História Paper Moon - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Tags Dean Winchester, Sam Winchester, Shelley Hennig, Supernatural
Exibições 110
Palavras 2.505
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, meus amores!! Voltei mais rápido do que da última vez (eu ouvi um "aleluia"? Kkkkk). Obrigada pelo apoio de sempre, sem vocês, PM não seria PM!! Boa leitura! ♥

Capítulo 24 - Pure Truth - Part II


Fanfic / Fanfiction Paper Moon - Capítulo 24 - Pure Truth - Part II

POV Dean Winchester

 

 

- Então, Charlotte, por que não nos diz o que quer da Caroline? – Indaguei, arqueando uma sobrancelha.

- Conhecer essa droga de família que me abandonou, quero que essa pirralha me ame e descobrir tudo que envolve nosso passado. – Falou de uma vez e pôs a mão na boca. – Por que eu disse isso?

- Seja lá o que estamos lidando, eu fui amaldiçoado. – Sorri de canto, enquanto os três me encaravam boquiabertos.

- Então, é isso? Você pede a verdade e as pessoas lhe dão? – Caroline questionou e essa possibilidade parecia incomodá-la.

- É isso aí. – Sorri, maroto. – Mas, afinal, o que tem nessa caixa? – Indaguei, abrindo a caixa da primeira vítima da maldição. – Esse era o bichinho da garota? – Questionei, fitando o crânio de animal que estava na mesma.

- Ela estava obcecada. – Sam respondeu, voltando sua atenção para o notebook.

- Você quer dizer: doida. – Charlotte se pronunciou.

- Então, crânio de gato, grão-do-paraíso e cadarço do diabo. – Sam falou, erguendo os ingredientes que estavam dentro da caixa. – Misture-os bem e terá um feitiço para invocação.

- Demônio? – Questionei.

- Deus. – Meu irmão respondeu. – Corey queria tanto saber se seu namorado a traía, que pesquisou por aí e não conseguiu nada. Então ela procurou outro tipo de ajuda, abrindo uma porta que ela não fecharia. Agora, todos na cidade que pedem a verdade, invocam Veritas. Ela não apenas te dá, ela joga em você até você se matar e ela conseguir seu tributo.

- Então, é por isso que o “tributo” está desaparecendo do necrotério? – Care indagou.

- Deuses têm que comer também. – Respondi.

- O que significa que temos que matá-la ou você estará no cardápio. – Sam concluiu.

- Certo. O que sabemos além da garota doida do gato? – Questionei.

- Cães são seu ponto fraco. – Sam respondeu.

- Naturalmente. – Charlotte falou, irônica.

- E que ela já foi uma deusa bem ativa, vinha das montanhas para trazer a verdade às massas. Ela queria mais que um tributo, queria ser adorada. – Sam concluiu.

- Uma piranha que quer atenção. – Care falou, pensativa.

- Se quiser colocar dessa forma...

- E qual é a versão do século XXI de “trazer verdade às massas”? – Indaguei, deduzindo quem poderia ser nossa Verita.

Seguimos para o estúdio de TV da cidade, qual a melhor forma de trazer verdade às massas, se não sendo uma repórter de TV? Meu raciocínio era brilhante, sou um gênio!

- Acha que essa deusa vem como Diane Sawyer do interior? – Sam indagou.

- Sim, pode chamar de pressentimento. – Respondi.

Conseguimos nos infiltrar no estúdio e roubar os erros de gravações de Ashley Frank, nossa possível Verita. Voltamos ao motel e passamos a madrugada inteira vendo seus chiliques a cada erro. Nos revezamos para assistir aquela sequência que parecia não ter fim, já estávamos a ponto de desistir quando Sam chamou nossa atenção.

- Pessoal, olha isso aqui. – Fitei a tela do notebook, onde um cachorro latia incansavelmente para Ashley.

- Amplia isso. – Care pediu.

Sam o fez e, só então, notamos a luz azul que emanava dos olhos da repórter.

- É... acho que encontramos nossa Verita. – Charlotte falou, pegando sua jaqueta.

Voltamos ao estúdio de TV e ficamos de tocaia. Seguimos Ashley até sua casa.

- Parece normal, não é? – Sam indagou, fitando a fachada.

- Tenho certeza que, lá dentro, está cheio de bizarrices. – Care comentou.

- Prontos? – Indaguei, erguendo os quatro punhais.

- Sempre. – Caroline respondeu. Entreguei uma lâmina a cada um e Sam pegou um pote de sangue.

- E isso é? – Charlotte indagou.

- Sangue de cachorro. – Respondeu e ela fez cara de nojo.

- Vou querer saber de onde tirou isso? – Caroline indagou.

- Provavelmente não.

- Certo, vamos lá. – Banhamos nossos punhais com sangue de cachorro e invadimos a casa.

- Cadê a bizarrice? – Care indagou, a casa estava normal até demais. Um gato passou correndo em nossa frente e nos entreolhamos, seguindo o animal escada abaixo, chegando ao porão. O ambiente era iluminado por velas e, no centro da parede, havia um quadro com a mesma imagem do site que Sam havia encontrado. Uma Verita.

Continuamos seguindo o gato, que entrou numa das portas do cômodo e acabamos encontrando os “tributos” desaparecidos. Havia corpos de pessoas em decomposição erguidos por ganchos, sobre macas e, numa delas, o gato se saboreava com os restos mortais de alguém.

- Vocês vieram para o jantar? – Ashley surgiu na porta, ela usava um vestido dourado antigo e joias da mesma cor. A Verita ergueu a mão e, num movimento rápido, nós quatro fomos jogados para trás e tudo se apagou.

Abri meus olhos e tentei me levantar, só então notei que estava amarrado, assim como Sam, Charlotte e Caroline. Percebi que, diferente de nós, Care ainda não havia despertado.

- Fiquem sentadinhos. – Ashley falou, enquanto averiguava os cadáveres de suas vítimas. – Vocês serão os próximos.

- Caroline! – Chamei, mas ela permaneceu desacordada.

- Acho que sua amiguinha não é tão forte como vocês. – Ashley riu.

- Se tocar nela, eu juro por Deus que...

- Cale a boca! – Esbravejou. – Você não percebeu que não está em condições de me ameaçar? – A Verita abriu a boca de um dos cadáveres e, utilizando uma pinça, arrancou a língua do mesmo. – A língua... é a parte mais saborosa. É de onde saem as mentiras. – Falou, dando uma mordida na mesma e eu desviei meu olhar da cena, vendo Charlotte revirar os olhos. Care finalmente acordou. Suspirei, aliviado. – Mal posso esperar para comer as suas. Já vi mentirosos antes... mas vocês?! Medalha de ouro. – Falou, largando o último pedaço de sua “refeição” e aproximou-se de Care.

- Não encoste nela! – Esbravejei, tentando me soltar das amarras.

- Principalmente você, minha querida. – Ela tocou o rosto de Caroline, que virou a cabeça na direção oposta. – Você exala mentira.

- Motivo de orgulho profissional. – A morena sorriu, cínica.

- Eu não ficaria tão convencida se fosse você, Caroline. Sabe o que acontece quando sua vida se baseia em mentiras? – Care permaneceu calada. – A verdade vem à tona e... – Ela não completou. – Então, enquanto vocês ainda têm suas línguas, seria divertido se cada um desabafasse. – A deusa abaixou-se ao lado de Care. – Acho que é sua vez de desabafar. Que tal a gente jogar um pouco de “verdade ou... verdade”? O que devíamos perguntar à Caroline? Algo... pessoal? Sobre o Dean? Estou curiosa, Caroline. Por que não conta ao Dean o que você esconde dele? Por que não diz a ele o tipo de gente que você se aliou nessa sua busca incessante pelo passado? – Encarei Caroline que estava com a cabeça baixa, a morena voltou seu olhar para mim.

- Dean, eu... – Antes que ela pudesse responder, Charlotte soltou as cordas que a prendiam e apunhalou o coração da Verita, que caiu no chão... morta.

 

  

POV Caroline Grey

 

 

Dean não disse uma palavra sequer durante a volta ao motel, o clima dentro do Impala estava silencioso e pesado, agradeci mentalmente quando chegamos. Entrei no quarto e, só então percebi que meu celular não estava em meu bolso.

- Está procurando por isso? – Charlotte indagou, erguendo o aparelho e eu peguei o mesmo, rapidamente.

- Não sabia que você era ladra. – Falei, irritada.

- Você esqueceu no carro, sua abusada. – Falou, revirando os olhos.

- Tudo bem, já pode sair. – Falei, sem encará-la.

- Pra que? Pra você ligar para o Tom? – Questionou e eu a encarei, surpresa.

- Como sabe do Tom?

- Eu sei tudo sobre você. – Falou, se jogando na cama. Garota abusada.

- O que quer para não contar? E quanto vai me custar? – Indaguei, revirando os olhos.

- Se eu quisesse contar, já teria contado. – Bufou. – Você ainda não entendeu que eu não sou esse monstro que você imagina?

- Não. – Respondi, seca. – Será que dá para sair do meu quarto? Eu preciso pensar em algo para que o Dean não me mate.

- Eu posso te ajudar.

- Não preciso da sua ajuda. Vai lá dar em cima do Sam e me deixa em paz. – Falei e ela gargalhou.

- O que te faz pensar que eu estou afim dele? – Questionou.

- Porque se estiver afim do Dean, eu vou arrancar cada um de seus órgãos, sem anestesia. – Respondi, sem pensar e, só então, notei a bobagem que eu havia dito.

- Não se preocupe, eu não estou afim do seu Dean. – Falou, erguendo as mãos em rendição.

- Ei! Ele não é o “meu” Dean. – Falei, séria.

- Eu posso fingir que esqueci isso, se você aceitar minha ajuda. – Sorriu de canto.

- Por que está fazendo isso por mim? Você sabe que eu te odeio, não é? – Questionei.

- Mesmo que você me odeie, estamos no mesmo barco. Você afunda, eu afundo junto. Qual é, nós somos irmãs! Já passamos boa parte de nossas vidas longe uma da outra, não vamos estragar o resto de tempo que ainda temos.

- Até que enfim uma pessoa realista por aqui. – Falei, a encarando. – Acho que vamos nos dar bem. – Sorri de canto.

- Então vamos focar no agora, convencer o Dean não deve ser nada fácil. – Falou, pensativa.

- Eu consegui driblar a desconfiança dele antes, mas, depois de hoje, ele jamais vai acreditar em mim. – Bufei.

- Não seria mais fácil contar a verdade?

- Você está louca?! – Quase gritei. – Se o Dean souber que eu ando trabalhando com um... – Fui interrompida por Tom, que entrou no quarto.

- Dá pra vocês falarem mais baixo? Os Winchester estão no quarto ao lado. – Bufou.

- Você está louco? Como ousa aparecer aqui depois do que aconteceu hoje? – Ele só podia estar pirado.

- Você deve ser Charlotte. – Falou, fitando minha irmã. – Beleza é de família. – Sorriu, galanteador. Charlote e eu reviramos os olhos na mesma hora. – E essa mania também.

- Sai daqui, agora! – Esbravejei.

- É assim que me agradece a notícia que vim trazer? – Fingiu estar ofendido.

- É melhor falar logo. – Falei, com raiva.

- Calma aí. – Ergueu as mãos, em rendição. – Eu conversei com uma velha amiga... uma bruxa milenar, sabe? E como ela me devia um favor, eu consegui isso. – Falou, erguendo um papel, amarelado, parecia existir há séculos.

- E o que é? – Indaguei.

- Um feitiço capaz de abrir qualquer, repito, qualquer objeto enfeitiçado. – Falou, sorrindo misterioso.

- O baú! – Deduzi e, quando iria pegar o papel de sua mão, o mesmo desviou.

- Primeiro meu beijo. – Sorriu, galanteador.

- Aqui seu beijo. – Falei, retirando a lâmina da minha bota.

- Calma, nervosinha. – Finalmente me entregou o papel.

- O baú não pode ser aberto. – Charlotte falou, parecia estar assustada.

- E por que não? – Indaguei.

- Samantha disse que era perigoso para nós. – Falou, assustada.

- É melhor você falar logo o que sabe. – Falei, sem paciência.

- Eu não vou falar na frente de um ser como ele. – Falou, fitando Tom. – Você pode confiar nele, mas eu não.

- Quanto preconceito. – Tom dramatizou.

- Tom, sai daqui. – Falei, séria.

- Me usam e depois me mandam embora... mulheres! – Tom falou, sumindo dali.

- Samantha me disse que o baú é o foco de tudo, seja lá qual for a finalidade, precisam da caixa e de nós. É como se um estivesse incompleto sem o outro. Embora contenha tudo o que queremos saber, também pode causar nossa total destruição.

- Resta saber se vale a pena nos destruir para descobrir a verdade. – Falei, analisando o feitiço.

 

 

POV Sam Winchester

 

 

- Ela está me escondendo algo, Sam! – Dean esbravejou pela milésima vez. – E eu sinto que não vou gostar nada de descobrir o que é. Eu vou falar com ela! – Antes que ele saísse, me pus em sua frente.

- Ei, ei, calma aí! Vai com calma, cara. Melhor esfriar a cabeça antes.

- Eu não quero esfriar a cabeça, quero que ela seja sincera comigo.

- Você não vai conseguir arrancar nada dela do jeito que está. Sabe tão bem como eu que a Caroline odeia ser pressionada. – Tentei acalmá-lo.

- Não me interessa o que ela gosta ou não, preciso tirar essa história a limpo. – Bufou.

- Lembre que eu te avisei. – Falei e ele suspirou, pesadamente, saindo do quarto.

Tomei um banho demorado, enrolei a toalha em minha cintura e saí do banheiro. Charlotte estava sentada na minha cama e percebi seu rosto enrubescer ao notar que eu estava seminu. A morena baixou a cabeça.

- Desculpa, eu... eu não sabia. – Falei, tímido.

- Tudo bem. – Charlotte riu. – Qualquer lugar é melhor longe da discussão da Caroline com o Dean.

- Eu avisei a ele para não falar com ela agora. – Bufei.

- Acho que não surtiu muito efeito. – Percebi o olhar de Charlotte se direcionar ao meu peitoral.

- Eu... eu vou vestir uma roupa. – Falei, pegando minha mala e entrando no banheiro.

Me vesti e voltei ao quarto.

- Será que eles vão demorar muito? – Charlotte indagou, fitando o relógio de pulso.

- Eu os conheço o suficiente para saber que sim. – Ri.

- Mas que droga! – Bufou.

- Não precisamos ficar aqui enquanto eles brigam. – Dei de ombros. – O que acha de tomarmos um drink?

- Sam Winchester me convidando para beber? É isso mesmo? – Questionou, sorrindo de canto.

- Interprete como um agradecimento por ter acabado com aquela vadia hoje. – Retribui o sorriso.

- Tudo bem. – Peguei as chaves do Impala e dirigi até um bar que ficava próximo à saída da cidade.

Charlotte e eu entramos no estabelecimento. Havia poucas pessoas, uma música country antiga soava pelo bar. Pedimos um whisky e mal percebemos as horas se passarem. Charlote me contou todas as encrencas que se meteu e eu percebi que ela era tão louca quanto Caroline.

- Você disse isso a ele? – Indaguei, gargalhando.

- Disse, seguido por um chute em suas partes baixas. – Respondeu, entre risos.

- Você é louca!

- Nossa, eu adoro essa música! – A morena falou, se levantando.

- Acho que já está bom de bebida por hoje. – Falei.

- Não seja careta. – Charlotte seguiu para o centro do bar e começou a rebolar ao som de “Man! I Feel Like a Woman”.

- Você é muito louca! – Sussurrei para ela, enquanto ela fazia caras e bocas, sem parar de dançar.

- Oh, oh, oh, I wanna be free, yeah, to feel the way I feel. Man! I feel like a woman! – Ela cantou, arrancando sua jaqueta e jogando para mim. Agarrei a peça no ar, ainda rindo.

- Está bem, por hoje chega! – Falei, a conduzindo para fora do bar.

- Você é um chato, Sam! – Falou, rindo, enquanto eu colocava seu cinto de segurança.

Charlotte dormiu durante a volta ao motel, a carreguei até seu quarto e a coloquei na cama. Tirei suas botas e cobri seu corpo com o lençol.

- Sam? – Ela me chamou, sonolenta.

- Oi. – Respondi.

- Fica aqui... por favor. – Pediu.

- Tudo bem. – Me deitei no sofá, ao lado da cama e acabei pegando no sono.


Notas Finais


(Desculpem os erros, não revisei!!). Alguém tem alguma ideia do que o Tom é? Ou o que seriam esses planos que as garotas estão envolvidas? E esse baú, hein?!


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