História Paper Towns Jikook - Capítulo 12


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts, Exo, Got7, J-hope, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Kookmin, Rap Monster, Sope, Suga, Yoonseok
Visualizações 36
Palavras 1.217
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - T w e l v e


Havia uma cerca de arame à nossa frente, mas tinha menos de dois metros de altura. Como Jimin falou: — Sério mesmo, primeiro cobras garter, agora esta cerca? Esse sistema de segurança é uma espécie de insulto aos ninjas.  

 

  Ele escalou a cerca, girou o corpo e desceu do outro lado, como se fosse uma escada simples. Eu consegui não cair.  

 

  Passamos por um pequeno matagal de árvores, nos espremendo contra uns tanques opacos que um dia provavelmente tinham abrigado algum animal, e então saímos em um caminho asfaltado e vi o imenso anfiteatro onde Shamu me dera um banho quando eu era criança. 

 

Os pequenos alto-falantes alinhados ao longo do corredor estavam tocando música ambiente. Talvez para acalmar os animais. 

 

— Jimin — falei —, a gente está no SeaWorld.  

 

  — Sério? 

 

E então ele correu para longe de mim e eu o segui. Chegamos ao tanque das focas, mas não parecia haver nenhuma ali dentro. 

 

  — Jimin — repeti —, a gente está no SeaWorld.  

 

  — Aproveite — disse ele praticamente sem mover os lábios. — Porque aí vem o segurança.  

 

  Corri para um arbusto da altura da cintura, mas Jimin não se mexeu, então parei. Um sujeito vestindo um colete com a inscrição SEAWORLD — SEGURANÇA se aproximou e perguntou muito casualmente:  

 

  — E aí? 

 

Ele carregava uma lata de alguma coisa. Spray de pimenta, acho. 

 

Para me manter calmo, pensei: Será que ele tem algemas normais ou algemas especiais do SeaWorld? Tipo, será que elas têm o formato de dois golfinhos saltando? 

 

— Na verdade, a gente estava de saída — disse Jimin.

 

— Ah, isso é certo — disse o homem com sotaque carregado. — A questão é se vocês vão sair caminhando ou se serão levados pelo xerife do condado. 

 

— Se para você der no mesmo, a gente preferia ir andando — disse Jimin.

 

Fechei os olhos. Eu queria dizer a Jimin que aquilo não era hora de bancar o engraçadinho. Mas o sujeito riu.      

 

  — Sabe, há uns dois anos teve um cara que pulou num tanque grande e acabou morrendo, e nós recebemos ordem para nunca deixar ninguém entrar, não importava se fossem bonitinhos. — Jimin puxou a camisa para que não ficasse tão colada ao corpo. E só então eu me dei conta de que ele estava falando com o abdômen dele.

 

— Bem, então acho que você vai ter que prender a gente. 

 

— Aí é que mora o problema. Eu já tô quase acabando meu turno, pronto para ir para casa, tomar uma cerveja e dormir um pouco. E se eu chamar a polícia agora, eles vão levar aquele tempo todo de sempre. Tô só pensando alto aqui — disse ele, e então Jimin ergueu os olhos, compreendendo.   

 

  Ele enfiou a mão no bolso molhado e puxou uma nota de cem dólares suja de água do fosso. 

 

  — Bem, é melhor vocês irem embora — disse o segurança. — Se eu fosse vocês, não passaria pelo tanque das baleias. É cheio de câmeras de segurança lá, e vocês não vão querer que ninguém saiba que estão aqui. 

 

— Sim, senhor — respondeu Jimin, recatado, e assim o homem se afastou na escuridão. — Cara — balbuciou Jimin assim que ele se afastou —, eu realmente não queria dar dinheiro para aquele pervertido. Mas, ah... Dinheiro foi feito para gastar. — Eu mal conseguia ouvi-lo; tudo o que eu sentia era o alívio tiritando em minha pele. Aquele prazer bruto compensava toda a preocupação anterior. 

 

  — Graças a Deus ele não entregou a gente — falei. 

 

Jimin não respondeu. Ele estava olhando para além de mim, os olhos semicerrados, quase fechados.   

 

  — Me senti exatamente assim quando entrei no Universal Studios — disse ele depois de um tempo. — É legal e tal, mas não tem muito para ver. Os brinquedos ficam desligados. Tudo que é legal fica trancado. A maioria dos animais são transferidos para tanques diferentes durante a noite. — Ele virou o rosto e admirou o SeaWorld que podíamos ver. — Acho que o prazer não está aqui dentro.  

 

  — E onde está? — perguntei. 

 

— No planejamento, acho. Não sei. Fazer as coisas nunca é tão bom quanto imaginá-las. 

 

— Isso aqui parece bem legal para mim — confessei. — Mesmo que não tenha nada para ver. 

 

Sentei-me em um banco de praça e ele se sentou ao meu lado. Estávamos olhando para o tanque das focas, mas não havia focas, só uma ilha deserta com umas pontas de pedras feitas de plástico. Eu podia sentir o cheiro dele junto a mim, o suor e as algas do fosso, o xampu com essência de lilases e a pele com cheiro de amêndoas. Senti cansaço pela primeira vez e pensei em nós dois deitados juntos na grama do SeaWorld, eu de costas, ele de lado com um braço em volta de mim, a cabeça em meu ombro, me olhando. Sem fazer nada — só deitados ali, juntos, sob o céu, a noite tão clara a ponto de ofuscar as estrelas. E talvez eu sentisse a respiração dele junto ao meu pescoço, e talvez a gente pudesse ficar ali até o dia seguinte, e então as pessoas caminhariam por nós no parque, nos veriam e pensariam que éramos apenas turistas também, e nós poderíamos desaparecer no meio delas.   

 

  Mas não. Tinha um Mark de uma sobrancelha só a ser visto, e Tae, a quem eu precisava contar a história toda, e as aulas, a sala de ensaios, a Universidade Duke, o futuro.  

 

  — Kookie.  

 

  Eu olhei para ele e por um instante não entendi por que ele tinha dito meu nome, mas então acordei do cochilo. E ouvi. A música ambiente das caixas de som tinha aumentado de volume, só que não era mais música de elevador — era música de verdade. Um jazz antigo do qual meu pai gosta, chamado "Stars Fell on Alabama". Apesar de as caixas de som serem pequenas, dava para notar que quem estava cantando tinha uma voz e tanto. E eu senti o fio ininterrupto, o meu e o dele, se esticando desde nossos berços até o cara morto, de quando éramos apenas conhecidos até agora. E eu queria dizer que para mim o prazer não estava no planejamento ou na execução ou na saída; o prazer estava em ver nossos fios se cruzarem e se separarem, e depois se tocarem de novo — mas aquilo parecia algo muito brega de se dizer, e de qualquer forma Jimin já estava se levantando. Os olhos escuros piscaram, e, bem ali, ele parecia impossivelmente bonito, a calça jeans molhada colada ao corpo, o rosto brilhando sob a luz acinzentada.  

 

  Fiquei de pé, estendi a mão e disse: 

 

— Me concede esta dança? 

 

Jimin fez uma reverência, pegou minha mão e respondeu:  

 

  — Sim. 

 

E então minha mão estava na curva entre a cintura e o quadril dele, e a mãozinha dele em meu ombro. E passo-passo-lado, passo-passo-lado. Dançamos todo o caminho até o tanque das focas, e a música continuava falando sobre estrelas cadentes. 

 

  — Música lenta do sexto ano — anunciou Jimin, e nós mudamos de posição, as mãozinhas dele em meus ombros, e as minhas no quadril dele, os cotovelos esticados, mais de meio metro entre nós. E depois dançamos mais foxtrote, até a música acabar. Dei um passo adiante e a inclinei para trás, exatamente como haviam ensinado para a gente na Escola de Dança Crown. Ele levantou uma perna e soltou todo o peso do corpo quando o virei. Ou ele confiava mesmo em mim, ou desejava cair.  

 

 


Notas Finais


Obrigada por lerem <3


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