História Pandemic. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Magcon
Personagens Cameron Dallas, Hayes Grier, Nash Grier
Visualizações 5
Palavras 1.277
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Um milagre


A noite, mais uma vez, havia se aproximado. Junto consigo, a tremenda escuridão que os poucos postes de luz que ainda funcionavam tentavam ofuscar, o silêncio que só era quebrado pelo som dos passos dos garotos, e o desespero em encontrar um local seguro. 

Andaram por três horas, todos cansados, com sede, fome, e sem proteção. Se sobrevivessem seria como um milagre. Os três meninos decidiram dormir no último andar de um prédio qualquer. Tentariam pegar o necessário e descansar bastante, não sabiam quando teriam a oportunidade de dormir novamente. 

Adentraram no lugar com cuidado, subiram as escadas e abriram uma porta. Nenhum barulho era emitido e, após vasculharem cada parte, acomodaram-se. Hayes, o mais novo, com 17 anos, alcançou uma mochila em um dos armários e a encheu com comidas enlatadas, garrafas de água, roupas, um caderno, canetas, e alguns remédios que ali continham. Cameron, o mais velho, com 22 anos, encontrara um mapa pequeno em uma agenda escolar, e com a ajuda do mesmo tentava se localizar. O do meio, Nash, com 19 anos, trancava as portas e colocava mesas e cadeiras na frente, para garantir mais segurança. Estavam em uma rua que nunca fora agitada, e isso era muito bom. Apesar de tensos, os meninos se jogaram nas respectivas camas e deixaram os olhos se fecharem. Dentro do quarto estava tão frio quanto lá fora, mas isso não foi um problema, os armários possuíam cobertores. Infelizmente, os chuveiros e as lâmpadas pararam de funcionar há tempos, deixando de ter utilidade. 

Acordaram tarde no outro dia com raios de sol iluminando e aquecendo todo o ambiente. A vontade de continuar naquele apartamento era grande, mas todos sabiam o que tinham que fazer. O destino não estava tão longe de ser alcançado, e havia esperança de que, no final, tudo acabaria bem. 

Coletaram o necessário e saíram pela porta, não arriscando passar pelos outros apartamentos. Queriam continuar vivos por mais tempo. Logo encontraram o caminho correto e o seguiram. Viram carros abandonados e pensaram em pegar algum, mas achavam que seria perda de tempo, afinal, as ruas eram lotadas de tralhas. Passaram por muitos bairros e a noite estava se aproximando. Seriam mais dois ou três dias de caminhada. Já não aguentavam mais andar e ouvir reclamações. "Vamos parar um pouco", "Não dou conta de andar mais", "Falta muito?". Essas frases eram as únicas palavras que trocavam. Os três meninos, desde antes de tudo ocorrer, eram bem próximos, melhores amigos, mas não se sentiam à vontade para conversar nesses tempos. Apesar disso, eles se sentiam confortáveis por estarem juntos. Optaram por parar para descansar. Entraram em uma casa, pegaram o mesmo de sempre e dormiram, mas não por muito tempo. Os garotos voltariam para a estrada durante o escuro, precisavam adiantar o passo, e, como combinado, eles foram. 

Haviam brisas gélidas e os postes já não ligavam mais. Andaram por muito tempo, escutando barulhos que os deixavam assustados e atordoados. Tudo o que tinham agora eram facas encontradas em cozinhas, e não pretendiam usá-las. Eram apenas adolescentes, nunca imaginaram que estariam nessa situação, e claramente não estavam preparados. As mãos suadas e trêmulas não permitiam firmeza, o medo os desnorteava e a falta de claridade trazia tensão. Talvez essa seria a última noite deles, talvez não conseguiriam chegar no local desejado, talvez esse local não fosse real afinal, mas pelo menos estavam tentando, e isso bastava para eles. 

Um tempo se passou e nada havia acontecido. Seria sorte ou coincidência? "Algo ruim está por vir" pensavam. Não tinha como estarem vivos até o momento sem terem enfrentado as criaturas. E, mesmo não sabendo como prosseguir, eles se prepararam. Olhando para os lados, evitando surpresas, pararam, beberam água, comeram alguns chocolates que encontraram em uma das casas que visitaram, e deixaram facas reservas por perto. Caso algo ocorresse, deixariam o medo de lado e agiriam. 

Infelizmente, os meninos pensaram certo. Alguns minutos depois, várias criaturas apareceram. Desviaram de algumas e se esconderam por um tempo, haviam muitas para apenas três pessoas resolverem com facas de cozinha. 

-OK, chega de se esconder, a gente precisa ir. -A voz de Cameron provocou um eco, chamando atenção de seus amigos. 

Em poucas horas o sol nasceria e, quanto mais próximos de seu destino estiverem, melhor. Saíram do esconderijo e voltaram para a rua, dando de cara com poucas criaturas, maioria das que estavam por lá antes já tinham ido embora. Pegaram as facas e mataram todas que sobravam ali. Nunca haviam as encarado antes e isso precisava mudar. Eles sabiam que, se deixassem pra depois, não conseguiriam. 

Quando não viram nada além deles na rua, guardaram as facas e se olharam, estavam todos sujos de sangue. Esperaram alguns segundos para que a respiração voltasse ao normal e seguiram em frente. Andaram por muito tempo, até que encontraram uma fogueira acesa e algumas comidas enlatadas espalhadas pelo chão. Os três ficaram receosos e não sabiam se deveriam ou não se aproximar, aquilo poderia facilmente ser uma armadilha. Enquanto pensavam e discutiam se iriam continuar o trajeto ou checar o local, duas pessoas apareceram. Uma menina de estatura média, olhos castanhos, cabelos curtos e ruivos segurava uma katana, enquanto outra menina, uns três centímetros mais alta, olhos também castanhos e cabelos longos, de uma cor azulada, segurava um revólver Taurus 96 TA. Elas olharam os garotos e, em seguida, perceberam uma horda há alguns metros de distância. Eles não pareciam ter notado, então, com movimentos rápidos, os puxaram e os prenderam em um dos apartamentos do prédio ao lado. A ruiva pegou os enlatados e apagou o fogo, correndo para onde os outros se encontravam, trancando a porta e colocando pedaços de madeiras, cadeiras e mesas para impedir a entrada de criaturas. Os meninos, mesmo assustados, estavam agradecidos por terem sido salvos pelas desconhecidas. Após aquele momento tenso, olharam para os lados e se impressionaram com a quantidade de alimentos, bebidas, cobertas, facas, e até mesmo armas (algumas continham silenciador, o que era duvidoso). Onde elas arranjaram tudo aquilo? 

-Estão cansados? -A menina de cabelos azulados perguntou num tom não tão alto, para não chamar atenção das criaturas, e, ao ver os três assentirem, os guiou até um pequeno quarto, com duas beliches e um armário. -Tem algumas roupas de antigos moradores, caso quiserem se trocar, os banheiros possuem água, mas só gelada, e nem é tanta. -Ela sorriu fraco. -Sintam-se à vontade.

-Obrigado. -Cameron se dispôs a falar, agradecendo por todos. Ele olhou ao redor, estudando o local. Foi até a janela e viu a quantidade de criaturas andando pela rua, se estivessem lá fora, provavelmente estariam mortos. Os três garotos olharam as opções de vestimentas e escolheram algumas, trocando a que usavam há dias. Não tomaram banho pela água estar muito gelada e o início da noite contar com congelantes -10°C. Desde a mudança, um tanto quanto radical (e trágica), a temperatura ficou descontrolada, podendo variar de calorosos 30°C à -15°C em poucas horas. 

Cameron, Nash e Hayes conversaram um pouco entre si, mas não sobre a atual situação, e sim aleatoriedades, coisa que não faziam há tempos, e em seguida dormiram.

Acordaram tarde, a manhã já havia acabado. O cheiro de comida era forte e despertou a fome dos garotos. Foram até a pequena cozinha do apartamento, vendo a ruiva, que se apresentou como Ana, mexendo em uma panela. 

-Espero que vocês estejam com fome. -Ela disse com um sorriso reconfortante, colocando na mesa pratos cheios de macarrão, logo disponibilizando o molho vermelho. Eles comeram com certa rapidez, não comiam uma refeição de verdade todos os dias. Agradeceram por tudo e decidiram continuar andando, tinham muita estrada pela frente.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...