História Palacena - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Sobrenatural, Suspense, Terror, Universo Alternativo
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Palavras 3.234
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


T^T Me desculpem povo, demorei muito postar, mas é que as aulas voltaram, estou trabalhando no fim de semana pra descolar um dinheirinho etc mas todo dia eu escrevia um pouquinho e aqui estamos. Aproveitem o capítulo, é agora que a coisa vai começar a pegar :3

Capítulo 3 - Realinança


Fanfic / Fanfiction Palacena - Capítulo 3 - Realinança

Não parava de jeito nenhum de ficar batendo meu lápis na mesa. Batia tanto que até mesmo eu estava incomodada. Estava relutante em olhar o que Ellie escrevia em seu caderno e não queria mesmo olhar para Caim. Tenho certeza de que ele está me encarando agora, ele nem tem cara de quem ainda está no ensino médio. Ele provavelmente deve estar fazendo sinais estranhos pra mim. 

Comecei a olhar para os lados bastante incomodada é aquela professora não parava de jeito nenhum de escrever alguma coisa no quadro. Suspirei e não resistir, olhei só um pouquinho para trás e, para minha surpresa, Caim estava escrevendo a aula normalmente em seu caderno.

Escuto sinos e anjos cantarem quando o sinal bate e me levantei tão rápido que a cadeira caiu, fazendo um enorme barulho, além disso, sai da sala na mesma velocidade, poderia ter deixado um rastro de fumaça ali.

Deixei todas as minhas coisas jogadas em cima da mesa mas nao ligava, tudo o que queria era ficar longe daqueles dois. Andava rápido pela escola nova procurando o lugar mais cheio de testemunhas, digo, alunos por precaução, mas não sei o que deu em mim que... Eu nem percebi que cada vez mais estava indo para partes desertas do colégio, como se algo me atraísse, um ímã sobrenatural. Logo, me vi em uma escola completamente deserta. 

Aquilo era estranho, estava no intervalo, a escola deveria estar cheia de pessoas, mas não, estava deserta e terrivelmente silenciosa, além disso, desde quando as paredes são cinzas? Se eu não me engano as paredes são verdes e brancas por dentro, não um cinza escuro. Algumas lâmpadas dos corredores piscavam, os ventiladores de teto giravam lentamente e o único som do ambiente eram os pingos que caiam do bebedouro. Era assustador.

Tentei não me apavorar, eu estava bem, só tinha que continuar andando por aqueles corredores até encontrar alguém confiável ou até sair ao ar livre, onde eu poderia correr se algo perigoso acontecesse.

- Você está agora na toca dos monstros. - Uma voz disse na minha orelha e congelei. Literalmente parei onde estava e fiquei lá, com os olhos arregalados escutando as batidas de meu coração ficarem cada vez mais altas e em câmera lenta. Eu sentia que havia alguém atrás de mim e que eu não deveria olhar para esse alguém de jeito nenhum, quem quer que fosse que estivesse atrás de mim, estava praticamente colado no meu corpo.

Podia sentir os braços, o tronco e até mesmo a respiração em cima da minha cabeça; - Aqueles que possuem ignorância para enxergar não podem exigir a verdade. Pobre Jenn. Pobre Jenn. – A voz horripilante disse. Não era nem feminina nem masculina, era perturbadora, rouca e arrastada, um gemido sussurrado como se fosse a voz do vento.

- Pobre Jenn? – Indagei tentando arrancar alguma resposta do... Que quer que fosse que estava atras de mim e escutei um grunhido estranho. Eu queria gritar mas sentia que não podia, que não devia. Discretamente, coloquei a mão no meu bolso e peguei o meu celular, eu nem lembrava que ele não estava ligando, mas eu me sentia mas segura assim.

- Você sabe qual é o principal conceito da teoria do caos? Uma pequenina, bem pequenina mesmo mudança no começo de um evento já predestinado pode trazer consequências completamente castatróficas e desconhecidas no futuro, causando um caos no espaço-tempo. E aí chegamos no efeito borboleta, os paradoxos nunca são quebrados porquê não podemos nos desligar de nossa própria quarta parede. Entende Jenn? Seu paradoxo é uma obra prima. Seu pecado? Um grande entretenimento. Assistir você roer as unhas sem saber o que fazer em completo desespero mesmo com as respostas estancaradas na sua cara não é divertido, é intrigante. Pobre Jenn. Pobrezinha da Jenn.

- Falou sobre o meu paradoxo, o meu pecado, que coisas seriam essa? Por que em vez de ficar falando coisas sem sentido não fala logo o que quer de mim? – Perguntei trêmula apertando os punhos. Quero que ele continue falando para me dar tempo de pensar em algo.

- Não deveria perguntar isso... Para o Impuro? – Perguntou a voz e quando pisquei os olhos, as cores da escola estavam de volta e ela estava lotada de pessoas e barulho; - Caim. – A voz sussurrou em meu ouvido antes de sumir completamente e cerrei os dentes. Então aquele maldito realmente está por trás de tudo.

Fiquei caminhando de sala em sala procurando por Caim quando nem senti alguma coisa puxando o meu braco. Me virei rápido e vi Ellie com sorriso gentil bem estranho no rosto.

- Estava te procurando. Onde foi com tanta pressa? Você praticamente saiu voando da sala. Minha mãe é psicóloga e me ensina algumas coisas, eu sinto quando as pessoas estão diferentes.

Ah, que ótimo, mas essa agora. Tinha que inventar uma desculpa rápida. Imediatamente, fingir estar tonta.

- É que... O-Ontem foi o aniversário do meu tio e... Acabei e-exagerando na comida, eu comi tanto que minha barriga está doendo muito e naquela hora tudo quis sair.

- Puxa, você está bem? Eu tenho remédio para enjoo se quiser...

- Não, muito obrigada mesmo, mas eu estou bem, só preciso descansar. – Falei olhando para os lados, tinha que me afastar dela, sentia que tinha que fazer isso. Ellie possuía uma aura misteriosa e sombria em volta dela, o que me preocupava.

- Ficou sabendo? Parece que não vamos ter mais nenhuma aula. É coisa natural de primeiro dia de aula, nunca temos todas as aulas, acabei de ficar sabendo disso. Vai fazer alguma coisa?

- Eu... Vou pra casa.

- Por que? Somos meninas adolescentes, qual a graça em ir pra casa tão  é cedo? Podemo visitar aquela loja de roupas que inaugurou recentemente no centro da cidade.

- Não, obrigada. Lembra que eu não estou me sentindo bem? Então, eu vou pra casa e descansar, quem sabe amanhã. Provavelmente também vamos sair cedo. 

- Tudo bem, é justo. Eu não deveria pedir isso quando você não está se sentindo bem. Desculpa, e melhoras tá? - Ela perguntou e saiu andando, quando parou; - Ah, e mais uma coisa Jenn. Manda um abraço pro Ayk, eu amo gatos. Tchau. - Ela disse indo embora e arregalei os olhos. Como, COMO Ellie sabe que eu tenho um gato? Eu nunca falei para ela e ainda por cima sabe o nome dele? Isso está completamente bizarro.

Sem controlar, fiquei muito ofegante, sem conseguir respirar normalmente ou mudar as expressões de meu rosto. Me virei tão perturbada que acabei esbarrando em alguém. 

- Caim. - Disse entre os dentes fazendo cara de raiva e ele sorriu sarcasticamente; - Precisamos conversar. - Disse segurando em seu pulso e saindo levando-o. Fomos até o refeitório e nos sentamos em uma mesa.

Bati os punhos na mesa e olhei bem em seus olhos; - Muito bem, eu vou direto ao ponto. Quem é você? Por que está me seguindo? Quem é a Ellie? Que merda é 8.1? Me responde tudo sem parábolas ou metáforas, agora. - Ordenei e ele suspirou cruzando os braços.

- Depende de seu ponto de vista.

- Do meu ponto de vista? Do que está falando? Eu disse sem metáforas. - Já estava me desesperando e falando alto.

- Não é uma metáfora. Você não está fazendo as perguntas certas e provavelmente não espera nenhuma resposta, tudo o quer é livrar disso não? A questão é que você não está enxergando a coisa como um todo. - Ele fechou os olhos e coloquei uma das mãos na testa.

- Enxergando? Aqueles que possuem ignorância para enxergar não podem exigir a verdade... Não é? - Falei com uma voz trêmula é bastante pensativa.

- Onde ouviu isso? - Ele abriu um dos olhos com o rosto bem sério e novamente olhei em seus olhos.

- O que significa Impuro? Qual o meu pecado e paradoxo de quem estão atrás? Como a Ellie sabe do meu gato? 

Ele ficou em silêncio e nos encaramos por vários segundos até ele colocar os braços atrás da cabeça. - Pensei que resistiria mais, sua mente e sanidade estão cedendo muito rápido, se continuar assim vou perder minha aposta para o Realinança. 

- Realinança?

Ele virou os olhos. - Por que você não me pede para explicar coisas melhores? Quero dizer, ao invés de me perguntar como a Ellie sabe de seu gato, não deveria estar querendo saber o que são aqueles vídeos e áudios em seu celular?

- Não me importa mais aquilo. Lembra que o cartão de memória que você me deu fez ele não ligar mais? 

- E por que você não assistiu antes disso? Você é burra? Achava que era o quê? Vídeos que depois de 7 dias que assistisse um fantasma ia vim te pegar? Aquilo ali era o seu mapa para quando entrasse em Palacena, seu guia, seu kit anti-bombas.

- Você não está falando coisa com coisa. Fala de um jeito que eu entenda. Você disse antes que dá para recuperar meus arquivos, certo? Tem razão, eu não me importo com nada, só quero que tudo isso acabe, então me dê explicações precisas.

- Ou o quê? - Ele perguntou e me calei abruptamente. Realmente, o que eu poderia fazer? Ele não é um criminoso, não posso denunciá-lo só por estar me assustando, além disso, que provas eu tenho? De repente, abri os olhos. Sim, eu posso denunciá-lo.

- Ou eu vou denunciá-lo para a polícia. A câmera de segurança da assistência viu que você me fez roubar uma capa de celular.

- Nossa, que ameaça perturbadora e cruel. Estou muito preocupado, eu não quero ser preso, oh não. Eu vou ali pro canto pensar no que fiz. - Ele diz com ironia e cerro os dentes. O que eu posso falar pra ele para ele me responder? Não consigo persuadí-lo. Olhei para o lado e vi Ellie chegando no refeitório com o mesmo sorriso estranho. Eu tenho que ir embora imediatamente.

- Só uma das perguntas, só uma delas, por favor responde. - Já estava quase implorando e pela expressão do rosto dele, vi que ele resolveu ceder um pouco.

- Tudo bem...  Você precisa tomar cuidado com o Realinança, ele fica te observando e estudando das sombras, do mundinho dele... Deles. Você tem que dá um jeito de fazer seu celular ligar e assistir os vídeos, vai entender algumas coisas.

- Antes de nós separarmos para vim para a escola, você disse que queriam me colocar em um altar. O que isso quer dizer?

- Eles acharam a modelo perfeita para eles. Estão atrás de você porque você é o novo alimento deles, eu também era um deles até... Ficar impuro, mas essa é outra história.

- Alimento? - Quase gritei

- Não literalmente.  É difícil explicar uma vez que estou limitado em falar certas coisas. Não estou explicando de forma clara por quê não consigo e não por quê não quero. Jenn, eu sou tão refém deles quanto você. - Ele fala e dou alguns passos para trás.

Sem falar mais nada, pego minhas coisas e saio andando rápido. Coloco o capuz de minha blusa para Ellie não me vê e entro no meio de vários alunos, para dificultar ainda mais a visão dela. Quando saio do colégio, aproveito e entro no meio de um grupo de alunos que também saíam até me sentir segura. 

Cheguei na praça de minha cidade e sentei no mesmo banco de antes. Dezenas de perguntas perambulando pela minha mente, minha cabeça doía, eu não faço ideia por onde começar a resolver esse problema.

Pego meu celular e tento ligá-lo, nada. Tento retirar o cartão de memória para checar e mesmo assim ele não liga. Guardo novamente ele e passo as mãos na cabeça abaixando o capuz. Que droga está acontecendo comigo? Ponto de vista? Pecado? Alimento? Nada faz sentido. Desde que eu me lembro eu moro com a Elisa e nunca me relacionei com ninguém, nem com amorosamente, nem em questão de amigos. Nunca fiz nada pra ninguém, que pecado seria esse?

Elisa só chega a noite, mas eu tenho que ir para o meu apartamento, afinal, se Ellie sabe do meu gato, é porque já o viu, mas ele nunca sai do meu apartamento, então se ela o conhece é porque já esteve em meu apartamento, o que é muito macabro se for pensar a respeito.

Levantei do banco quando me lembrei que deixei minha mochila e minhas coisas no colégio. Que merda, eu não vou voltar lá. Alguém deve entregar na diretoria ou coisa parecida, tenho coisas muito piores para me preocupar. 

Por ser perto, vou andando calmamente até chegar no meu prédio. Entro no saguão e me dirijo até o elevador.

- Ahh, oi Jenn, como foi o primeiro dia de aula? Fez amigos? A escola é tão boa quanto dizem? - Perguntou a recepcionista e suspirei muito cansada.

- Aquela escola é um estouro. -  Falei com duplo sentido e entrei no elevador. Apertando para ir para o quinto andar. Como de costume, me encostei no canto e abaixei a cabeça, preciso organizar minhas informações, minha cabeça está uma bagunça total. Senti um alívio enorme quando o elevador parou no quinto andar e abriu suas portas.

Caminhei até meu apartamento e quando entrei, tranquei logo a porta. Me virei e senti mais um alívio quando viu Ayk andando em cima do sofá procurando a melhor posição para dormir, porém agora, tenho mais uma preocupação. Caim disse que esse tal Realinança, com quem ele tem uma aposta, minha me estudando das sombras, vou fazer o meu melhor para ficar longe de luzes fortes. 

- Ayk, eu vou fazer um lanche, espera aqui tá. - Digo fazendo carinho nele e indo até a cozinha. Porém, ao chegar na porta, vejo uma pessoa lá de costas, com um manto preto de capuz. Meu coração gela e fecho a porta, ficando encostada nela. Lentamente, vou abrindo a porta e não havia ninguém na cozinha.

Era só o que faltava. Além de tudo o que está acontecendo comigo, agora estou tendo visões? Calma Jenn, isso é só coisa da sua cabeça, tudo o que eu preciso é de uma boa noite de sono. 

Entro na cozinha cautelosa e vou direto para a geladeira, beber água. Abri a mesma, encho um copo de vidro e começo a beber de olhos fechados, tentando me acalmar quando a água começa a ficar com um gosto estranho. Quando abri os olhos, vi o líquido vermelho no corpo e imediatamente reconheço o gosto: sangue. 

Soltei o copo no chão, fazendo o mesmo quebrar em vários pedaços e me afasto assustada, olhando para as minhas mais trêmulas, contudo, quando olho novamente para o chão, no lugar do "sangue" havia apenas água junto aos cacos de vidro, o gosto também sumiu de minha boca. Outra visão?

Coloco a mão na testa com uma vontade enorme de gritar. Quando isso vai acabar? Tem menos de um dia que essas coisas estão acontecendo e sinto como se meu corpo fosse se rasgar ao meio. Só quero sossego. Novamente, respirei fundo e tentei me acalmar.

Fiz o lanche e fui para a sala, sentando do lado de Ayk que ficou subindo em mim o tempo todo querendo a minha parte do sanduíche em vez de comer a sua. Liguei a televisão mas não conseguia prestar atenção em nada do que passava. 

Peguei novamente meu celular mas ele ainda não ligava. O que eu poderia fazer? Não consegui terminar de comer meu sanduíche e abaixei a cabeça. Nem sei mais o quê pensar, sei que as coisas da minha mente estão se misturando com as coisas reais e me sinto como uma bola de futebol, sendo jogada de um lado para o outro como se não fosse nada.

Como estou sozinha, ninguém aqui irá ver. Coloco as mãos no rosto e então começo a chorar, começo a colocar para fora tudo que segurava dentro de mim. Chorava alto mesmo, soluçando e resmungando. Abraçei Ayk, ficando assim por vários segundos, me sinto extremamente indefesa, mas até mesmo Caim disse que é refém deles, DELES, no plural. Mais de uma pessoa estão atrás de mim e eu não fiz nada, só quero que tudo isso acabe. 

Escuto um som estranho e quando levanto a cabeça, outra coisa estranha começa a aparecer. Por todas as paredes e tetos, dezenas e dezenas de palavras feitas a carvão começaram a serem escritas simultaneamente. Era a mesma frase se repetindo: "Entre no nosso jardim. Entre no nosso jardim..." e assim em diante. Mordi o lábio inferior, sabia que aquilo não era uma visão, ou era? Eu nem sei mais, quase não estou me importando mais, como Caim disse, minha mente é realmente fraca.

Deitei no sofá, escutando aqueles sons terríveis de carvão escrevendo na parede e abraçei ainda mais meu gato. Depois de minutos naquela forma, acabei pegando no sono.

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- JENN! JENN! - Escutei uma voz me chamando apressada e abri meus olhos de uma vez. Onde estava? Se me lembro bem eu estava dormindo no sofá de meu apartamento, que lugar era aquele? Tudo a minha volta era escuridão. Não tinha chão, nem paredes ou teto, estava no meio do vácuo e quando andava, ondas saíam de meus pés, como se houvesse água no chão.

Não tinha para onde ir, tinha certeza de que estava dando voltas. Espalhadas por toda escuridão, havia muitas portas, algumas normalmente, outras deitadas e outras flutuando no ar de cabeça para baixo. Havia cadeiras espalhadas e muitos brinquedos, além disso, havia muitas escadas que não levavam a lugar nenhum, assim como escadas deitadas no ar, onde não tinha como andar. Era como se não existisse as leis da física ali.

- JENN! - A voz familiar novamente disse ecoante na minha cabeça, mas o que eu podia fazer? Não faço ideia de onde ela vem, ou mesmo de quem é. Parei de andar ao chegar na frente de um imenso muro onde estava escrito a sangue no nome "Realinança". Nesse muro, havia grades que levavam para uma jaula. Caminhei até lá e me abaixei. Eu sabia que havia alguém naquela jaula mas a escuridão do lugar não me deixava ver.

- JEENN!!! - A voz novamente chamou e de repente abri os olhos, acordando com o susto. Olhei a porta, vendo o trinco se mexendo e quando olhei pela janela, vi que já estava de noite.

- Já vou. Calma mana. - Disse me levantando sonolenta e indo até a porta. Quando abrir, Elisa entrou rápida.

- O que aconteceu? Estou lhe chamando a mais de 20 minutos, os vizinhos já estavam comentando e ficando preocupados, quase tive que arrombar a porta. Amanhã vou fazer uma cópia dessa chave e quantas vezes eu já disse que não é para dormir quando trancar a porta? - Ela falou bem alto, bem, ela tinha total direito e razão.

- Desculpa, foi mal mesmo, não vai mais acontecer. - Disse cansada e ela colocou sua bolsa em cima do sofá.

- Caramba, não me preocupe desse jeito. Fiquei pensando em milhões de coisas que poderia ter acontecido com você. Não faça mais isso tá legal? - Ela fala indo para a cozinha e olho em volta, para as paredes e tetos todos rabiscados, se a Elisa não viu, então é coisa da minha cabeça.

Sentei novamente no sofá e abaixei os olhos. Qual o meu próximo passo? O que vou fazer? Vou continuar indo para a escola normalmente vendo Ellie e Caim como se nada estivesse acontecendo? Me sinto inútil ao pensar nessas coisas, me sinto abandonada e jogada para escanteio. Estou sozinha nessa confusão.

... Realinança... Meu novo problema.

 



Notas Finais


Oiii pessoinhas. Qual será o novo problema da Jenn hein? Já foi 8.1, agora Realinança, um ainda mais estranho está por vim. Espero que tenham gostado e até a próxima. ^^ ❤❤


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