História Palavras Mágicas - Capítulo 3


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Categorias Alycia Debnam-Carey, Eliza Taylor-Cotter, The 100
Personagens Alycia Debnam-Carey, Clarke Griffin, Eliza Taylor-Cotter, Lexa, Personagens Originais
Tags Clexa, Elycia, Lesbicas, The 100
Visualizações 71
Palavras 1.533
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hi!

Capítulo 3 - Inovação


Fanfic / Fanfiction Palavras Mágicas - Capítulo 3 - Inovação

Inovar s.f

1. renovar; recomeçar, iniciar novamente

2. restaurar; possuir um novo início

3. reformar; reconstruir

4. mudar; modificar, transformar, converter

-x-

Desde meu primeiro e último encontro com Lexa, meus pensamentos são todos corridos para aquelas crianças. Suas ações, feições, a graciosidade do sorriso mesmo em meio a pobreza, abandono. Meu psicológico foi afetado e isso não me agradava. Raven já suspeitava das minhas ações desde aquela "aula", suspeitava meu pedido de tempo para retornar aquele lugar, suspeitava minha ida a porta do café desde o último mês, apenas para encarar a porta de entrada. Eu suspeitava das minhas ações. Isso não me levava a lugar algum, apenas lembranças das minhas reclamações pensando ter perdido muito, enquanto eles não tinham nada para perder.

Retomei a atenção aos papéis a minha frente. Tinha menos de um ano para escrever um sucesso e ganhar dinheiro o suficiente para quitar minha dívida com a editora.

-Encontrei você! - Raven adentrou meu armário. - Pensando em ir pra Nárnia é? Sai daí. - revirei os olhos a encarando. Raven era uma boa amiga, mas chata que doía. - Não vou falar novamente.

-Mas que porra Raven, me deixa pelo menos hoje. - supliquei. Cheguei ao nível de suplicar por sossego.

-Te deixei por um mês Clarke. Um mês sem ligações, reuniões, aulas. Agora eu preciso de uma justificativa, sou sua amiga acima de tudo Ski, mas além de amiga eu sou sua empresária. Estão me cobrando respostas, páginas, um plot e eu não tenho nada disso. - a encarei. Raven me apelidou de Ski quando nos conhecemos, era raro usar esse apelido. - Clarke?

-Nem eu tenho Raven.

-x-

Poderia pintar a frente desse local com todos os detalhes de tanto que eu o observo. O cheiro do café vinha até mim, mesmo ao lado de fora. Estava ali novamente e não sabia o que fazer. Encostei as costas no bando do parque, relaxando os músculos, me deixando levar pelo cansaço. Fechei os olhos imaginando como aquelas crianças devem estar agora, se ainda tem aquele prédio para habitar, ou se já haviam os retirado de lá.

Senti o espaço do banco afundar. Abri os olhos de imediato temendo ser Lexa, mas não. O destino não é tão mal.

-Menina, quanto tempo. - sorriu. Aquele sorriso que transmitia paz. - Fico observando você admirar o café, mas nunca entra. Não lhe agrada?

-Muito pelo contrário, senhorita Hannah, me agrada tanto que as vezes me vejo encarando a loja por instinto. Eu não sei o que venho fazer aqui. - admiti.

-Que tal entrarmos e tomarmos um chá ou café para esquentar? Frente fria de Londres não é para pracinhas. - ri do seu tom engraçado. A senhora me estendeu a mão e eu prontamente me deixei levar até o café. Tinha cheiro de calmaria e nostalgia. Nada havia mudado. - sente-se menina, eu pagarei nosso café..chá?

-Chá, por favor! - adentrou a imensa porta de madeira. O café estava consideravelmente vazio. Um casal na bancada e um grupo pequeno de senhores sentados a mesa. Preferi a mesa perto do balcão, escondida da janela, da neve, do prédio que invade meus sonhos a minha frente.

Retirei meu celular do bolso após senti-lo vibrar. Raven. Desliguei meu celular. Ela provavelmente falaria até acabar as salivas quando eu retornar, e eu não tirarei razão. Raven não entenderia minha mudança interna, iria dar risada, jogar na minha cara que eu já havia prometido antes uma mudança e nada aconteceu, que meu momento de fama subiu minha cabeça a um nível incontornável. Eu não tinha saco para isto por mais que ela tivesse razão para isso.

Observei o casal ao meu lado, sorriam um para o outro, aparentavam ter em torno de cinquenta, sessenta anos. Tão vividos, tão felizes. O senhor fazia uma brincadeira com um violão inexistente e a senhora sorria abertamente pelo gesto. Eles descobriram o segredo simples do amor, podem não ser casados, mais o amor está ali. Eu sinto.

-Aqui Clarke! Estou treinando uma receita mista de chá nova, e a senhorita é minha cobaia. - brincou depositando a xícara a minha frente, sentando-se logo após. - Me diga o que acha. - seus olhinhos brilhavam em expectativa. Beberiquei um pouco de chá, forçando uma careta de desgosto. - Eu sabia. Está muito forte né? Me perdoe Clarke, eu estou tentando essa receita à meses, não deveria ter lhe oferecido se não estava pronta. - soltei o riso preso não aguentando ver o desespero da senhora. Demorou mais do que minha risada para a senhora a minha frente entender o que tratava.

-Me desculpe eu não aguentei. - bebi um pouco mais do líquido para tentar cessar os risos. - Essa receita é maravilhosa. É adocicada, mas tem um leve toque de algo ácido como limão ou forte como canela. É um chá para todos os gostos, maravilhoso.

-Que boba Clarke, quase terminou de enterrar essa senhora aqui. - fingiu estar brava. - Desculpe pelo boba, foi automático. Costumo chamar assim a menina Lexa.

-Não faz mal, senhorita Hannah, fico feliz que nossa conversa tenha chegado nesse nível de intimidade. - tentei passar toda sinceridade para minhas palavras. - Vamos tentar uma conversa sem pedir desculpas, sim? - tomei o resto do líquido. Era realmente gostoso, compraria de olhos fechados.

-Sendo assim, menina boba, vamos tentar uma conversa sem senhora ou senhorita. - arqueou suas sobrancelhas com um leve sorriso. - Está aquecida agora?

-Por fora sim, mais aqui dentro está bagunçado, gelado, um desastre. - apontei para meu peito. - Ou era gelado e está aquecendo, eu já não sei mais o que acontece.

-Se era gelado e está se aquecendo não deveria ser algo bom? Por que o medo menina? - é a pergunta que tenho me feito.

-Pensei muito em uma resposta para essa pergunta, mas eu não sei. Depois de ver aquelas crianças, o abraço, a situação delas, algo aconteceu entende? Algo que eu não queria mudar está mudando. - desabafei.

-Então você sabe o que está acontecendo. Olha menina, vou lhe dizer o que fazer. Procure Lexa. Não fique com vergonha ou medo, é uma boa menina. Lexa não irá lhe julgar. Respire e tome sua decisão. Mudanças são boas menina, e com elas aprendemos coisas que jamais aprenderiamos se não mudarmos.

-x-

Me prender a pessoas que eu não conheço nunca foi uma opção. Eu não sei como elas vieram e não sei quando elas irão, e essa é a parte que eu quero evitar. Eu não tive problemas com namorados porque eu não namorei, ficava, transava, fazia coisas românticas sim, mas não elevava o nível da relação. Era isso e acabou, sem sofrimentos, sem estresse, sem cobranças. Meus pais esperavam que eu mudasse de ideia e desse netos para eles, mas isso não me passa pela cabeça e eles respeitam. Raven esperava que eu pudesse ser mais controlada em relação a minha carreira. Eu consegui experimentar a fama e ela achou que isso fosse suficiente para que meu esforço dobrasse, rendesse mais livros, só foi mais uma para a lista interminável de quem deposita muito em mim que ofereço pouco. Eu sei disso, e não me abala mais, ou não me abalava. Eu me criei dessa forma, pois é a forma com que me sinto confortável, é a forma com que eu estou na minha zona de conforto. Eu me criei dessa forma mediante a tanto sofrimento que as pessoas ao meu redor passavam e eu era covarde demais para querer passar também.

Bati na porta a minha frente, como no primeiro dia que bati ali, obrigada. Dessa vez Raven não me obrigava, apenas minha sede por respostas coerentes a realidade. Não tardou para ouvir os mesmos passos do primeiro dia, e a porta ser destrancada como no primeiro dia.

-Clarke!? - deu passagem para minha entrada. Lexa trajava short de moletom, uma blusinha leve de frio e chinelos. Nota mental, Lexa fica mais bonita informalmente, e isso não significa que formalmente ficava feia. - Não sabia que apareceria hoje, aconteceu algo? - apontou para a mesma poltrona e eu ao contrário do primeiro dia, sentei de imediato. - Está pálida, vou buscar um copo de água. Você comeu? - ia em direção a cozinha, mas eu a parei com os pés.

-É possível alguém mudar de um mês para o outro, quase como maldição? - perguntei encarando a estante de livros a minha frente. - E não uma mudança simples, e sim uma mudança que levaria todo uma vida. É possível Alexandra? - senti suas pernas desgrudarem das minhas, deixando o frio instalar ali me causando arrepios.

-Sim, quando algo muito bom ou muito ruim acontece com essa pessoa. Quando o antigo ser dela já estivesse a matando, o psicológico muda como forma de escape, mesmo que pareça ser vontade própria da sua mente, no fundo você queria e precisava dessa mudança. Por que Clarke?

-Eu mudei Lexa, reiniciei, não apertei botão nenhum. Culpa daquelas crianças que sorriram em meio a tanto sofrimento, culpa sua por trata-las com carinho mesmo sem conhecê-las, culpa da Hannah e Ane por serem tão generosas com elas e comigo. Porra! Eu nem conheço vocês, eu não quero isso. Eu não preciso sentir... - meu ar vacilou, minha voz vacilou, meu consciente vacilou. Tudo saiu.

-Meus parabéns Clarke! Você economizou duas aulas nossas, as palavras Compaixão e Inovação foram aprendidas.


Notas Finais


Quanto tempo né!? Eu sei. As histórias começaram a vir a minha cabeça e eu comecei a confundir os plots. Tinha que organizar cada um, formar cada um novamente para não me contrariar nessa história e menos ainda confundir vocês.
Vocês gostam da forma que eu escrevo? Estou pouco satisfeita, sei que posso fazer melhor do que isso. Estou lendo mais, irei na bienal do Rio pegar dicas, estou tentando melhorar e demonstrar mudança na próxima estória, para não confundir a mente de vocês, o que acham?
Muita calma. A história não está acabando, mas Clarke está se moldando novamente. Vai ser confuso? Um pouco, talvez muitos de vocês só entenderam pro final da fanfic. Prevejo 10 capítulos(Incluindo Epílogo). É curtinha mesmo, não planejei uma história extensa. Mas, se depender da estrutura dos capítulos, talvez passe de 10 para 12 a 15.
Meu Twitter: @miladaring

Beijo, até domingo.


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