História Palette - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Konan, Nagato, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari
Tags Gaaino, Konagato, Naruhina, Sasusaku, Shikatema
Visualizações 11
Palavras 6.849
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Esqueci de tirar o nome do editor que uso, ignorem o nome ali em baixo da foto.
Pessoa na foto, Boram, do T-ARA, e a escolhi ela como Hinata.
A pessoa na foto do primeiro cap é a Sooyoung.
A cada cap irei botar uma foto e direi o nome.
Desculpem a demora e espero que gostem.

Capítulo 2 - Pérola


Fanfic / Fanfiction Palette - Capítulo 2 - Pérola

“Eu estou sonhando

Com um coração vibrante

Eu estou olhando para você

Com o coração acelerado, sem saber.”

Suran – Heartbeat

 

Hinata

 

 Termino o último passo e sou aplaudida pela pequena plateia. Fico com as minhas pernas cruzadas e meus braços levantados com mãos quase se tocando. E agora a colheita, as luzes acendem e com elas vem os aplausos, faço uma reverência para eles. Sorrio, ele deve estar ali aplaudindo e me vendo como uma deusa. Meu admirador secreto é a melhor coisa na minha vida em tempos. Ele manda flores e cartas, sempre dizendo o quanto é apaixonado pelo meu trabalho e por mim. Sinto como se fosse única na vida dele. Saio do palco, recebendo parabéns pelos corredores do teatro. Mesmo depois de dois anos, ainda ganho inúmeros parabéns da produção. Ele vive dando parabéns quando o concerto da companhia troca e dia após dia com um elogio e observação diferente. Ele começou a enviar cartas na ultima semana em que o Lago dos Cisnes estava em cartaz.

 Procuro o zelador Hideki pelos corredores em busca da carta do meu admirador. Nada, não o encontro no lugar combinado. Fico alguns minutos e nada. Meu sorriso morre aos poucos. Será que ele se cansou de mim? Algo aconteceu? Tento afastar os pensamentos ruins e sigo para o camarim. Às vezes ele não envia cartas e sim flores. Será que o meu admirador enviou flores hoje? Os pensamentos ruins se afastam ao pensar na possibilidade dele me entregar uma carta pessoalmente ou receber outro belíssimo buquê de flores. De repente a carta esteja no camarim. Se estiver lá então o senhor Hideki não veio hoje e eu terei que entregar a carta que escrevi ontem, e a de hoje, a ele amanhã. Com o tempo eu comecei a responder as suas cartas e dá-las para Hideki, que entrega elas para ele. Eu gostaria de conhecer o homem que diz palavras tão maravilhosas e amorosas nas cartas. Abro um sorriso bobo. Será que um dia verei ele pessoalmente?

 Esbarro em uma das bailarinas da companhia. Há várias garotas na porta do meu camarim. A bailarina com quem colidi bate no ombro da outra que faz com outra e assim por diante. Elas abrem um caminho até a porta do meu camarim. Será que ele finalmente está aqui? Respiro fundo e mordo o meu lábio inferior. Nem estou bonita, mas ele não vive dizendo que eu sou bonita até sem maquiagem? Ando receosa até o camarim. E se ele desistir de mim? Posso soar chata para ele. Entro no camarim e só vejo um homem de cabelo castanho longo e de terno. Meu admirador é bonito e um pouco mais velho que eu, daria uns quarenta e oito anos. Mas não ligo para a aparência dele, ele me diz palavras tão lindas e me tratou como nenhum homem fez antes.

- Olá senhorita Hinata. – ele anda tranquilamente com um papel até parar na minha frente. – Meu nome é Iruka Umino, eu sou o secretário do. – ele abre um sorriso de alegria. – Seu admirador. Ele não pode comparecer hoje, por isso pediu pessoalmente para vir lhe entregar isso. – ele aponta para o canto do camarim. – E também os presentes.

 Tem várias rosas de cores diferentes e sacolas de lojas caras no canto do camarim. Meu admirador é rico. Ok, que deu para perceber pelas inúmeras flores que ele enviou nesses últimos nove meses. Pego a carta e abro-a apressada.

"Minha doce bailarina. Finalmente tomei coragem para conhecê-la pessoalmente, se bem que a conheço o suficiente. Tomei minha decisão depois de ver a sua ansiedade para me conhecer. Espero agrada-la minha princesa. Tudo que mais desejo é ficar ao seu lado, dês da primeira vez que a vi sabia que estávamos predestinados a algo grande. Você entrou na minha vida e tudo mudou. Você é a minha sorte."

 Ele quer se encontrar pessoalmente? Ah, meu Rikudou, está acontecendo. O que visto? O que faço? Onde? Quando? Estou com os olhos arregalados de uma forma psicopata novamente? Viro para o secretário Iruka (?) e sorrio para ele.

- Sábado, as oito, no hotel e cassinos Lótus. – ele aponta para os presentes. – Nar... – ele ia dizer algo, mas parou quando percebeu alguma coisa. Ele ia dizer o nome dele! Por que o senhor foi lembra-lo para não falar Rikudou? – Meu chefe fez questão de comprar presentes para a senhora usar na noite do encontro.

- Obrigado. – olho para as sacolas, trabalhei em metade dessas lojas. – Irei chegar às oito em ponto.

- Ah. – ele abre um sorriso gentil. – Um carro irá busca-la na sua casa.

- Vou pegar um papel para anotar onde que moro para o senhor.

- Não precisa. – sua mão toca gentilmente a minha. – Meu chefe sabe onde a senhorita mora.

- Sabe?

 Por essa eu não esperava. Meu admirador tem muitas cartas na manga, espero não ter nenhuma ruim. Mesmo sendo estranho confio em nele, ele deu bastantes coisas para confiar. O zelador Hideki me garantiu que ele é confiável e bom. O que me leva a confiar em nele é a única certeza que tenho na vida, papai não deixa homens que não presta chegar perto de mim. Foram inúmeras vezes que os homens de Hiashi botaram homens com a índole duvidosa para correr. Temo pelo Selo de Garantia Hiashi que o admirador possuí possa ser mais um dos planos de Hiashi, isso séria a terceira maior desilusão na minha vida. Suspeito que Hiashi ainda não aprendeu com as duas últimas tentativas de aproximação.

- Ele é um homem apaixonado e homens apaixonados sabem de tudo.

 Sorrio com suas palavras. É a primeira vez que um homem é apaixonado por mim. Ousaria a dizer que é mais que uma mera paixão, já que ele próprio disse em algumas cartas que sente algo mais forte que paixão e a única coisa mais forte que a paixão é o amor. Retribuo o seu amor na mesma intensidade, mesmo nunca tendo visto dele pessoalmente.

- Há um carro esperando a senhora.

- Agora?

- Sim, ele pediu para levar a senhora em casa. – ele dá duas palmadas e alguns homens entram no camarim. – Podem levar os presentes da senhorita Hinata.

- Sim senhor.

- Siga-me madame.

- Tenho que trocar de roupa ainda. - digo tímida.

- Não precisa.

- Não?

- Não iremos demorar a chegar a sua casa.

- O figurino é da companhia.

- Oh, compreendo. – ele endireita a gravata e sai do camarim. – Estarei lhe esperando aqui.

 Iruka fecha a porta logo após passar. Isso é surreal! Foram inúmeras vezes que pensei nesse momento, se bem que nos meus pensamentos ele vinha pessoalmente e se ajoelhava e tudo, contudo, a realidade não perde para a imaginação. Pego a minha bolsa e tiro a minha roupa de dentro. Tenho todo um esforço pra tirar a roupa da companhia balé o mais rápido que consigo sem destruí-la. Penduro a roupa no cabide e pego a minha bolsa. Ele finalmente quer me conhecer, ainda não dá para acreditar. Saio da sala toda feliz. Iruka e eu seguimos até um carro preto grande, sou péssima sobre carros e motos. Entretanto, entendo muito bem de filmes e este momento esta parece aqueles filmes onde tem pessoa cheia da grana apaixonada pela mocinha. Entro no carro e sou surpreendida por um urso de pelúcia enorme. Há algo curioso no laço em volta do pescoço do ursão creme, tem uma carta rosa ali. Pego a carta cuidadosamente. A boca escancarada denúncia a minha surpresa gigantesca.

"Queria poder ser esse urso, assim dormiria abraçado com você todas as noites."

 As bochechas começam a formigar, sinal que está ficando vermelha. Ponho a mão em nelas, quente. O secretário Iruka estende um celular novinho, que acabou de ser lançado, vi o comercial ontem de noite. Olho do celular para ele e dele para o celular.

- Ele deseja falar com você sem ser por cartas.

- Eu já tenho um. - amostro o meu celular.

 Ok, momento humilhante, meu celular só manda SMS e faz ligações, pra ser honesta só recebe. Preciso urgentemente botar crédito, agora, mais do que nunca, irei por amanhã de manhã. Ou ele pode me ligar e eu botar à tarde. Iruka bota o celular no meu colo.

- Ele me deu ordens de lhe dar um celular novo.

 Pego o celular e devolvo, não vou aceitar. Ele me olha desentendido. Preciso deixar claro.

- Não preciso, tenho um.

- Antigo.

- Foi o que o dinheiro pode comprar.

- Esse é um presente.

- Não posso aceitar o celular.

- Isso. – ele aponta para o meu celular. – Não tem o aplicativo necessário para falar com ele.

- Ele pode me ligar.

- Ele quer fotos suas de manhã, de tarde, de noite, do que você está fazendo e comendo.

- Por quê?

- Ele quer saber mais de você, ele também irá enviar fotos para você.

 Uma tempestade surge na minha barriga. Ele vai me mandar fotos, tô feliz. Mas ainda sim, não posso aceitar.

- Posso comprar outro celular.

- Pode? – sobrancelha levanta.

- Sim. Eu... Vou atrás de um baratinho, tem esses das Lojas de Suna. Posso comprar esses.

- Celulares com a câmera ruim.

- Mas pode ter o aplicativo.

- Eu realmente não queria chegar a isso, mas, se você não aceitar eu vou me ferrar.

- Como assim?

- Meu chefe é um garoto maravilhoso, porém, ele também tem temperamento forte. Se você não aceitar, ele vai... – ele pensa em uma palavra e ri. – Ser ele, o rei do drama.

- Ele é muito dramático?

- Às vezes. Você está fazendo o certo em não aceitar, mas isso vai magoar ele, que vai ficar de mau humor por não poder falar com você e ai começa a parte mais estranha, porque ele fica falando sozinha tentando entender. – Iruka aproxima com um sorriso contido. – Ele tem diálogos com ele mesmo.

 Não vou julga-lo, também tenho diálogos comigo.

- Podemos continuar conversando por cartas.

- Ele está lotado de trabalho, por isso não pode ir hoje, e nem poderá ir nessa semana.

- Entendo. – olho para as minhas mãos tristes.

- Estou indo e filmando as suas apresentações, mas ele quer falar com você.

- Não posso aceitar. – digo triste.

- Que tal você ficar com o celular até sábado?

- Como assim?

- Você fala com ele pelo celular até sábado e quando for se encontrar com ele você devolve.

 Pensando assim, dá para aceitar. Abro um sorriso e pego o celular. Iruka sorri e começa a me explicar sobre o celular. A senha é Hime, o número dele já está gravado e  posso botar outros contatos ali. Explique para ele que só falo com duas pessoas na vida, além do admirador. Toneri, um dos dançarinos da companhia e o meu melhor amigo. Ele diz para esquecer o meu admirador, que isso não vai levar a nada, porém, eu não o ouço, realmente me apaixonei pelo admirador. A outra pessoa é a Sakura, a minha vizinha. Conheci a rosada quando mudei. Ela é muito companheira e apoia o lance com o admirador. No começo eu tinha certo medo dela, mas com o tempo acostumei com o jeito dela. Sakura vive dizendo para comprar um celular novo e até se ofereceu para comprar um, óbvio que também neguei. Depois de sábado acho que irei comprar, para falar com ele.

 O carro para na frente do meu prédio e um homem abre a porta, pegando o meu urso. Iruka sai e estende a sua mão, seguro-a e saio do carro. O grupo de adolescentes do outro prédio esta sentados na escada do prédio ao lado do nosso. Sakura e eu fizemos amizades com eles e alguns tratos, nada que chocolate, lanches, histórias e revista não resolvam.

- Ei Hinata, você ganhou na loto? – Moegi grita olhando o carro.

- Não. – digo envergonhada.

- Seu admirador é rico?

- Não sei. – digo meio sem graça.

- Depois conta pra gente. – Udon grita com um sorriso. – Que nem a Sakura nos contou sobre o trabalho dela hoje.

- Muita loucura. – Moegi o completa.

 Solto uma risada e dou tchau para eles. Essas crianças são incríveis, serão ótimos ninjas. Iruka e eu subimos em silêncio. Ele aparenta ter uma admiração enorme pelo admirador. Confesso que estou mais ansiosa para conhecê-lo. Paramos de repente. Chegamos tão rápido. Aponto para a minha porta.

- Deseja entrar?

- Não, obrigado. – ele segura a minha mão e deposita um beijo. – Você já deve ter um recado.

 Iruka da às costas e sai. Entro em casa e tranco a porta, essa vizinhança não é segura. Pulo no sofá e desbloqueio a tela, tem uma mensagem do Admirador. É a foto de um Lámen de frango com alface. Pela mesa, um copo de água e outro de saque e mais uma pessoa na frente dele, diria um homem, o admirador com certeza está em um restaurante. Sou bastante observadora. Tem algo escrito em baixo da foto.

"Servida, minha boneca?"

 Sorrio com as suas palavras. Estou tão nervosa com tudo. Minha barriga ronca alto, preciso ir à casa da Sakura saber o que iremos comer hoje. Levanto do sofá e respondo-o.

"Não, obrigado. Minha amiga já fez a janta."

 Bloqueio a tela, esta na hora de por a conversa em dia. Sigo para a casa da Sakura. Ela me deu a chave da casa dela, caso ela apaga-se novamente e não acordasse por nada – foi assustador esse dia – e algo acontecesse. O celular vibra, olho para ele e sorrio. Duas novas mensagens. Entro na casa da Sakura e arrasto os pés até a sala. A mesa já estava posta e Sakura entrava com um prato de alfaces. Sento-me à mesa e ela põe o prato.

- Você não vai acreditar no que aconteceu hoje. – digo com um sorriso.

- Nem você vai acreditar no que aconteceu essa madrugada.

- Eu ou você?

- Você primeiro.

- Vamos nos encontrar sábado.

-Eu tenho um encontro, desculpa.

- Eu estou falando do admirador.

- O que? – Sakura berra.

- E. – levanto o celular e amostro a ela. – Ele me emprestou para falar com ele. Vou ver se consigo comprar um celular novo domingo.

- Eu não acredito. – Sakura pega o celular e faz um beicinho. – Parece que alguém realmente defeca dinheiro.

- Não ligo para isso.

- Eu sei. – ele devolve o celular com um sorriso travesso. – Lê a mensagem.

- Tudo bem.

 Desbloqueio o celular com o coração a mil. Respiro fundo e abro a mensagem. Dessa vez a foto era mais. Ah. Ouço Sakura me chamando ao longe e tudo escurecendo em um instante. É o tanquinho dele. Aquilo é a coisa mais maravilhosa que eu vi. Esse escuro é tão quentinho, será que o admirador também é? Estou tendo esse tipo de pensamentos novamente. Não sei se o meu corpo está me castigando pelo pensamento ou se estou levanto tapinhas leves na bochecha. Eu desmaiei! Pisco lentamente os meus olhos ate a minha visão ficar boa. Sakura me olha de cima a baixo preocupada.

- Amiga eu vi algo maravilhoso.

- Ele te mandou a foto do malaquias dele?

- O que? Não.

- Do que então?

 Procuro o celular pelo chão, espero não ter quebrado. Por sorte encontro-o em cima da cadeira. Pego e amostro para Sakura. Ela ri sem parar e bate palmas. Não sei como, mas ela cai e fica deitada no chão, chorando de ri. Olho assustada para ela. O que ele disse? Será que ele mandou foto do malaquias dele? Um gemido escapa pelos meus lábios, se for isso preciso me preparar para mais uma desilusão. Decido ver, a contra gosto, o que ele escreveu. Há dez mensagens depois daqueles quatros, somente consegui ver uma, a imagem. Vamos lá.

1: Fome! Eu sinto muito fome! - a foto vem junto com essa mensagem. / 21:30

2: Qual amiga sua? Pode mandar foto do que vocês estão comendo? E de vocês juntas? / 21:33

3: Eu daria qualquer coisa para poder jantar com você. / 21:35

4: Eu adoraria ser a comida que vai entrar na sua boca. / 21:36

 Oi? O que? Meu rosto esquenta e sinto algo na barriga. Ignora e veja o resto das mensagens sem desmaiar.

5: Oi. Está ai ainda? / 21:37

6: Está chateada pelo o que eu disse? / 21:38

7: Desculpa Hinata, eu deveria ter percebido que você não é acostumada com palavras assim. / 21:38

8: Você está bem? / 21:40

9: Oi. Tem alguém ai? / 21:40

10: Se você não responder, eu vou pensar o pior! / 21:40

11: Irei à sua casa! / 21:40

12: Estou indo. - ele mandou uma foto de um painel de carro chique e com o relógio amostrando 21:42

13: Chego ai em dez minutos. / 21:42

14: Por favor, esteja bem. / 21:42

 Eu não sei o que estou sentindo, é muita coisa ao mesmo tempo. Felicidade, paixão, timidez, nervosismo e medo. Não quero estragar os planos dele para o encontro e nem preocupar ele por causa disso.

Bailarina: Oi, desculpa. Passei mal, mas já estou bem. / 21:48

Admirador: Meu Rikudou Hinata, você quase me matou do coração. / 21:48

Bailarina: Desculpa. / 21:49

Admirador: Não precisa. O que você teve? / 21:49

 Eu vi o seu tanquinho delicioso e apaguei. Supernormal, nove em cada pessoa tem. O que eu posso dizer? Pelas palavras dele eu esperava um homem mais velho, não um jovem com um tanque perfeito. E se eu for feia demais para ele? Pobre de mais eu já sou. Pensamentos voando para longe novamente. Não quero mentir para ele, mas também não posso contar toda a verdade.

Bailarina: Desmaiei. / 21:50

Admirador: Pressão? / 21:50

 Obrigado Rikudou. O senhor está sendo tão gentil comigo ultimamente.

Bailarina: Sim.

Sakura se levanta do chão e bate na minha coxa. Bloqueio o celular que logo vibra.

- Vamos comer bailarina.

- Sakura-chan! – falo um pouco alto.

- Desculpa.

 Desbloqueio o celular, ele é tão fofo, me desejou melhoras. Respondo que vou comer e ele pede uma foto. Olho para Sakura e estendo o celular. Eu não sei usar isso, só de ter entrado no aplicativo foi um milagre.

- Onde que tira foto?

- Aqui.

 Sakura aperta na pequena bola que tem do lado do teclado e a câmera aparece. Ela sorri e bota a comida no prato. Dou o celular para ela e sorrio envergonhada.

- Você pode tirar a foto?

- Claro amiga.

 Abro um sorriso e Sakura faz um dois com os dedos. Ela envia e me devolve. Bloqueio a tela e começamos a comer. Depois que acabamos, lavamos a louça. Sakura contou sobre um paciente ao qual ela chamou a atenção por uma conduta inadequada, que o PS foi invadido por uma gangue e que ela achou o idiota do paciente gostoso. Conversamos mais um pouco sobre o meu dia e as minhas outras novidades. Sakura mandou ficar de olho em relação a ele, que pode ser um serial killer ou um pervertido.

 Volto para casa pensando sobre o que Sakura disse. Eu realmente não quero que isso seja verdade, ia ser doloroso de mais. Passei metade da noite pensando no dia da janta. Estou um furacão de insegurança e medo. Fui machucada de mais pela vida, mais uma dor seria horrível. Infelizmente sei que papai me vigia vinte e quatro horas por dia, se ele fosse isso, possivelmente achariam o corpo dele em uma vala qualquer.

*~

A semana passou tranquilamente e sem incidentes, o que eu achei que teria. O admirador e eu conversávamos quase toda a hora. Ele é engraçado e romântico. Aproximamo-nos mais, se é que isso é possível. Sakura praticamente me arrumou dos pés a cabeça. Na maquiagem ela optou por algo leve e que realçasse o meu rosto, segundo ela, angelical. Um brilho rosa bebe, uma sombra em um cinza meio nude e delineador em volta dos cílios com rímel que os deixou longos; isso resume a minha maquiagem. O cabelo foi doloroso de se fazer, com duas tranças puxadas do lado do cabelo até atrás e preço em um coque. Sakura disse que o vestido em si já faz todo um trabalho em conjunto com o meu corpo. O vestido que o admirador enviou é da cor lilás longo, com renda transparente e alguns formatos com flores, a bainha está arrastando no chão, Sakura disse que é assim; a parte do tórax possui pedras lilás e um decote em M. As costas tem basicamente um decote até o final e as bordas do decote todo cravejado em pedras. Ele enviou um salto branco formal e joias tão caras que poderia comprar Hana. Uma pulseira grossa, um brinco com duas pedras transparentes e uma gargantinha. Sakura disse que pelo peso deveria ser ouro, fiquei desesperada. Como irei devolver tudo isso? Ela tinha dito para pensar nisso depois, porque hoje a noite prometia. Ela também tem um encontro, mas no caso dela é um encontro às cegas com um amigo de Nawaki, o amigo dela do hospital. O barulho do outro lado da porta puxa-me de volta para a realidade.

 Encontro-me na frente da porta do quarto dele. Meu admirador vive no hotel dele, no último andar do grande Hotel e Casinos Lótus. Respiro fundo e abro a porta com medo. E se Sakura estiver certa? E se ele me traficar para Suna? E se eu acordar na banheira sem o meu fígado? E se ele corta o meu cabelo e vender? E se ele me manter em cárcere privado? Tenho medo de encontrar um homem que nem o meu pai, mas ter esse pai faz tudo isso ir ao chão. Mamãe se destruiu por um homem que nunca ligou para nós. Ele não é, tenho certeza. Deixa de medo Hinata, é só um jantar com o cara por quem você se apaixonou. Respiro fundo. Dou de cara com um corredor com pôsteres de filmes de terro e ação. Ando reparando em tudo, ele tem bom gosto, já vi a maioria desses filmes e amo. Entro em uma sala com sofás pretos, uma Tv grande, um tapete azul e uma estante que divide a sala e onde há uma mesa de jantar. Esse lugar é incrível! Para o meu azar a mais um corredor com uma porta laranja no final. Faço um biquinho, ele aparenta amar corredores. Fico sem reação ao ouvir um pigarreio logo atrás de mim, vai ser agora. Esperei bastante tempo por isso, sempre o imaginando dês da voz até a aparência. Metade do meu corpo vira para vê-lo. Meu admirador é bonito. Cabelo castanho, olhos castanhos e um pouco magro. Endireito a postura.

- Oi. – não sei de onde tire forças. – É muito... Gratificante finalmente vê-lo pessoalmente.

 Puta que pariu! Gratificante? De onde tirei isso? Meu Rikudou, agora ele deve estar achando que sou anormal. Gratificante, fiz besteira.

- Desculpe Senhor e senhora, venho avisar que a mesa está pronta.

 Isso é brincadeira? O homem simplesmente sai após falar isso. Ai droga! Não é mentira, falei com o cara errado e ainda falei gratificante. Que vergonha, ainda bem que somente ele presenciou. Outro pigarreio soa logo à frente, volta a posição inicial. Esforço-me para ficar de boca fechada. A primeira coisa que reparo é que ele é alto, muito alto, e então vêm os socos de beleza. Cabelo loiro, olhos azuis claros e que tipo de homem consegue ficar com os braços musculosos em um terno? Das poucas vezes que vi alguém de terno não ficava assim. Vendo esse terno entendo porque o vestido longo. Ele me olha com um sorrisinho brincando em seus lábios carnudos. Se esse for o meu admirador ele é muito perfeito, perfeito de mais, o senhor perfeito, santa perfeição. Ok parei, não estou bem. Se não for fiquei admirando o homem errado. Abro um sorriso envergonhado e levanto a mão, espero que esse seja o admirador.

- Oi. – digo um pouco baixo.

- Você está tão...

 Ele me olha como se eu fosse uma deusa e isso me deixa tímida. Não sei o que fazer ou falar, mentira, com toda certeza no mundo não direi gratificante novamente. Sakura disse que eu deveria fazer algo ou falar, mas eu esqueci com o nervosismo e a vergonha. Abaixo um pouco a minha cabeça e mordo o lábio inferior. O que eu faço? Já paguei micão. Depois de alguns segundos um sapato social preto aparece na minha vista. Ele põe a mão gentilmente no meu queixo e levanta a minha cabeça. Ele esta com um sorriso radiante.

- Você está maravilhosa minha bela bailarina.

- Obrigado admirador.

- Naruto. – ele pega a minha mão direita e a leva a boca, dando um beijo. – Naruto Uzumaki, prazer. Também me sinto gratificado.

 Ô droga, e eu na doce esperança dele não ter visto aquilo. Desvia o foco, esquece isso. Olho dentro dos seus olhos. Tão lindo. Naruto é um nome de comida? Isso é louco.

- Você também está maravilhoso, Naruto.

 Ele estende o seu braço e eu passo o meu no dele. Sorrio para ele, que retribui. Naruto, não esquecerei esse nome, me leva até a cabeceira da mesa. Há uma sensação no momento que não consigo distinguir. Em cima da mesa tem uma vela, dois pratos e duas taças. Naruto segue para a outra ponta.

- Faz muito tempo que desejo ouvir o meu nome sair da sua boca.

 Meu rosto esquenta e ouço-o soltar uma risada gostosa e contagiante. Ele tem a voz um timbre meio grosso e meio fino, profundo e cheio de vida. Deixa de ser tímida, foi isso que Sakura-chan disse, ela também disse para não fazer merda e eu fiz. Abro um sorriso apaixonado.

- Faz muito tempo que eu desejo falar o seu nome.

 Um homem e uma mulher entram com pratos e os põe na mesa, o homem põe o meu prato e olha os meus peitos descaradamente. Achei que o decote não ia ficar tão chamativo, mas parece que ficou. Se bem que até com regata os homens olham para os meus peitos, são grandes de mais. Olho para Naruto, para ver qual é a sua reação, e ele encarava o homem sério. Ele está com ciúmes? Não gostou? Sua expressão muda para uma mais engraçada, até emburrado ele fica maravilhoso. De que mundo ele saiu? Isso é judiação com a humanidade. Solto uma risada da sua atitude e ele me olha com um sorriso.

- Seu prato favorito princesa.

 Zenzai, minha boca se enche de água. Amor eterno a Zenzai. Pego a colher e começo a comer a sopa. Esta deliciosa. Essa sopa lembra a que mamãe fazia. Vivíamos no interior de Konoha, Koon, algo pior que Hana. A cada colherada uma lembrança de mamãe e eu comendo volta com tudo. Termino a comida tentando não me afogar na dor e no choro. Naruto faz um sinal e o homem que confundi entra na sala. Que mico! Onde enfio a minha cara? Será que se encolher ou me esconde em baixo da mesa fica muito esquisito?

E acima de tudo, em hipótese alguma, pague mico ou micão.”

A voz de Sakura ecoa na minha cabeça. Finja boba, de repente se fingir que nada aconteceu o homem acredita. Encaro Naruto prendendo a vontade enorme de ri do que fiz. Meu copo fica até a metade da taça com vinho. Ele levanta a mão novamente e a mesma mulher entra com uma bandeja.

- Eu pensei em lhe agradar de uma forma que gostaria ser agradado. – ele aponta para a bandeja. – Isso é só o começo da noite. Espero que goste da sobremesa.

 É rolo de canela, o meu favorito. Olho feliz para o prato, eu não comia a meses. Levanto a cabeça e sorrio para ele. Esse soube como me conquistar.

- Sendo assim, eu preciso retribuir.

- Aé? – ele levanta uma das sobrancelhas com um sorriso alegre.

- Sim, irei fazer vários Lámen para você.

 Nessa semana eu pude perceber que Naruto ama Lámen. Ele comia quase todos os dias e vivia me oferecendo.

- Não brinca comigo princesa.

- Não estou. Irei lhe agradar como você me agradou.

- Você já me agrada com as suas performances.

- Mas você me agradou com comida e eu irei fazer o mesmo. E como eu lhe agradei com dança, eu... – confiança. – Desejo ver uma performance sua.

- Você vai ficar hipnotizada. A melhor dança que irá ver na sua vida. – solto uma risada, escondendo a minha boca, ainda estou com um pouco de comida na boca. – Ah, por favor, não me castigue desse modo, não esconda o seu sorriso de mim.

- Desculpe. – engulo a comida, volto a ri, dessa vez pensando no meu mico, essa risada estava entalada.

- Desculpada.

 Começamos a comer em silêncio. A cada mordida no rolo de canela era uma ida ao paraíso, que esta bem na minha frente. Ele me olha como eu estava olhando para o rolo de canela. Há amor, agora está óbvio. Assim que acabamos Naruto vem na minha direção, limpo em volto da minha boca com um pano e seguro a sua mão.

- Antes de seduzi-la com a minha dança, eu desejo dançar uma musica com você.

- Seria uma honra Naruto-kun.

 Andamos para a sala, viramos um de frente ao outro. Nossa troca de olhares é intensa, seus olhos são profundo como o mar ao qual se assemelha. Você vê amor, paz, alegria e coragem. Waltz of the flowers de Tchaikovsky, começa a tocar. Minha musica favorita. Naruto segura a minha mão esquerda e a outra passa pela a cintura. Ponho a mão no seu ombro e começamos a nos mover. É como se até os nossos passos se encaixassem perfeitamente. Ele encosta a testa na minha e eu fecho os olhos.

- Quando eu te vi pela primeira vez, cheguei a ficar sem reação. Você é maravilhosa de mais para ser real. – sua respiração se aproxima mais do meu rosto. – Então eu te conheci melhor e me vi perdido em você.

- Naruto-kun, eu... – meu corpo está quente e a minha perna estranha. – Eu achei que era mentira, um homem como você existir.

- Eu pensava o mesmo de você. Até te ver parada ali na minha frente.

- Você é o oposto do que eu sempre quis, mas acabou virando o que eu mais quero.

 Abro os olhos e deparo com aquela imensidão azul vivo. Nossas bocas se aproximam e ele me roda. Tomei, fui distraída. Naruto passa as duas mãos pela minha cintura e levanta a cabeça com um sorriso. Encosto a minha cabeça no seu peito. Mais um mico, dim dim. Daqui a pouco vou ganhar um prêmio: A maior pagadora de micos em um encontro. Sua respiração surge no meu pescoço e sua boca perto do meu ouvido. Meu corpo entra em alerta vermelho.

- Foi essa musica que tocava, quando eu lhe vi pela primeira vez. – agora o caos está espalhado dentro de mim.

- Essa música toca no meio do concerto. – lembro vagamente de como se fala.

 De todas as minhas performances, Odette do Lago dos Cines é a minha favorita. Eu acho tão lindo a história e os personagens. Naruto-kun beija a minha orelha, meu corpo todo fica quente e arrepiado. Cometo a burrice de aproximar a minha cintura ainda mais. Não estava esperando isso. Ele solta uma risada baixa.

- Eu cheguei atrasado, mas voltei todos os dias para lhe ver. Você é uma deusa no palco e fora.

 Seu braço se aperta na minha cintura, sim, tinha restado um pouco de espaço ainda; e sinto algo que me deixa vermelha. Gente, pela aula básica de Sakura posso dizer que tem o Selo de Dotado. Ele afrouxa um pouco e fica com o nariz no meu cabelo.

- Eu desejava te conhecer dês da vigésima carta. – segrego-o.

- E eu dês que a vi na primeira vez.

- Eu fiz o Lago dos Cines um mês antes da primeira carta.

- Eu não sabia como chegar em você, um amigo me deu a ideia de lhe enviar cartas.

- Agradeça a ele por mim.

- Você vai conhecê-lo.

 A música acaba e ele se afasta. Naruto bota uma música de uma boyband de Suna e começa a dançar. Admito, eu estou rindo horrores. É a dança mais engraçada que já vi. Ele realmente esta se divertindo, e eu também. Naruto bate palmas e balança ombros enquanto se movimenta de um lado para o outro. Ele se aproxima e me estende a mão.

- Dancing King. – canto enquanto pego a sua mão.

 Naruto começa a balançar os braços de um lado para o outro, enquanto tento imitá-lo o máximo que consigo. Improviso uns passos meio loucos e Naruto dança descontraído. Ele me puxa para mais perto e dançamos juntos.

- Auuu. – ele uiva em sincronia com a música.

 Mesmo se afastando, seus olhos não desviam dos meus. Naruto treme as pernas e fica fazendo inúmeros carões. Quando enfim a musica chega ao fim, percebo as lagrimas rolando. Dançamos mais músicas, algumas alegres e dançantes, outras lentas e românticas. Depois de dançarmos Fur Elise pela segunda vez, Naruto decide me levar para uma varanda. Perco o ar com a vista, algo maravilhoso. Dá para ver Konoha toda. O céu esta estrelado e as luzes da cidade da tudo um ar maravilhoso. Eu estou maravilhada com tudo.

- Tão lindo.

- Isso é nada comparado a você.

- Obrigado.

 Ele apoia o seu corpo no muro da varanda e lança olhares furtivos em minha direção. Desvio o olhar, com o rosto queimando, para uma parte específica. Koon é um bairro perto da floresta de Konoha e pouco barra pesado. O que diferenciava Koon dos outros bairros é a enorme caixa d'água que possui. Aponto para onde Koon se localiza e olho com um sorriso para ele.

- Morava ali. – aponto para o aglomerado de prédios. – E eu moro ali agora.

- Eu sei, sempre venho a noite aqui para poder ver onde você dorme.

- Agora, que eu sei onde você mora, poderei fazer o mesmo.

 Naruto bota as mãos nas bochechas e balança a cabeça de um lado para o outro.

- Assim você me deixa tímido Hina-chan. – solto uma risada.

- Não precisa ficar tímido. – aproximo dele e sussurro. – Eu sou uma ótima observadora, você nem vai notar.

- Sério?

- Sim.

- Uma vez. – ele para e pensa sobre algo. – Deixa pra lá.

- O que? Você pode me contar.

- Eu não quero te perder boneca. – Naruto segura forte o muro. – Você conseguiu a proeza de virar o meu tudo.

 Abro e fecho a boca repetidas vezes. Isso quer dizer que ele me ama muito, certo? Certo. O que eu digo? Eu estou sem palavras. Devo me declarar? Porque isso é uma declaração. Abro um sorriso apaixonado para ele. Irei declarar todo o meu amor por ele também. Respiro fundo. Iruka entra correndo na varanda. Ele esta com o cabelo bagunçado e o terno todo amarrotado. Diria que ele está desorientado.

- Senhor. – ele concerta a postura e olha Naruto e eu. – Desculpe interrompe o seu encontro, mas trago notícias do conselho.

- Já volto.

 Naruto sai sério, Iruka vai logo atrás dele. Volto a olhar a cidade. Sakura não vai acreditar, na verdade nem eu estou acreditando. A cidade a noite é algo maravilhoso, daqui dá para ver o hospital que Sakura trabalha e o monumento dos Hokages. O rosto do nosso atual Kage é visto perfeitamente daqui. Minato Namikaze é um ótimo Hokage, eu admiro o seu trabalho e o que ele fez pelos bairros pobres. Estranhamente, ele lembra Naruto. O cabelo, os olhos e o formato do rosto. A porta é aberta novamente e viro alegre em sua direção. Deparo-me com um Naruto triste.

- Eu... – ele suspira e olha para o chão. – Preciso ir resolver assuntos do trabalho.

- Tudo bem, compreendo. – esforço para não perder o sorriso.

- Eu tinha mais coisas em mente para hoje à noite.

- A gente pode fazer em outro dia.

- Sério? – sua cabeça levanta em uma surpresa obvia.

- Claro, sempre estou livre na segunda e na terça.

- Você pediu folga do trabalho por esse encontro e eu nem pude.

- Foi incrível. – o interrompo. – Eu amei hoje.

 Ele se aproxima e beija a minha testa. Naruto faz um carinho na minha bochecha e ficamos assim alguns minutos. É tão bom, sinto uma segurança nunca sentida antes. Ouço o seu coração batendo rápido, o meu também está. Ele se afasta e segura a minha mão.

- Pelo menos eu posso levá-la até o carro.

- Dá tempo para conversamos.

- Pois bem, comece dizendo qual é o seu filme de terro favorito? - ele pergunta enquanto saímos da varanda.

- Isso lembra aquele filme do cara mascarado que mata adolescentes.

Ele me olha surpreso e sorri de lado. Sakura me “fez” ver esse filme com ela, no outro dia ela apareceu com a mesma mascara e me assustou. Eu devolvi fingindo que era um fantasma na casa dela. A vantagem de ter um cabelo longo é essa, ela nem percebeu a cor meio azul escuro do cabelo. Meus olhos perorados ajudaram também.

- Esse filme é um clássico.

- Acho O grito um clássico. – meu filme de terro favorito.

- Você gosta desse?

 Só quando parámos que percebo que já saímos da casa dele e entrámos no elevador. Suspeito que a ida para a casa dele só foi longa porque trasbordava nervosismo e ansiedade.

- Sim. Mas desconsidero o terceiro filme.

- Por quê?

- É fraco e aquele final é horrível. – sua mão vai ate a boca em um choque. Solto uma risada. – A irmã dela vira uma coisa igual a ela, só que uma versão mais estranha.

- Boneca, aquele final foi ótimo, tem lógica.

- Não tem, admita.

- Ele a matou de uma forma ruim.

- Mas por que ela voltou?

- Porque ela queria se vingar dele.

- Ai ela vira um ser igual à irmã, que ela estava tentando destruir vamos realçar isso, só para se vingar de um cara, que estava óbvio de mais, que estava possuído.

- Sim! E isso deixa muito legal.

- Parece com a premissa do segundo filme. Ao qual já tinha usado essa com a irmã da Daphne. – Naruto começa a ri.

 O elevador para no estacionamento, saímos do elevador com um ar melancólico. Há dois carros parados logo a nossa frente. O motorista que me trouxe, este parado no primeiro carro. Viro para Naruto, para a minha completa surpresa ele encarava o meu rosto, ou o meu peito, só sei que não era os meus olhos. Se bem que para me olhar ele precisa olhar para baixo, sou baixinha de mais perante ele. Naruto passa a mão pela cintura e puxa, que tesão bom. Sua boca começa a se aproximar perigosamente da minha. Primeiro foi só uma pressão, mas depois ele foi se acalmando e eu retribuo. Várias borboletas voam pela a minha barriga e um nervosismo toma conta do meu corpo. Só beijei uma pessoa uma vez na vida e foi em uma brincadeira de salada mista no sexto ano. Resumindo: Eu não sei beijar direito e não faço isso há anos. Ele separa e põe a testa na minha.

- Se eu não fizesse isso, não conseguiria aguentar até o nosso próximo encontro e iria atrás de você. – sorrio com as suas palavras.

- Estaria lhe esperando, como sempre.

- Não diz isso, assim me atiça a ir atrás de você.

- De repente eu queira que você vá.

- Ah. – ele me dá um selinho rápido. – Você me motivou agora.

- Eu fico feliz que você esteja motivado.

Já que é pra atiçar, aticei. Bang, bang. Tô passando muito tempo com a Sakura, isso me torna meio anormal. Naruto se afasta e guia o meu corpo até a porta do carona. Entro, ele fica se apoiando na porta.

- Como estou motivado, eu vou ir vê-la quando você menos esperar.

- Eu sempre estou lhe esperando Naruto-kun.

- Veremos. – seu sorriso maliciosamente consegue ser a coisa mais sexy já vi. - Tchau Hinata.

- Tchau Naruto.

 Ele fecha a porta e o carro começa a andar. Olho para janela de trás e vejo-o parado, olhando o carro ir. Ele fica assim até o momento em que o carro começa a descer e eu o perco de vista. Boto a minha mão na minha boca e sorrio. Beijei, não acredito. Amei essa noite. Foi uma das melhores noites da minha vida. Suspiro apaixonada. Naruto-kun virou o meu amor. Não queria me apaixonar e muito menos ama-lo, mas não consigo evitar. Ele é impossível de se esquecer. Levo a mão ao peito. Não percebi que o meu coração estava tão acelerado assim, um cavalo fugindo de um predador perde em comparação as batidas de meu coração.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, essa foi uma pequena introdução no núcleo da Hinata.


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