História Paixão sem Limites - Capítulo 15


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Categorias Arrow
Personagens Felicity Smoak, Helena Bertinelli, John Diggle, Laurel Lance, Moira Queen, Oliver Queen (Arqueiro Verde), Roy Harper (Arsenal), Sara Lance, Slade Wilson, Thea Queen, Tommy Merlyn
Tags Felicity, Olicity, Oliver, Oliver + Felicity
Visualizações 196
Palavras 5.173
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu: Retornamos novamente ao PSL! Nossa convidada? Felicity Smoak!
Felicity: Olá!
E: Então, Fe, o que será deste encontro?
F: Será muitas... MUITAS SURPRESAS!
E: Assim você nos deixa curiosas!
F: Então é melhor começarem a ler... MUMAUMUAA *risada maléfica*

Capítulo 15 - Décimo Quinto Capítulo.


Fanfic / Fanfiction Paixão sem Limites - Capítulo 15 - Décimo Quinto Capítulo.


Após a guerra está ganha
Há sempre a próxima
Vou fazer o que é preciso para isso certo

 

- Você precisa ir! – implora Sara pela décima vez.   

Toda a minha confiança que havia tido se esvaiu. Simplesmente não consigo criar coragem para ir ao encontro. Antes de eu sair andando feito uma louca, Oliver marcou para nós se encontrarmos às 20h em um restaurante. Nosso primeiro encontro. Isto é surreal. Será que estou sonhando? Espero que não, pois uma parte minha está contente em dizer os meus confusos sentimentos e a outra parte sabe que não conseguiria tomar mais uma vez coragem. 

É algo normal, poxa, é apenas um encontro. Já sai com Oliver várias vezes, mesmo não sendo nada romântico. Eu sei os sentimentos dele por mim.... Mas não consigo deixar de sentir o frio em minha barriga. Será como andar em uma montanha-russa.  

Agora estou aqui, no apartamento de Laurel, deitada em minha cama com Sara ao meu lado tentando me convencer a recuperar minha coragem. Ainda bem que Laurel decidiu ir para casa de Tommy – pelo menos eu acho, pois não aguentaria as duas Lances falando em meu ouvido. 

Minha situação confusa está prestes a ficar mais confusa ao me deparar com Thea na porta.  

- Como pôde? - ela pergunta séria.  

- O quê? - me sento para encará-la melhor.  

- Disse para mim que não havia nada entre você e Oliver! - ah, não. 

- Não tinha, pelo menos eu achava que não, mas então eu vi a ex dele e percebi que há algo. - explico calma, mas minhas mãos estão suando. 

Sua expressão se suaviza fazendo meus nervos acalmarem.  

 - Finalmente! - seus dentes começam aparecer. - Achei que fossem enrolar ainda mais! - sua afirmação me fez franzir o cenho.  

- Como soube? - questiono intrigada. 

- Não foi tão difícil, eu dei uma passadinha na casa de Oliver e o vi todo sorridente! - seu comentário me fez revirar os olhos. - Coloquei pressão para que ele me contasse o motivo e, consequentemente, ele contou.  

- Você podia ser uma detetive sabia? - digo rindo da sua explicação.  

- Sim! - ela pisca para mim. - Mas, agora nós temos que fazer compras para você!  

- Sério? Da última vez que deixe que me vestirem, eu usei um vestido curto e apertado.  

- Fe, há muito tempo eu não vejo Ollie ir ao um encontro! Então, se ele a convidou, quer dizer que, será especial! Para isto, precisamos de uma roupa especial!   

Antes que eu dissesse algo, Sara interviu:  

- Speedy tem toda razão, se levanta agora! - manda tentando parecer intimidadora.  

Concordei levemente com a cabeça e me segurei para não soltar um riso com sua ''pose''. Me levantei da cama e comecei a seguir as duas loucas. Nós apenas paramos de andar quando chegamos perto de um carro. Em seguida, Roy saiu de dentro dele.  

- Parabéns Felicity! - comenta sorrindo.  

- Gente, eu irei apenas em um encontro, até parece que estou indo me casar. - comento tentando esconder minha timidez. Quantas pessoas já sabem disso?  

- Apenas os mais íntimos. - ele diz evasivo. 

- Mas você sabe que geralmente quando pessoas começam a sair juntas, futuramente irão se casar! - exulta Thea.  

- Espera, está dizendo que, do nosso relacionamento, você está esperando, casamento? - Roy questiona devagar. 

- Claro! Quem sabe um dia você me dá um anel de noivado?  

- Vai esperar sentada. - ele a responde e deposita um leve beijo em seus lábios.  

- É capaz da Speedy pedir a mão de Roy em vez dele fazer isso! - comenta Sara rindo e não consigo segurar mais minha risada.  

- Podem ter certeza de que, caso eu pedisse, seria o melhor pedido de casamento! - todas nós concordamos com a suposição de Thea. Eu não tenho dúvidas de que, se ela pedisse, seria o mais romântico e mais perfeito pedido de casamento.  

Nós paramos de papo e entramos no carro. O assunto era a explicação do porquê de Roy vir conosco. Ele segurará nossas sacolas e dará uma opinião masculina, pois ele sempre fez isso com Thea, sempre opinou em suas roupas. Ainda não consigo entender como eles não namoraram antes! Eles praticamente fazem tudo junto. 

Ao pararmos em frente ao shopping, nós quatro começamos a andar dentro do local em busca de algo que pudesse ser ''especial'' igual Thea diz. 

- O que achando desta? - aponto para um vestido branco. 

- Já vai vestida para casar? - zoa Sara. 

- Não! - reviro os olhos.  

- Então é melhor nem experimentá-lo. - concordo com sua opinião e entramos em uma loja. Cada um saiu para um lado e começou a buscar por uma peça de roupa. Voltamos a nos encontrar dez minutos depois e cada um segura uma peça de roupa, incluindo a mim.  

- Que roupa é está? - indaga Thea ao pôr seus olhos no vestido amarelo sem manga e sem decote. Seu olhor não é dos melhores. - Isto está longe de ser uma roupa especial!  

- Está difícil hoje, viu? Acho melhor eu ir pelada!  

- Aposto que Oliver irá adorar... - Roy comenta rindo. - Eu devolvo a peça no lugar, vá e vista a que as meninas escolheram. - ele sai segurando a peça que escolhi e a que ele escolheu.  

Visto primeiramente a peça que Sara escolheu. Uma blusa rosa e um shorts jeans.  

- Isto está terrível! - comenta Thea. - Como diabos penso que isto seria uma roupa especial? - sua pergunta se direciona a Sara.  

- Não pensei. Isto ficará bem em minha, não ficará? - eu as olhei com a boca aberta.  

- Por acaso eu sou manequim agora? - questiono frustrada.  

- Esta opção está descartada, vista a minha para ver se eu acertei. - concordo levemente e volto para dentro e visto sua roupa que é um vestido roxo, curto, colado e ousado. Quase não consigo vesti-lo e, quando consigo, fico com dificuldade em respirar.  

- Thea do céu! - exclama Sara. - Ela está parecendo uma prostituta!  

- Ei, olha como fala! Eu uso essas roupas. - ela se defende.  

- Estou vendo, porque você pegou o seu tamanho não o dela! - protesta e percebo que esta também não é a roupa ideal.  

Sinto que minhas chances estão na mão de Roy ao vê-lo voltar. 

- Meninas, por que a Felicity está usando as roupas que Thea costuma usar? - ele questiona rindo e me entrega sua peça. - Vista essa, eu tenho certeza de que ficará bem em você. Não costumo errar. - eu concordo levemente com a cabeça.  

Visto a roupa com cuidado e me dou uma olhada no espelho. De todas, esta foi a que caiu perfeitamente. Até me sinto mais confiante... 

- Oh, mulher! Morreu ai na cabine? - escuto a voz da Speedy e com isso saio de dentro do meu pequeno espaço e permito que todos possam julgar como ficou. - Que saco! - percebo exasperação em sua voz. Sinto meu rosto entristecer, pois eu tinha tanta certeza de que seria esta a roupa especial. - Aqui está os vinte reais que apostamos. - ela entrega dinheiro ao Roy.  

- Espera, vocês estavam apostando? - sinto uma raiva começar a crescer dentro de mim. 

- Ela quis apostar comigo. Pensou que desta vez, quem conseguiria escolher uma roupa apropriada seria ela. Podemos notar que ela perdeu, ou estou errado? - explica ele.  

- Por mim nós levamos essa roupa. - comenta Sara.  

- Não posso mentir, esta escolha ficou perfeita. - confessa Thea. Então, é realmente isso, esta é a roupa especial!  

- Obrigada, Roy! - eu lhe dou um pequeno abraço.  

- Ei! Ele é o meu namorado, sai de perto dele, você está de olho em Oliver não nele. - nós rimos com o ciúmes possessivo de Thea. Pelo visto ela não quer perdê-lo de maneira alguma.  

- Não se preocupe, eu quero apenas o seu irmão. - pisco para ela e volto para dentro da cabine para pôr minhas roupas de volta.  

Após comprarmos a minha peça de roupa e a das meninas que decidiram levar. Nós entramos em outra loja para comprarmos o sapato que combine com a roupa. Depois de muito tempo as meninas fizeram muitas compras e me ajudarem a combinar o sapato, nós voltamos ao apartamento para fazer o meu cabelo e a maquiagem. A cada minuto que se passou sentia minha ansiedade se aumentando, pensei que meu coração não fosse aguentar.  

Imagine que tristeza seria se eu morresse e não tivesse o meu encontro com Oliver? Não, primeiro eu preciso ter o meu encontro, depois a morte pode vir me buscar, porque eu tenho certeza de que não conseguirei sair viva deste encontro.  

- Está maravilhosa! - comenta Sara me dando uma piscada.  

- Sério? - questiono preocupada.  

- Olha, se eu não gostasse de Thea, pode ter certeza que eu daria em cima de você! - Roy tenta me incentivar com suas palavras nada delicadas.  

- Me desejem sorte? - pego a minha bolsa que contém o básico.  

- Nem vai precisar! Este encontro será o primeiro de muitos! - eu sorrio com o comentário. - Agora precisa ir, Diggle está esperando você do lado de fora. - explica Thea.  

- Ele vai me levar? - franzo o cenho.  

- Sim, agora anda! - seu tom sai autoritário e não penso duas vezes para fazer o que ela manda. Saio do apartamento e avisto Diggle me esperando. Coitado, como puderam metê-lo nesta confusão?  

O sorriso que ele abre para mim faz com que minhas bochechas peguem uma cor mais avermelhada. Não duvido que ele também saiba do meu encontro. Só falta aparecer nos jornais isso. A questão será: quem ainda não sabe?  

- Depender de como for hoje, aposto que nós iremos nos ver várias vezes. - comenta fazendo a reverencia que costumamos fazer. 

-Muito mais do que nos vemos? - sua cabeça concorda levemente. - Eu irei adorar se isto acontecer. - sorrio calorosamente.  

- É melhor irmos, não podemos nos atrasar. - ele abre a porta para mim. 

- Não podemos mesmo. - entro dentro do carro e agradeço. Não consigo em me conter pergunto ao meu amigo: Sabe o que Oliver planejou para hoje?  

- Posso lhe garantir que será muitas surpresas. - diz e vejo seu sorriso aparecer. - Quer uma dica? Permita que ele faça isso, não tente adivinhar tudo. 

- É fácil dizer, mas difícil fazer... - solto a frase no ar e seu sorriso se alagar.  

- Já lhe contei que tenho uma filha?  

- O quê? - o encaro surpresa. - Nunca disse isto a mim. Apenas falou que tem uma mulher!  

- Devo ter me esquecido. - usa isto como desculpa. -Ela se chama Sara e é uma gracinha, quem sabe um dia desses a levo para conhecer?  

- Colocou este nome em homenagem a nossa Sara? - pergunto curiosa.  

- Exatamente. Ninguém deve ter te contado, mas há alguns anos atrás, Sara se acidentou e correu risco de morte, ninguém nunca soube exatamente como foi o acidente, mas minha mulher fez uma promessa, que caso Sara sobrevivesse, ela iria colocar seu nome em nossa filha. Dias depois, Sara se recuperou e nós realizamos a promessa. 

- Isto é uma história em tanta! - exclamo. Por que será que Sara nunca me contou sobre seu acidente? Ela não prefere falar sobre isso? Provavelmente...  

- Eu estou falando sobre minha filha porque quero que uma dia desses venha nos visitar... 

- Eu adoraria. - sorrio. 

- Com Oliver. - conclui.  

- Pode contar comigo! - vejo que esta é uma de suas maneira de barganhar. - Como ela é? Se parece mais com você ou com a mãe?  

- Com os dois, ela é uma pestinha, mas responsável. Sabe ser realmente espertinha quando quer. Eu e Lyla estamos pensando em ter outro, para que a ela não se sinta sozinha. - seu pensamento volta para a família que ele tem.  

- É uma boa ideia, ter irmãos ou irmãs é algo realmente bom. Eu amava minha irmã, ela fazia tudo comigo, nós tínhamos um companheirismo sem igual. Tinha vezes que nós fazíamos questões de parecermos iguais para confundirmos nosso pais. - comento rindo.  

- Eu tenho certeza que se fosse comigo, eu surtaria. - ele brinca. - Qual era o nome dela? - pergunta curioso.  

- Diana. Tinha sido meu pai que escolheu. - conto sentindo muita saudade dela. - Apesar de nós ter sido gêmeas, ela era muito diferente da minha pessoa. Mas, nos dávamos muito bem.  

- Não fique assim. - ele pede. - Apesar de tê-la perdido, você conseguiu mais cinco novas irmãs com quem contar. - eu concordo levemente com a cabeça. 

- Sim, mas é estranho. Dizem que quando um irmão gêmeo morre, você sente um vazio, mas eu nunca senti, eu apenas sinto saudades, como se ela apenas estivesse longe de mim, sabe? Mas é melhor deixarmos para lá, agora eu tenho mais cinco novas irmãs loucas da cabeça. - dou uma risada ao pensar nas meninas.  

- É assim que se faz. Não podemos nos entristecer por aquilo que não temos mais, nós temos que agradecer por termos tido. Mesmo que não durou o tempo que desejamos.  

- John Diggle, o filosofo. Deveria escrever algo assim, pois não duvido de que ganharia um nota alta com os seus conselhos. - brinco com ele.  

- Não, os meus conselhos são exclusivos. - eu dou uma risada. 

O resto do percurso foi calmo, senti mais leveza em meus pensamentos. Falar sobre minha irmã e sobre a filha de John me fez relaxar. Eu não só tenho novas irmãs, como eu também tenho novos irmãos. Isto é realmente bom.  

Quando o carro parou em frente a um restaurante, me despedi e agradeci novamente a Diggle por tudo que fez por mim e por dividir comigo seus conselhos. Ao entrar no local, um homem me recebeu e questionou meu nome, eu o respondi e então ele me direcionou a uma mesa. Nenhum sinal de Oliver, mas quem poder culpá-lo? Estou adiantada, mesmo que seja apenas minutos. 

Meu olhar percorreu pelo lugar inteiro, e eu pude notar que minha mesa é a única que possui uma vela com a cor azul, eu a pego na mão com cuidado e avalio, há duas inicias, F do meu nome e O de Oliver – ao menos acho que significa isto. Devolvo no lugar e continuo a esperar.  

Sinto um arrepio e borboletas no meu estomago ao virar meu rosto e ver Oliver parado me fitando. Um pequeno sorriso surge em seus lábios e eu me levanto para cumprimentá-lo. 

- Achei que não fosse vir. - ele comenta e me abraça rapidamente, mas ainda sim com um toque de gentileza. Sinto meu coração palpitar ainda mais rápido com o nosso contato. Me desvencilho de seus braços e volto a sentar. 

- Por quê? - questiono e olho para os lados para recuperar os meus sentidos.  

- Eu não sei, apenas estou nervoso. - explica e eu lhe abro um sorriso.  

- Não é o único assim. - confesso e olho para ele que está me fitando. Ainda bem que o garçom logo surgiu perguntando qual é o nosso pedido. Mas logo que terminamos o pedido e ele saiu, Oliver continuou a me olhar. 

- Pare de me encarar assim. - peço timidamente. Como ele consegue me fazer sentir tanta timidez? Sempre fui tão confiante.  

- Eu gosto de olhar para você. - confessa curvando seus lábios em formato de riso. 

- Não devia ter dito isto, agora estou sem graça. - o olho de soslaio  

- Apenas a verdade. - sinto minhas bochechas queimarem. Este homem vai ser a minha perdição. Procuro por algum assunto que não nos deixei no silêncio e que não pareça forçado.  

- Como está a pestinha? - indago ao me lembrar da cachorrinha que parou em frente a porta de Oliver no dia da chuva. Eu não a vi em nenhuma das vezes quando fui na casa dele. 

- Ficará contente em saber que são duas pestinhas. A pestinha número um possui uma irmã, a coitadinha estava escondida entre os lixos para se manter aquecida.  

- Nossa, não acredito que ela ficou sozinha naquela tempestade. - fico surpresa com a informação. - Mas, o que fez com elas? 

- Adotei as duas. Ninguém apareceu atrás delas. Precisamos decidir o nome das nossas filhas. - ele pisca para mim e decido entrar novamente na brincadeira de papai e mamãe.  

- Adoro quando banca o pai responsável. - olho maliciosa para ele. - Que tal darmos para a  primeira cachorra o nome de Myara? - ele concorda. 

- Um bom nome, que tal chamarmos a outra de Donna, o que acha? - entristeço meu rosto automaticamente ao escutar o nome e isto não passou despercebido por Oliver.. - O quê? Não gostou do nome?  

- Não é isto. É que este era o nome da minha mãe. - forço um sorriso.   

- Desculpe, acabei me esquecendo. Eu posso encontrar outro. - pede clemência.  

- Não precisa. Eu gosto deste. - contemporizo. - Então está definido, o nome das nossas filhas será Myara e Donna. - concluo.  

Por sorte não continuamos o assunto, pois a comida chegou e, felizmente, começamos a devorar nossos pratos. Eu apenas pedi o simples, para evitar de passar mal no meu primeiro encontro. Enquanto comíamos em silêncio, não consegui evitar de pensar em minha mãe. Como ela agiria se soubesse que estou saindo com o filho da mulher que meu pai escolheu se casar e nos abandonar? Eu a conhecia bem, uma parte dela ficaria super feliz ao me ver saindo com alguém e, possivelmente, me apaixonado. A outra parte ficaria um tanto chateada em lembrar do seu ex-marido. Mas, acima de tudo, ela iria me apoiar como sempre.  

- Acho que estamos indo bem. - Oliver comenta quando terminamos de jantar.  

- Pensei que fosse ser estranho, mas, não está sendo. - limpo minha boca com o guardanapo.  

- É melhor irmos agora. - pede calmo e se ergue. 

- Por quê? - franzo o cenho. 

- Há outro lugar que nós temos que ir. - eu também me levanto e o acompanho. 

- Qual? - questiono curiosa. 

- Precisará vir comigo se quiser saber.  - incita.  

- Não, isto é chantagem! - falo indignada.  

- Isto é charme. - corrigiu-me. Bem, eu não posso simplesmente dizer que não vou. Provavelmente faz parte deste nosso encontro.   

Suspiro e concordo com a cabeça. Ele paga a conta e começamos a andar para fora do restaurante.   

- Oliver, o que está planejando. - tento conseguir alguma informação.  

- Eu irei te sequestrar. - brinca dando a mim um sorriso galanteador.   

- É mais fácil eu fazer isto com você. - desvio meu olhar de seu rosto e, consequentemente, me deparo com o carro que Diggle havia me trazido. Oliver abre a porta de passageiros e não vejo nenhuma presença de meu amigo moreno. Logo em seguida, Oliver entra na parte do motorista. 

- Onde está o Diggle? - pergunto com um pouco de preocupação por meu amigo.  

- Provavelmente com a sua familia, ele apenas deixou o carro para que eu seja o nosso motorista - comenta me fazendo estranhar. O que diabos Oliver está planejando? Não consigo pensar em nada que faça sentido.  

No percurso inteiro ficamos em silêncio. Provavelmente uma maneira de me manter ainda mais curiosa. Maldito!  

O carro parou em frente a um lugar pouco iluminado, mas reconheci ser a casa de Oliver. Espere, o que estamos fazendo aqui? E o que eles estão fazendo aqui? Me pergunto quando meu olhar se depara com duas figuras: Tommy e Laurel. Mas, eles não estão sozinhos, estão segurando um... Cavalo? Não estou entendendo mais nada. Tento manter minha expressão neutra, mas é complicado esconder.  

- O que fazem aqui? - os abraços rapidamente. Nós estamos longe da entrada da casa.  

- Não podíamos perder este encontro épico. - responde Laurel.  

Oliver logo sobe no cavalo e me encara.  

- Não vai me acompanhar? - pergunta com um sorriso convencido no rosto. Provavelmente deve estar feliz com a minha surpresa.  

- Irei ajudá-la a subir, docinha. - se oferece Tommy e eu aceito. 

Mesmo com a ajuda, subo com certa dificuldade e envolvo meus braços na cintura de Oliver. Quando sinto que estou perfeitamente sentada, não hesito em perguntar:   

- Qual é o plano? 

- Apenas um passeio romântico a cavalo. - ele me olha de soslaio e começamos a andar devagar.   

- Tomem cuidado e juízo! - manda Laurel e começamos a nos distanciar dos nossos amigos. Sinto minha respiração ofegar. Nunca calvaguei em um cavalo e nunca pensei que eu faria isso. Não que eu achasse uma coisa chata, mas nunca foi um desejo meu.  

 - É melhor se segurar bem em mim. - pede Oliver e eu aperto ainda mais sua cintura para garantir minha segurança.  

- Por que não me disse que íamos cavalgar? Eu teria vindo com uma roupa mais apropriada. - resmungo como uma velha.  

- E perder a surpresa? Não se preocupe, apenas curta as estrelas. - reviro os olhos com o seu comentário mesmo que ele não possa ver.  Uma parte de mim está achando tudo isto exagerado, pois, quem diabos faz isto em um primeiro encontro? Não que eu tenha uma vasta experiencia em encontros, mas, mesmo assim, é exagero. No entanto, a outra parte está adorando! Ninguém nunca fez isto para mim, nem mesmo se esforçou para fazer um terço do que Oliver fez esta noite. Realmente, estou adorando ser paparicada.  

É estranho como Oliver me faz sentir. Não há nada comparado a esses sentimentos, mas será possivel eu amá-lo? Não. Isto é loucura! Eu o conheço há pouco tempo... Apenas gosto dele. Estou confundido, provavelmente exagerando. Mas, pelo menos tenho certeza de que Oliver está me fazendo sentir tantas coisas que jamais senti por meu ex. Será que eu também causo esses efeitos nele? Ou seria possível que ele já fez essas exagerações para outras antes de mim e eu apenas estou me iludindo?  

Evito de pensar em outras que tiveram com Oliver antes de mim e foco na estranha iluminação a minha frente. É a árvore na qual eu e ele treinamos. Ela está com várias luzes no tronco e, logo em frente, o lago está com velas na água.  

Quando acabo de olhar toda está belezura, reparo que nós não estamos sozinhos. Caitlin, Barry, Kara e Cisco, eles estão aqui conosco, finalizando de colocar a última vela na água.  

- Surpresa! - exclama Kara e Caitilin juntas muito animadas me fazendo sorrir.  

- Planejaram tudo isto? - pergunto e desço do cavalo com ajuda de Oliver 

- Correção: Oliver planejou tudo isso e nós apenas o ajudamos. - pisca Cisco para mim.  

- Agora iremos deixar os pombinhos a sós. - disse Barry saindo com o resto do pessoal. Eu sussurro um breve obrigada e volto minha atenção ao homem parado em minha frente.  

É tão bom olhá-lo.  

- Oliver, por que fez tudo isso? - faço a pergunta que eu deveria ter feito deste que subi no cavalo. Isto tudo é demais para minha pessoa. Eu não mereço isto.  

- Para provar que estou falando sério, para você ver que pode me dar uma oportunidade. Não sou como o seu ex, não sou como seu pai. Eu sou eu e espero ser seu. - diz sereno, fazendo meu coração palpitar mais rápido do que o normal.  

- O que está dizendo? - coloco a mão em seu rosto, sentindo a necessidade de sentir seu toque com a minha pele.  

- Estou dizendo que, se você quiser, possamos ir a outro encontro. - aquele toque nos fez estremecer e  nos arrepiar.  

- Mas este nem acabou e já está pensando em outro? - abro um largo sorriso.  

- E em muitos mais. - ele também sorri.  

- Eu não sei dizer o que estou pensando ou sentindo. - murmuro baixo e tiro a mão de seu rosto e paro de encará-lo.  

- Eu sei o que estou sentindo e é uma paixão sem limites. Eu te quero, baby. Lamento não ter deixado tão claro. Mas agora sabe sobre meus sentimentos e os seus? - seu corpo se aproxima para perto do meu e eu volto fitá-lo. 

Os meus sentimentos? Como dizer ou explicar a este homem sobre tudo que estou sentindo? Não há palavras que consiga expressar. Há apenas um ato. Uma ação.  

Me aproximo para mais perto e avanço para beijá-lo. Ele demorou um segundo para corresponder, provavelmente não esperava que eu fosse lhe beijar. Provavelmente pensou que eu diria mais alguma coisa de sermos amigos, mas, agora consigo entender que, em meu coração, eu nunca conseguirei ser apenas sua amiga. Gosto de chamá-lo como minha perdição, pois nunca senti algo comparado a isto que estou sentindo por ele. Isto me deixa perdida, não em um deserto, sim em um oceano, o de seus olhos.  

Não entendo quando surgiu este profundo sentimento, este sentimento que não é possivel compreender, apenas sentir. Sentir ao máximo e se degustar com ele.  

Nosso beijo se torna ainda mais feroz e mais envolvente. Só percebo o que estou fazendo quando puxo a camisa de Oliver e paro para recuperar o meu oxigênio. No que estou pensando? Ou melhor, por que eu não estou pensando? 

- É melhor pararmos. - digo ao recuperar o folego e devolvo a blusa de Oliver.  

- Está certa. - ele concorda e tampa a bela visão que tive de seu peitoral. Talvez eu deva dizer para ele tirar outras peças... Não, eu não sou assim. Nunca fui fácil e não serei agora. - Gostou? - pergunta com malicia, mas reparo que sua pergunta não se refere ao beijo.  

- Sim. - respondi sentindo minhas bochechas ruborizarem. - Vamos se sentar um pouco? - digo já me sentando, minhas pernas estão bambas com o nosso último ato.  

- Que tal aproveitarmos esta bela visão e falarmos coisas que não sabemos um do outro. Encontros são para isso, certo? - indaga com um brilho nos olhos.  

- Eu nem sei mais o que encontro significa. Tudo isto que fez... É surpreendedor. - falo ainda admirada.  

Será que tudo isto irá durar quando meu pai e Moira voltarem? Ou tudo estará acabado? Não, eu não vou estragar a nossa noite pensando já em um final triste. Eu preciso aproveitar este momento, não posso me preocupar com algo que possa nem acontecer. Se Oliver fez tudo isto por mim, não acho que só pela volta de nossos pais, nós teremos um final trágico.   

- Já que está sem palavras, eu direi um pouco sobre mim. - começa a contar. - Nesses últimos cinco anos, eu pensei que não encontraria outra mulher e então, cogitei em adotar uma criança.  

- Um filho? - fico ainda mais surpresa. - Isto é inacreditável! Pelo visto você realmente quer uma família.  

- É um dos meus maiores desejo. - ele sorri para mim.  

- Mas o que aconteceu para não adotar? - quero saber mais desta nova informação.  

- A cidade precisou da minha empresa e aquilo requeria muita atenção minha, com isso, eu não pude fazer a papelada correta para adotar uma criança e percebi que enquanto eu tivesse que me preocupar com muitas coisas, eu não daria conta de cuidar de um filho sozinho. - deu de ombros como se aquilo não fosse nada. Mas, mesmo eu não o conhecendo há tanto tempo, percebo que isto o deixou incomodado.  

- Você é o aposto de mim. - comento e percebo curiosidade em seu olhar.  

- Por que diz isto? - sua sobrancelha esquerda se levantou.  

- Eu nunca cogitei em ser mãe. Não é um dos meus maiores desejos. - digo sorrindo. - Parte de mim considera que um filho te prende e eu não estou pronta para perder para sempre minha liberdade.  

- Isto não é nada bonito a se dizer. Você é uma filha, acha que prendeu sua mãe? - quase que dou risada de sua expressão. Nunca o vi ficar irritado comigo deste jeito. E eu nem acredito que ele mordeu por estarmos falando sobre filhos.  

- Claro que não. Minha mãe e meu pai me tiveram quando ambos concordaram em ter filhos. Pelo menos era isso que ambos afirmaram. - comento pela primeira vez feliz ao me lembrar de ambos. Todas as vezes que pensava neles juntos, uma pequena tristeza me invadia. Mas, neste momento, me sinto feliz ao pensar nos dois. 

- Já no meu caso eu vim ao mundo sem nenhuma permissão. - seu rosto se suaviza. 

- Você sempre é um ser surpreendente! - pisco para ele.  

- Se acostume, pois comigo sempre será surpreendida. -  eu concordo levemente com a cabeça e me deito em seu peito.  

- Espero que seja sempre coisas boas. - fecho meus olhos e imploro que Oliver nunca me decepcione, que desta vez, as coisas deem certo.  

- Conte comigo para animar seus dias, baby. - ele começa acariciar meu cabelo.  

Paramos de falar e ficamos apenas encarando o lago com suas velas. Ele realmente planejou tudo isto por mim, ele realmente está se esforçando. Eu sou sua prioridade, seu objetivo. Eu tenho certeza dos seus sentimentos em relação a mim. E eu tenho certeza em relação a ele.  

- Sabe, hoje você me contou o que sente por mim e eu não te disse como eu me sinto em relação a você. - arrumei minha postura para encará-lo melhor. 

- Não precisa.  

- Acontece que eu preciso lhe dizer.  

- Então fique à vontade. - ele pisca para mim.  

- Você é como uma montanha-russa, como um mar, sempre cheio de surpresas e me faz sentir um frio na barriga. Na primeira vez que nos vimos, você me ajudou com Thea. Percebi um cavalheirismo em você, mas a noite foi andando e, no final dela, percebi que você era como eu. Uma pessoa que se decepcionou com o amor e criou uma barreira. Mas, você derrubou a minha e eu derrubei a sua. A paixão que sinto por você é imensurável.  

- É uma paixão sem limites?  

- Sim, ela não tem limites. - sorrio com sua ideia.  

A noite começou a esfriar e com isso Oliver decidiu me levar de volta para o apartamento. Ele me deixou até a porta e senti a necessidade de agradeço: 

- Obrigada pela noite. - digo sorrindo.  

- Eu quem agradeço. - percebo malicia em seu sorriso. Eu lhe dou um suave beijo em seus lábios e o abraço carinhosamente desejando ficar em seus braços. 

Mas, quando nos soltamos, viro meu rosto automaticamente para o lado e vejo uma pessoa que jamais pensei que fosse retornar a ver novamente.  

-Cooper?


Notas Finais


O que será que vai acontecer? Aliás pessoas, cada assunto de conversa que eu trago na fic, não é atoa, então, é melhor começarem a pensar o porquê de eu colocá-los para eles conversarem sobre esses devidos assuntos.... HAHAHAHA

Nos vemos no domingo ou no sábado que vem?!

(Qualquer erro me avisem)


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