom, uma delícia.
– Isso. Porra, como você está ficando molhada. Nossa, quero provar esse gostinho – grunhiu ele.
A expressão devassa dos seus olhos acionou um botão dentro de mim. Eu queria fazer ele se
lembrar de mim, se lembrar daquilo. Sabia que o nosso tempo era contado e que eu jamais iria
esquecê-lo. Mesmo assim, queria saber que, quando ele partisse, também não me esqueceria. Não
queria ser só aquela garota de quem ele tinha tirado a virgindade.
Eu me inclinei para a frente e esperei ele esfregar de novo a cabeça do pau na minha fenda. Então
me sentei com um só golpe e gritei bem alto quando ele me preencheu.
– CARALHO – berrou Cameron.
Não esperei ele se preocupar comigo. Eu iria cavalgá-lo. Agora entendia o que isso significava.
Quem estava no comando daquilo era eu. Ele começou a abrir a boca para dizer alguma coisa, mas
eu o detive enfiando a língua lá dentro enquanto subia o quadril e tornava a afundar em cima dele
com mais força ainda. O grunhido e a sensação daquele corpo se arqueando debaixo de mim me
garantiram que eu estava fazendo a coisa certa.
Eu me afastei para poder gritar conforme começava a cavalgá-lo cada vez mais depressa e com
mais força. A região sensível dentro de mim estava doendo com o estiramento da penetração, mas
era uma dor gostosa.
– Flavia, puta que pariu, Flavia – ele conseguiu articular enquanto segurava o meu quadril e se
soltava para aproveitar ao máximo.
Suas mãos passaram a ditar o ritmo e ele começou a me levantar e me baixar repetidamente em
cima de si com movimentos rápidos e fortes. Cada palavrão e gemido alto que saíam da sua boca me
deixavam ainda mais excitada. Eu precisava viver aquilo com ele.
O orgasmo estava se aproximando e eu sabia que, dali a umas poucas estocadas, iria desfalecer por
cima dele. Queria que ele gozasse também. Comecei a rebolar e a deixar sair os gritos altos que
vinha tentando conter.
– Vou gozar – falei, sentindo a onda crescer.
– Porra, gata, que delícia – grunhiu ele.
E então nós dois despencamos juntos pelo mesmo precipício. O corpo dele se arqueou sob o meu e
ficou imóvel. Gritei o seu nome ao mesmo tempo em que chegava ao orgasmo.
Quando os tremores diminuíram e consegui respirar outra vez, eu o enlacei pelo pescoço e me
deixei cair em cima dele.
Ele me segurou apertado com os dois braços enquanto a sua respiração se normalizava. Eu tinha
gostado da nossa transa delicada na véspera, mas um bom sexo selvagem tinha lá o seu valor. Sorri
comigo mesma ao pensar isso e virei a cabeça para beijá-lo no pescoço.
– Nunca. Nunca em toda a minha vida... – disse ele, ofegante, acariciando as minhas costas e dando
um leve apertão na minha bunda. – Foi... Flavia, nossa, não sei nem o que dizer.
Sorrindo junto ao seu pescoço, eu soube que tinha deixado a minha marca naquele homem
perfeito, ferido, misterioso e intrigante.
– Acho que a palavra que você está procurando é espetacular – falei, rindo e recuando um pouco
para poder encará-lo.
A ternura no seu olhar derreteu um pouco mais o meu coração.
– A transa mais espetacular de todos os tempos – disse ele, estendendo a mão para ajeitar os meus
cabelos atrás das orelhas. – Estou morto. Você sabe disso, não sabe? Você me matou.
Remexi o quadril e ainda pude senti-lo lá dentro.
– Humm, não, pode ser que ainda funcione.
– Mulher, pare com isso, assim vai me deixar duro e pronto para outra. Preciso limpar você.
Com a ponta do dedo, acompanhei o contorno do seu lábio inferior.
– Hoje eu não vou sangrar. Já sangrei ontem.
Cameron abocanhou o meu dedo e chupou de leve, depois soltou.
– Eu não usei camisinha, mas não tenho nada. Sempre transo de camisinha e faço exames
regularmente.
Eu não soube muito bem como processar essa informação. Não tinha nem pensado em camisinha.
– Foi mal. Você ficou pelada e o meu cérebro meio que parou de funcionar. Eu juro que não tenho
nada.
Balancei a cabeça.
– Não, tudo bem. Eu acredito. Também não pensei na hora.
Cameron me puxou de novo para junto de si.
– Que bom, porque foi mesmo incrível. Nunca senti isso sem camisinha. Saber que entrei em você
e senti você sem nada entre a gente me deixa muito feliz, mesmo. Você é sensacional. Quente,
molhada e apertadinha. Nossa... tão apertadinha.
Remexi o corpo junto ao seu. As sacanagens que ele dizia no meu ouvido tornaram a me fazer
latejar.
– Hummm – falei, sentindo ele crescer e endurecer de novo lá dentro.
– Você usa algum anticoncepcional?
Nunca tive motivo para usar. Fiz que não com a cabeça.
Com um grunhido, ele afastou o meu quadril do próprio corpo e tirou o pau de dentro de mim.
– A gente não pode transar de novo até você usar. Mas você me deixou duro outra vez. – Ele pôs a
mão entre as minhas pernas e passou o dedo no meu clitóris intumescido. – Delícia – murmurou.
Deixei a cabeça cair para trás e curti aquela carícia delicada.
– Venha, Flavia, vamos tomar banho juntos – pediu ele com a voz embargada.
– Ok – falei, encarando-o outra vez.
Ele me ajudou a levantar e me conduziu até o seu banheiro gigantesco.
– Quero você dentro do boxe. O que a gente fez ali no sofá foi a melhor trepada da minha vida,
mas aqui vai ser mais lento. Eu vou lhe dar prazer.
 


Notas Finais


fic está chegando ao final


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