Hist√≥ria Palette ūüé® Yoonmin - Cap√≠tulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Suga, V
Visualiza√ß√Ķes 31
Palavras 1.361
Terminada N√£o
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
G√™neros: Escolar, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta hist√≥ria s√£o apenas alus√Ķes a pessoas reais e nenhuma das situa√ß√Ķes e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma fic√ß√£o. Os eventuais personagens originais desta hist√≥ria s√£o de minha propriedade intelectual. Hist√≥ria sem fins lucrativos, feita apenas de f√£ para f√£ sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Primeiramente desculpa passar tanto tempo sem postar, eu estava viajando e as aulas voltaram e complicou
Segundo, esse é um dos meus capítulos favoritos dessa fic, eu demorei mt para o escrever e eu amei o resultado, espero que vocês também gostem!!
Boa leituraaa

Capítulo 7 - Turquoise


Cor turquesa: simboliza cura e amizade

[Yoongi]

Dando nó duplo em meus cadarços para que eu não tivesse que chamar atenção parando para amarrá-los quando eles acabassem de se desfazer. Andando rapidamente de um lugar para o outro para que as pessoas não olhem para mim por mais do que um segundo. Mantendo a cabeça baixa para que as pessoas não percebam os defeitos no meu rosto; o meu vazio, inamistoso rosto.

Não pedindo ajuda para os professores por achar que estou os irritando, e as minhas perguntas eram estúpidas mesmo. (Mas as únicas perguntas estupidas são as que nós não perguntamos, a minha professora favorita sempre dizia isso.)

Bem-- isso foi antes de começar a estudar em casa.

Estes foram alguns dos pequenos fragmentos da minha vida que tornaram as coisas muito mais difíceis do que elas deveriam ser.

Falar com o Jimin-- isso era outra dessas coisas.

Eu queria, ah mais como eu queria. Ele era sempre tão gentil, sentando comigo quando eu estava sozinho, dividindo o seu fone de ouvido comigo com um sorriso no rosto e uma pequena risada; me oferecendo a sua amizade.

Amizade; alguém queria ser meu amigo. Alguém queria falar comigo, voluntariamente. Alguém com amor por arte e música e uma risada fofa que sempre saía quando eu fazia alguma coisa idiota-- o que era constante, já que eu sou idiota de nascença.

Ele não me achava louco-- talvez achava-- mas não me fazia sentir ainda mais louco do que eu já era. Ele não se importava que eu não tinha a capacidade de formar palavras tão facilmente quanto ele, e ao invés disso, preenchia o nosso silêncio constrangedor, ou simplesmente comentava sobre quão bom o clima estava. Ele só fazia perguntas que poderiam ser respondidas com um pequeno movimento de cabeça.

Ele me entendia sem eu ter que me explicar. Jimin me aceitava do jeito que eu era.

E ele estava andando na minha frente, aproveitando o radiante brilho do sol, esticando os seus braços e girando enquanto seguíamos o caminho, arrastando uma pequena risadinha da minha boca. Não consegui lembrar da última vez que eu ri daquele jeito desde que nós nos conhecemos.

Eu não tinha certeza de como eu me meti nessa situação, ou de onde eu tirei tanta coragem para concordar, mas Jimin tinha me enviado uma mensagem anteriormente, perguntando se eu queria ir para a casa dele. Uma oferta como essa teria me assustado, mas ele parecia inofensivo, e novamente, ele me aceita.

"Agora, não se assuste com a minha bagunça..." Jimin riu nervoso, tentando colocar a chave na porta. "Foi meio que de última hora, sabe? Então eu não tive muito tempo de limpar." Ele sorriu, segurando a porta aberta da sua casa e estendendo o seu braço como um jesto para mim entrar. Eu sorri sem jeito, pisando dentro da sua casa.

Então aqui é onde Jimin vive, onde ele descansa e trabalha, e provavelmente desenha por horas e horas seguidas.

Tinham alguns pares de sapatos perto da porta, obviamente chutados e enfiados no cantinho. Um cobertor bagunçado estava em cima do sofá que parecia extremamente confortável, provavelmente o resultado de um dia de preguiça. Eu não consegui não imaginar um Jimin sonolento com óculos de grau e um pijama, tentando não fechar os olhos, para poder ver o que está passando na televisão.

Ele me mostrou toda a sua casa, e por último, o seu quarto, o que não era completamente novo para mim, já que eu podia ver alguma coisa pela janela do meu quarto. Ele coloca a sua mochila em cima da mesa de uma forma preguiçosa.

Várias canecas estavam espalhadas pela casa toda; em mesas e na escrivaninha, todas praticamente cheias, e provavelmente continham café. O seu quarto era um pouco mais bagunçado. Os seus lençóis estavam todos desarrumados em cima da cama e as suas roupas estavam no chão em pilhas de branco e cinza-- roupas que caíam muito bem nele. A sua mesa era a mais bagunçada; todos os tipos de suprimentos artísticos jogados por toda ela. Tinham tintas e pincéis, e todos os tipos de lápis, uns que eu nem sabia que existiam.

"Você pode se sentar, se quiser." Ele disse, tentando arrumar o seu cabelo e esconder a sua óbvia voz de cansaço. Jimin estava cansado, e provavelmente acabou de chegar da escola. Mas, ao invés de dormir ou trabalhar, ele estava aqui comigo, com vergonha e me falando para não tropeçar nas suas roupas sujas e me perguntando se eu queria comer alguma coisa.

A sua casa era pequena, e acolhedora, e muito Jimin.

Enquanto eu me sentei na cama dele morrendo de vergonha, o esperando fazer o seu necessitado café, eu não pude não maravilhar todas as coisas Jimin que estavam por ali.

Ele era fascinante e amigável-- e estava caminhando em minha direção com um brilho nos olhos que parecia fadiga e alguma outra coisa. Seus dedos curtos estavam envolvidos em torno de duas canecas, uma das quais ele me entregou lentamente e com uma voz fofa, me advertindo que estava quente.

Ele se sentou ao meu lado e eu não pude não sorrir do seu suspiro aliviado depois do café descer na sua garganta.

"Eu te desenharia, mas você parece estar com tédio, então podemos fazer o que você quiser." Ele sorriu, tomando outro gole do líquido quente, enquanto eu me perguntava se a blusa dele já tinha grudado no seu corpo da forma que está agora alguma vez antes, e por que isso está fazendo eu me sentir dessa maneira.

Eu assisti enquanto ele bufou e estendeu a mão para a sua bolsa, arrastando-a pelo chão até ele. Seu cabelo laranja desbotado estava bagunçado e parecia muito macio, quando ele abriu a bolsa e abaixou a cabeça para procurar algo, o som de papel encheu o silêncio no pequeno quarto. Ele tirou um pequeno caderno de couro, que parecia caro de mais e lindo de mais para se escrever.

"Eu comprei isso quando estava vindo para casa, achei que seria útil." Ele disse docemente, me entregando junto a uma caneta, nova, e ainda na embalagem. Ele parecia estar com um pouco de vergonha, e eu amava o tom da sua voz num estado cansado.

Eu as segurei devagar, olhando de volta para um Jimin sorridente, os seus olhos estavam cheios de esperança, e os meus ficando molhados pelo fato de que ele me entendia. Eu não iria chorar na frente dele, isso seria vergonhoso...

Eu pisquei rapidamente, e antes do seu sorriso desaparecer eu abri o caderno, abrindo a caneta e escrevendo na primeira página.

Obrigado, Jimin.

---

Estava ficando tarde, e eu me senti mal por ainda não estar em casa para tocar para o meu pai, para o acalmar e ajudar a dormir.

Mas também era bom ter um amigo.

Era tão bom não ter que usar a minha voz rouca e baixa, que só sabia poucas palavras, uma delas sendo Jimin.

Era bom rir com Jimin, enquando ele passava uma mão no cabelo e dizia alguma coisa que o fazia cobrir a sua boca com uma risada de derreter corações.

Talvez eu estava gostando de mais de tudo isso. O jeito que a calça macia do seu pijama passava na minha própria perna quando ele se sentava com as pernas cruzadas, e ele tentava ficar mais confortável ao meu lado no sofá.

Eu aprendi muita coisa sobre ele, pequenas coisas como as pinturas que a sua mãe tinha o dado como presente antes dele se mudar, e as suas plantas na qual ele não tinha tempo nenhum para cuidar. Mas eu também aprendi sobre a sua vida, os seus amigos, as suas paixões. Ele trabalhava tão duro e era tão positivo.

Sentando no sofá dele, às sete horas da noite, com o seu calor ao meu lado e a sua doce voz me contando piadas, essa foi a primeira vez que eu percebi que eu gostava muito da companhia dele. Que eu não estava apenas tentando lidar com a forma como o seu olhar me incendiava enquanto nós sentávamos em nossas próprias casas, e ele me desenhava.

Eu queria estar ao redor de qualquer e todas as coisas Jimin.

Foi a primeira vez que eu percebi que eu estava realmente começando a gostar dele.

E eu estava com medo.



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