História Paper - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Yuri!!! on Ice
Tags Otayuri, Victuuri
Visualizações 306
Palavras 2.742
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


A partir de agora, a história deixa de ser inspirada em fatos reais.
Boa leitura.
Perdoem a demora, eu estava com problemas pessoais muito sérios.

Capítulo 13 - Beterraba


Fanfic / Fanfiction Paper - Capítulo 13 - Beterraba

Eu só quero dormir. Amanhã eu resolvo isso.

...

 

O barulho de panelas me acorda. Resmungo baixinho, encolhendo o corpo nas cobertas. Viro para o lado, viro para o outro. Mais alguns minutos, e mais sons. Aperto os olhos.

 

Suspirar. Essa coberta tem um cheirinho bom. Amaciante. Esfrego o tecido macio no meu rosto. Preciso ir trabalhar. Só mais dois minutos. Se eu levantar rapidinho vai dar tempo? Mais três minutos. Viro para o outro lado, que coberta macia. Não quero levantar.

 

Eu quero dormir até nunca mais acordar.

 

Mais um barulho de panela, um cheiro de café. Meus olhos estão grudentos. A boca tem um gosto esquisito. Estalo as costas, estalo o pescoço. A preguiça me domina.

 

Embrenhado às cobertas, puxo meu corpo para cima, esfregando os olhos e a boca com baba seca. Bocejar. Esticar, esticar, esticar. Minhas costas parecem aquelas embalagens barulhentas, cheias de estalos.

 

Jogo as pernas para o lado, sentando e levantando. Respire fundo, Yuri. Respire.

 

Quando isso vai acabar? Já não acabou? Por que ainda me sinto assim?

 

Caminho cambaleante até a cozinha, vendo Otabek passar café. Uma mesa quase posta, com alguns pães que ele provavelmente comprou mais cedo.

 

—Bom dia...

 

—Já acordou, Yuri? Foi meu barulho?

 

—Foi sim. Mas eu tenho que ir trabalhar de qualquer forma.

 

—Quem disse que você vai? — A voz robusta atravessou meus ouvidos como um elefante a trotar.

 

Encarei seu rosto. Ele não manda em mim. Manda? Não!

 

—Eu vou.

 

—Não vou deixar você ir depois do que aconteceu.

 

—Vai ter que deixar.

 

Nós nos encaramos, e ele cruza os braços. Sua boca se curva em reprovação. Ele parece zangado. Cruzo meus braços também, escorando na porta, desafiante. Ele resmunga, soltando o ar de forma ríspida entre os dentes.

 

—Tudo bem, vá. Depois não chore em meu ombro.

 

Reviro os olhos, pegando a xícara de café que ele acabara de servir e me guiando para o banheiro. Apoiar a xícara na pia, lavar o rosto. Essa espinha é nova. Estouro. Sangrou. Merda.

 

Ok, próximo. Escovar os dentes, mijar e essas coisas. Oh, meu café.

 

É engraçado pensar que Otabek bateu punheta para mim nesse banheiro, ontem.

 

Na verdade, provavelmente ele já fez isso dentro daquelas cobertas que eu dormi.

 

Isso deveria me excitar tanto quanto me excitou?

 

Pentear os cabelos, prender. Desfaz, prende. Vai ficar assim mesmo. Não está tão mal.

 

Visto as roupas que estavam na minha mochila, desamassando com a mão. Tênis, celular. Mensagem de Victor. Não me dou ao trabalho de responder.

 

Otabek parece que estava pronto para sair, e então peço uma carona. Ele me encara como quem tivesse pena. Não faça isso.

 

Não tenham pena de mim.

 

Não tenham pena de mim, por favor.

 

Eu sei quem eu sou, eu sei as consequências do que eu faço. Não mereço pena. Eu sou apenas mais uma pessoa que fracassou e está tentando seguir em frente.

 

Entro no pequeno estabelecimento. Senhor Nishigori estava lá, com sua esposa. Engoli seco.

 

Dou bom dia para todos, e visto o avental. Sementes para cá, terra para lá.

 

Flores. Petúnias, margaridas, orquídeas.

 

Orquídeas.

 

Elas me lembram tantas coisas. São tão únicas e tão puras. São flores que demoram a florescer, e só o fazem nas condições ideais. Me lembram a pessoa que eu poderia ter sido.

 

Os meus quinze anos foram a grande mudança. Quando vim para os Estados Unidos, não imaginava que estaria nessa situação.

 

Meus quinze anos foi o pior ano da minha vida. O ano que deixei de ser uma margarida, e me tornei uma dama da noite.

 

Acho que estou ficando muito perto de flores. Estão me contaminando.

 

Tudo é contagioso. Tudo incomoda, fede, me enoja. Tudo é vírus.

 

A mão do homem velho é discreta, porém ao mesmo tempo precisa e angustiante ao tocar não só meu corpo como a alma que ainda sobrevive sofregamente dentro das camadas mais entranhadas da minha mente.

 

O quadril se esfregando em minha coxa me traz vontade de vomitar. Nojo. Nojo. Não consigo nem ao menos levantar o olhar, apenas me encolho mais e mais no balcão. Escuto seu gemido, reprimo um choro, um soluço. Cada centímetro está quebrado agora.

 

Eu já não tinha dignidade antes. Mas antes eu tinha um emprego sem dignidade, era uma escolha. Agora eu não escolhi isso, não escolhi nada disso.

 

Eu sei que sua expressão é de prazer. Não preciso ver para saber.

 

Não quero ver.

 

Não quero acreditar.

 

Uma moça nova, uns quatorze anos, entra na loja. Meu olhar se agoniza quando o homem se afasta de mim.

 

Não.

 

Não faça isso.

 

Ele se aproxima dela, e eu não quero ver.

 

O nojo me corrói, eu prefiro morrer.

 

Me afasto em passos rápidos para o interior da loja, agachando no chão.

 

As lágrimas são velozes, machucam a minha pele.

 

—Yuri?

 

A mulher se agacha à minha frente, é a esposa de Nishigori. Ela nunca vai à frente da loja, então não deve ter ideia do que acontece.

 

Ou sabe, e aceita acobertar o marido.

 

Eu queria nunca ter tido a oportunidade de pensar nisso. Quero minha inocência de volta.

 

—Tudo bem com você? Aconteceu algo? —Sua voz é gentil, parece verdadeiramente preocupada.

 

—Está tudo bem sim.... É... É só pressão da faculdade mesmo, não precisa se preocupar.

 

Ela sorri, levanta, e estende a mão para mim. Encaro seus olhos por dois ou três segundos, antes de me levantar sozinho.

 

Não sintam pena de mim. Eu não sou digno dela.

 

Eu nunca fui.

 

Você já deve ter sentido isso antes, com certeza. A sensação de não merecer nem mesmo misericórdia.

 

Caminho até a entrada da loja, vendo a menina ir embora com uma feição triste. Não quero imaginar. Às vezes eu odeio ter tanta malicia assim. Eu sempre penso o pior das pessoas. E para piorar, na maior parte das vezes eu estou certo.

 

Isso me faz sentir nojo do mundo, na verdade. Saber que todos são tão ruins, e fingem ser tão bons. Eu sou ruim, e eu até digo. Digo alto, pois sou e sei disso.

 

—Você estava chorando, moleque frescurento? —A voz de Nishigori dói, me arranha.

 

—Não senhor.

 

—Tem algo para reclamar, pirralho? —Ele se aproximou desafiante.

 

—Não senhor.

 

—Tem certeza? —Sua mão escorre para minha cintura, descendo e apertando minha coxa. Nojo.

 

—Absoluta, senhor.

 

—Bom mesmo. —Ele se afasta. As lágrimas voltam a cair. Quando meu pesadelo vai acabar? Quando eu for embora do mundo?

 

Quando minha alma atravessar o manto leitoso que divide a Terra do céu? Quando os vermes comerem minha pele e órgãos por debaixo do solo?

 

Ou tudo se repetiria? Como sina, destino? Nascerei e acordarei mil vezes nesse mundo e por mil vezes serei abusado.

 

Por mil vezes eu chorarei e por mil vezes desistirei.

 

Apenas para passar por tudo mais uma vez, e outra após a outra.

 

[...]

 Algumas horas depois.

[...]

 

Subo as escadas do meu prédio. Eu preciso voltar para casa algum dia, não é mesmo? Não sei se quero ver Otabek agora, vou me trancar no quarto e me afogar.

 

Afogar?

 

Meu avô não me recepciona da forma usual. Sem gritos. Sem baques surdos.

 

Na verdade, ele parece extremamente abalado. Está sentado no sofá, o chapéu nas mãos. O rosto, marcado pelo sol, tem suas expressões fortes destruídas pelo tempo. A voz não é embargada pelo álcool, mas sim pela tristeza.

 

—Onde você estava? Você estava chorando?

 

Não quero responder.

 

Meu avô, é um homem sofrido. Marcado pela pior fase da Revolução Russa, viveu a pobreza extrema. Negligenciado pelo governo, pela família. Mal tinha o que comer. Uma batata por dia, todos os dias, disse uma vez. Pensou que vir para os Estados Unidos, terra das oportunidades, era a melhor decisão.

 

Ah, como estava enganado. Não falava uma palavra sequer de inglês, ainda não fala bem. Desesperado, sem emprego, completamente sem base, entregou-se à bebida. Não é fácil para ele, não o culpem. Ele se esforçou, mas ele é homem, e é russo. Ver-se numa casa, sem emprego e um neto que se prostitui para pagar as contas, é uma vergonha para ele. Para mim também, ouso dizer.

 

Agora que arrumei um emprego considerado por ele decente, está mais tranquilo. A Rússia é um país extremamente conservador, assim como meu avô é tal. Homofóbico ao extremo, surtou quando me viu chegar em casa de madrugada com um par de saltos e dinheiro sujo.

 

Aceitou, no entanto. Família de sangue, sangue. Nós temos apenas um ao outro e a mais ninguém. Eu o amo.

 

—Vou para o meu quarto vovô. Tenho que estudar. Me chame se precisar de algo.

 

Ele não parece ouvir, tem o olhar fixado no além. Assente com a cabeça.

 

Tranco a porta.

 

Sento na cama surrada, e me jogo desleixado.

 

O calor da água que escorre de meus olhos é a única coisa que me aquece. Não sei quanto tempo passou. Também não sei por que choro, só sei que choro e choro.

 

Eu me sinto completamente sem rumo, sem chão. Sem ao menos vontade de respirar. Não tenho pulmão, nem ar, nem traqueia.

 

É como se eu não tivesse direito de viver. Nunca tive.

 

Não é culpa dos outros. Apenas minha. Eu estou errado, sempre estive.

 

Poderia ter me esforçado mais. Poderia, sim. Poderia ter estudado, entrado no curso dos meus sonhos. Eu tenho algum sonho? Eu poderia ter estudado muito.

 

Mas eu escolhi seguir o mesmo rumo que ela. É culpa do líquido pegajoso que parece entupir as artérias.

 

Entraria em medicina ou advocacia. Se eu conseguisse bolsa estaria feito. Provavelmente não conseguiria muito, apenas o suficiente. Existem bolsas para alunos carentes na faculdade, mas parece que eles não querem me aceitar.

 

Eu mexi em todos os papéis com tanto carinho, me esforcei tanto. Para chegar e não me aceitarem. Estou cansado. Quero chorar. Fiquei sabendo de duas irmãs, de família boa, que conseguiram quase todos os auxílios e bolsas.

 

Isso é engraçado. Injusto, na verdade. Não reclamei, nunca reclamaria. Não posso reclamar. Já sou muito grato por ao menos ter a chance de entrar lá dentro. Mas se eu tivesse conseguido, talvez não precisasse passar por tudo isso.

 

Cansa, sabe? Cansa muito. Suspiro, encolhendo-me na cama. Meu telefone toca. Não quero atender.

 

Eu consegui esse celular de uma forma engraçada. Ainda não tinha entrado na faculdade, ganhei de Mila. Na época, era o celular dela. Ela conseguira outro, não muito melhor que esse na boate, então deu o antigo a mim. Nunca fui tão grato por ela na minha vida. Bom, as mensagens funcionam, Facebook e Instagram também. Apenas isso está bom para mim. Ótimo, na verdade.

 

O toque irritante soa novamente. Forço meu corpo a se levantar, e minhas mãos alcançam o botão de atender.

 

—Oi.

 

—Yuri? Cadê você? —É Otabek. A voz dele me acalma.

 

Eu não o avisei que voltaria para casa, acho que ele se preocupou.

 

—Em casa.

 

—Como assim? Yuri. Eu vou te pegar aí agora. — Soltei um resmungo longo em resposta. —Eu quero te levar para ver um filme. —A voz dele é hesitante, com um certo medo.

 

—Filme?

 

—Aham. É uma comédia, vamos, por favor.

 

Aceitei o convite e começo a me arrumar. Um banho rápido, a água está gelada. O chuveiro queimou de novo? Que merda.

 

Camisa verde claro, calça jeans. Tênis de sempre. O interfone toca.

 

Desço correndo até a rua, vendo Otabek em sua moto. Ele me estende o capacete, e eu subo. O vento cheio de poluição bate na minha cara e fere a minha pele. Quero abraçar seu corpo. Não o faço.

 

Chegar no cinema e escolher o tamanho da pipoca é mais uma das minhas divertidas ilusões que só tenho com Otabek. Aqueles parcos momentos que esqueço quem sou e posso fingir ser uma pessoa normal.

 

O filme não era interessante, mas Otabek ria como uma criança. Piadas que não me agradavam.  Abracei meu corpo ao ouvir mais uma piada sobre travesti, que Otabek fez menção de gargalhar. Eu quero chorar.

 

Mais uma, e outra. Esse filme não acaba? Os olhos morenos estão fixados em mim.

 

— O que foi? Não tá gostando?

 

—Claro que não.

 

Ele olha confuso, a expressão fechada. Volta o olhar para a grande tela e mantem-se calado por todo o tempo restante do filme. Agradeço mentalmente por isso.

 

Ao terminar, nem espero as luzes serem acessas para levantar do meu lugar e descer as escadas. Otabek me segue, apressado.

 

—Yura? O que foi? O que aconteceu?

 

—Que filme imbecil você me trouxe para ver hein? — A voz é debochada.

 

—Imbecil? — Ele fala um pouco mais alto. —Como assim? É um filme normal?

 

Começo a descer até o estacionamento. Quero ir para casa.

 

—Ah sim, normal. E você consegue dizer isso olhando para um cara que se traveste?

 

—O quê? Agora tudo tem a ver com você? —Ele está irritado.

 

—Claro que não Otabek! Mas você sabe muito bem que tipo de pessoa eu sou e me leva para ver esse tipo de filme? Você não um pingo de noção né?

 

O estacionamento é vazio.

 

—E eu lá ia saber? É só uma piada! Você que não entendeu! Além do mais, o sem noção aqui é você!

 

Seus braços estão se movimentando de forma rápida e brusca, as veias já começam a saltar. A voz dele está gritada.

 

—Sem noção? Tem certeza disso? Não sou eu que quase bate numa pessoa e depois tenta beijar ela! Você é um imbecil! Um imbecil violento!

 

—Ah, cale a boca! Você fica dando para seu chefe e eu não falo nada!

 

—Dando?! Quem disse que eu dou algo? Quer saber? Me leva para minha casa agora!

 

Depois, é rápido.

 

O susto corre, a adrenalina aumenta e os olhos arregalam quando ele segura meu pulso com força.

 

Os olhos estão firmes, tais quais os meus. Curvo meus lábios em raiva, puxando meu braço. O aperto dói mais na alma do que na pele.

 

—Bata! Bata em mim, Otabek! Você não está louco para fazer isso? Bata em mim! —Eu grito completamente fervido de raiva, e ele solta meu braço, se virando. Coloca as mãos em punho nos olhos, gritando de forma rápida.

 

Algumas pessoas param para ver, sorte que falamos em russo um com o outro.

 

—Coloca o capacete, vou te levar para casa. – Ele resmunga, subindo na moto. Subo em seguida, sentando o mais afastado que a moto nos permitia.

 

O trajeto é silencioso, é perturbador. Ele respira pesado, a velocidade da moto me assusta um pouco.

 

Chegamos na minha casa.

 

—Entregue. —Ele resmunga quando eu saio da moto, e eu mal entrego o capacete de volta e ele arranca. O corpo em altíssima velocidade faz a curva quase paralelo ao chão. Eu deveria me preocupar? Não.

 

Meu pulso está avermelhado. Subo as escadas, as lágrimas estão presas na garganta. Não quero chorar por ele.

 

Ao entrar, meu avô está na cozinha. O cheiro de molho de beterraba é forte. Ele não fede à bebida e a barba está feita.

 

Eu ter saído das ruas foi a melhor coisa para ele e para mim. Eu posso aceitar continuar sendo assediado, se for para ver meu avô bem. Para ele, não ver o neto vendendo o próprio corpo é uma terapia.

 

—Oi vovô.

 

—Oi meu amor. Você não ia sair com seu namorado hoje?

 

—Ele não é meu namorado. —Me sento no banquinho de madeira velha. —A gente saiu, mas ele acabou de me trazer.

 

Meu avô serve um copo de água para mim e se senta na minha frente.

 

—Por que? O que aconteceu? Você não estava dormindo na casa dele?

 

—Estava, mas ele foi um babaca comigo.

 

—O que ele fez? —Meu avô resmungou, enraivecido.

 

—Ele é meio... ah, deixe para lá. —Bebo minha água e me levanto. — Vou dormir, boa noite.

 

—Yuri... —Ele me chama, e eu me viro.

 

—Sim?

 

—Ele não bate em você nem te força a nada, né?

 

Não respondo. Sei que minhas sobrancelhas estão juntas, e minha respiração fica descompassada.

 

—Não precisa responder. Vá dormir, meu pequeno Yuratchka. —O tom de tristeza é notável, e eu entro no meu quarto.

 

Não sei se consigo nem chorar.

 

Otabek é um babaca? Não. Ele é um pouco violento? Talvez.

 

Eu tenho um pouco de medo dele, assumo. Medo de ele se cansar de mim, me estuprar e depois sair rindo.

 

Hoje eu vi o quão forte ele se segurou para não me bater por um motivo completamente besta.

 

Eu não quero ser um saco de pancadas.

 


Notas Finais


Obrigada por lerem. Eu agradeceria se vocês comentassem, especialmente o que acharam do começo do desenvolvimento do avô do Yuri, heh.


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