História Paladinos do Limoeiro - Capítulo 36


Escrita por: ~ e ~Liam_Matoso

Postado
Categorias Turma da Mônica, Turma da Mônica Jovem
Exibições 10
Palavras 1.200
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 36 - Admirável Mundo Novo


- E agora?

Magali acabara de perguntar, olhando para a fachada de sua casa. O lugar em que antes fora seu quarto agora era um buraco grande o suficiente para deixar passar um van. Durante a Batalha, sua casa havia sido bombardeada pelos meteoritos de Feio, assim como as da Mônica, Cebola e Cascão. Por sorte, seus pais estavam procurando por eles quando tudo ocorreu. Afinal, no segundo em que a Dona Cebola ouviu a mensagem de seu filho comunicou os outros pais e eles tentaram encontra-los e impedi-los de continuar com aquilo. Graças a Cebola, agora eles estavam vivos para poderem deixar suas crias de castigo.

            - Não se preocupe. Vou garantir que a minha empresa pague por tudo que não estava no seguro. Não só as suas casas, como a cidade inteira.

Franja disse, tentando tranquilizar seus amigos enquanto observavam um guindaste puxar a enorme rocha de carbono pelo buraco no teto.

- Sabe, acho que até posso transformar os últimos andares da minha torre em um grande apartamento de luxo. Vocês podem viver juntos lá até as reformas terminarem. Se bem que os engenheiros disseram que seria mais fácil demolir o resto e construir casas novas do nada.

            - Valeu mesmo, cara. Mas o problema agora é outro.

Respondeu Cebola enquanto observava seus pais se aproximando lentamente. Ele estivera evitando falar com os dois desde a revelação bombástica, mas agora eles pareciam decididos a conversar sobre toda aquela história.

- Vocês acabaram de passar por essa discussão. Como foi?

            Mônica respondeu primeiro:

- Meus pais não estão nada felizes. Mas meu pai confessou que estava orgulhoso por eu ter descoberto algo bom para fazer com meus dons. Na verdade, eles estavam mais preocupados com vocês. Minha mãe até me fez prometer cuidar de todo mundo enquanto continuassem com essa história de herói.

- Os meus gritaram comigo por meia hora antes que eu os convencesse de que estaria seguro o tempo todo. No final, chegamos num acordo de que eu poderia continuar salvando pessoas se as minhas notas não caíssem. Na verdade, eles ficaram até um pouco aliviados por eu não estar envolvido com drogas. Mas tiraram meus gibis assim mesmo.

Cascão concluiu com um bufo. Magali acariciava Mingau enquanto falava:

- Eu queria que os meus tivessem gritado, mas eles nem aumentaram a voz. Só ficaram dizendo o quanto estavam decepcionados comigo. E nem foi por eu me tornar uma vigilante, mas foi por eu ter escondido isso deles. Mas, bem, no final eles concordaram que o que estivemos fazendo é importante e me deixaram continuar. Mas, ainda assim, queria não mentido pra eles.

Cebola não conseguiu se sentir mais confiante com a história de seus amigos como queria. Mas mesmo assim respirou fundo e seguiu em frente. Franja o segurou pelo ombro e tentou lhe passar um último conselho:

- Nós passamos por muita coisa juntos, careca, mas às vezes os maiores desafios são aqueles que vêm das pessoas de quem amamos. Lembre-se sempre que, não importa o que aconteça, vamos estar aqui para ajuda-lo.

- Valeu. Ah, falando nisso, preciso que você mude os nossos pais pra outra cidade por uns tempos. Sinto que Arvoredo vai ficar caótico pelos próximos meses e pode ser perigoso para eles estarem próximos a nós,

- Claro. Qualquer coisa pelos meus companheiros.

Foi a última coisa que Cebola ouviu antes de ir ao encontro de sua família.

            Em um bunker militar subterrâneo, oculto em algum ponto do Acre, o comandante da Dinâmica revisava as gravações da Batalha do Limoeiro em um grande monitor na parede de sua sala particular. Ele era negro, alto e musculoso, quase não cabia em seu uniforme verde. Seu queixo quadrado e sua careca faziam sua cabeça parecer ter o formato de uma bala. Seus dedos, grossos como salsichas, acariciavam a pistola Magnum oculta abaixo do tampo de ébano de sua mesa, carregada e pronta para ser usada a qualquer momento. Seus olhos esquadrinhavam cada detalhe que as câmeras puderam captar, buscando por pistas que talvez pudessem indicar quem se escondia debaixo daquelas máscaras. Suas reflexões foram interrompidas por leves batidas nas portas duplas de metal.

- Com licença, General Xavier. Capitão Pereira se apresentando, senhor.

- Deixe de formalidades, Astronauta. Somos amigos há tempo demais para que você me chame de general. E como andam as coisas na Brasa?

- Não sei se posso comentar. Você deveria se lembrar de que passo meu tempo quase exclusivamente no espaço. Realmente, só voltei para a Terra porque o senhor me solicitou.

- Por favor, sente-se.

O General Xavier se virou para seu convidado, dando as costas para a tela, e indicando com a cabeça uma das duas poltronas vermelhas à frente de sua mesa.

- Obrigado, mas prefiro em pé.

            - Ficou sabendo das notícias?

- Sim. Vigilantes travando uma guerra contra forças extraterrenas no coração de uma das maiores cidades do país. Creio que você deve estar se perguntando como isso ocorreu debaixo do seu nariz.

- Está correto. O meu trabalho, o trabalho desta organização, é prevenir e combater eventos assim sem que a população descubra. Escondemos aliens, exterminamos zumbis, rechaçamos vampiros e mantemos a população mágica calma. Eu já tinha conhecimento dos tais Paladinos do Limoeiro há muito tempo, mas sempre achei que eles fossem apenas justiceiros urbanos, então deixei a polícia cuidar deles.

            - E agora?

- Agora eu posso ver que eles estão muito além disso. São dotados de habilidades extraordinárias e capazes de realizar feitos fantásticos. Sem nenhum auxílio externo, conseguiram deter um evento de proporções catastróficas do qual nem mesmo eu tinha conhecimento. Mas foi sua inexperiência que os impediu de evitar o fim do mundo.

- Como assim?! Mas você mesmo acabou de dizer que eles nos salvaram!

- Sim, mas você não vê? O mundo como conhecíamos acabou. Agora, nós somos os alegres habitantes de um mundo onde garotas fazem malabarismos com caminhões. Não mais um mundo de homens, mas sim um de heróis e monstros. A Batalha do Limoeiro marca o fim de uma era e o começo de outra. Uma era de milagres, a Era do Impossível. E os nossos supostos salvadores, os Paladinos do Limoeiro, agora brilham como um farol. Uma luz que guia todos aqueles que lutei para manter ocultos para  fora das sombras, na direção deste admirável mundo novo.

            - E o que faremos agora?

- Vamos sentar e observar enquanto os heróis continuam seu trabalho. Gosto de saber que eles estarão lá para nos ajudar. Mas quando falharem, e vão falhar, a Dinâmica deve estar a postos para segurar as pontas novamente. Afinal, é o nosso trabalho. E enquanto isso, devemos observar e aprendermos o quanto pudermos sobre esses Paladinos. Há muita coisa para a qual eles não estão preparados, e devemos continuar fazendo nosso trabalho de proteger a raça humana, seja com seu auxílio ou não.

- Então acha que devemos confiar nesses vigilantes?

- É claro que não, mas eles ainda não me deram motivos para não confiar. Continue patrulhando as estrelas, Astro. Agora devo me concentrar para aprender as novas regras deste jogo.

Astronauta bateu uma continência e saiu rapidamente, deixando seu companheiro imergir em pensamentos novamente.


Notas Finais




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