História Paixão sem limites - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Flavia Pavanelli, Jack & Jack, Magcon
Personagens Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Tags Cameron Dallas, Flavia Pavanelli
Exibições 152
Palavras 1.346
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia, Festa
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 28 - 27



– Cameron.
Ele levantou a cabeça. Tinha o rosto banhado de lágrimas que eu não iria enxugar: elas cumpriam
um propósito. Eu me levantei, abri a blusa, tirei e a pousei sobre a cama. Em seguida tirei o sutiã.
Cameron não desgrudou os olhos do meu corpo. Seu ar de incompreensão era previsível. Eu não
conseguia explicar aquilo... era apenas algo que eu precisava fazer.
Baixei o short e me desvencilhei dele, depois tirei os sapatos e, bem devagar, a calcinha. Quando
fiquei completamente nua, me aproximei e montei sobre as pernas de Cameron. Ele me enlaçou na hora
e enterrou o rosto na minha barriga. Senti na pele o frio provocado pela umidade das suas lágrimas
e estremeci.
– Flavia, o que você está fazendo? – indagou ele, recuando apenas o suficiente para me olhar.
Não consegui responder.
Agarrei a sua camiseta e a puxei até ele erguer os braços e me deixar tirá-la por cima da sua cabeça
e jogá-la longe. Afundei até ficar sentada no seu colo, segurei a sua cabeça com as duas mãos e o
beijei, um beijo demorado. Aquela seria a última vez. Cameron enterrou as mãos nos meus cabelos e
assumiu as rédeas da situação. Cada carícia da sua língua era suave e delicada. Ele não se mostrou
ávido nem exigente. Talvez já tivesse entendido que aquilo era uma despedida. Não era para ser
violento e rápido: aquilo era a última lembrança que eu teria dele, de nós. A única sem uma mentira
atrapalhando. A verdade estava ali, entre nós, naquele momento.
– Tem certeza? – sussurrou ele junto à minha boca enquanto eu me remexia contra a ereção que já
podia sentir dentro do seu jeans.
Respondi que sim.
Ele me pegou no colo, deitou-me na cama, em seguida tirou os sapatos e a calça. Ao se posicionar
por cima de mim, estudou-me com o semblante atormentado.
– Você é a mulher mais linda que eu já vi. Por dentro e por fora – sussurrou, cobrindo o meu
rosto de beijos antes de abocanhar o meu lábio inferior e chupá-lo.
Ergui o quadril. Precisava senti-lo dentro de mim. Sempre iria precisar disso, mas aquela seria a
última vez em que teria o meu desejo atendido. Em que o teria assim, tão próximo. Ninguém jamais
chegaria perto de mim desse jeito, ninguém.
Ele correu as mãos pelo meu corpo e se demorou ao tocar cada pedacinho, como se estivesse me
decorando. Arqueei o corpo sob as suas carícias e fechei os olhos para deixar o toque das suas mãos
ficar gravado em mim.
– Porra, como eu te amo – disse ele, baixando a cabeça para beijar o meu umbigo.
Deixei as minhas pernas se abrirem para ele se posicionar entre elas.
– Tenho que usar camisinha? – perguntou ele, tornando a montar em cima de mim.
Sim, era a resposta. Não podíamos correr nenhum risco.
Mais uma vez, só assenti.
Cameron se levantou, pegou a calça jeans e tirou uma camisinha da carteira. Fiquei olhando enquanto
ele rasgava a embalagem e a fazia deslizar até cobrir o pau. Eu nunca o havia beijado ali; pensara em
fazê-lo, mas nunca tive coragem. Há coisas que devem permanecer desconhecidas.
Ele alisou a parte interna das minhas coxas com as duas mãos e, bem devagar, abriu mais um
pouco.
– Isto aqui vai ser meu para sempre – falou, convicto.
Não o corrigi, porque era inútil. Eu nunca pertenceria a mais ninguém. Depois desse dia,
pertenceria apenas a mim mesma.
Cameron baixou o corpo sobre o meu até eu sentir a ponta do seu sexo encostar em mim.
– Nunca foi tão bom. Nada nunca foi tão bom – grunhiu ele e me penetrou.
Foi um alívio. Segurei os braços dele e gritei enquanto ele me preenchia por completo.
Devagarzinho, ele tirou e depois tornou a meter. Não deixou de me encarar, e eu o encarei de
volta. Pude ver o desespero na sua expressão. Sabia que ele estava confuso e até com um pouco de
medo, mas havia também amor: pude ver esse amor, essa intensidade no seu olhar, e acreditei. Vi
isso com clareza, só que agora era tarde demais. O amor agora não bastava. O amor não basta
quando a nossa alma está em pedaços.
Enlacei a cintura dele com as pernas e o abracei pelo pescoço. Puxei-o para bem perto de mim.
Precisava da sua proximidade. Senti o calor do seu hálito no meu pescoço quando ele beijou a
minha pele delicada. Ele sussurrou palavras de amor e juras que jamais precisaria cumprir. Deixei
que o fizesse, só dessa última vez.
O prazer que vinha crescendo chegou ao clímax quando ele me beijou de leve nos lábios e disse:
– Só você.
Não desgrudei os olhos dos seus quando o apertei e me deixei inundar por uma sensação de êxtase
total. Cameron abriu a boca e um rosnado bem alto fez vibrar o seu peito enquanto ele arremetia mais
duas vezes dentro de mim e depois se imobilizava, sem nunca deixar de me encarar.
Ambos estávamos com a respiração acelerada e profunda quando eu falei tudo o que precisava ser
dito sem pronunciar nenhuma palavra. Elas estavam escritas nos meus olhos. Ele só precisava
prestar atenção.
– Flavia, não faça isso – suplicou ele.
– Adeus, Cameron.
Ele balançou a cabeça. Ainda estava enterrado bem fundo dentro de mim.
– Não faça isso com a gente.
Não falei mais nada. Deixei as mãos penderem junto ao meu corpo e as pernas deslizarem pela
cintura dele até não o segurar mais. Não iria discutir com ele.
– Não pude dizer adeus à minha irmã nem à minha mãe. Foram duas despedidas que eu nunca tive.
Eu precisava desta última despedida, desta última vez entre nós dois, sem mentiras.
Ele segurou as cobertas da cama com as duas mãos e fechou os olhos com força.
– Não. Não. Por favor, não.
Minha vontade era estender a mão e tocar o seu rosto. Dizer a ele que tudo iria ficar bem. Que a
sua vida iria continuar e ele iria superar aquilo, superar nós dois. Mas não consegui fazer isso.
Como reconfortá-lo quando eu própria me sentia vazia?
Cameron saiu de dentro de mim e o vazio que reverberou pelo meu corpo me provocou uma dor. Ele
se levantou da cama sem olhar para mim. Fiquei ali, sem dizer nada, enquanto ele começava a se
vestir. Era isso. Seria normal o vazio doer daquele jeito? Quando é que a dor iria parar de se
apresentar na minha vida?
Depois de vestir a camiseta, ele finalmente  olhou para mim. Eu me sentei na cama e encolhi os
joelhos até junto do peito para cobrir a minha nudez e me manter íntegra, pois estava com medo de
desmoronar.
– Não posso obrigar você a me perdoar. Aliás, eu não mereço o seu perdão. Não posso mudar o
passado. Tudo o que posso fazer é dar o que você quer. Se é isso que você quer, Flavia, eu vou
embora. Isso vai me matar, mas vou mesmo assim.
E o que mais poderia acontecer? Eu nunca mais seria a mesma. A menina por quem ele havia se
apaixonado não existia mais. Se ele ficasse ali, não demoraria a constatar isso. Eu não tinha passado,
não tinha base nenhuma. Tudo havia desaparecido. Nada fazia sentido e eu sabia que jamais viria a
fazer. Cameron merecia mais do que isso.
– Adeus, Cameron – falei, pela última vez.
A dor que enevoava os seus olhos era insuportável. Baixei os meus e os cravei na manta azul
quadriculada sobre a cama.
Fiquei ouvindo ele caminhar em direção à porta. Seus passos soaram abafados por causa do
carpete velho e desbotado. Então a porta se abriu e o luar iluminou o quarto escuro. Silêncio. Ele
iria dizer mais alguma coisa? Eu não queria que dissesse. Cada palavra sua só tornava aquilo mais
difícil.
A porta se fechou. Quando ergui os olhos, deparei com o quarto de hotel vazio à minha volta. As
despedidas não eram aquilo tudo que diziam. Isso agora eu sabia.
“Não foi Cameron quem me fez fugir. Foi ele quem me fez querer ficar.”
A história deles não terminou...
 


Notas Finais


será que eu devo fazer a segunda temporada hoje?


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